MARINHA MARCA DATA PARA BOMBARDEAR ALCATRAZES

Hoje reposto um pequeno texto escrito pelo professor Maykon Rodrigues dos Santos e peço por favor: Assinem o abaixo assinado que deixei no final e divulguem muito!

A Ilha da Sapata, no Arquipélago de Alcatrazes, um dos pontos turísticos mais paradisíacos do Litoral Norte, já tem data para ser bombardeada: 16 e 17 de agosto deste ano. A informação faz parte do ofício nº 116/CASOP (Centro de Apoio a Sistemas Operativos) da Marinha do Brasil, e é assinada pelo Capitão de Mar e Guerra, comandante Renato Leite Fernandes.

A ação da Marinha é um completo descaso com a vida e deve ser cancelada!!!

Assine o manifesto contra essa insanidade clicando aqui

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Os números do lixo e os 5R’s da sustentabilidade

Quem me acompanha aqui há um tempinho sabe que uma coisa que me incomoda imensamente é a quantidade de lixo gerada no dia a dia e os impactos que isso causa ao meio ambiente. Infelizmente a maior parte da poluição global vem da indústria – ou seja – de quem detém o dinheiro. E isso é um problema, pois os acionistas e diretores na maioria das vezes priorizam o lucro acima do meio ambiente. Na outra ponta da cadeia de consumo temos milhares de trabalhadoras e trabalhadores que acabam optando pela praticidade em detrimento da própria saúde e da preservação do meio ambiente, outras pessoas ainda são forçadas pelos preços altos a escolher produtos de qualidade inferior sem questionar se estas escolhas em longo prazo irão afetar a vida ou o planeta. É uma equação bem difícil de resolver e por isso mesmo é um assunto tão necessário. O comportamento da população certamente não consegue sanar todos os danos causados pela produção de lixo, mas em pequenas atitudes do dia a dia é possível mitigar os malefícios que a nossa presença causa no mundo, além de melhorar a nossa qualidade de vida e com sorte, conseguir economizar um pouco.

                Vamos falar de números?

                Embora muitas coisas sejam recicláveis, nem tudo é reciclado no Brasil. Cada habitante do país gera em média 379kg de resíduos sólidos por ano. Dessa quantidade, menos de 3% chega a ser reciclado – Em partes pela dificuldade de manuseio e baixo valor econômico do material, como por exemplo, isopor ou embalagens laminadas de biscoitos, em partes pelo baixo número de pessoas com acesso aos serviços de coleta seletiva (apenas 41,4% da população tem acesso a esse tipo de serviço – E infelizmente nem todas as pessoas que possuem acesso utilizam o serviço de maneira efetiva). Por essas e outras questões, é necessário concordar com a Bruna Tissu, do instituto Akatu: O melhor resíduo é aquele que não foi gerado!

                Em 2020 a Secretaria Nacional de Saneamento do Ministério de Desenvolvimento Regional apresentou a décima oitava edição do Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos, elaborada com base nos dados do ano anterior, 2019. Na citada edição, 3792 municípios do país participaram da coleta de dados, o que representa 86,6% da população urbana brasileira.

                O documento destaca também a participação dos catadores na coleta seletiva em parceria com o poder público: Eles foram responsáveis por pouco mais de 36% do total de materiais recicláveis coletados e encaminhados em 2019.

                Em números gerais, o país recuperou o equivalente a 7,53 kg de resíduo por habitante no ano de 2019 – Ou seja: Cada habitante gera 379kg de lixo e dessa quantidade, nem 10kg chegam a ser recuperados. 75% do lixo gerado foram parar em aterros sanitários e 24,9% foram parar em outros aterros e lixões, considerados inadequados. O assustador desses dados é que eles levam em conta o material coletado – E basta olhar ao redor para perceber que há muito lixo indo para outros lugares, como o mar e os rios.

                É possível ver que apesar do disposto na Lei Federal 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos) determinar que todo o material produzido por atividades domésticas e comerciais coletado deva ser encaminhado para reaproveitamento por reciclagem, reutilização compostagem ou geração de energia, destinando-se aos aterros sanitários apenas os resíduos que não possuam tecnologias viáveis de reaproveitamento, o problema está longe de ser resolvido por aqui.

Os 5Rs da sustentabilidade

                Os 5Rs são atitudes que sugerem mudanças de comportamento de consumidores e empresas em relação ao ato de consumir e descartar com responsabilidade. Quais são esses hábitos afinal: Repensar, reduzir, reaproveitar, reciclar e recusar. Vamos conhecer de perto?

                Repensar: Quando você vai comprar um produto, pense se realmente precisa, no resíduo que será gerado e na cadeia produtiva desde a extração de matéria-prima até o descarte (não deixe de considerar o consumo de energia, água, emissão de carbono, condições de trabalho na cadeia produtiva, formas de distribuição e etc.). Além de colaborar com o meio ambiente, repensar os hábitos de consumo ajuda bastante no orçamento no final do mês.

                Reduzir: Práticas simples do dia a dia ajudam a reduzir o consumo e evitar o desperdício. Muitas vezes podem parecer mais dispendiosas como, por exemplo, quando se compra um item mais caro, mas que terá uma vida útil bem maior, o que significa uma economia em longo prazo. Pilhas recarregáveis também significam um gasto imediato um pouco mais alto em relação às pilhas comuns, mas representam economia e sustentabilidade. Outros hábitos que reduzem o desperdício e o consumo são utilizar frente e verso do papel, realizar trocas de livros, roupas e objetos (podem ser trocas entre familiares, amigos ou em grupos na internet), dar preferência aos produtos a granel ou que possuam embalagens retornáveis, carregar sua própria garrafa, caneca e talheres na bolsa (evitando os descartáveis) são outras dicas úteis.

                Reaproveitar: Você pode dar uma nova utilidade a um item já usado, estendendo sua vida útil e evitando um novo processo de produção (sabe aquela piada? Morre uma camiseta, nasce um pano de chão? É sobre isso e mais um pouco). Potes de vidro podem se tornar porta-alimentos (e não, você não precisa de uma etiqueta adesiva sinalizando que ali tem macarrão ou arroz, dá pra enxergar perfeitamente), caixas de sapatos podem ser organizadores de objetos e tantas outras ideias. A imaginação é o limite.

                Reciclar: Reciclar requer um trabalho industrial, transformando o resíduo em novo produto. É uma opção que gera emprego e renda, custa mais barato do que a produção tradicional e diminui a exploração de recursos naturais. Sempre que decidir adquirir um novo produto, procure comprar produtos que possam ser reciclados, contribuindo para um processo de produção mais limpo. Além disso, cobre dos gestores de sua cidade a disponibilização de coleta seletiva.

                Recusar: Você pode e deve recusar a comprar produtos de empresas que não tenham compromisso com o meio ambiente, bem como pode e deve recusar canudos plásticos, descartáveis em geral, sacolinhas de supermercado, aquelas notinhas do cartão de crédito e outras coisas desnecessárias que geram impactos negativos.

Agora que vocês sabem um pouco mais sobre o lixo e sobre os cinco Rs, me contem: O que vocês já fazem para tornar o dia a dia mais sustentável?

Segunda sem carne – Escritoras e escritores vegetarianos

Inicialmente minha intenção era publicar um pequeno artigo sobre personagens vegetarianos na literatura. Pesquisando, encontrei pouca coisa e ao mesmo tempo fiquei surpresa por descobrir pessoas importantes que foram vegetarianas. Vamos conferir?

1. Jean-Jacques Rousseau: O filósofo e escritor suíço famoso por seus textos políticos era adepto do vegetarianismo.

2. Willian Blake: Pintor e poeta inglês, Blake foi adepto do vegetarianismo, defendendo que alimentos saudáveis não precisam “de redes ou armadilhas”

3. Mary Wollstonecraft Shelley: Sim, a criadora de Frankenstein cresceu em uma família que simpatizava com o vegetarianismo e casou-se com Percy Shelley, também vegetariano. O próprio Frankenstein também é uma personagem vegetariana.

4. Pitágoras: Foi uma surpresa descobrir que na Grécia antiga já havia uma preocupação sobre a alimentação humana e os animais. Não apenas Pitágoras mas também seus seguidores, eram vegetarianos.

5. Liev Tolstói: O escritor russo era adepto do vegetarianismo e de uma vida simples.

Quer saber mais? Visite os sites que eu utilizei na pesquisa!

Jean-Jacques Rousseau:

Cantinho Vegetariano

As dietas de Rousseau: O caso do Emílio

Willian Blake

Cantinho Vegetariano

David Arioch – Jornalismo Cultural

Mary W. Shelley

O vegetarianismo na literatura de Mary Shelley

Frankenstein e o silenciamento das feministas vegetarianas

Pitágoras

David Arioch – Jornalismo Cultural

O vegetarianismo ao longo da história da humanidade

Liev Tolstói

Vegazeta: Tolstói e o vegetarianismo

Como Tolstói influenciou o vegetarianismo na Rússia

O que Tolstói escreveu sobre o vegetarianismo

Outras personalidades:

O bigode do Poe

8 figuras históricas que defendiam o vegetarianismo

Breve resumo da biografia e do pensamento político de John Locke

Nasceu na Inglaterra em 29 de Agosto de 1632, estudou medicina, filosofia e ciências Naturais em Oxford. Em 1683 Fugiu para a Holanda, retornando quando Guilherme de Orange assumiu o trono, em 1688 e morreu em 1704.

Locke é tido com um dos expoentes do empirismo, ideia segundo a qual o ser humano nasce sem saber nada, aprendendo pela experiência, tentativa e medo.

Em relação à filosofia política, Locke dá o ponto de partida das Revoluções Liberais como, a Inglesa e a Francesa, por exemplo. Locke é classificado como Jusnaturalista, isto é, defende o Direito Natural do ser humano, à vida, à liberdade, à propriedade. Outro ponto defendido por ele é que os governados devem consentir o governo à autoridade constituída, devem aceitar livremente o governo que tem. A lei civil deve ser derivada dessa lei natural, perante a qual todos os seres humanos devem ser livres e iguais.

Apesar de defender a igualdade entre os seres humanos, Locke tinha uma posição pró-escravagista, mas não racista, já que para ele a escravidão seria um contrato em que o vencido na guerra torna-se escravo para continuar vivo.

Para Locke não seria necessário que todos os direitos fossem entregues ao soberano, sendo os direitos de defesa e de realizar a justiça pelas próprias mãos os únicos direitos que realmente deveriam ser abandonados pela sociedade, facilitando a defesa de outros direitos (à vida, à liberdade, à propriedade). Locke resguarda também o direito do cidadão recusar-se a cumprir o que for determinado por um Estado que viole esses direitos naturais.

Principais pontos de seu pensamento político:

-Os governantes devem proteger o Direito Natural de todo o ser humano (à vida, liberdade e propriedade)

-Os cidadãos devem entregar ao Estado a função de resolver conflitos, abrindo mão do direito de defesa/ realização da justiça pelas próprias mãos

-Defesa da escravidão, não por raça, mas dos vencidos em batalha

Principais Obras:

-O tratado do Governo Civil (1689)

-O Ensaio sobre o intelecto humano (1690)

-Os pensamentos sobre a educação (1693)

Esse texto faz parte do BEDA (Blog Every day April). Visite também

Lunna GuedesRoseli Pedroso – Ale Helga – Obdulio – Adriana Aneli – Mariana GouveiaClaudia Leonardi

Dia Mundial da Água

Hoje é o Dia Mundial da Água – A data foi criada pela Organização das Nações Unidas em 1992 com a intenção de discutir sobre a importância da água para a nossa sobrevivência e a urgência de preservar esse recurso natural. No mesmo dia foi divulgada a Declaração Universal dos Direitos da Água, em dez artigos:

1- A água faz parte do patrimônio do planeta;

2 – A água é a seiva do nosso planeta;

3 – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados;

4 – O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos;

5 – A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores;

6 – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo;

7 – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada;

8 – A utilização da água implica respeito à lei;

9 – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social;

10 – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

            Infelizmente o planeta está próximo a viver uma crise hídrica. Até 2030 a demanda por água será 40% maior do que a água disponível para consumo e, muito embora a água seja um recurso renovável, a velocidade de consumo e o descarte sem tratamento estão sistematicamente dificultando e impedindo o ciclo natural de “auto-limpeza” das águas.

            A ausência e a ineficiência de políticas públicas para ampliar o tratamento de água e o acesso da população à uma rede de esgotos, somada ao crescimento desordenado das cidades, resultado também da inércia do Estado em garantir moradias à população, coloca o Brasil em uma situação vergonhosa: No ano de 2019  nosso país não garantia o acesso diário à água potável  nos lares de 18,4 milhões de brasileiros, bem como apenas 68,3% dos domicílios do país possuíam acesso à rede de esgoto. Esses preocupantes números demonstram uma catástrofe social e culminam em uma tragédia ambiental – a poluição dos rios brasileiros – Apesar do país deter em seu território 12% do volume da água doce de todo o planeta, isso não significa que essa água esteja em condições de consumo – Dos rios analisados pela Fundação SOS Mata Atlântica, apenas 6,5% tinham boa qualidade da água (dados de 2019).

            Não bastassem os problemas gerados pela poluição oriunda dos esgotos domésticos, há ainda a questão da agroindústria, responsável por 70% do consumo de água do mundo e, ao mesmo tempo pela contaminação de rios e lençóis freáticos com pesticidas. No Brasil, somente em 2020, foram liberados 493 tipos de agrotóxicos, alguns inclusive banidos da União Européia. Esses agrotóxicos contaminam rios e chegam à nossa mesa nos vegetais, nos peixes, carnes e na água que consumimos. Diante desse quadro, torna-se urgente repensar a agroindústria, investir no plantio de orgânicos e na agricultura familiar como forma de estacionar e reverter os danos ambientais causados.

            A questão da pecuária descortina outro absurdo: Um terço da água consumida no planeta destina-se direta ou indiretamente ao mercado de criação de animais de corte. Esse número é composto pela água utilizada na produção dos grãos que alimentam esses animais (No Brasil, 78% da produção de grãos se destinam a alimentar o gado) e pela água necessária para o consumo dos animais. Se pararmos para pensar e somar a isso a água utilizada na higienização de frigoríficos e matadouros, na poluição causada pelo transporte dessa carne e nas toneladas de plástico utilizadas para embalagem, perceberemos que consumir animais mortos é um crime ambiental. É urgente reduzir drasticamente o consumo de carnes como forma de cuidar da água e do planeta. O vegetarianismo é saudável e possível.

            A segunda indústria mais poluente do mundo é a indústria da moda – Só a indústria têxtil consome anualmente 93 trilhões de litros de água! Uma camiseta consome 2kg de combustíveis fósseis e 3 mil litros de água só para fabricação (não levando em conta os impactos da lavar, passar e descartar a peça). Uma calça jeans demanda em sua fabricação 10 mil litros de água e um par de sapatos 8 mil litros de água.

            Outra indústria que consome muita água é a indústria de descartáveis – Sabe aquele copinho descartável? Mesmo que você tente aliviar a consciência encaminhando para a reciclagem, isso não é o suficiente. Para produzir um copo descartável usa-se em média 3 litros de água. Melhor carregar um copo reutilizável e lavar sempre – Uma boa lavagem utiliza menos de meio litro de água. O mesmo vale para outros objetos: reconsidere sua “necessidade” de comprar objetos plásticos – Dá pra reaproveitar muitos potes e embalagens!

            A mineração e o garimpo são vilões que despejam no meio ambiente um grande volume de óleo, graxa e metais pesados. A poluição oriunda dessas atividades vem aniquilando a flora e a fauna, além de contaminar populações ribeirinhas inteiras no norte do Brasil. E, muito embora a mineração seja indiscutivelmente necessária, é importante repensar o consumo e reduzir ao máximo essa necessidade de extrair metais. Afinal, você não precisa de um celular novo anualmente ou de uma jóia de ouro. Mas certamente precisa de água.

            Como ajudar o planeta?

            Quem leu o texto com atenção já percebeu: O primeiro passo é repensar o consumo. Diminuir a necessidade de ter coisas novas, diminuir ou zerar o consumo de carnes, carregar seus próprios copos, garrafinhas, pratos e copos, priorizar o consumo de alimentos frescos preferencialmente comprados de produtores locais e fugir de ultraprocessados. Tudo isso ajuda e muito. Nesse link tem outras dicas bacanas de economia de água que podem parecer assustadoras no início, mas que podem ser colocadas em prática.

            A segunda forma de ajudar o planeta é também muito importante: Votar certo. Pesquisem exaustivamente o posicionamento dos candidatos acerca das questões ambientais. A questão da poluição é intimamente ligada à ausência de políticas públicas para garantir a destinação correta do lixo e do esgoto e à inércia dos em punir infratores ambientais. E quem cuida dessas políticas públicas? O governo (leia-se executivo e legislativo). Quem libera terras para garimpo e extração de minérios, impõe regras para construção de barragens e decide quais agrotóxicos serão liberados no país? Governo. Quando estiverem pesquisando seus candidatos e candidatas em 2022, atentem-se.

Abaixo alguns links interessantes sobre o tema

Origem do dia da água

Números sobre a distribuição de água no Brasil

Qualidade dos rios Brasileiros

Agrotóxicos no prato

Água e pecuária

Quatro bilhões de pessoas enfrentam escassez de água

Indústria têxtil e água

Descartável não é a melhor opção

Breve resumo da biografia e do pensamento político de Jean Jacques Rousseau

“Seguir o impulso de alguém é escravidão, mas obedecer a uma lei auto-imposta é liberdade”.

Nascido em Genebra, na Suíça em 26 de Junho de 1712, ficou órfão devido à complicações sofridas pela mãe durante o parto. Pouco conviveu com o pai, que fugiu da cidade para não ser preso devido a uma briga.

Criado pelo tio foi mandado, juntamente com o primo, para o campo onde recebeu educação, que foi ministrada por um pastor protestante.

Seu primeiro emprego, aos 12 anos, foi em um cartório, onde devia aprender sobre leis preparando-se para a profissão de advogado. Não gostando do emprego, acaba sendo demitido.

Foge aos 16 anos, indo viver com Madame de Waren, ex-protestante que recebe do rei Victor Amadeus II, da Sardenha e Piemonte, uma pensão por tornar-se católica e dedicar-se a beneficência. Permanece por pouco tempo, sendo mandado a Turim para a Catequese e conversão ao catolicismo Abandonando o emprego que havia conseguido na cidade, viaja com um antigo amigo. Em 1729 está novamente em casa de Louise, onde ajuda em sua farmácia natural. Passa a estudar em um seminário, indo para a casa somente aos fins de semana.

Por pedido de Louise acompanha um maestro idoso que deveria ir até Paris, abandonando-o no caminho quando este sofria um ataque de epilepsia. Ao voltar para casa, não encontra Louise, que havia viajado a Paris em busca de nova pensão, pois o Rei Victor Amadeus havia abdicado do trono. Passa a viver como professor de música em Paris, até 1732, quando volta a viver com Louise, desta vez na cidade de Chambéri, tornando-se seu amante. Trabalha nesse período em um escritório fiscal. Desse período datam seus primeiros escritos. Adoece e acreditando sofrer de um problema cardíaco, viaja para Montpelier, em busca de tratamento. Não chega até lá, sendo “curado” por um romance. Volta para casa e tem que dividir os amores de Louise com outro homem. Em 1740 viaja para tutorar duas crianças. Abandona Louise definitivamente. Em 1741 vai para Paris, onde consegue alunos de música graças às cartas de recomendação obtidas com o abade de Mably.

Torna-se amigo de Diderot, que à época era apenas um jovem filósofo, e também aproxima-se da nobreza. Por indicação, torna-se secretário da embaixada francesa em Veneza, cargo que ocupou entre 1744 e 1745.

Seu pai morre em 1746, deixando-lhe uma pequena herança. Amplia seu círculo de amigos intelectuais, e a convite do amigo Diderot e de Jean d’Alambert escreve os verbetes de música para o Dicionário Enciclopédico que ambos preparavam.

Em 1745 passou a morar com Thérèse Le Vasseur, com quem teve cinco filhos, todos enviados para um orfanato. Torna-se secretário da família Dupin.

Participa de um concurso na Academia de Djon. Sua obra “Discurso sobre as ciências e as Artes” (1750) o torna famoso. Sua situação de saúde torna-se complicada e ele pensa em viver recolhido à partir de então. Isso já não é possível, uma vez que o sucesso trouxe-lhe a atenção de várias pessoas.

Em 1754 passa por Genebra e pensa em voltar a morar ali, porém antes que o faça, uma obra sua é publicada e mal recebida por seus compatriotas.

Entre 1754 e 1761 muda-se freqüentemente, e dedica-se a muitos trabalhos, desde operetas a tratados como “O Contrato Social”. Após a publicação do Contrato Social, passa a ser perseguido pelo Parlamento Inglês, por motivos políticos, refugiando-se então na Suíça. Em 1768, devido a vários incidentes, rompe a amizade com Diderot e os enciclopedistas.

Volta à França em 1767, inicialmente com o nome Renou, e tempos assumindo seu verdadeiro nome em 1770.

Faleceu em Ermenonville,França, em 2 de julho de 1778.

Alguns pontos de sua teoria política:

-A desigualdade é um fato irreversível.

-Questionamento: O que leva um homem a obedecer outro homem? Com que Direito um homem exerce autoridade sobre o outro?

-Vê a liberdade como resultada da lei, quando livremente aceita.

-Liberdade é ao mesmo tempo direito e dever: “Todos nascem homens e livres”, renunciar a liberdade seria para o filosofo o mesmo que renunciar a condição humana.

-Em seu Contrato Social, o Estado é criado para preservar os direitos e deveres do homem, não significando necessariamente a renúncia desses direitos e deveres.

-Religião: Rousseau não é hostil à religião,embora tenha algumas restrições.;

Para ele, há dois tipos de religião: a do homem (que pode ser hierarquizada ou individual) e a do cidadão.

-Religião do homem hierarquizada: Multinacional, compete com o estado pela lealdade do cidadão. O cristianismo evangélico, centrado na adoração a Deus seria exemplo de religião do homem não hierarquizada. Apesar de verdadeira, essa religião é ruim para o estado, pois o cristão mostra-se mais preocupado com a vida futura (Eterna, celeste) do que com a vida na terra o que o torna omisso como cidadão e em geral forma maus soldados.

-Religião do cidadão ou religião civil: ensina o amor à pátria,obediência ao estado. Forma bons soldados. É manipulada por interesses, fazendo o homem crédulo, supersticioso e extremamente nacionalista e sanguinário.

Solução? Permitir todas as religiões, desde que estas ensinem apenas “A existência de uma divindade onipotente, inteligente, benevolente que prevê e provê; uma vida após a morte; a felicidade do justo; a punição dos pecadores; a sacralidade do contrato social e da lei”. Devendo o estado banir e penalizar qualquer um que fuja a estes parâmetros.

Principais Obras:

-“Discurso sobre as Ciências e as Artes” (1750)

-“Discurso sobre a origem da desigualdade” (1755)

– “Discurso sobre a economia política” (1755)

– “O Contrato Social” (1762)

-“Emilio, ou Da Educação” (1762)

-“Devaneios de um Caminhante Solitário” (1776-1778)

Dica: Noon App

Imagine uma rede social onde você pode postar textos, imagens e vídeos, contribuir com ideias, conhecer pessoas de diversos lugares e ainda ganhar dinheiro com isso? Essa é a ItsNoon! Você baixa o noon App no Google Play, faz seu cadastro e começa a responder as chamadas! Respondendo com criatividade, você recebe um girassol e vai acumulando. Quando for trocar, cada girassol equivale a um real! Bacana né? Lógico que numa rede que busca construir um mundo melhor não há espaço para egoísmo! Gostou de um projeto, relato ou imagem? Clique em apoiar! Ao apoiar, você está transfere um dos seus girassóis para a pessoa que postou o conteúdo (Se você não fizer isso, além de ser um babaca egoísta, você irá ficar sem ganhar mais girassóis pq a regra da rede é: receba e compartilhe uma parte do que recebeu). Você também pode postar ideias, fotos e vídeos diretamente na sua linha do tempo, como em qualquer outra rede! Você não vai ficar super rico com o Noon App, mas vai conhecer muitas pessoas e ideias e ainda acumular um dinheiro que pode dar aquela leve desafogada no final do mês.

Baixe no Google Play:

https://play.google.com/store/apps/details?id=net.itsnoon.mobile.itsnoon

Esse post faz parte do BEDA: Blog Every Day August. Participam também:

Ale HelgaObduliono Mariana GouveiaClaudiaDricaViviane

Vida de estudante 1 – Divisibilidade

Boa noite leitores e leitoras! Hoje vamos iniciar mais um tema aqui no blog: Dicas para quem está estudando ou para quem gosta de manter a cabeça em dia, sem esquecer tudo ou quase tudo que passou anos aprendendo no colégio.

O tema da primeira postagem é Divisibilidade – Ou seja – Como saber se um número é divisível por outro gerando um resultado exato. Bacana né? Vamos lá:

Divisibilidade por 2: Essa é fácil! Um número é divisível por 2 quando é um número par.

Divisibilidade por 3: Um número é divisível por 3 quando a soma de seus algarismos produz como resultado um número múltiplo de 3. Exemplo: 36. 3 + 6= 9. Como 9 é múltiplo de 3, sabemos que 36 é divisível por 3.

Divisibilidade por 4: Um número é divisível por 4 quando os dois últimos algarismos formam um número divisível por 4. Exemplo:840. 40 é divisível por 4, portanto, 840 é divisível por 4.

Divisibilidade por 5: Um número é divisível por 5 quando termina em 0 ou 5. Fácil né?

Divisibilidade por 6: Um número é divisível por 6 quando é divisível por 2 e 3 ao mesmo tempo.

Divisibilidade por 7. Essa é mais difícil, mas vou tentar explicar, usando como exemplo o número 315:

1º passo. Separe a casa das unidades

31 – 5

2ºpasso: Multiplique o algarismo da direita (unidade que está separada) por 2 e subtraia o resultado do algarismo da esquerda:

5 x 2= 10

31 – 10 = 21.  Se o resultado dessa operação for divisível por 7, então o número original também é! Ou seja, no exemplo o resultado foi 21 que é divisível por 7, portanto 315 é divisível por 7.

Divisibilidade por 8: Um número é divisível por 8 quando os três últimos números formam um número divisível por 8. Exemplo: 12.160. Observe os três últimos dígitos, 160, é divisível por 8,

Divisibilidade por 9: Um número é divisível por 9 quando a soma dos seus algarismos forma um número divisível por 9. Exemplo: 297. 2+9+7= 18. Como 18 é divisível por 9, 297 também é.

Divisibilidade por 10: Um número é divisível por 10 quando termina em 0. Fácil.

Divisibilidade por 11: Um número é divisível por 11 quando a diferença entre a soma dos algarismos de ordem par e a soma dos algarismos de ordem ímpar é divisível por 11.

Exemplo: 14.927

Soma dos algarismos de ordem par: 4 + 2 = 6

Soma dos algarismos de ordem ímpar: 1+ 9+ 7= 17

Diferença entre os resultados acima: 17-6= 11.

11 obviamente é divisível por 11, então 14927 é divisível por 11.

E aí, gostaram das dicas? Lembram de ter aprendido isso na escola?

(Texto adaptado do Manual Estudefácil –Concurso Oficial de promotoria/ Não tenho o ano pois as páginas estavam soltas aqui em casa)

 

Dicas: Aplicativos pra facilitar o seu dia

Hoje o texto vai ser um pouquinho diferente. Quem convive comigo sabe que não sou uma pessoa muito “antenada”, mas de uns tempos para cá acabei sucumbindo ao uso de alguns aplicativos para facilitar o dia a dia. Essa prática me trouxe algumas vantagens e desvantagens. Vamos começar pelas desvantagens:

  • Dependência: Infelizmente, organizar seu tempo, tarefas e até mesmo estudos através do celular te deixa refém do aparelho – Ou seja: Se a bateria acabar, se você perder o telefone ou for roubada, adeus organização.
  • Adeus agendas charmosas: Sabe o prazer de fazer a sua própria agenda ou comprar uma bem linda no inicio do ano? Então… Coisa do passado, infelizmente.

Vantagens:

  • Eficácia: Organizar o dia a dia faz o tempo render muito mais, e fazer isso através de aplicativos é bem fácil. E você não carrega mais uma coisa pesada na bolsa.
  • Sustentabilidade: Nada de usar papel desnecessariamente e depois jogar fora.
  • Economia: Não comprar uma agenda no inicio do ano significa uma economia de valores que variam entre R$20,00 e R$80,00, fora as tentações que encontramos nas papelarias e que fazem a conta ir lá pro alto.

Mas, afinal, quais aplicativos não saem do meu celular de jeito nenhum?

Pra organização e economia:

1) Dreamie Planner: Como o próprio nome já diz, é um Planer. Nele eu marco meus compromissos, as coisas que pretendo estudar, os prazos. Tudo. Ele tem uma interface muito fofa e é prático de usar.

2)Sua lista de compras: Você anota o que precisa comprar e, quando vai ao mercado, ao ticar o produto e marcar o preço, o aplicativo vai somando para você; também é muito bom pois possibilita que você compare os preços pagos desde a última vez em que comprou o produto.

3) Skoob: Leitores viciados devem conhecer essa rede social de livros, onde é possível organizar o que temos em casa, o que lemos e nossas resenhas.

4) Apps de supermercados e descontos: Esses exigem cuidado. Muitas vezes ver um produto em oferta leva você a comprar sem real necessidade, então sempre se questione antes de efetuar a compra. Tenho alguns apps no meu celular, como o Clube Dia e o Cuponeria, mas deixo as notificações desabilitadas e só entro neles quando preciso de alguma coisa.

Pra estudar

1) Duolingo: Um ótimo jeito de aprender novos idiomas. Como não estou com pressa no momento, estou estudando Inglês, Francês, Espanhol, Italiano e Alemão. Faço o possível para dividir a semana estudando 30 minutos de pelo menos dois idiomas por dia. Não vai fazer uma pessoa super fluente mas ajuda bastante no aprendizado.

2) Ouvido Perfeito: Outro aplicativo de estudo – Este ótimo pros estudantes de música

3)Dicio: Além de ser um ótimo dicionário, ainda te oferece todos os dias uma palavra diferente para ler e ampliar o vocabulário. Muito bom!

4) Metronome, tuner e piano: Outro aplicativo querido pra quem estuda música! Metrônomo e afinador juntos, além de piano virtual.

Saúde e qualidade de vida

1) My fitness pall: Estou na luta pra perder uns quilos e esse app tem me ajudado bastante. Não sou aquela pessoa super viciada em controlar o que como, gosto de ter prazer com a comida, e esse app ajuda a contar as calorias e ver os alimentos ingeridos, então dá pra ter um controle sobre o que está comendo, se está exagerando nas besteiras… De vez em quando eu acabo excedendo a contagem calórica, mas faz parte. Comecei a usar em Junho e emagreci 2 kilos. Em julho não usei muito (sabe como é: Férias, acampamento e tudo mais),mas consegui não engordar.

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3) Forest: Quer ler um livro, conversar com os amigos ou assistir um filme sem cair na tentação de olhar pro celular? Forest é um aplicativo onde você planta arvores virtuais que demoram um tempo (escolhido por você) pra crescer. Se você usar o celular antes desse tempo, sua árvore morre. É uma forma divertida de se livrar no vício em celular, e ainda colabora com o reflorestamento (A empresa criadora do App planta árvores de verdade conforme as pessoas ficam longe do celular).

Mobilidade:

1 ) EMTU oficial. Esse aplicativo da empresa metropolitana de transportes urbanos permite que você acompanhe pelo mapa onde está o seu ônibus, o que é ótimo pra evitar ficar sozinha no ponto por horas sem necessidade. Como cada lugar tem sua empresa de transportes, não é um app que dê pra usar em todo o país, então tem que pesquisar na sua região

2 )Nautide: Aplicativo ótimo pra quem gosta de pescar (não é meu caso). Uso pra saber sobre as marés, pois quando a maré sobre minha rua alaga um pouco, então é bom prevenir

3) Maps: Aplicativo clássico do Google, te ajuda a chegar onde você precisa.

4)Uber: Esse todo mundo conhece. Sempre salva no momento em que você precisa chegar rápido em algum lugar ou mesmo quando pode dividir a corrida com mais pessoas e pagar barato indo com mais conforto que o ônibus.

Vida online

  • WordPress: Prefiro escrever diretamente no computador, porém, nos dias mais corridos, tenho utilizado esse app para gerenciar o blog.
  • Instagram: Confesso que não gostava muito do Instagram até o ano retrasado. Hoje em dia uso com mais freqüência, sigo perfis dos meus amigos e alguns com temas que me interessem como ecologia, educação, feminismo…
  • Gerenciador de páginas: Mesma situação do WordPress. Muitas vezes não tenho tempo de usar o computador e acabo apelando pra aplicativos de celular para criar postagens em qualquer lugar – Já escrevi poemas no meio de atos contra a reforma da previdência, por exemplo.
  • Facebook lite: Um aplicativo leve para usar sua rede social favo

Bom, esses são os apps que estão no meu celular. E vocês? Costumam usar alguma coisa pra facilitar o dia? Contem pra mim!

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*Esse post faz parte do projeto BEDA*

Ornamentos na música erudita e popular

A postagem de hoje é dedicada especialmente aos que estudam música e sabem que nós, músicos, não temos férias. Pois é, Relendo alguns materiais do ano passado, encontrei este trabalho que eu tive que fazer ano passado para garantir nota no curso de música e decidi compartilhar com vocês! Espero que gostem bastante!

1- O que são ornamentos

1.1  Surgimento dos ornamentos.

2 – Ornamentos na música erudita e na música popular.

3- Os ornamentos na música erudita.

3.1 – Trinado ou trilo

3.1.1 – Trinado Simples

3.1.2 – Trinado Alterado.

3.1.3 – Trinado precedido de apoggiatura ou floreio.

3.1.4 – Trinado sucedido por apoggiatura ou floreio.

3.2 –  Mordente.

3.3 – Grupeto.

3.3.1 – Grupeto de ataque

3.3.1.1 – Grupeto superior

3.3.1.2 – Grupeto inferior

3.3.2 – Grupeto Medial

3.3.2.1 – Grupeto medial superior.

3.3.2.2 – Grupeto medial inferior.

3.4 – Appoggiatura, apojatura ou apogiatura.

3.4.1 – Apojatura longa ou expressiva.

3.4.2 – Apojatura breve.

3.4.3 – Acicatura.

3.4.4 – Apojatura irregular.

3.4.5 – Apojatura Sucessiva ou dupla.

3.4.5.1 – Apojatura sucessiva irregular.

3.5 – Floreio.

3.6 Portamento.

3.7 Cadenza ou cadência.

3.8 Arpejo.

3.9 Glissando.

3.9.1 Glissando diatônico.

3.9.2 Glissando cromático.

3.9.3 Glissando microtonal 

3.9.4 Glissando da série harmônica.

3.9.5 Glissando superior e inferior.

3.10 Trêmulo.

4 – Os ornamentos na música popular.

4.1 Slide.

4.2 Bend.

4.3 Hammer on.

4.4 Pull Of 

4.5 Vibrato.

4.6 Shake.

4.7 Trill 

4.8 Legato slide.

Bibliografia.

 1- O que são ornamentos

 Toda melodia é formada por notas musicais; quando um grupo de notas forma uma melodia, esse grupo passa a ser chamado de notas reais. Em alguns casos, no intuito de adornar ou enfeitar as notas reais de uma melodia, são acrescentadas notas ou mesmo grupos de notas, formando desenhos melódicos – essas notas ou grupos de notas são os chamados ornamentos. Vale lembrar que os ornamentos não são estritamente necessários na linha melódica, eles podem ser escritos na partitura por sinais gráficos ou pequenas notas, mas também podem ser improvisos acrescentados pelo executante, o que já foi relativamente comum na musica vocal antiga e na ópera. Portanto, é possível que os ornamentos sejam:

  1. Inteiramente improvisados – Ou seja, sem nenhuma informação na partitura.
  2. Indicados na partitura – O compositor indica com sinais gráficos a ornamentação que deseja incluir no trecho, mas não escreve as notas exatas.
  3. Grafados detalhadamente – O compositor escreve na partitura as notas exatas que deseja incluir no trecho.

1.1  Surgimento dos ornamentos

Os instrumentos de tecla antigos nem sempre apresentavam a sonoridade almejada pelos músicos, de modo que para evitar “lacunas” nos sons, os músicos acrescentavam notas inexistentes na partitura. A dificuldade de se traçar o histórico do uso de ornamentos na música decorre do fato de que, até o século XVII não era comum que eles fossem escritos – o que fazia com que em muitos casos a melodia original ficasse completamente diferente do que o compositor havia idealizado, a depender da ornamentação utilizada pelo interprete.  Seu uso decaiu durante os séculos XIX e XX, exceto no Jazz.

 2 – Ornamentos na música erudita e na música popular

Na música erudita, há nove tipos de ornamentos, cada um com características próprias sobre as notas que englobam: Trinado ou trilo, mordente, grupetto, apogiatura ou apojatura, floreio, portamento, cadência (cadenza), arpeggio ou arpejo e glissando.

Já na música popular os ornamentos consistem no uso de sistemas de execução com a intenção de extrair interpretações diferentes sobre o trecho musical. Neste caso, originaram-se na guitarra elétrica e são utilizados também no baixo elétrico. São eles: Slide,  bend, hammer-on, pull-of, vibrato, shake, trill, legato slide.

3- Os ornamentos na música erudita

 3.1 – Trinado ou trilo

 Indicado pelo sinal tr ou pelo sinal gráfico, consiste na alternância rápida de duas notas – a real e o grau conjunto superior ou inferior (este caso é bastante raro).

trinado ou trilo

trinado ou trilo 2

Em relação ao acento e a duração, salienta-se que o primeiro é sempre na nota real e a duração é equivalente a da nota real.

Há quatro tipos possíveis de trinado: Trinado Simples, trinado alterado, trinado precedido de apoggiatura ou floreio, trinado sucedido de apoggiatura ou floreio.

O trinado em geral começa e termina na nota real e sua velocidade é irregular, variando de acordo com a estética.

3.1.1 – Trinado Simples

Neste caso o trinado está acima de uma nota principal – ou seja, a nota principal será tocada revezadamente com a nota um intervalo de 2ª menor ou de segunda maior – um semitom ou um tom acima (dependendo da tonalidade na qual a música está escrita), assim, se há um trinado acima da nota dó, toca-se alternando dó e ré ou dó e ré bemol – salientando-se que o ré do trinado será bemol caso a tonalidade da música tenha o bemol como acidente fixo da nota ré, ou seja, os acidentes fixos da armadura alteram o trinado.

tr simples

3.1.2 – Trinado Alterado

Neste caso, haverá um sinal de alteração acompanhando o trinado, fazendo com que a nota acrescentada sofra essa alteração – vale salientar que os acidentes fixos na armadura de clave podem ser alterados com a utilização de um bequadro ao lado da notação do trinado se for o caso.

tral

3.1.3 – Trinado precedido de apoggiatura ou floreio

Também identificado por trinado com preparação, este tipo de trinado é aquele cuja nota principal está precedida de apoggiatura ou de floreio e, neste caso, o conjunto do trinado irá começar por ela. Exemplo – uma apoggiatura com a nota lá seguida por uma nota sol com trinado. Se a grafia fosse apenas o Sol com trinado, as notas tocadas seriam Sol e Lá. Com a nota Sol precedida pela apoggiatura, as notas tocadas serão Lá e Sol. O mesmo se aplica com o floreio, conforme pode-se ver na seguinte imagem:

tpaf

3.1.4 – Trinado sucedido por apoggiatura ou floreio

Também conhecido como trinado com resolução, o trinado sucedido por apoggiatura ou floreio é o que ocorre quando há uma apoggiatura ou floreio após a nota grafada com trinado e, neste caso o trinado acabará com as notas da apoggiatura ou do floreio. Assim,: um lá com um trinado acima, após a nota principal encontramos o floreio de lá-sol-lá-dó. Tocaremos: lá-si-lá-si-lá-si-…-lá-sol-lá-dó.

tsaf

Pode ocorrer um outro tipo de trinado, onde se misturam os dois últimos tipos demonstrados – ou seja, um trinado misto entre o precedido por apoggiatura ou floreio e o sucedido por apoggiatura ou floreio. Esse trinado também será chamado trinado com preparação e resolução. Vejamos:

tpr

 3.2 –  Mordente

Sinalizado por uma linha curva parecida com um M, o mordente pode ser superior ou inferior (também conhecido como mordente invertido),englobando a nota principal e uma sucessiva formando um intervalo de segunda maior ou menor de acordo com a tonalidade da música ou indicação na partitura. A diferença entre os dois é que o trinado mantém-se pelo tempo da nota principal, enquanto o mordente caracteriza-se por uma única e rápida alternância, utilizando-se apenas três notas, como pode se verificar na figura abaixo:

mordente

Na execução, o mordente terá uma parte do tempo da nota real, e o acento será na primeira nota do ornamento.

O mordente também pode ser duplo, ou seja, executado mais de uma vez. Neste caso, ele é grafado pelo sinal gráfico repetido e emendado um no outro:

mordente 2

Um detalhe importante: O mordente poderá ser grafado sem o sinal gráfico, na forma de apojaturas sucessivas:

mordente 3

3.3 – Grupeto

Grupeto significa pequeno grupo de notas, e compõe-se de três ou quatro notas que precedem ou sucedem a nota real. Sua representação assemelha-se a uma letra “s” deitada e possíveis acidentes ou alterações devem ser grafados acima ou abaixo do sinal gráfico.

O grupeto pode ser superior (começa um grau acima da nota real), ou inferior (começa um grau abaixo da nota real) e pode ser de ataque (executado no início da nota real) ou medial (executado no meio ou no final da nota real), conforme os seguintes exemplos:

3.3.1 – Grupeto de ataque

3.3.1.1 – Grupeto superior

Forma-se por três notas: Um grau acima da nota real, nota real, um grau abaixo da nota real e volta para a nota real. Em relação ao tempo, este grupeto fica com a primeira parte do tempo da nota real, e o acento fica na nota real executada ao final do ornamento, desta forma:

grupeto superior

3.3.1.2 – Grupeto inferior

Assim como o grupeto superior, é formado por três notas, porém, neste caso, a ordem é: Um grau abaixo da nota real, nota real, um grau acima da nota real e volta para a nota real. Em relação ao tempo e ao acento, mantém-se as regras do grupeto superior.

Exemplos:

grupeto inferior

Caso se deseje, pode-se grafar o grupeto como apojaturas sucessivas, sem utilizar o sinal gráfico.

3.3.2 – Grupeto Medial

Executado no meio ou no final da nota real, o sinal gráfico é colocado entre a nota real e a nota seguinte:

grupeto medial

3.3.2.1 – Grupeto medial superior

Quando o ornamento é um grupeto medial, é importante notarmos que as regras irão variar de acordo com a nota real. No caso de nota real sem ponto de aumento, o grupeto será formado por quatro notas, executado na segunda metade ou ultima quarta parte, ou outra fração final da nota real, que receberá o acento em seu início.

gms

Esse tipo de ornamentação evita a repetição de notas iguais, portanto, em caso de notas real e nota seguinte iguais, o ornamento terá apenas três notas:

gms2

No caso de nota real com ponto de aumento, o grupeto a duração do ponto será igual a do grupeto ou o ornamento será executado na fração ternária final da nota real.

No livro da professora Enelruy Lira, são apresentados os seguintes exemplos

gms3

Por sua vez caso a nota pontuada não corresponda a um tempo inteiro, o grupeto deverá ser executado no meio da nota real:

gms4

 3.3.2.2 – Grupeto medial inferior

Não há muito que se explicar, uma vez que as regras deste grupeto são iguais ao do grupeto medial superior, diferenciando-se pela ordem das notas, que no grupeto inferior começará um grau abaixo da nota real.

3.4 – Appoggiatura, apojatura ou apogiatura

É um ornamento que sempre precede a nota real com o intervalo de segunda maior ou menor. Ela pode ser inferior (abaixo da nota) ou superior (acima da nota). Há vários tipos de apojatura.

apj

3.4.1 – Apojatura longa ou expressiva

É o ornamento representado por uma nota pequena um grau acima ou abaixo da nota real – é comum que apareça ligada, mas isso não é obrigatório. O acento sempre recairá no ornamento.

apjl

Em relação a execução, a regra é que, se a nota real for simples (não pontuada), a apojatura terá a metade do tempo da nota real, como é possível ver no exemplo acima. Caso a nota real seja pontuada, a apojatura terá dois terços do valor desta. Quando a nota real se repetir, a ela será suprimida pela apojatura, evitando assim a repetição:

apjl2

3.4.2 – Apojatura breve

É uma apojatura representada pela nota pequena (geralmente colcheia) atravessada por um traço oblíquo. A apojatura breve, no momento da execução, ganha a parte mínima do valor da nota real. Diferente da apojatura longa, o acento no caso da apojatura breve, recairá na nota real e não no ornamento.

apjb

3.4.3 – Acicatura

É uma apojatura cujo acento recai na nota real e cuja duração é retirada do final da nota que a antecede e não do início da seguinte. Não há em geral uma diferença de grafia entre acicatura e apojatura, devendo, portanto, o interprete optar entre as duas conforme o estilo e a estética da peça musical executada. Para melhor entendimento, inclui-se o seguinte exemplo:

acicatura

 3.4.4 – Apojatura irregular

A apojatura em geral forma um intervalo de segunda com a nota real, entretanto, há casos em que o ornamento forma outros intervalos diferentes e, por isso, acaba recebendo o nome de apojatura irregular. Vale lembrar que há também a hipótese de acicatura irregular.

3.4.5 – Apojatura Sucessiva ou dupla

Pode ser inferior (quando inicia abaixo da nota real) ou superior (quando se inicia acima da nota real). Esse tipo de apojatura, representado por duas semicolcheias pequenas, ocorre quando na mesma nota real executa-se sucessivamente apojaturas superior e inferior. Neste ornamento o acento recai sobre a nota real, e a apojatura recebe apenas parte do valor da nota real.

3.4.5.1 – Apojatura sucessiva irregular

É a apojatura formada por notas que não são graus conjuntos da nota real. Esse tipo de apojatura pode ter mais de duas notas:

apjsi

A apojatura sucessiva irregular também pode ser lida como acicatura sucessiva irregular, antecipando-se a nota real, tirando sua duração da parte final da nota anterior.

3.5 – Floreio

Esse ornamento é formado por uma ou mais notas intercaladas entre duas notas reais. O floreio é grafado da mesma forma que a apojatura: pequenas notas antecedendo a nota real. Como já vimos a apojadura é o ornamento que forma entre a nota real e o ornamento um intervalo de segunda maior ou menor. Isso não acontece com o floreio. No floreio o intervalo formado é maior do que o de segunda e por isso dizemos que o floreio é uma apojatura ou acicatura irregular. Na imagem abaixo, um exemplo de floreio:

floreio

 3.6 Portamento

Pouco usado é um ornamento representado por uma colcheia que antecipa a nota real. Observa-se que ambos, portamento e nota real, devem ter a mesma entonação (ou seja, devem ser notas iguais). Executa-se dando ao portamento uma pequena parte do final da nota real anterior e recaindo o acento na nota real. Este ornamento não possui nenhuma variação.

portamento

 3.7 Cadenza ou cadência

Esse ornamento é muito usado em improvisações, e também em andamentos lentos, codas e codetas. Caracteriza-se  pela fermata que é sempre colocada na nota real que antecede este ornamento, formado por uma sucessão de pequenas notas que sempre ultrapassam o tempo do compasso mantendo entre si uma relativa a proporção nos valores de seus tempos.

cadenza

3.8 Arpejo

Este ornamento serve para embelezar os acordes com pelo menos duas notas. é representado por uma linha vertical indicando quais notas devem ser  arpejadas. As notas do arpejo devem ser executadas uma de cada vez sem ser descontinuadas. Interessante observar que no caso do piano há uma diferença entre o arpejo cuja linha ocupa as duas pautas, caso em que o arpejo percorrerá todas as notas das duas pautas como se fosse um acorde só, e o a notação onde o arpejo aparece duas vezes, cada um em uma pauta mas ambos com nota no mesmo tempo do compasso, caso em que os acordes serão arpejados separados, porém ao mesmo tempo.

arpejo

3.9 Glissando

Ornamento moderno representado por uma linha ondulada diagonal ligando duas notas de alturas diferentes e indicando que as notas entre elas deverão ser tocadas rapidamente (em alguns casos a linha é substituída pela abreviação gliss.) Na execução o glissando tira seu valor do final da primeira nota real. O acento também recairá na nota real.

Há algumas classificações diferentes de glissando:

3.9.1 Glissando diatônico

É formado pelas notas da escala diatônica, por exemplo, as teclas brancas do piano.

3.9.2 Glissando cromático

É formado pelas notas escala cromática, ou seja, variam de meio em meio tom.

3.9.3 Glissando microtonal

É formado por todas as frequências intermediárias ele não é realizável em instrumentos como piano ou outros instrumentos de tecla esse tipo de ornamento aparece é música vocal ou em instrumentos de corda, além de ser parcialmente realizável no trombone ou no tímpano de pedal.

3.9.4 Glissando da série harmônica

formado por notas da série harmônica.

3.9.5 Glissando superior e inferior

Além destas classificações, o glissando também pode ser classificado em superior ou inferior. No glissando superior, a segunda nota real está acima da primeira. No glissando inferior a segunda nota real está abaixo da primeira. Note-se que essa classificação complementa as outras apresentadas, de modo que podemos ter, por exemplo, um glissando diatônico superior.

glissando

3.10 Trêmulo

Quando o sinal gráfico de trêmulo aparece em uma partitura, a nota real deverá ser repetida em notas de igual entonação, porém com tempos menores executadas rapidamente, até completar o tempo da figura. Pode acontecer também o desdobramento de notas desiguais, neste caso o sinal gráfico de trêmulo aparecerá entre duas notas reais que deverão ser executadas rápido e alternadamente até completar o tempo da figura. Abaixo, dois exemplos, um com notas de igual entonação (sons iguais) e outro com notas diferentes:

Trêmulo com nota real igual ao ornamento:

tremulo com nota real igual ao ornamento

Desdobramento de notas desiguais:

desdobramento de notas desiguais

 

4 – Os ornamentos na música popular

4.1 Slide

É semelhante ao glissando da música erudita e sua representação na partitura também é parecida. Consiste em deslizar os dedos pela corda mantendo-a pressionada.

slide

4.2 Bend

Também chamado técnica de torção. Na execução deste ornamento, levanta-se a corda até a tonalidade desejada. Representa-se por meio de uma seta ascendente, representado a entonação. Já o reverse bend é aquele em que se faz a nota voltar até a posição original.

bend

4.3 Hammer on

Representado pela letra h acima da nota consiste em tocar a nota real e percurtir a nota seguinte com o outro dedo da mão.

hmon

 

4.4 Pull Of

Simbolizado pela letra p, é um movimento inverso ao Hammer on. Nele ataca-se a primeira nota, tocando-se a segunda por meio de um leve puxão para baixo.

pul of

4.5 Vibrato

Efeito produzido pela vibração da nota em repouso. Na execução, movimenta-se a corda para cima e para baixo, sendo o impulso para cima aos poucos e em movimentos constantes, deixando a corda voltar ao ponto de origem, controlando a sua volta. O símbolo usado para representar o Vibrato e parecido com um M em forma de uma linha horizontal.

vibrato

 4.6 Shake    

Nada mais é que um vibrato horizontal. Sua execução se dá pelo  posicionamento dos dedos próximos ao traste da frente retornando ao ponto inicial, em movimentos repetitivos. Esse ornamento pode ser entendido  também como uma espécie de trêmulo, normalmente utilizado como resolução de frase. Graficamente sua representação é o m em linha horizontal porém acrescentando de um tr no início.

shake

4.7 Trill

Esse ornamento cuja representação é o m em linha horizontal com o tr em cima da nota é uma espécie de vibrato executado com o Hammer on e pull off em um intervalo de segunda menor, com velocidade extremamente rápida.

trill

4.8 Legato slide

Esse ornamento funciona como uma base. Na execução, o indicador se move para frente e para trás com os outros dedos formando intervalos. Na figura do exemplo ele é mostrado em intervalos de terça mas pode ser utilizado em outros intervalos.

ls

 

Bibliografia

LIRA, Enelruy Freitas. Apostila de Teoria Musical. Ornamentos, Dinâmica, Expressão e Respiração.  Páginas 3 a 19.

Disponível em:

http://cursos.violinando.com/download/apoio/Enelruy%20Lira%20-%20Apostila%20de%20Teoria.pdf

Acesso em 15-09-2018 Às 23:20

Maestro Virtual – Curso de teoria musical

http://www.maestrovirtual.com.br/v1/curso/tm_36.php

Acesso em: 14-09-2018 às 19:15hs

MARQUES, Jean Ricardo. Ornamentos musicais.

Disponível em:

Clique para acessar o ornamentos-musicais.pdf

Acesso em: 14-09-2018 às 20:25

MELLO, Marcelo. Estruturação e Linguagem Musical. ETE Centro Paula Souza – Curso técnico em regência. Capítulo 1.1 – Ornamentos Musicais

Disponível em

http://marcelomelloweb.net/mmtecnico_estruturacao11.pdf

Acesso em 15-09-2018 às 22:20