Desafio Cinetoscópio #12 – Um filme com um final surpreendente

O décimo segundo desafio do “Desafio Cinetoscópio dos trinta filmes” propunha que se indicasse um filme com final surpreendente. Há vários filmes que se enquadrariam nessa categoria, mas um que assisti anos atrás me surpreendeu bastante. Trata-se de “Os outros” – Um filme que se passa pouco após o final da segunda guerra e conta a história de uma mãe e seus dois filhos que possuem uma rara alergia a luz e precisam ficar sempre no escuro. A família ainda guarda esperanças de que o marido – que fora pra guerra – retorne. A mãe das crianças é bem nervosa, o que torna tensa sua  a convivência com os filhos . No decorrer da história a família passa a ter problemas com fantasmas – O que nos levará ao desfecho surpreendente.

Apesar do cenário escuro e do suspense, o filme não é aterrorizante, então mesmo aqueles que não gostam de terror irão assistir tranquilamente. Vale comentar também que o enredo consegue prender a atenção e o elenco é muito bom. Por outro lado, o filme não é novo, então talvez muita gente já tenha assistido.

E vocês? Qual filme na opinião de vocês tem um final surpreendente?

O décimo segundo desafio do “Desafio Cinetoscópio dos trinta filmes” propunha um filme com final surpreendente. Há vários filmes que se enquadrariam nessa categoria, mas um que assisti anos atrás me surpreendeu bastante. Trata-se de “Os outros” – Um filme que se passa pouco após o final da segunda guerra e conta a história de uma mãe e seus dois filhos que possuem uma rara alergia a luz e precisam ficar sempre no escuro. A família ainda guarda esperanças de que o marido – que fora pra guerra – retorne. A mãe das crianças é bem nervosa, o que torna tensa sua  a convivência com os filhos . No decorrer da história a família passa a ter problemas com fantasmas – O que nos levará ao desfecho surpreendente.

Apesar do cenário escuro e do suspense, o filme não é aterrorizante, então mesmo aqueles que não gostam de terror irão assistir tranquilamente. Vale comentar também que o enredo consegue prender a atenção e o elenco é muito bom. Por outro lado, o filme não é novo, então talvez muita gente já tenha assistido.

E vocês? Qual filme na opinião de vocês tem um final surpreendente?

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Meu olhar já não pranteia

Meu olhar já não pranteia
O amor que n’alma falta
Pois n’alma a paixão o fogo ateia
Que pela pele arde, pelos olhos salta

E a Lua que o céu prateia
É a confidente a quem incauta
Sussurro o segredo que incendeia
Meu coração até noite alta

E noite adentro o céu contemplo
Dos olhos jorram lágrimas de saudade
Tão tristes! Da solidão torno-me templo

Oh, Cupido! De mim tem piedade
Pois quase me afogo no profundo e amplo
Mar das minhas lágrimas de saudade

(2013)

 

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Sucumbe meu olhar ao pranto

Sucumbe meu olhar ao pranto
Aí de mim que não tenho um amor!
Ninguém que me cante um acalanto
Ninguém que me apresente da paixão o calor

Sucumbe meu olhar ao pranto
Aí de mim que não tenho um amor!
Volvendo os olhos ao céu eu canto
Implorando ao cupido que me dê seu favor

Sucumbe meu olhar ao pranto
Aí de mim que não tenho um amor!
Não conheço o langue encanto
Do prazer desconheço o tremor

Sucumbe meu olhar ao pranto
Aí de mim que não tenho um amor!
Sozinha, quase esquecida num canto
Escrevo poetando minha dor

Sucumbe meu olhar ao pranto
Aí de mim que não tenho um amor!
N’alma não criei o doce recanto
Onde nasça da paixão a flor

Sucumbe meu olhar ao pranto
Aí de mim que não tenho um amor
Meia noite eu me levanto
E confidencio à Lua o meu dissabor

Sucumbe meu olhar ao pranto
Aí de mim que não tenho um amor
Dia a dia o meu desencanto
Das minhas primaveras sem flor

Sucumbe meu olhar ao pranto
Já não choro por não ter um Amor!
Cupido atendeu ao meu canto
Meu coração agora é puro amor!

 

(Um eu vou saber compor e farei deste poema uma canção. Bambino, você me ensinou a amar. Você pode não saber disso, mas você é o meu amor, mesmo que jamais seja recíproco, ainda assim, você traz luz para minha alma tão solitária).

(2013)

 

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Desafio Cinetoscópio #11

Prosseguindo com o Desafio Cinetoscópio, cheguei ao desafio número 11! Hoje será dia de falar sobre um filme perturbador. Perturbador… Perturbador para mim é o mundo, e não o cinema. Mas a arte imita a vida não é verdade? Infelizmente muitas vezes sim. E a vida é perturbadora. Essa semana mesmo eu vi a notícia de uma mãe que assassinou o próprio filho nos últimos dias do ano passado. Motivo? O adolescente era homossexual. Isso me lembrou um filme que assisti : Orações para Bobby. No enredo uma mãe extremamente religiosa não aceita o filho homossexual. Ela não o mata. Não há violência física – mas há violência psicológica de sobra e isso tem um efeito devastador no jovem Bobby e em sua família. Esse filme não é muito atual, então talvez algumas pessoas já tenham assistido – de qualquer forma não falarei muito mais sobre o enredo para evitar contar o que acontece aos que ainda não assistiram. Em minha opinião o filme é perturbador por tratar-se de homofobia, agravando-se com o fato cruel da ação homofóbica dar-se dentro de casa, no seio da família, o único lugar que deveria ser o porto seguro daquele jovem tornando-se o inferno em sua vida. É perturbador por ser real, por acontecer de verdade em tantas famílias. Por resultar em dor e morte. Estamos no ano de 2017 e ainda é freqüente abrir o jornal e ver crimes baseados em preconceito e ódio – e, em se tratando de homofobia a religião infelizmente é um fator que reforça muito esse comportamento criminoso. Que tal deixar cada um utilizar o próprio corpo da forma como melhor lhe convém? Aprender de uma vez por todas que machismo, racismo e homofobia matam?

Querem assistir o filme indicado? É só clicar aqui

Venturosa é a alma que ama

Venturosa é a alma que ama
Pois venturoso é o destino
De quem certo nome chama
Entregue ao delírio, paixão, desatino

Ditoso o dia solitário nas ruas
As lágrimas que estampam dores cruas
O cabelo solto ao vento
A triste caminhada ao relento

Ditoso mar de paixão
Tormentoso por onde navega o coração
Oceano de fogo e lágrimas sem rumo certo
Entregar a vida ao mar aberto

Doce é a linha do horizonte
Que em seu olhar se esconde
Distante ilusão, miragem
Que ao nada me conduz nesta viagem

E em tuas lembranças
A alma se perde deleitada
Quando renasce a esperança
De ser tua bem amada

(2013)

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Sonha, poetisa

dormindo-nas-nuvens-1Sonha poetisa, sonha que o sonhar
É artimanha da alma saudosa
É centelha que vem a escuridão alumiar
É intenso momento, alegria preciosa

Sonha poetisa, sonha com aquele
Que queres só para ti, que queres ser só dele
Sonha com os beijos, sonha com a doçura
Viva teu amor, pois nos sonhos não há censura

Poetisa menina,sonha com teu amado
Aguarda o momento de estar ao teu lado
Deseja-o como a ninguém havia desejado
E entrega-lhe o amor que a ninguém havia entregado

Sonha com o doce momento
Em que triunfará intenso sentimento
E àquele que certo dia tua alma roubou
Entregará teu corpo como ternamente sonhou

Sonha poetisa, que triste é a realidade
E tão triste é a saudade
E o tempo que se arrasta, não passa
E desfaz o sonhar como fumaça

(2013)

Forte como o mar bravio pulsa o coração enamorado

Forte como o mar bravio
Pulsa o coração enamorado
Nada teme: Escuridão, dor ou frio
Canta alto a alegria d’estar apaixonado

E as lágrimas de saudade
Que nascem nas noites solitárias
São muito mais que necessárias
Para desafogar do peito esta ansiedade

Desejo traiçoeiro que me atormenta
Arrasta-me para o olho da tormenta
Armadilhas que a vida inventa
Paixão doce e violenta

E tê-lo ao meu lado, sonho distante
Esperança de minh’alma infante
Será meu futuro feliz?
Ou minha tragédia por um triz?

 

(2013)

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(Imagem: Internet)

 

Rasguei a listinha de ano novo

Sabe aquela listinha de metas e planos que (quase) todas as pessoas fazem nos últimos dias do ano? Aquela que a gente escreve, esperando ticar item por item no decorrer dos próximos meses, e, quando chega o final do ano, se depara com vários itens adiados, deixados em branco e, mesmo assim, escreve novamente para tentar realizar no ano seguinte? Pois é, me poupei o trabalho e não fiz. Não tive tempo, meu último dia do ano foi corrido, eu estava cansada e o calor tem sido um pequeno obstáculo nos meus afazeres. Ontem pensei “Um dia de atraso não é muito, eu ainda posso escrever aquela listinha”. E dormi, comi, estudei, postei na página (por engano) uma montagem de fotos com um texto sobre a alegria de ter passado a noite de ano novo com o meu melhor amigo – era uma montagem de fotos e um texto para o meu Facebook pessoal e eu por engano postei na página Devaneios e Poesias. Tentei apagar e corrigir – O celular quase apagou a minha página. Tudo bem, a página e o blog são sobre poesia, e amizades verdadeiras são poesias intensas e puras- deixei o post lá e postei no meu Facebook pessoal também. E a lista? Sei lá. Esqueci. De novo. E hoje me dei conta de que não adianta listar metas para um ano inteiro. A gente esquece, as prioridades mudam. Nada de lista de metas! Sempre fui ruim com listas e tarefas – Na escola eu estudava matemática na véspera da prova de história e história no dia da prova de português. E isso não me impediu de ser uma boa aluna. Na faculdade eu dormia, estudava música, decorava textos do teatro, lia, escrevia poesias, tudo durante as aulas – e fui uma aluna cheia de notas altas, aprovada na OAB logo na primeira tentativa e sem precisar fazer cursinho. Eu não me prendi em metas, apenas fiz o que deveria ser feito.  Não significa que eu não tenha metas. Eu tenho! E se tivesse que fazer uma listinha, em primeiro lugar, em letras maiúsculas, gritantes, estaria escrito VIVER. Sim, viver. Há tempos decidi aceitar que não adianta planejar os próximos 365 dias durante a última semana do ano – o tempo se encarrega de mudar planos. O computador quebra, mudamos de emprego, as prioridades mudam. Chove demais ou faz sol e de repente aquele dia na rua se torna um dia a mais em frente aos livros. Chega uma mensagem e a você decide dar-se a uns momentos de descanso – se você está navegando no mar da vida e sabe em que porto quer chegar, as mudanças de planos não irão atrapalhar. Se você não sabe, as mudanças repentinas de rota vão fazer você se encontrar. Eu amava dança, não passei no vestibular: Planos desfeitos, sonhos que se perderam, a idade não iria me ajudar se tentasse novamente. Fui fazer direito e me apaixonei pela música. Hoje cantar é uma das poucas coisas que fazem sentido na minha vida. Mas o item “vestibular” e o item “graduação” foram concluídos com sucesso. O item “aprovação na OAB” também já está concluído. A listinha não fez falta. Estou com 30 anos, como diz a música “eu to ficando velha, eu to ficando louca” – minha meta é viver, intensamente – e tenho certeza de que as outras metas irão se encaixar nisso sem precisar fazer lista. Listinha só se for para organizar o dia a dia! E por falar em viver intensamente, fica aqui novamente o convite para que curtam a página do blog no Facebook: Lá eu posto coisinhas que me inspiram fotos de lugares por onde passo, trechinhos de livros que estou lendo, pensamentos que me ocorrem durante o dia.

 

Feliz 2017! Que este ano tenha menos listas e mais realizações!