Minha ceia vegana de Natal

Natal é uma delícia não é mesmo? Família reunida, aromas pela casa, correria para deixar tudo pronto a tempo… E por falar em ceia, vamos lembrar de algo muito importante: Por favor, não comam o presépio! Celebrar a paz e a vida ceifando vidas inocentes não faz nenhum sentido! Aqui em casa a família é pequena – apenas eu e minha mãe – o que não significa que não cozinhamos algo bem especial para esta data! E o melhor, o prato lindo que servimos aqui no natal pode ser usado para receber aquela pessoa especial em casa ou em qualquer outra ocasião.

O que vocês vão precisar?

1 peça de tofu – fiz só meia receita e usei uma peneira média e não muito funda como forma. (receita aqui)

8 pimentas cambuci (ou pimenta doce)

1/2 abóbora cabocha (ou abóbora japonesa) pequena cozida

2 mini-morangas

1 bandeja de shimeji (200g)

150g de cogumelos champignom

50g de alcaparras

1 limão grande

temperos: shoyu, azeitonas verdes, azeite, cebola e alho.

Preparo:

Perfure o tofu tomando cuidado para não desmontar. Esprema o limão e deixe o tofu mergulhado nele, virando cuidadosamente de vez em quando.

Numa panela refogue com azeite cebola, alho, azeitonas e um pouco de sal. Misture a esse refogado a abóbora japonesa picadinha, mexendo até formar um purê consistente. Acerte o tempero e desligue o fogo.

Abra as tampas das mini-morangas e retire a polpa com cuidado. Cozinhe-as até ficarem macias. Reserve.

Lave bem o shimeji e cozinhe por uns 20 minutos. Em outra panela refogue cebola no azeite, acrescentando aos poucos o shimeji picado e mexendo sempre. Acrescente shoyu a gosto e deixe mais uns 3 minutos no fogo baixo (cuidado para não queimar). Reserve.

Abra as tampas das pimentas doces, retire cuidadosamente as sementes, lavando bem por dentro e deixando escorrer toda a água com a boca para baixo.

Recheie as pimentas doces com o purê de abóbora japonesa. Coloque-as em uma das pontas de uma assadeira grande. Com certeza vai sobrar purê de abóbora, reserve-o na geladeira! Ele é uma delícia mesmo puro.

Recheie as mini morangas com o shimeji. Também sobrará um pouco dele. Guarde! Coloque as mini morangas ao lado das pimentas na assadeira e não esqueça de colocar a tampa nelas!

Por fim, coloque o tofu e o caldo de limão na mesma assadeira. Regue tudo com azeite e leve ao forno por uns 15 a 20 minutos (eu usei forno elétrico! Se usar forno a gás, vá verificando o ponto para não queimar as pimentas).

Em uma panela pequena, refogue com azeite cebola a gosto, o cogumelo champignom cortado ao meio e as alcaparras.

Retire do forno e ajeite em uma travessa redonda o tofu ao meio, cercado pelas pimentas e pelas mini-morangas. Cubra o tofu com o refogado de champignom com alcaparras (como na foto) e sirva!

Como eu disse no início do texto: A família aqui em casa se resume a duas pessoas, então esse pratinho foi suficiente para alimentar muito bem as duas e as sobras de purê e shimeji se tornaram o almoço do dia seguinte. Se sua família é maior, você terá que adaptar as quantidades.

Espero que gostem e me perdoem por não ter um nome para batizar as receitas que eu mesma inventei de improviso para o Natal.

natal

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Desafio Cinetoscópio dos 30 Filmes #2

Hora de continuar o  Desafio Cinetoscópio dos 30 filmes (se quiser fazer também, pode clicar aqui).

A proposta para o dia 2 é “Um filme que você gostaria de atuar”. Difícil decidir… Tem vários filmes incríveis nos quais eu adoraria atuar, muitos e muitos mesmo. Enfim, depois de várias horas cheguei a uma conclusão: Eu gostaria de atuar no filme “Drácula”, aquele lançado em 1992 baseado na obra de Bram Stoker (de 1897).

Motivo: O filme tem uma temática que eu amo – Vampiros. Além disso os cenários e os figurinos são incríveis. Como assistir e não ter vontade de fazer pelo menos uma pequena atuação?

A história do conde Drácula já é bem conhecida, então não vou nem escrever a sinopse aqui, só digo uma coisa: Se ainda não assistiu o filme, prepare aquele balde de pipoca, reúna a galera na sala e assista! Muito bom!

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E como eu falei no post anterior, tentarei sempre postar o que eu estou ouvindo no momento em que escrevo as postagens… A canção que deixo para vocês hoje é parte da trilha sonora do filme Drácula (e é linda). Chama-se “Love Remembered”

 

 

Lista de leitura 2016

O ano está chegando ao fim e eu me dou conta: Não consegui terminar a lista de livros que planejei ler este ano e isso me deixa realmente frustrada! Há alguns fatos que aliviam o peso de saber que não consegui ler os doze livros da lista: Li alguns que não faziam parte do rol original, estou morando em uma cidade, trabalhando na cidade vizinha e estudando em outra cidade vizinha (o que me faz perder muito tempo no ônibus), enfim, não são desculpas, mas são atenuantes e o jeito é tentar estabelecer uma nova lista para 2016 incluindo os livros não lidos em 2015. Vamos a ela!

Janeiro – Os Sertões, Euclides da Cunha, Editora Martin Claret, 606 páginas. Certa vez um professor de língua portuguesa me disse que este livro era “um porre”, talvez por isso eu nunca o tenha lido. Trata-se de uma obra clássica e eu não poderia passar a minha vida sem ler apenas porque uma vez alguém me disse que não era agradável. Na verdade este livro era o livro que eu planejei ler em Julho deste ano e, tenho que dizer: Comecei a ler em julho e ainda estou lendo. Meu professor tinha razão afinal: Livro cansativo de ler.

Fevereiro – Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor – Uma visão científica e bem-humorada de nossas diferenças. Allan e Barbara Pease, Editora Sextante, ano 2000, 233 páginas. Definitivamente, não é um livro literário. Mas foi muito comentado e ao vê-lo numa canga para troca em uma das edições do troca troca de livros, decidi adota-lo e tentar descobrir o porque de seu sucesso. Eu deveria ter lido em agosto deste ano, agora ficará como leitura para fevereiro de 2016.

Março – Jil – José de Alencar, Editora L & PM, 236 páginas. Outro livro que estava na lista de 2015, para o mês de Setembro! José de Alencar foi sem dúvida um dos meus autores favoritos na adolescência e, por isso mesmo, surpreendi-me ao encontrar este livro para doação na Biblioteca Municipal de Santos. Como assim um livro do José de Alencar que eu não me lembro de ter lido?

Abril – E Abril ficará com o livro que seria lido em outubro deste ano: A filosofia na obra de Machado de Assis e Antologia filosófica de Machado de Assis. Miguel Reale, Editora Pioneira, 1982, 144 páginas. Não sei exatamente o que esperar deste livro – A obra jusfilosófica de Miguel Reale é sem dúvida muito conhecida e conceituada, mas, como será ler uma obra filosófica baseada na análise da obra de um dos meus autores prediletos? Ganhei este livro de um amigo, será lido, resenhado e guardado – ou não – afinal, livros devem ser livres para espalhar conhecimentos.

Maio – Nossa! Quase chegando ao final das leituras de 2015! O livro de Maio/2016 será o indicado para Novembro de 2015: Marília de Dirceu, Tomás Antônio Gonzaga – 190 páginas – Biblioteca Folha. Um clássico da literatura que acabou me fugindo. Não me entendam mal, sempre preferi livros com finais trágicos, tristes mesmo, e por longos anos a ideia de poesia contando uma história não me atraiu muito. Hora de corrigir isso.

Junho – E finalmente o livro indicado para Dezembro de 2015 ganhará seu espaço no blog (assim espero): Noite na Taverna, Álvares de Azevedo – 73 páginas – Biblioteca Folha. Uma releitura para encerrar o ano. Lembro-me de ter adorado este livro e conservei um exemplar comigo como livro de “estimação”. Acredito que seja o momento de reler, dividir minhas impressões com vocês e depois liberta-lo para o mundo.

Julho – As Ilusões Perdidas, Honoré De Balzac – 362 páginas – Editora Abril Cultural. Meu gosto por livros antigos anseia pela leitura desta obra. Já li outra obra do autor e adorei, então, quando vi “As Ilusões Perdidas” na ultima troca de livros que participei, não tive dúvidas: Trouxe-o comigo para casa.

Agosto – O livro das virtudes, William J. Bennett -524 páginas – Editora Nova Fronteira. Trata-se de uma coletânea de histórias com fundo moral. Parece uma leitura agradável. Outro livro adquirido no projeto “Adote um livro” da prefeitura municipal de Santos.

Setembro – Ivanhoé, Walter Scott – 478 páginas – Editora Nova Cultural. Ivanhoé é um livro conhecido. Não procurei saber do que se trata pois algumas vezes procuramos sinopses e desanimamos da leitura antes mesmo de abrir o livro, então, vou apenas abrir este volume enorme de capa dura, preta e misteriosa e descobrir se a leitura é uma viagem boa ou má.

Outubro – Estrela da Vida Inteira, Manuel Bandeira – 432 páginas – Editora Nova Fronteira. Um pouco de poesia é sempre bom. Pessoalmente gosto dos poemas da segunda geração do romantismo (também conhecida como Mal do Século) e talvez por isso ainda não tenha realmente lido nada do Bandeira antes além daqueles trechos que se fazem presentes durante as aulas, então a leitura deste livro será uma novidade na minha vida de leitora. O volume que eu tenho é outro presente do projeto Adote um Livro! Seria bem legal se todas as prefeituras tivessem projetos assim, não acham?

Novembro – Madame Bovary, Gustave Flaubert – 360 páginas -Editora Nova Alexandria. Uma releitura! Acredito que há livros para serem mais de uma vez, principalmente quando o leitor ainda é demasiadamente jovem. É o caso de Madame Bovary. Li quando estava na quinta série e não lembro quase nada. Ganhei um exemplar de presente ano passado e decidi reler.

Dezembro – Paixão Índia, Javier Moro – 384 páginas – Editora Planeta. Um romance baseado em fatos históricos de um país exótico. Parece uma leitura leve e agradável. Sei que não deve-se julgar o livro pela capa, mas ao ver este livro numa banca de libertação de livros do projeto “Livro Livre”, trouxe-o para casa. Já faz uns dois anos (sim, é uma vergonha ele estar tanto tempo por aqui). Certamente vou ler e libertar assim que possível!

Enfim, estes são os livros que fazem parte dos planos mínimos de leitura para 2016. Há também outros que acabam “furando a fila”, além dos blogs que eu não consigo deixar de ler, então, com alguma organização e muita sorte espero conseguir terminar esta lista e ainda fazer mais algumas resenhas, além de comentários sobre teoria literária (fiquei em dívida quanto a isso este ano) e resenhas comparativas do tipo “filme versus livro”.

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Sempre que escrevo estou ouvindo alguma música. É uma mania minha: Tudo que faço tem trilha sonora – desde os momentos na cozinha até os momentos de leitura ou de escrita em frente ao pc. Decidi que a partir de hoje irei compartilhar sempre uma ou algumas das músicas que eu ouvi enquanto escrevia o texto do dia, quem sabe descubro leitores com gostos semelhantes?

Esta manhã acordei com vontade de ouvir uma das minhas bandas brasileiras preferidas da atualidade.

 

TAG: Complete a frase

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Há alguns meses fui indicada pela Jaqueline Bastos do Blog “O eu insólito”, pelo Gustavo Roubert do blog “Gustavo Roubert”  e pela Silvia Souza do blog Reflexões e Angústias para responder a TAG Complete a Frase.

As regras são:

-Completar todas as frases.
-Repassar para 10 blogs e avisá-los.
-Marcar na postagem quem te marcou.
-Comente com o link de suas respostas

Sou muito melancólica
Não suporto pessoas que vivem como se tudo fosse uma competição
Eu nunca consegui entender muito bem o mundo
Eu já passei noites chorando por um grande amor
Quando criança eu queria ser veterinária
Nesse exato momento estou em casa, ouvindo música e escrevendo
Eu morro de medo de ficar longe das pessoas que amo.
Eu sempre gostei de livros e música
Se eu pudesse, voltaria no tempo.
Fico feliz quando tenho meus amigos por perto
Se pudesse voltar no tempo eu aproveitaria melhor cada segundo dos últimos dois anos
Adoro escrever, tirar fotos, cantar
Quero muito viajar pelo mundo fazendo mochilão
Eu preciso deixar de ser preguiçosa e me dedicar a alguma atividade física
Não gosto de ver TV!

Como ainda estou colocando as leituras em dia e não sei quais blogs já responderam, não indicarei nenhum, se alguém quiser responder, deixa o link depois!

Obrigada pela indicação! Adoro responder TAGs!

 

 

Sorvete Picolé

Pois é, o verão está chegando e com ele bate aquela super vontade de tomar sorvete… Se o sorvete puder ser vegano e super-nutritivo então, melhor ainda né? Pensando nisso eu pesquisei algumas receitinhas e até o momento a que eu mais gostei foi a apresentada pela Bela Gil, entretanto, tem dois aspectos negativos: O Vídeo do Youtube  não demonstra a quantidade dos ingredientes utilizados e, pelo modo com que o sorvete é armazenado, leva a crer que é um sorvete tipo massa quando na verdade fica muito duro e impossível de fazer bolas de sorvete. Inconformada, testei a receita novamente, desta vez utilizando copos descartáveis e palitos para sorvete (eles são vendidos soltos em casas de artigos para festas) e ficou super saboroso!

Receita:

1 inhame (aquele inhame bolinha ou inhame chinês como algumas pessoas chamam) de tamanho médio, descascado e cortado cru

1 fruta da sua preferência descascada e cortada (já usei manga e abacaxi, ficaram ótimos)

gengibre descascado e cortado à gosto (opcional)

açúcar (opcional. Pessoalmente, não utilizei açúcar no sorvete de manga e coloquei muito pouco no de abacaxi)

Preparo: Bater tudo no liquidificador e colocar em formas de picolé ou em copos plásticos médios com o palito para sorvete centralizado. Lembrando que infelizmente os copos plásticos são bastante poluentes, então, o ideal é que cada um encontre um recipiente adequado e reutilizável para colaborar com o meio ambiente. Colocar os picolés no congelador até ficarem duros e só tirar quando for servir.

Podem ficar tranquilos: Não dá para perceber a presença do inhame na receita!

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Desafio Cinetoscópio dos 30 Filmes #1

O blog Mire na Lua começou há tempos uma série de postagens bem interessante. Trata-se de um desafio proposto pelo site Cinetoscópio, o Desafio Cinetoscópio dos 30 filmes. Gostei tanto que decidi fazer as postagens aqui também! Já adianto que sou péssima em manter uma regularidade nestas coisas então não vou dizer que farei postagens diárias, mensais ou semanais, apenas farei as postagens com no mínimo uma semana de intervalo entre uma e outra… Vamos lá?

#1 – Um filme que te fez chorar

O diário roubado

Filme talvez pouco popular, o diário roubado estreou em 1992 e se baseia no livro homônimo escrito por Règine Deforges. Mais do que falar sobre um grande amor adolescente, o filme retrata este amor em uma cidade pequena no interior da França logo após o término da segunda guerra mundial. Anne e Virginie são personagens doces e cativantes. São jovens e estão ainda descobrindo os segredos do amor no seio de uma sociedade moralista e rígida. O filme é tocante e faz os olhos se encherem de lágrimas em várias passagens, e no final do filme, bem, melhor separar algumas caixinhas de lenços de papel. A trilha sonora é suave e profundamente melancólica em alguns trechos e a linguagem utilizada nos diálogos é poética.

Neste link é possível assistir o filme, porém a qualidade de imagem não é das melhores, portanto, quem tiver oportunidade de procurar em outras fontes poderá ter acesso a uma melhor qualidade de vídeo. Se acaso alguém já leu o livro, notará algumas diferenças durante a história.

Uma observação importante: Se você não gosta de histórias de amor homoafetivas este filme infelizmente não lhe irá agradar.