Desculpem o pessimismo, mas 2022 não é app de entrega para trazer os seus desejos.

Papo reto: O ano que tá chegando não é um app de entregas. Não adianta olhar para o céu na virada do ano e pedir “paz, saúde, dinheiro, realizações etc”. Não adianta pular onda, comer romã, comer lentilha, nada disso vai adiantar. Não vai chegar um ano novo de bicicleta com uma mochilinha vermelha nas costas trazendo seus desejos até a sua porta.

                Quer um ano melhor? Vai ter que lutar muito. Além de trabalhar pesado para garantir o mínimo, também é importante que se organize pra exigir vacina para toda a população – Inclusive para as crianças. Limpe seu quintal e não emporcalhe a rua pra reduzir o risco de novos surtos de dengue. Denuncie as Fake News e comece a se movimentar desde já para derrubar o genocida e sua corja: Dois mil e vinte e dois não tem esperança de ser um excelente ano novo, quando muito pode ser o ano em que o país vai conseguir começar a sair do buraco para trazer um ano de 2023 melhor. E para isso vocês precisam que votar direito e conseguir informar as pessoas ao redor sobre o quão catastrófico o atual presidente tem sido para o Brasil e o quanto o sistema vigente está destruindo o mundo pouco a pouco. Desculpa se essas não são as notícias e votos de ano novo que você gostaria de ler. É o que tem para hoje. E para os próximos 365 dias.

                Se no meio de tudo isso você conseguir encontrar alguns momentos de paz, amor e felicidade, parabéns! Fico feliz de coração. Por aqui tenho certeza que também estarei segurando a vida com força e aproveitando intensamente todos os momentos incríveis que surgirem como faço todos os anos, mas é imperioso lembrar: Um Feliz Ano Novo não se refere ao seu ano pessoal ou ao meu. Se não for um ano novo digno para todas, todos e todes, não é um ano incrível. É apenas um ano que te trouxe bons momentos. Não tem como encontrar felicidade plena enquanto alguém ainda for escravizado, enquanto as matas queimam e pessoas fazem filas pra comer osso ou comprar alimentos envenenados pelos agrotóxicos.

                Agora, se mesmo assim você é como eu e não abre mão de fazer uma simpatia na última noite do ano, vou dar uma dica: É melhor passar o ano com uma calcinha bem colorida: Amarelo pra atrair dias iluminados, azul para atrair ar limpo, rosa para amor, verde para florestas renovadas, lilás para que haja uma chuva de feminismo, vermelho pra chamar a revolução comunista. Vai que dá certo né?

Blogagem coletiva: Retrospectiva literária 2021

Eu adoro essa época do ano em que a gente começa a fazer retrospectivas: Músicas, filmes, livros, lugares e momentos. Para começar essa sequência gostosa, vou seguir o tema proposto pela escritora Lunna Guedes no grupo Interative-se e falar sobre os livros de 2021!

Não vou falar sobre todos os livros lidos, pois eu não tive tempo de fazer resenha de todos aqui para o blog (estudar para concurso ocupa tempo), mas tenham certeza de que há vários lidos além dessa lista.

Livros clichê que eu amei:

Cartas de amor de Paris – Samantha Vérant

Dumpling — Julie Murphy

Livro decepção/preguiça

Treinando a emoção para ser feliz – Augusto Cury

O final me surpreendeu:

Alice, uma voz nas pedras – Lunna Guedes

Livros de escritoras brasileiras contemporâneas:

Receituário de uma expectadora – Roseli Pedroso

Equação infinda – Rosely Pedroso

Amor expresso – Adriana Aneli

Clássicos da literatura mundial

A metamorfose – Frans Kafka

Pluto ou um Deus chamado Dinheiro – Aristófanes

Contos urbanos

Rua 02 – Obdulio Nuñes Ortega

Livro sombrio

24 horas na vida de uma mulher – Stefan Zweig

Não é tudo que dizem, mas eu até gostei um pouco

O que vale é a intenção – Mallika Chopra

Livro útil/Que me trouxe aprendizados

A poética do Brincar – Marina Marcondes Machado

Livros infanto-juvenis

Saga Harry Potter – J.K Rowling

Isso ninguém me tira – Ana Maria Machado

Veja também a retrospectiva literária de

Lunna Guedes