A praça

Quando foi que a cidade se tornou um lugar hostil? Já reparou na pressa das pessoas? Ninguém olha pro céu, nem pras árvores na pracinha – Aliás, praticamente ninguém para na praça pra conversar, ler um livro, namorar ou apenas observar o movimento. Dias atrás parei na praça pra tomar um lanche – os bancos estavam vazios – exceto pelo ponto de ônibus do outro lado, repleto de pessoas com rostos cansados. Vi os carros passando, farol abrindo e fechando. Fiquei imaginando como seria bom um encontro no final do dia, sentar ali naquele banco pra bater um papo rápido com aquele alguém especial pelo simples prazer da conversa, sem intenção nenhuma além de ficar alguns minutos de mãos dadas antes num lugar perdido no coração da cidade e pensando nisso me senti tão solitária quanto aquele espaço vazio onde havia me instalado pra descansar antes de seguir viagem. Terminei o lanche, fechei a bolsa, atravessei a rua e tomei meu lugar em meio aos rostos cansados no ponto de ônibus. Não resisti e fotografei a praça. Guardei o celular e subi no primeiro ônibus super lotado – só mais uma “sardinha” naquela lata de sardinhas sobre rodas. O corpo apertado pelo descaso com o transporte público, o coração apertado pela saudade das coisas que tendem a não acontecer.

Dica literária: Extraordinário

NORMAL. NORMALIDADE. Quantas personalidades maravilhosas não são completamente esmagadas para se enquadrar neste conceito? A normalidade oprime. A normalidade deixa à margem dos agrupamentos sociais os indivíduos cujas características se afastam do conceito de “normal”, rotulando-as.  Discutir o efeito dos tais rótulos na vida das pessoas é abordar uma temática sensível, permeadas por preconceitos e tabus. No livro “Extraordinário”, R.J Palácio aborda a temática da normalidade física através da visão inocente de um menino de dez anos que nasceu com o rosto deformado devido a uma síndrome genética. Acompanhar o primeiro ano escolar de August é sentir, através da leitura, os medos naturais de qualquer pré-adolescente que vai para a escola e lembrar que, no caso de August, tais temores são ampliados pelo desconhecimento do ambiente que o aguarda, uma vez que foi educado em casa devido a sua saúde frágil, e pela deformidade que o faz ter dificuldade de se integrar com a turma. A autora consegue encantar o leitor ao narrar à jornada de August em busca de seu próprio lugar na escola e, porque não dizer, na vida.

Opinião: Comecei a ler por indicação de amigos e não esperava muito da história, mas me surpreendi bastante e pretendo assistir ao filme assim que possível. A autora consegue manter a  história caminhando com um vocabulário acessível e uma estrutura narrativa bastante interessante, subdividida em capítulos narrados do ponto de vista das personagens – ou seja, August e seus amigos e familiares. Se por um lado a história não decepcionou, a edição do livro que eu adquiri me chateou bastante pela revisão e diagramação ruins, com frases e nomes próprios se iniciando em letra minúscula em vários trechos – Como não possuo a nota fiscal do livro, não posso reclamar, mas ainda assim enviei uma mensagem para a editora, avisando sobre o problema e aguardo o resultado pelos próximos dias (prometo contar para vocês).

Extraordinário

 

O dia em que levei minha arte para a rua

As pessoas sempre caminham tão apressadas, não é mesmo? Entre idas e vindas, celulares e compromissos inadiáveis, parece que o tempo para a poesia está cada vez mais escasso – Diante deste cenário, surgiu uma ideia: Fazer arte de rua! Uma cestinha cheia de poesias em um lugar movimentado da cidade. Qual seria a reação das pessoas? Iriam parar? Pegariam algum poema? Conversariam com a autora? Com o coração batendo forte e a mente cheia dessas dúvidas eu fui para a rua hoje. A primeira surpresa foi no instante em que parei para “montar” a cesta – Enquanto colava a plaquinha com durex, um senhor parou e pediu uma poesia. Posteriormente, outras pessoas, dentre elas um antigo professor muito querido, vieram, pararam, conversaram – muitas inclusive deram uma contribuição financeira (que irá custear as xérox para as próximas edições). Foram horas muito agradáveis e surpreendentes! Espero realmente ter feito o domingo de muita gente um pouco mais poético e feliz com as minhas singelas cartas e poesias.

Amanhã é segunda e eu estarei com o coração quentinho de tantos sorrisos que recebi hoje.

arte na rua

Sobre #Elenão, nós sim e a necessidade de lutar

 Temos no Brasil um certo candidato à presidência que acabou se tornando uma espécie de “Voldemort” (vide Harry Potter) – inominável, o coiso, o eterno #elenão. Um ser abjeto que exala racismo, homofobia, misoginia – E, para minha surpresa, ele tem um considerável número de seguidores, inclusive mulheres, muito embora ele diga absurdos como “mulher tem que ganhar menos pois engravida”!
A boa notícia é que neste sábado, o Brasil foi tomado por uma onda lilás :O ato “Mulheres contra o Bolsonaro” lotou as ruas e mostrou que ainda temos pessoas com fibra e coragem para lutar por um país melhor para todos e todas! Estive na manifestação em Santos (SP) e nunca vi um ato tão bonito! Mulheres e homens de todas as idades, etnias e credos unidos por um objetivo fundamental: Derrotar nas urnas o candidato que simboliza o retrocesso político, social e econômico. E no dia seguinte, aconteceu a Primeira Parada LGBT de Santos – E novamente os protestos #EleNão se fizeram presentes! A comunidade LGBT existindo e resistindo!
É importante que as pessoas entendam, de uma vez por todas, que, além do fundamental #elenão, temos que dizer #NósSim – lutar contra o conservadorismo, contra o racismo, contra o capitalismo que nos explora e rouba nossos sonhos e qualidade de vida, contra a violência, contra leis arcaicas, lutar contra o medo que estão tentando nos enfiar goela abaixo – nosso corpo, nossa vida, nossas regras – e sem uma construção coletiva e diária, isso não se tornará realidade. Dentro desta lógica, o “turno” mais importante destas eleições não será o primeiro ou o segundo, mas sim o “terceiro turno”: A organização popular em torno de objetivos comuns e, esse “terceiro turno” é o fazer político diário, é a organização da luta estudantil, feminista, ambientalista, LGBT – é um objetivo por vezes difícil num país com uma jornada de trabalho exaustiva e horas perdidas no precário transporte público onde os poderosos agem de forma a fazer com que a população odeie a política? Difícil, mas não impossível – A luta contra o valor das passagens em 2013 nos mostrou isso. As manifestações feministas nos mostram isso. As manifestações pelo #ForaTemer nos mostraram isso. As manifestações contra o “coiso” nos mostraram isso ontem, A parada LGBT, as greves, as ocupações que lutam por moradia, os movimentos por demarcação de terras indígenas ou contra o embarque de bois vivos nos mostram isso: Há muita gente disposta a arregaçar as mangas e lutar, muita gente que entende que viver é um ato político – Então, depois de passado o segundo turno, independente dos eleitos (lembrem-se por favor de renovar os votos para deputados e senadores), inclua a política em sua vida, escolha suas pautas e lute por elas. Pelo bem do país, pelo bem do mundo, pelo seu bem. E antes que me perguntem o que tem este texto a ver com um blog de poesia, eu digo: Não há mais bela poesia do que ver uma multidão de corações unidos pelo objetivo de construir uma sociedade sem ódio, sem violência, com igualdade e dignidade para todos e todas. A luta tem em si a poesia e os espinhos de uma rosa – vamos juntos plantar e colher um roseiral?

Livros e comida:Cookies da Lara Jean, do livro “Para todos os garotos que já amei”

“Para todos os garotos que já amei” é uma trilogia muito especial, que fala de forma leve e descontraída sobre família, amor, namoro, escola e a inevitável transição da adolescência para o início da vida adulta. O livro conta a história de Lara Jean e suas irmãs Margot e Kitty – Lara, a irmã do meio, escreveu uma carta para cada garoto que já amou, num total de cinco cartas. Acontece que um desses garotos é Josh, seu vizinho e namorado de Margot, a irmã mais velha. Quando Margot termina com Josh para ir estudar na Escócia, Lara se vê sozinha com o pai e a irmã mais nova. Entre uma e outra trapalhada, tudo parece ir bem até que misteriosamente as cartas são enviadas a seus destinatários, causando uma grande confusão na vida de Lara Jean – e de quebra jogando-a nos braços de Peter, um dos garotos para o qual ela havia escrito e que propõe viverem um relacionamento de mentira para fazer ciúmes para a ex namorada dele e ajudar Lara a se manter longe de Josh, que ficou bastante confuso ao receber a carta de Lara. Se esse casal de mentirinha vai ficar junto ou não, só lendo a história pra saber (eu li e não vou contar!). Um aviso: Ler essa dá muita fome! Lara adora cozinhar – principalmente biscoitos, bolos e cupcakes! No primeiro filme isso não é tão explícito, mas nos livros encontramos a personagem na cozinha várias vezes, principalmente nos momentos de crise – se ela fosse real, iria estar muito acima do peso com certeza! Enfim, inspirada nos cookies que ela faz, criei essa receita saudável, vegana e gostosa:

Cookies da Lara Jean:
8 bananas pequenas amassadas
3 xícaras de Aveia Grossa
1 Colher de sopa chia
3 Colheres de sopa chocolate picado
1 colher de sobremesa de fermento químico
1 colher chá de óleo de coco

Fazer os cookies é super fácil: Só amassar as bananas e misturar os outros ingredientes, depois colocar com uma colher em uma assadeira untada, espalhando e dando forma. Levar pra assar em forno pré-aquecido até dourar (no forno elétrico, meia hora)

Essa receita não fica muito crocante, mas é bem saborosa e super saudável, rende 20 biscoitos de tamanho médio.

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Quando lemos um livro pela primeira vez algo mágico acontece: Somos tragados para um novo universo – são muitas informações, acontecimentos, personagens, descrições – tudo a ser memorizado e utilizado para dar sentido ao texto que se desdobra diante do olhar, não é mesmo? Foi assim comigo quando li Harry Potter pela primeira vez – estava no final da oitava série e minha maior diversão era matar aulas e ir até a biblioteca municipal para pegar livros – na época lia dois ou três livros por semana, nas férias esse número subia para pelo menos quatro, era um vício (e ainda é). Como toda adolescente, fiquei encantada! Recentemente, ganhei os quatro primeiros volumes da saga e decidi ler novamente – terminei hoje o primeiro volume, Harry Potter e a Pedra Filosofal e percebi coisas que na época da primeira leitura não haviam me chamado a atenção (Calma! Não vou contar o enredo do livro mesmo acreditando que a maioria das pessoas já leu o livro ou assistiu o filme). Em primeiro lugar – A autora utiliza um bom vocabulário, e quando digo bom, percebo que conhecemos a maioria das palavras, mas algumas são pouco utilizadas no dia a dia – isso amplia o vocabulário. Ela também capricha na narrativa e nos diálogos, fugindo da narração em primeira pessoa – que em geral é um recurso que facilita muito a leitura. J.K. Rowling escreve para crianças e adolescentes, então, eu e você, leitores adultos, podemos achar os livros fáceis – mas será que são tão fáceis para uma criança de oito ou nove anos, principalmente para as acostumadas a um mundo de jogos eletrônicos e pouca leitura? Isso leva ao ponto seguinte: Os livros não são exatamente pequenos – outro ponto para Rowling, que conseguiu criar um mundo novo e escrevê-lo com a complexidade suficiente para manter a atenção de jovens leitores ao redor do mundo sem deixar tudo muito fácil e sem graça, mas sem desestimular a continuação da leitura. Outra sacada interessante: O enredo vai se tornando mais complexo conforme a saga vai avançando – talvez não tenha sido proposital, mas o último livro da saga é mais complexo que o primeiro,e, como os livros foram lançados com uma grande diferença de tempo, acabaram acompanhando o crescimento dos jovens que começaram a ler ainda na infância o primeiro livro. Passadas essas observações técnicas, há outros pontos interessantes: Harry Potter não é apenas a história de um menino órfão criado por tios incompreensivos (e malvados) que descobre ser bruxo. O livro, em suas entrelinhas, trata de temas como amizade, lealdade, morte, preconceito e a importância de se manter os amigos por perto e combater as injustiças – surgem conflitos, algumas brigas (que criança nunca brigou na escola) e nem sempre quem tinha as melhores intenções se livra das penalidades por ter infringido alguma regra – outra lição que levamos para a vida: Nem sempre o que está certo vence, mas o importante é nunca deixar de lutar. Harry, Rony e Hermione são personagens cheias de vida, então é fácil que estas boas lições passem agradavelmente, sem parecer um tedioso discurso do tipo “a vida é assim mesmo”.

Sobre aquele confronto “livro vs filme”: Leiam o livro antes de assistir o filme. O cinema bem que tentou (e em alguns pontos conseguiu) ser fiel, mas há detalhes muito legais no livro que o filme deixou passar – algo completamente esperado, pois para reproduzir fielmente cada detalhe do livro seriam necessárias muitas horas de filme.

Definitivamente, o bruxinho marcou toda uma geração – foi um fenômeno editorial e fez nascerem muitos leitores e leitoras – aquele tipo de livro que, saudosos e já adultos, daremos de presente para filhos, sobrinhos, afilhados – afinal, vamos querer compartilhar com a próxima geração todos os sorrisos e lágrimas, todos os momentos de ódio e tensão, todas as emoções que esta incrível autora britânica nos proporcionou. E você? Já sentiu que ao reler um livro, percebeu detalhes que haviam passado despercebido?

 

Desafio Literário | O que a vida fez de mim?

Chegar em casa e ver um e-mail da Maria Vitoria, autora do blog Estranhamente me comunicando sobre a publicação de um texto que enviei para um desafio literário que ela está promovendo, me deixou bastante feliz! Estou repostando aqui o texto selecionado e, acima de tudo, convido-os a conhecer o blog Estranhamente, que está repleto de textos e fotos muito bem escritos e cheios de sensibilidade!

ESTRANHAMENTE

O desafio literário está quase chegando ao fim e o que eu aprendi com as leituras adquiridas?

Eu aprendi que por mais que lutemos para sermos diferentes uns dos outros, somos mais semelhantes do que imaginamos. Cada história de vida aqui relatada me leva a algum momento de minha própria história, principalmente este texto da Darlene porque me faz recordar de todos os sonhos e projeções que eu já fiz a mim mesma e nunca se realizaram, mais do que isso até, a satisfação pessoal que eu costuma depositar nas conquistas pessoais que nunca vieram e me deixaram frustrada e infeliz. O maldito sonho de ser alguém na vida e ter o máximo de coisas que a gente puder e ainda dormir serenamente repousando sobre um status que jamais será alcançado. Mas, ainda bem que eu conheci muitos autores novos com ideias revolucionárias, tive alguns ótimos professores de esquerda na…

Ver o post original 618 mais palavras

Os 11 maiores mistérios do Universo- Reinaldo José Lopes

Há questões que não podem ser respondidas com formulas exatas e certezas inquebráveis – não podem hoje e muito provavelmente, não poderão no futuro. Questionamentos sobre a existência (ou não) de Deus, o início do universo, a vida após a morte, a definição de consciência e o exercício efetivo (ou não) do livre arbítrio, são esmiuçados pelo autor, que utiliza largamente a física, a biologia e a química para embasar suas explicações – sempre de maneira simples, buscando abranger um público amplo que vai de adolescentes curiosos com os mistérios que permeiam a existência humana até adultos que não possuem grandes conhecimentos técnicos, mas buscam conhecer as teorias atuais da ciência, mesmo sabendo que tais descobertas estão em constante modificação. Os 11 maiores mistérios do Universo está longe de ser um livro apropriado para aprofundar conhecimentos sobre os temas tratados, e isso não é em absoluto um defeito – Reinaldo José Lopes criou um livro instigante, que em alguns momentos pode cansar o leitor desacostumado com esse tipo de literatura, a obra é uma excelente dica de presente para jovens ou pessoas que não gostam de romances ou ainda para adultos que desejam conhecer mais sobre a vida e o mundo em que vivemos.

 

 

A hora da estrela – Clarice Lispector

A história de uma moça nordestina de dezenove anos, mal alfabetizada, sozinha no Rio de Janeiro, vivendo uma vida miserável sem perceber sua própria infelicidade (ou os milhares de motivos que teria para ser infeliz). Um enredo que, exposto assim, em palavras resumidas, parece bastante cansativo e desinteressante, tornou-se uma obra prima nas mãos de Clarisse Lispector. Macabeia, a moça desengonçada, sonhadora e pobre, é o retrato talvez um tanto caricato de tantas mulheres vítimas de um sistema social que castiga os mais pobres em detrimento dos mais ricos – ela, assim como muitas, não se vê em condições de lutar por nada melhor. Seus dias são sempre iguais, sem vaidades ou mesmo cuidados com a saúde debilitada desde tenra idade por conta da desnutrição – mas ela sonha seus sonhos de amor e deseja um dia ser uma estrela do cinema – aliás, pintar as unhas de vermelho e ir ao cinema uma vez ao mês é seu único luxo. A história da moça é narrada por um autor que conversa o tempo todo com o leitor – parece que ao ler cada página, encontramos um conhecido que vai contando a história de uma moça que ele conheceu ao andar pela rua – não parece uma obra escrita, e sim uma prosa, uma conversa na mesa de bar, narrada com uso poético das palavras mais simples. De início, talvez “ouçamos” um tanto desinteressados o narrar do autor (que idéia fabulosa da Clarisse essa de criar um autor para a história), mas com o avançar das páginas, passamos a acompanhar com curiosidade o destino da jovem, rindo um pouco de sua falta de jeito com a vida, sua gentileza e seu olhar de esperança. Torcemos e sofremos por ela até o derradeiro momento da história. É uma história tocante pela desigualdade, pela injusta luta de classes onde alguns, de tão oprimidos, não conseguem sequer perceber a necessidade de lutar, de mudar, pois até mesmo o menor dos resquícios de um pensamento crítico lhes foi sistematicamente retirado – foi essa a intenção da autora ao dar vida à Macabeia em suas páginas? Talvez sim, talvez não. Quem sabe? Certamente há por aí algum estudo sobre literatura que aprofunde esta questão, o fato é que neste momento, isso é uma percepção pessoal minha sobre o livro, percepção que buscarei aprofundar em outro texto mais adiante, não hoje, não agora, onde tudo que importa é dizer – leiam! A Hora da Estrela é um livro indicado para vestibulares e é um livro pequeno e agradável em toda a sua dureza, em todas as suas ruas sujas, trânsito e portos, em toda fome e mal-cheiro que suas páginas nos fazem conhecer. Apenas leiam e depois, se quiserem, digam o que acharam da leitura.

screen-shot-2015-11-09-at-22-33-03

 

 

Nick e Norah – Uma noite de amor e música (Rachel Cohn e David Levithan)

Um romance bastante divertido e pouco (muito pouco mesmo) meloso. Esqueça as fórmulas comuns do tipo “mocinho conhece mocinha, se apaixonam, o vilão ou vilã atrapalha tudo, lágrimas e mais lágrimas e no final a força do amor é maior e eles vivem felizes para sempre, com seus três filhos e dois cachorros numa casa de campo” – Os autores desta trama estabeleceram outro foco onde os vilões são as próprias ações e inseguranças típicas de jovens às portas do inicio da vida adulta.

A história se inicia em uma noite de show e termina ao amanhecer e neste período Nick e Norah são confrontados por seus sentimentos e escolhas em uma espécie de jornada de autoconhecimento e amadurecimento. Repleto de citações musicais e momentos engraçados, o livro prende o leitor do início ao final e é uma ótima pedida para presentear adolescentes que precisam de um incentivo para gostar de leitura – com apenas uma possível ressalva: O livro retrata a realidade de jovens que estão saindo da adolescência e por isso retrata uma realidade embalada em bebidas, noites em claro e… Palavrões! Sim, há um uso um tanto freqüente de palavras de baixo calão no livro. Há também referências e insinuações sobre sexo – nada explícito, mas o suficiente para incomodar adultos demasiadamente conservadores.

dscf3518

(Imagem retirada da internet)