Breve resumo da biografia e do pensamento político de John Locke [BEDA 14]

Nasceu na Inglaterra em 29 de Agosto de 1632, estudou medicina, filosofia e ciências Naturais em Oxford. Em 1683 Fugiu para a Holanda, retornando quando Guilherme de Orange assumiu o trono, em 1688 e morreu em 1704.

Locke é tido com um dos expoentes do empirismo, ideia segundo a qual o ser humano nasce sem saber nada, aprendendo pela experiência, tentativa e medo.

Em relação à filosofia política, Locke dá o ponto de partida das Revoluções Liberais como, a Inglesa e a Francesa, por exemplo. Locke é classificado como Jusnaturalista, isto é, defende o Direito Natural do ser humano, à vida, à liberdade, à propriedade. Outro ponto defendido por ele é que os governados devem consentir o governo à autoridade constituída, devem aceitar livremente o governo que tem. A lei civil deve ser derivada dessa lei natural, perante a qual todos os seres humanos devem ser livres e iguais.

Apesar de defender a igualdade entre os seres humanos, Locke tinha uma posição pró-escravagista, mas não racista, já que para ele a escravidão seria um contrato em que o vencido na guerra torna-se escravo para continuar vivo.

Para Locke não seria necessário que todos os direitos fossem entregues ao soberano, sendo os direitos de defesa e de realizar a justiça pelas próprias mãos os únicos direitos que realmente deveriam ser abandonados pela sociedade, facilitando a defesa de outros direitos (à vida, à liberdade, à propriedade). Locke resguarda também o direito do cidadão recusar-se a cumprir o que for determinado por um Estado que viole esses direitos naturais.

Principais pontos de seu pensamento político:

-Os governantes devem proteger o Direito Natural de todo o ser humano (à vida, liberdade e propriedade)

-Os cidadãos devem entregar ao Estado a função de resolver conflitos, abrindo mão do direito de defesa/ realização da justiça pelas próprias mãos

-Defesa da escravidão, não por raça, mas dos vencidos em batalha

Principais Obras:

-O tratado do Governo Civil (1689)

-O Ensaio sobre o intelecto humano (1690)

-Os pensamentos sobre a educação (1693)

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Sonho [BEDA 13]

Eu havia preparado um post para hoje, mas infelizmente meu computador decidiu travar, por isso vou compartilhar aqui o vídeo de uma modalidade de dança que eu quero muito dominar: O pole dance. Neste vídeo temos uma das nossas campeãs mundiais, que é brasileira! Espero que gostem!

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O sonho e o Big Brother Brasil [BEDA 12]

Tive um sonho engraçado: Eu havia sido selecionada para o Big Brother Brasil – Cheguei empolgada na casa, imaginando os próximos meses com piscina, academia e festinhas. Sorriso de orelha a orelha. Quando me deparo com a casa, descubro que houve mudanças: Tudo rústico, nada de energia elétrica, fogão à lenha e para completar, metade dos participantes precisa pedalar em bicicletas semelhantes a ergometricas para produzir energia e poder ter ao menos chuveiro quente na casa. Ah! Agora imaginem que no meu sonho o BBB era apresentado pelo… Faustão.
Pois é, será que isso é um sinal pra eu me inscrever no próximo ou eu só estou assistindo demais? Aliás, antes que me critiquem pelo programa: Minhas leituras estão em dia, meus estudos estão em dia, meus exercícios físicos e alimentação estão em dia, e eu estou trabalhando. O tempo que me resta eu posso usar como bem entendo e entre futebol ou novela e BBB (cancelei a Netflix, portanto séries e filmes não são opção), eu prefiro me distrair assistindo o BBB (torcendo aqui pela Thaís, João ou Camila). Quem sabe em 2022 vocês não me veem por lá? O que achariam? Teria uma torcida para mim?

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A “marcha da família cristã pela liberdade… de morrer e matar” [Beda 11]

Ontem foi o 100° dia do ano. Faltam 265 dias para a chegada de 2022. Ultrapassamos as 350 mil mortes sem aprender nada e ainda há quem apoie o genocida que ocupa a presidência há 832 dias. Hoje aconteceu a “Marcha da família cristã pela liberdade” – ao ignorar a necessidade de manter o isolamento social e tomar as ruas reclamando a retomada  das atividades religiosas presenciais e do comércio sem restrições, essas pessoas pedem nas entrelinhas o massacre da população brasileira pela doença, enquanto a miséria avança e um auxilio emergencial insuficiente começa a ser pago. Nietzsche certa vez disse que o único cristão verdadeiro morreu na cruz – Começo a acreditar no filósofo. Quando vejo a maioria desses eventos das igrejas não consigo  enxergar o tal “amor cristão”, apenas uma densa cortina de  descaso e ódio. A triste realidade é que enquanto o mundo luta contra o vírus, o Brasil parece fazer o contrário: Aqui o covid teve e continua tendo uma recepção de gala, com apoio institucional e festa nas ruas, com as bênçãos cristãs e os aplausos do povo gado.

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Dica de leitura: Rua 2 [BEDA 10]

“Caro Leitor, você acaba de receber em mãos um livro artesanal produzido pela Scenarium e aqui vão algumas instruções de uso…

Aprecie a capa… ela é como um velho portão, que dá entrada para uma realidade de páginas devidamente numeradas. Verifique o número do seu exemplar… E depois a sequência de páginas. A menos que o projeto seja insano, a sequência é como a das casas, de um lado você encontrará os números pares e, de outro, os ímpares…”

As palavras acima são as primeiras linhas escritas no livro “Rua 2” , contos de Obdulio Nuñes Ortega.

Em textos curtos, que em sua maioria recebem como título o número das casas onde moram as personagens, Obdulio nos apresenta personagens urbanas detentoras de personalidades únicas que leva o leitor a sentir uma interação com a personagem. A estrutura da obra, aliada a capacidade criativa e refinada observação humana do autor faz do livro Rua 2 uma obra genial.  Destaco aqui os textos: Morador da rua 2, casa 11, casa 9, casa 15, casa 2, linhas cruzadas e Pescoços quebrados da rua 2. Não me atrevo a dizer que são os melhores textos do livro por acreditar que é impossível estabelecer este tipo de juízo. Prefiro dizer que são os textos que mais gostei dentro de um livro dinâmico, envolvente, gostoso de ler e que deveria ser parte da lista de leituras de quem realmente aprecia a literatura brasileira.

Quer ler? Acesse a Scenarium Plural e adquira seu exemplar!

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Devorar palavras [BEDA 09]

Devorar palavras

Nutrir-me de ideias

Férteis lavras

Talvez novas Odisséias

Imaginar, sonhar

Mundos criar

Canções de amor

Sem ninguém amar

Lágrimas sem dor

Sensualidade sem pudor

Castidade quase impura

Para as desilusões – cura

Realidade virtual

Igualdade desigual

Fujo do mundo

Mergulho fundo

Nas estradas que construo

Nos castelos que destruo

Minha realidade

Construída por amor e palavras

E saudade

(Mais um poema antigo e confuso que desenterro do caderno… )

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Sobre Sinatra e o adeus a um amigo. [BEDA08/#tbt]

Ano de 2009. Eu trabalhava em um Parque Cultural em São Vicente. Lugar agradável, réplica da primeira Vila do Brasil. Aos finais de semana, música ao vivo, baile frequentado pela Melhor idade. Eram meus dias favoritos pela animação e pelas canções. Vestida com o uniforme – réplica de vestimentas do século XV – eu borboleteava entre as mesas e casais que dançavam. Entre tantos músicos, um deles era meu favorito: Roberto Salvatore. Ele fazia o melhor cover do Frank Sinatra que já vi. Fisicamente não havia semelhança nenhuma, mas a voz… Que voz! E que repertório bem selecionado, variando entre o dançante e o romântico. Ao final, um pouco de música brasileira. Eu sempre pedia para ele tocar “O grande baile da saudade”, uma valsa do Francisco Petrônio. My way eu nem precisava pedir, já era parte do repertório. Lembro de ter pedido “Gentil Borboleta”, do Carlos Galhardo, canção que ele não chegou a tocar: Morreu, vítima de um câncer no ano de 2010. Foi uma perda. Na época, escrevi um poema, que deixo ao final do texto. Ele merecia palavras mais belas, mas foi o que consegui escrever de momento. Sempre lembro dele quando ouço os primeiros acordes do Sinatra.

Amigo que tão cedo partiu
Sem dar tempo de dizer até breve
Deixou em seu lugar uma saudade que meu coração nunca sentiu
Tão profunda como a palavra adeus, e tristemente constante como a brisa leve
Amigo querido, sempre lembrado
Sobre a Terra, um anjo a menos a caminhar
Tu és agora mais uma estrela no céu estrelado
Que para sempre vai brilhar
Num coral de anjos estás agora a cantar
No paraíso vivendo a eternidade
Deixando-nos eterna saudade
Espero que no céu algum dia, possamos nos reencontrar...

Se quiserem conhecer o único vídeo dele disponível na rede, é só clicar aqui.

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Caminhada [BEDA 07]

Há mais de uma semana não vejo a rua. Hoje, dia de trabalho presencial, decido voltar a pé para casa: São quase dez quilômetros de caminhada. Tempo ameno, vento no rosto. Pequenos prazeres que a pandemia nos tirou. Os passos desviando de buracos, pisos lisos, pedras soltas. Algumas casas mudaram de cor, alguns comercios fecharam para nunca mais, outros abriram. Portas meio abertas entregam seus produtos por delivery. Novos tempos, não necessariamente melhores.
Incrédula, observo que muitas pessoas ainda não utilizam máscaras. Não parece que há um vírus circulando. Já está escurecendo quando chego na avenida da praia. Ainda falta um bom pedaço de chão pra chegar em casa. Percebo que a academia reabriu: Seres mascarados se exercitam. É estranho de se ver. Sinto falta de frequentar os treinos, mas decidi: Retomo quando houver vacina ou talvez quando encontrar alguma atividade individual que me agrade. Diferente de tanta gente, tenho o mínimo de bom senso e prefiro não arriscar pegar-transmitir o vírus… Aliás o medo é um dos motivos que me leva a dispensar o transporte público e caminhar tantos quilômetros. O medo e a vontade de caminhar.
Chego em casa exausta, completamente incapaz de cumprir a minha prática diária de yoga ou de escrever resenhas, fotografar livros, preparar postagens. Hoje deixarei meus leitores e leitoras com uma foto do céu da minha cidade e esse breve relato de uma trabalhadora na pandemia.

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06 on 06 – Aconchego [BEDA 06]

O desafio 06 on 06 consiste em publicar seis imagens sobre um determinado tema no dia 06 de cada mês. Para o mês de Abril o tema foi aconchego.  Há inúmeras imagens nas quais consigo pensar para definir aconchego mas estamos em lockdown e sair para buscar imagens não é uma opção. Aconchego é abrigo, segurança. Aconchego é amor. É sorriso, é risada. Aconchego é procurar fotos e encontrar boas lembranças. Vamos ver?


Aconchego: É olhar o mundo e sua infinitude e sorrir sabendo que já encontrou o seu próprio mundo-lugar no abraço de alguém.

É abraçar aquele bichinho de pelúcia, presente de alguém especial

É a lembrança de um passeio com as amigas – E o eterno: Vamos marcar de novo qualquer hora
É a flor que vira fruto
É uma bolinha de pelo brincando em abraços
Aconchego é o mar… É o infinito amar.

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Sobre personagens e cajuzinhos

O cursor pisca na tela como um ponto de interrogação: Decifra-me ou te devoro. A história a ser contada pulsa no mundo das ideias, mas não encontra as palavras corretas para registrar-se no papel. Tudo parece desconjuntado, sem graça, atropelado. Um sem fim de digita-apaga. Posso imaginar a personagem me observando com olhar reprovador, ávida para continuar a cena-vida, indo e voltando para o mesmo lugar até as palavras se encaixarem numa cadência perfeita. Vida de personagem não deve ser fácil, sempre dependente do que a autora planeja. Quando a autora não consegue traçar palavras para delimitar os próximos passos, a personagem fica presa na última posição escrita – No caso, sentada no sofá, numa kitnet quente, com a blusa amarrada ligeiramente acima do umbigo. O olhar inquiridor acompanhando meus movimentos enquanto bato amendoim e passas no liquidificador para fazer um cajuzinho vegano e sem açúcar, receita da Vivi (@sosvegan). Docinhos são mimos que me permito em qualquer tempo – me recuso a deixar de lado o prazer de uma guloseima diária. Assim como a personagem que por ora ocupa meus dias, tenho essa relação especial com a cozinha: Um abrigo para o cansaço, uma estufa para o plantio de sonhos. Minha rotina passa por fogão, panelas e pratos. Só assim é possível engolir a dose diária de notícias ruins sem perder totalmente a esperança. Desisto de escrever, hora de fazer uma boa prática de yoga – O corpo merece atenção, principalmente nestes tempos de isolamento. Depois da prática, do banho e do jantar, voltarei a encarar a tela e o olhar da personagem…

Receita do cajuzinho vegan

1 e ½ xícara de amendoim torrado e sem pele

1 e ¼ xícara de uvas passas

2 colheres (sopa) de cacau em pó

2 colheres (sopa) de água.

Bata no liquidificador o amendoim e as passas até formar uma massa. Adicione o cacau em pó e continue batendo, acrescentando a água. Depois é só moldar os docinhos.

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