06 on 06 – Em 2020 eu…

Dezembro. Ano que termina sem ter sequer começado, sem ter sido. Um sabor de incompletude, de planos engavetados, de metas estagnadas. O ano mostrou que afinal aquele desejo de emendar o Carnaval e o Natal não é assim tão bom. Com todo o caos que impera para o lado de fora fico surpresa ao perceber que,  em 2020 eu…


Fiz um pic-nic no último dia de Carnaval, antes do mundo virar de cabeça para baixo, antes do pandemônio se instalar e prender todos (que tiveram bom senso) em suas casas pelo máximo de tempo possível… A foto do pic nic? É, só vai ter essa mesmo. Mas garanto: Foi o melhor dia do ano!

Reencontrei o prazer de dançar depois de tantos anos… E está sendo tão bom! Diverti-me, ousei, descobri que meu corpo e minha sensualidade podem ser poéticas, emagreci alguns quilos e me conectei novamente a uma Darlene que andava dançando pela casa o tempo todo.

Escrevi! Escrevi muito e escrevi sobre coisas que eu jamais pensei escrever: Deixei um pouco a poetisa romântica de lado – afinal, falar de amor em tempos onde amar é permanecer distante é tão difícil! Escrevi. Dediquei-me a vencer barreiras, encontrar novos temas. E não é que deu certo? Termino 2020 comemorando a seleção em duas antologias: Amores virtuais, perigo real e Quimeras de Natal: Sonhos no gelo.

Criei um jogo! Ainda não está pronto, mas a ideia está toda aqui e aos poucos está saindo do papel e tomando forma – Como essas cartinhas de perguntas e respostas, totalmente artesanais. Ano que vem, quando a vacina estiver pronta, quero ver todo mundo aglomerado aqui em casa jogando comigo!

Construí minha própria cama baú – Afinal, Por qual motivo eu gastaria quase R$800,00 em uma cama se eu mesma posso construir a minha gastando muito menos com material e ainda me divertindo com a minha mãe que me deu uma aula sobre ferramentas? (Se eu lembro como trocar a broca da furadeira? É, então… Socorro!). E antes que me perguntem que roupa é essa, já respondo: Roupa de quem estava em casa serrando, parafusando, cortando, pregando… Não dá pra construir nada de salto alto e frufru né?

Completei 34 anos. Pois é. O ano foi estranho, mas o tempo nunca deixou de correr. Os trinta e quatro anos chegaram como um tsunami arremessando tudo que encontrou pela frente. Se há dez anos alguém me perguntasse o que eu estaria fazendo aos 34 anos, certamente não receberia como resposta algo como “dando banho nas compras e usando máscara para sair na rua”. Mas os planos mudam e a gente surta, se adapta ou luta contra (quando é sensato fazer isso) e depois vence ou dá risada. É a vida.

Participaram do 06 on 06

ObdulionoLunna GuedesMariana Gouveia

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8 comentários sobre “06 on 06 – Em 2020 eu…

  1. Viva tu! Foi um ano totalmente assustador, mas estamos aqui, né? Aprendendo, sofrendo, chorando e amando. A esperança deve ser plantada todos os dias. Que estejamos juntas nesse novo ano. Abraço carinhoso

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  2. Oi, Darlene! Tudo bem? Espero que sim! Nossa, e lá se vai um ano repleto de expectativas quebradas, mas também do sumo de alguns limões, vários jarros de limonadas, não é verdade?? Pude te acompanhar aqui e foi maravilhoso! Assim como você, também escrevi, escrevi, escrevi… E nos foi maravilhoso! Tenho certeza! E que venha um 2021 pleno, vitorioso! Independente de pandemia! Grande beijo!

    Curtido por 1 pessoa

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