Portal 2014

Diante de todas as catástrofes ocorridas no planeta Terra é inevitável a ocorrência de uma luta do bem contra o mal – E para que o bem vença o ano de 2014 reserva o nascimento de quatorze mil espíritos de luz. No plano celeste, os anjos orientam os espíritos enquanto observam preocupados o nosso planeta tomado pelo caos – É a preparação para a batalha que poderá salvar a humanidade – ou perdê-la de vez. 

O parágrafo acima resume a narrativa de “Portal 2014”, livro ficcional orientado pela filosofia espiritualista e escrito por Luciene Rodrigues Sinni. Trata-se de uma leitura que oferece esperança de que a humanidade construirá um futuro de dias melhores com o auxílio dessa nova geração composta por seres iluminados – Aos que optam por acreditar em qualquer poder superior isso parece uma esperança plausível e doce. 

Sobre a autora: Luciene Rodrigues Sinni é geógrafa, pedagoga,gestora ambiental e professora na rede municipal de Santos.

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Luna Caliente (Passaporte da Leitura – Argentina)

Lembram do Passaporte da Leitura e do projeto de ler um livro de cada país do mundo? Pois é, demorei para dar continuidade, mas aqui estou na minha oitava parada: Argentina. E o autor que me leva a essa viagem é Mempo Giardinelli com sua obra Luna Caliente. 

Mempo apresenta ao leitor Ramiro, um jovem que acaba de retornar de Paris após formar-se em Direito, se vê enredado em uma súbita obsessão por Araceli, uma adolescente filha de amigos da família. Incapaz de conter seus instintos, Ramiro acaba cometendo uma série de atos que podem comprometer para sempre seu futuro.

Giardinelli retrata em poucas páginas o lado sombrio de um homem e nas entrelinhas aproveita para criticar a corrupção e a violência da Ditadura Argentina. O autor nos entrega cenas de sexo, violência, pedofilia em um plano de fundo sombrio, arrematando a história com um final surpreendente. 

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Este post é a sexta postagem do BEDA (Blog Every Day April). Conheça os outros participantes:

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As mentiras que contamos

Dia Primeiro de Abril é conhecido como “Dia da Mentira”. Não sei de onde surgiu a data, mas desde criança gostei da ideia de pregar peças inocentes nas pessoas. E este ano comecei o mês de Abril com uma seleção das cinco mentiras que (quase) toda pessoa que ama ler já contou – Pra si mesma ou para alguém… Vamos ver?

1 – Só vou comprar livros novos quando ler todos os que tenho em casa

Pessoas que amam ler não resistem a um livro. Na livraria, no sebo, na banca… Sempre cabe mais um na prateleira esperando para ser lido.

2- Vou assistir o filme/série pois estou sem tempo para ler o livro

Pessoas que amam ler JAMAIS se contentam com a série/filme. É como se faltasse alguma coisa. Tempo pra ler? A gente sempre arranja!

3- Eu não sonho com uma biblioteca só minha! Livro tem que circular.

Sabemos que livros precisam circular, mas mesmo a pessoa mais desapegada do mundo em algum momento vai dizer que sonha em ter uma casa com uma biblioteca ENORME.

4- Só mais uma página

Quem nunca JUROU que dormiria cedo e iria ler só mais uma ou duas páginas… Mas só dormiu quando acabou o livro (e a noite)

5 – Eu vou me dedicar somente aos clássicos

O tempo vai passando e você percebe que é impossível ler todos os livros do mundo, por isso só vai ler os clássicos e os mais aclamados pela crítica… Até se deparar com aquele clichê delícia.

E vocês? Já se pegaram contando alguma dessas pequenas mentiras?

Este post faz parte do BEDA (Blog everyday April) que por motivos técnicos seguirá um dia atrasado aqui no blog! E esse ano o BEDA também está no Instagram! Corre lá no @poetisa_darlene pra acompanhar em primeira mão!

Outros blogs indispensáveis que participam do BEDA:

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A Erva Amarga – Marga Minco

O livro reúne em pequenas crônicas as memórias de uma jovem judia durante os anos da Segunda Guerra Mundial. Em geral os livros que retratam esse período são narrativas intensas, de atos vis e cruéis por parte dos soldados nazistas e também de atos heroicos da resistência. Marga escreve seus relatos deixando a guerra como um cenário. Ela se debruça sobre os detalhes que lhe marcam a memória, sobre fatos que tem importância para ela e para sua família. Toda a barbárie do período fica nas entrelinhas, na solidão de Marga, no otimismo inocente dos pais que acreditam que os horrores que acontecem nos países vizinhos não chegariam até a Holanda, no último ato conhecido de Dave, no velho tio que aguarda o bonde todos os dias.

                Em uma entrevista, Marga Minco confessa que quis “dizer o máximo com o mínimo de palavras”. Conseguiu.

                Sobre a autora: Marga Minco é o pseudônimo da jornalista e escritora Sara Menco. Nascida em Ginneken, na Holanda, em 31 de março de 1920, Minco era estagiária do Bredasche Courant quando em 1940 foi demitida pela diretoria do jornal, que simpatizava com a causa alemã. Ao longo da Segunda Guerra Mundial seus irmãos e seus pais foram levados pelo Exército e ela se manteve na clandestinidade, sendo a única sobrevivente de sua família.

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Comer, rezar, amar

O livro se baseia na história real de Elizabeth Gilbert, uma jornalista e escritora norte-americana que percebendo o quanto estava infeliz em seu casamento, decidiu dar uma guinada na vida, pedir o divórcio e arrumar as malas para um ano dedicado inteiramente a si.

                Ela opta por três destinos: Quatro meses na Itália, onde além de estudar italiano dedica-se a explorar as artes do prazer, principalmente à mesa. Quatro meses na Índia, onde faz um retiro, pratica yoga e encontra sua conexão com o divino, explorando a arte da devoção e encerra a viagem com quatro meses em Bali onde explora as possibilidades de unir o prazer mundano e o divino buscando o equilíbrio necessário para a vida.

                A verdade é que todas as pessoas precisam encontrar esse equilíbrio entre prazer e devoção (seja lá qual for a devoção da pessoa, importante lembrar que ninguém é obrigado a crer igual), mas a esmagadora maioria jamais vai conseguir tirar um ano inteiro para viajar e encontrar esse equilíbrio. Infelizmente.

                Sem dúvida o que se pode tirar de mais importante da leitura é a necessidade de refletir: Você está vivendo a vida que gostaria ou a vida que outras pessoas gostariam que você vivesse?

                Talvez você não possa viver um ano fora do país, mas com certeza é possível revirar a vida ao avesso procurando uma brecha para começar a construir um futuro mais próximo do que você realmente deseja.

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Ponte para Terabítia

Ponte para Terabítia é muito mais do que um livro sobre a amizade verdadeira entre duas crianças de dez anos. Jess Aarons e Leslie Burke personificam dois mundos completamente distintos que se misturam com naturalidade e suavidade. É inegável: A chegada de Leslie modifica completamente a vida do solitário Jess – Não que ele fosse filho único, pelo contrário: Jess tem uma família grande e majoritariamente feminina, sendo ele o único homem em casa, além do pai que trabalha durante todo o dia. A vida de Leslie também se modifica ao conhecer Jess – Ela, que é filha única, vinda de família instruída, encontra em Jess o companheiro perfeito para imaginar um lugar perfeito: Terabítia.

                Terabítia não é apenas um lugar imaginário de duas crianças entediadas e por qual motivo não dizer, excluídas dos grupinhos infantis da escola. Terabítia é um refúgio, uma fusão de duas mentes em desenvolvimento, é um segredo de alma.

                Katherine Paterson, a autora, consegue nos prender da primeira até a última página, causando um choque com a reviravolta na história e despertando simpatias e antipatias imediatas. Uma história de fantasia onde o mais importante não é o que se imagina, mas quem imagina. É um livro curto, editado em fonte grande com um bom espaçamento, história simples e bem construída, ideal para ler em um ou dois dias.

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Blogagem coletiva: Retrospectiva literária 2021

Eu adoro essa época do ano em que a gente começa a fazer retrospectivas: Músicas, filmes, livros, lugares e momentos. Para começar essa sequência gostosa, vou seguir o tema proposto pela escritora Lunna Guedes no grupo Interative-se e falar sobre os livros de 2021!

Não vou falar sobre todos os livros lidos, pois eu não tive tempo de fazer resenha de todos aqui para o blog (estudar para concurso ocupa tempo), mas tenham certeza de que há vários lidos além dessa lista.

Livros clichê que eu amei:

Cartas de amor de Paris – Samantha Vérant

Dumpling — Julie Murphy

Livro decepção/preguiça

Treinando a emoção para ser feliz – Augusto Cury

O final me surpreendeu:

Alice, uma voz nas pedras – Lunna Guedes

Livros de escritoras brasileiras contemporâneas:

Receituário de uma expectadora – Roseli Pedroso

Equação infinda – Rosely Pedroso

Amor expresso – Adriana Aneli

Clássicos da literatura mundial

A metamorfose – Frans Kafka

Pluto ou um Deus chamado Dinheiro – Aristófanes

Contos urbanos

Rua 02 – Obdulio Nuñes Ortega

Livro sombrio

24 horas na vida de uma mulher – Stefan Zweig

Não é tudo que dizem, mas eu até gostei um pouco

O que vale é a intenção – Mallika Chopra

Livro útil/Que me trouxe aprendizados

A poética do Brincar – Marina Marcondes Machado

Livros infanto-juvenis

Saga Harry Potter – J.K Rowling

Isso ninguém me tira – Ana Maria Machado

Veja também a retrospectiva literária de

Lunna Guedes

Isso ninguém me tira

Dora e Gabi são primas – Gabi, a prima da cidade grande é cheia de ideias, de busca pela independência e vários interesses e curiosidades sobre o mundo. Dora é a prima do interior que veio morar na cidade grande para estudar, mas só pensa em se casar, voltar para o interior e ter sua própria família. Apesar das diferenças elas são muito amigas e Dora sempre conta para Gabi (e para todos que quiserem saber) sobre sua paixão idílica e completamente platônica por Bruno, um menino mais velho que estuda no mesmo colégio que ela. Tudo começa a se complicar quando Gabi e Bruno se conhecem e se apaixonam. Para a família de Gabi, o envolvimento dela com o garoto é uma grande traição aos sentimentos da prima.

Isso ninguém me tira poderia ser apenas mais um romance adolescente, com um triângulo amoroso entre primas, porém Ana Maria Machado entrega mais do que isso: O livro não fala apenas sobre namoro, mas sobre lutar pelo que se deseja, seja namoro, trabalho ou amizades. Nesse sentido, Gabi é uma adolescente bastante madura e firme, enquanto Dora, em sua simplicidade e timidez, é uma menina tradicional, que não busca explorar as próprias oportunidades. E Bruno? Bom, Bruno é o típico namorado que apoia a namorada, mas só até certo ponto, sentindo-se preterido quando ela toma suas próprias decisões sem  consultar antes – Ou seja, mesmo sem querer, Bruno é machista. Sem falar a palavra feminismo, Ana Maria Machado acabou criando uma trama feminista para adolescentes, pois a frase do título Isso ninguém me tira não se refere ao namoro e sim à descoberta da independência e da possibilidade de escolhas.

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Segunda sem carne – Escritoras e escritores vegetarianos

Inicialmente minha intenção era publicar um pequeno artigo sobre personagens vegetarianos na literatura. Pesquisando, encontrei pouca coisa e ao mesmo tempo fiquei surpresa por descobrir pessoas importantes que foram vegetarianas. Vamos conferir?

1. Jean-Jacques Rousseau: O filósofo e escritor suíço famoso por seus textos políticos era adepto do vegetarianismo.

2. Willian Blake: Pintor e poeta inglês, Blake foi adepto do vegetarianismo, defendendo que alimentos saudáveis não precisam “de redes ou armadilhas”

3. Mary Wollstonecraft Shelley: Sim, a criadora de Frankenstein cresceu em uma família que simpatizava com o vegetarianismo e casou-se com Percy Shelley, também vegetariano. O próprio Frankenstein também é uma personagem vegetariana.

4. Pitágoras: Foi uma surpresa descobrir que na Grécia antiga já havia uma preocupação sobre a alimentação humana e os animais. Não apenas Pitágoras mas também seus seguidores, eram vegetarianos.

5. Liev Tolstói: O escritor russo era adepto do vegetarianismo e de uma vida simples.

Quer saber mais? Visite os sites que eu utilizei na pesquisa!

Jean-Jacques Rousseau:

Cantinho Vegetariano

As dietas de Rousseau: O caso do Emílio

Willian Blake

Cantinho Vegetariano

David Arioch – Jornalismo Cultural

Mary W. Shelley

O vegetarianismo na literatura de Mary Shelley

Frankenstein e o silenciamento das feministas vegetarianas

Pitágoras

David Arioch – Jornalismo Cultural

O vegetarianismo ao longo da história da humanidade

Liev Tolstói

Vegazeta: Tolstói e o vegetarianismo

Como Tolstói influenciou o vegetarianismo na Rússia

O que Tolstói escreveu sobre o vegetarianismo

Outras personalidades:

O bigode do Poe

8 figuras históricas que defendiam o vegetarianismo