TAG Stephen King

Boa noite leitores!

A Silvia, do Blog Reflexões e Angústias me indicou para responder a TAG Stephen King. Vergonhosamente tenho que confessar que nunca li nenhuma obra deste autor tão aclamado e, por isso mesmo fiquei um pouco sem entender a relação título – pergunta a  ser respondida. Mesmo diante deste fato inusitado, foi bem legal responder.

Antes de postar as respostas, peço desculpas aos meus amigos leitores pelas contínuas ausências e aos meus amigos blogueiros pela demora em responder tags e comentários. A vida tem sido corrida ultimamente, completamente tomada pelos estudos para a prova da OAB (em que fui aprovada em Janeiro), para diversos concursos, e também muito ocupada pelo trabalho (trabalhar no supermercado Extra é legal, mas cansa) e pelos estudos de música que no momento é uma das únicas coisas que dão um sentido à minha vida.

Perguntas:

  1. Carrie, A Estranha – O primeiro livro que você se lembra de ter lido: O primeiro livro que eu me lembro de ter lido foi “Emília no País da Gramática” de Monteiro Lobato. Minha mãe conta que li outros antes, bem infantis, mas eu realmente não lembro.
  2. O Pistoleiro – O primeiro livro de uma série que você ama: “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Me julguem! Já recebi algumas críticas por gostar de literatura jovem, mas não vejo isso como um problema uma vez que não me restrinjo a este tipo de leitura.
  3. Canção de Susannah: Um livro que tenha uma personagem feminina marcante: Léa Delmas da série “A Bicicleta Azul”. Trata-se da personagem principal uma série de livros da escritora Francesa Régine Deforges. Uma jovem marcante,um tanto mimada e no início bastante irritante que amadurece com o decorrer dos fatos que a cercam durante a segunda guerra (e em outro conflitos bélicos narrados no decorrer de outros livros).
  4. Doutor sono – Uma sequência publicada anos depois: Não consigo me lembrar de nenhuma.
  5. Escuridão total sem estrelas – Um livro de contos maravilhoso do começo ao fim: As crônicas de Nárnia
  6. Duma Key – Um livro com uma amizade memorável: Novamente, podem julgar meu gosto literário pois irei citar outro livro dedicado ao público teen – House Of Night. A amizade entre Zoe Redbird e Stevie Rae atravessa barreiras intensas, como a “morte” de Stevie e sua “ressureição” como uma espécie completamente diferente e estranha de vampiro.
  7. A maldição do cigano – um livro ‘magro’ (pequeno) e ótimo: Til – José de Alencar. Li há poucos dias e ainda estou apaixonada.
  8. Mago e Vidro – um livro com um casal lindo: Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco.
  9. Jogo perigosoUm livro que você se sentiu angustiado ao ler: Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley
  10. A Torre NegraUm livro que você leu com dó de terminar: A última colina, sexto livro da série “A Bicicleta Azul”. Na época em que li, tive dó de terminar pois pensei ser o último livro da série – tinha uns 13 anos de idade e morava no interior, sem acesso à internet, então, não sabia que havia mais dois livros além dos seis que a biblioteca da cidade disponibilizava. Infelizmente até hoje não consegui comprar/encontrar para empréstimo os últimos volumes da série.

 

Livro do Mês – Til (José de Alencar)

Há tempos eu não lia um romance que realmente prendesse a atenção – Pelos comentários que tracei acerca das minhas últimas leituras é possível perceber que estive em uma péssima maré de sorte literária e, finalmente, essa maré ruim deu uma trégua já nas primeiras páginas de Til, obra escolhida para o mês de Março.

Til é uma narrativa da maturidade de José de Alencar (Mecejana/Ceará, 1929 – Rio de Janeiro/RJ, 1877). Seu estilo é bastante regionalista, descrevendo usos e costumes da época e do local onde a história se passa, ou seja, do interior do Estado de São Paulo. Calma! Nem toda a obra de cunho regionalista/nacionalista é difícil ou cansativa de ler e, no caso do livro em comento é importante salientar que a leitura flui facilmente, uma vez que o autor consegue narrar em poucas páginas uma trama complexa, intensa e muito envolvente. Berta, ou Til, personagem principal da narrativa, é uma menina de alma extremamente bondosa e a trama descortina aos poucos como sua vida se cruza com pessoas que fizeram parte de sua mais tenra infância e  a forma como sua presença altera o rumo das pessoas a seu redor.

Sou suspeita para falar sobre clássicos da literatura nacional pois raramente minha opinião apresentará pontos negativos – pelo contrário, em geral só encontro elogios aos nossos clássicos, especialmente tratando-se de obras de autores como José de Alencar ou Machado de Assis e, a leitura de Til só veio reforçar essa paixão literária e deixou um adorável gostinho de “quero mais”. E você, leitor(a), já leu “Til”, o que achou? Se já leu, deixe um pequeno comentário sobre o livro e, se não leu, não perca tempo! Leia!

 

Desafio cinetoscópio dos 30 filmes #4

Depois de um tempo de pausa, vamos ao post relativo ao Desafio Cinetoscópio dos 30 filmes. A proposição para o 4º dia é “Um filme em Preto e Branco”.  Não houve dúvida: A um passo da eternidade. Filme de 1953, estrelado por grandes nomes como Frank Sinatra e Burt Lancaster, o filme se passa na época da segunda guerra, precisamente pouco antes do ataque japonês a Pearl Harbor. É interessante a forma como o filme retrata a vida pessoal das personagens – em nenhum momento há aquela sensação de estar assistindo a um filme “de guerra” ou “de ação” – A guerra é um plano de fundo que influencia as personagens, mas apenas isso: Um mero plano de fundo. A história não se desvia, não há grandes cenas cobertas de sangue nem os efeitos especiais a que estamos acostumados. Outra coisa que me faz adorar o filme: A participação do Frank Sinatra no papel do soldado Maggio.

Responsável por uma das  cenas românticas mais famosas do cinema,onde Burt Lancaster e Debora Kerr rolam abraçados na beira do mar  (Anote-se: Uma das minhas cenas românticas favoritas), A um passo da eternidade é um filme comovente e delicioso de se assistir.

Livro do mês: Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor (Allan E Barbara Pease)

A leitura do mês de Fevereiro certamente não é uma obra literária de ficção tampouco pode ser classificada como um tratado científico acerca do comportamento humano. Os autores demonstram a existência de diferenças entre o comportamento masculino e o feminino e as atribuem a formação da estrutura cerebral – o que ocorre ainda não gestação devido a ação dos hormônios. Outra preocupação constante dos autores é salientar o quão perigoso é tentar fazer com que homens e mulheres acreditem em uma suposta igualdade de gênero, pois se ignorarmos diferenças que de fato existem entre os homens e mulheres, o resultado será confusão e frustração.

A obra é interessante, de fácil leitura além de ser bastante engraçada em alguns momentos, vale a pena ler sem levar “ao pé da letra” tudo o que se diz.