Sobre voltar aos palcos

Ano passado eu tive uma rotina muito cansativa e gratificante: Fazia curso de canto, canto coral, violão, teatro… Foi um ano de ensaios, ensaios e mais ensaios e muitas apresentações. Este ano, com o término da minha faculdade e consequentemente do período de estágio remunerado, fui obrigada a trabalhar “como gente grande”, oito horas por dia em uma rotina exaustiva de seis dias trabalhados e uma única folga – Ou seja, nada mais de cursos.  Os primeiros meses de 2015 me trouxeram saudades daquela rotina… E então eu recebo a notícia de que havia passado na seleção para estudar no Conservatório de Cubatão. Sem pensar duas vezes eu fiz a minha matrícula, decidida mesmo a pedir demissão do emprego e voltar a vender jujuba nos sinaleiros, se necessário… Não precisei chegar a tanto.  Comecei a estudar e, agora, quase no final do ano, minha sala teve a oportunidade deliciosa de se apresentar no Palácio das Artes em Praia Grande. Para muitos foi a primeira experiência no palco de um teatro. Para mim foi como voltar ao lar de onde eu nunca deveria ter saído (lógico que o frio na barriga é o mesmo das primeiras vezes).  Foi realmente emocionante: Aquela correria para chegar, trocar de roupa, respirar, aquecimento rapidinho (sim, em sala de aula temos um tempo infinito para aquecer a voz antes de cantar, na hora da apresentação parece que 15 minutos se tornam 5 minutos), o momento “não sei se quero subir ali”, “olha como o teatro está cheio” e etc. Mas sabe, no final dá tudo certo, não é para isso que a gente estuda e ensaia tanto? Que venham mais e mais apresentações!

PS: Desconsiderem o áudio ruim, foi tudo filmado pelo celular!

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Aos mestres…

               Hoje é o dia daquele profissional que acompanha a criança desde uma idade muito tenra até a vida adulta e, muitas vezes, através mesmo da idade já considerada madura. Dia daquele profissional que muitas vezes deixa sua prole em casa para se dedicar a ensinar aos filhos de outrem muito do que eles irão necessitar ao longo desta longa viagem que chamamos vida.  Certamente a importância de um professor vai muito além da disciplina ministrada em sala de aula. Uma vídeo-aula ou um livro didático explicado passo a passo são capazes de ensinar um conteúdo a quem se dispõe a aprender, mas somente um mestre dedicado e atencioso é capaz de mostrar a seus pupilos a importância do saber. Um verdadeiro mestre mostra que alunos não são prisioneiros das disciplinas, mostra que o conhecimento é a chave que abrirá portas para outras estradas pois o conhecimento não é prisão, é liberdade e isso, na grande maioria das vezes, não se aprende através das páginas dos livros ou das telas dos computadores e televisões. Somente um verdadeiro mestre consegue entender que há dificuldades a serem contornadas e que vale a pena segurar as mãos de cada pupilo para que ele aprenda a vencer tais barreiras.                                                                                                                                                            Já imaginou como seria o mundo sem professores? Possivelmente eu não estaria aqui em frente a um computador escrevendo este texto, sabe por quê? Porque provavelmente não existiriam computadores! Sem professores, o conhecimento ainda seria transmitido de pai pra filho, de avô para neto, seria somente o necessário à sobrevivência cotidiana! Já pensou nisso? Quantos e quantos inventos teriam deixado de existir se professores não houvessem alfabetizado e incentivado crianças a descobrirem seus próprios interesses dentro de uma enorme gama de conhecimentos? Já parou para pensar em quantas vidas mudam a cada dia quando um professor coloca os pés na sala de aula e ensina algo novo a uma criança, jovem ou adulto?

           Por serem seres tão especiais e repletos de luz, desejo a todos os professores  e aos que ainda trilham os caminhos em direção a este tão nobre ofício todas as alegrias de um porvir repleto de paz, carinho, sucesso e  reconhecimento. Que saibam que sua missão neste mundo é arrancar o espírito humano da trevosa existência em que se encontra enquanto não se abre ao conhecimento. Sim, queridos mestres, lembrem-se sempre de que muitas vezes não são os que lhes procuram os que mais necessitam de atenção, e sim os que mais procuram lhe escapar, evitar ou fugir. Continuem sempre sendo um candeeiro de luz ao final do túnel. Continuem sendo portadores das chaves para um mundo melhor! Lembrem-se: Todos nós precisamos e precisaremos sempre de vocês!

            Um enorme e carinhoso abraço à todos os professores deste mundo, e, em especial, aos meus mestres sempre queridos de ontem, de hoje e de sempre!

Filme versus Livro: O Mundo de Sofia

Algumas vezes despertar o interesse de uma criança ou jovem por determinado assunto requer certa dose de sutileza: De nada adianta entregar a um jovem um enorme tratado acerca de filosofia se já não houver em seu espírito um mínimo de curiosidade acerca do tema. O livro “O mundo de Sofia”,do autor norueguês Jostein Gaarder, desperta no espírito do leitor o interesse pela filosofia e por sua história. Através da história da jovem Sofie Amudsen, o autor nos conduz ao conhecimento da história da filosofia e das ideias de alguns dos principais filósofos.  Ler “O mundo de Sofia” não criará especialistas em filosofia, porém acabará por incutir a curiosidade acerca da história da filosofia e dos filósofos, levando o leitor a buscar mais conhecimentos acerca do assunto em outras fontes.

O filme, como quase sempre acontece com adaptações, é excelente, no entanto, além de ser longo, deixa muita coisa de fora, tornando tudo muito mais superficial. Longe de mim dizer que não é um bom filme, pelo contrário – vale a pena assisti-lo com crianças que ainda não atingiram uma grande habilidade para leituras longas. Vale a pena mesmo assisti-lo após a leitura do livro, porém jamais será capaz de substituir a obra original.

TAG: Bloggers Recognition Award

O M. Raydo do blog Patriamarga me indicou para o Bloggers Recognition Award.  As regras para participar são simples

  1. Faça um post explicando por que você começou a blogar e dê algumas dicas;
  2. Nomeie blogs de seus colegas blogueiros;
  3. Comente nos blogs deles para que saibam que foram nomeados.

Sei que outros blogs já me nomearam para outras tags antes desta e eu estou bem atrasada. Calma amigos, não é falta de vontade de responder, apenas as coisas enroladas do dia a dia mesmo (em outro post explico tudo o que anda me mantendo distante do blog nos últimos tempos).

Esta tag pede que eu explique o motivo pelo qual comecei a blogar. Acredito que já tenha falado sobre isso em ocasiões anteriores, mas é sempre bom comentar novamente. A escrita sempre fez parte dos meus dias – até hoje me arrependo de ter descartado os textos que escrevia ainda criança. Há algum tempo mantenho uma página no site “Recanto das Letras”. Confesso que inicialmente me espantava ao ler comentários nos meus textos e pensava “incrível, as pessoas estão lendo e gostando dos meus textos”. Algum tempo depois de criada a página no Recanto das Letras, decidi publicar meu primeiro livro “Para um doce cavaleiro” através da Editora “Clube de Autores”. Infelizmente descobri que vender livros é bem mais difícil que ter leitores. Ano retrasado criei uma página no facebook com o título “Devaneios e Poesias”. Nesta época, alguns amigos passaram a insistir para que eu criasse um blog – ideia que já havia passado pela minha cabeça milhões de vezes sendo sempre descartada diante das supostas dificuldades apresentadas (me considero péssima quando o assunto é informática). Ainda assim ano passado me arrisquei e criei o blog. Foi um passo importante e muito gratificante – Ler e compartilhar ideias, mensagens, sentimentos é uma das melhores coisas da vida. É como viajar por vários mundos sem sair do lugar.

Minha dica? Escreva, escreva e escreva – mas evite publicar no momento em que escreve, pois reler os textos após aquele momento de euforia ajuda a corrigir possíveis erros (Não estou seguindo minha própria dica hoje). Sei que a tag só pede uma dica, mas me aventuro a dar mais uma e fazer um comentário sobre a dica de quem me indicou. Minha segunda dica: Não se proponha a cumprir um cronograma de postagens. Eu fiz isso e embora tenha dado relativamente certo por um tempo, algumas mudanças ocorreram no meu dia a dia e me impediram de continuar, acredite, se você se propõe a postar algo sobre determinado tema e não consegue fazê-lo, isso gera uma sensação incomoda de “fracasso” ou de estar, no mínimo, deixando seus leitores na mão, por isso, tente postar com frequência, mas não siga cronogramas pré-estipulados e apertados a não ser que tenha muita experiência no assunto e uma vida extremamente sem surpresas e contratempos. Meu comentário: O M. Raydo deixou a seguinte dica “ Minha dica é: Se seu computador não morrer, como foi o meu caso e por isso desapareci um pouco, converse com as pessoas, leia seus blogs de verdade, torne-se um amigo diário e companheiro, pois eles podem até não comentarem e curtirem suas coisas, mas a experiência e o carinho ao próximo é algo sensacional! Pode crer! :)” – Essa dica é excelente! Não basta compartilhar o teu mundo através da escrita. Há um prazer imenso em mergulhar no mundo de outros! Leia e comente o que leu. Fale com o autor, estabeleça contatos – não digo para trocarem facebook e whatsapp e conversarem o dia todo! Muitas vezes a conversa que se estabelece na discussão de algum texto é mais satisfatória que uma longa conversa falando sobre nada em alguma rede social, então, leia e crie pontes entre o teu mundo e o mundo de outros autores.

Não irei indicar nenhum blog por estar com as leituras atrasadas e não saber quais responderam ou não, mas quem quiser responder e dizer que foi indicado pelo blog “Devaneios e Poesias”, fique à vontade!