Confissões

Eu olho em teus olhos e vejo todo um universo onde me perco sem vontade de voltar – O universo dos teus olhos tem canções suaves e um clima ameno. O universo dos teus olhos tem o brilho das estrelas e um aroma suave de baunilha. Ah, Bambino… Pudera eu viver sempre neste universo. Pudera eu encontrar abrigo neste teu coração. Mas eu sei que o paraíso não é lugar para uma simples humana. Eu me contento, Bambino… Contento-me em passear no paraíso do teu olhar durante alguns segundos antes de voltar ao meu mundo vazio e cinzento, me contento em aquecer meu coração durante alguns breves momentos e depois me abrigar sozinha na noite, escrevendo estas cartas que você não vai ler, mas que são a maneira mais real de poder confessar que eu te amo.

(Da série “Devaneios tirados do fundo de uma gaveta” – 2013)

Desejos lascívos

Desejo tua alma, teu corpo, teu prazer
Desejo teu querer
Desejo teu amor
Sem pudor

Desejo teu vigor
Teu ímpeto, tuas mãos, teus braços
Teu corpo sobre o meu com furor
Sem roupas, sem defesas, sem embaraços

Desejo nossos corpos em unissonora canção
Orquestra de gemidos
Ofegante respiração
Êxtase dos sentidos

Nossos corpos encaixados
Por laços de paixão atados
Uma mulher e um homem
Que em suas labaredas se consomem

Cena ímpar em beleza
Dois seres no ápice da natureza
Uma cena de amor em toda sua crueza
Momentos lascivos, erótica pureza.

(Imagem: Internet)

Carta aos leitores – Um ano de “Devaneios e Poesias”

            Geralmente as pessoas começam escrevendo um blog, depois talvez um livro e, por último, uma página no facebook. É… No meu caso, tudo foi ao contrário: Eu mantinha um espaço no “Recanto das Letras” (na verdade, ainda mantenho). Em 2010 publiquei meu primeiro livro pela editora Clube de Autores – um romance narrado através de poesias, intitulado “Para um doce cavaleiro”. Em 2013 publiquei, também pela editora Clube de Autores, um romance sobre vampiras lésbicas (Bianca, livro que inclusive pode ser lido na íntegra aqui no blog). No final do ano de 2013, decidi criar a página “Devaneios e Poesias” no facebook. Foi um passo ousado: Eu queria que meus amigos lessem meus textos e, ao mesmo tempo, me dava um frio no estômago imaginar o que eles iriam pensar, como iriam reagir. Aos poucos a página foi crescendo, assim como a vontade de ter um blog, alguns amigos me incentivaram (agradecimentos especiais para Cláudio e Bardhal) e, em 8/07/14 foi criado o blog “Devaneios e Poesias”.

            Nem sempre é fácil ser blogueira: Encontrar assunto para postar todos os dias, com qualidade e diversidade de estilos requer tempo, paciência e energia, por isso, embora meu desejo seja atualizar diariamente este meu cantinho, muitas vezes eu acabo passando longos períodos sem postar. Seja como for, tornar-me autora do “Devaneios e Poesias” só me trouxe crescimento e surpresas incríveis – os comentários e curtidas de cada um dos leitores me estimulam a continuar escrevendo, compartilhando meu mundo com o mundo, e, principalmente, tomando parte no mundo que outras pessoas criam e compartilham, portanto, no aniversário do meu singelo espaço, gostaria de agradecer cada um que dedicou alguns minutos de seus dias para ler, comentar, curtir e estar presente! Sem você, leitor, este espaço não teria sentido para existir. Obrigada e que venham ainda muitos anos de Devaneios e Poesias!

Abraços

Darlene

Brisa

Céu, estrelas, brisa fresca, chuva fininha e uma noite para sorrir. Sabe Bambino, não sei se foram os teus olhos ou as estrelas que me deram coragem para entrelaçar o meu braço no teu enquanto caminhávamos a esmo pela cidade. Nossos pés nos mesmos passos, o teu calor e o contraste com a brisa fresca… Eu sei que os significados foram diferentes: Para você, amizade e leveza. Para mim, um ingresso rumo ao céu. Bambino… Repito o teu nome e sei que o maior desejo do meu coração é morar no teu olhar. Mãos trêmulas e coração descompassado, risco estas linhas sem intenção de enviá-las. Guardo as memórias n’alma junto ao amor que nasceu no dia em que te conheci. Fecharei  o caderno e guardarei as palavras… Fecharei os olhos e sonharei com você, Bambino.

(Da série: Devaneios tirados do fundo de uma gaveta – 2013)

Imagem: Internet

Livro vs Filme: O senhor dos anéis

Quando adolescente li a trilogia “O senhor dos Anéis”. Lembro-me do tamanho dos livros e de todo um universo novo, estimulante e mágico. Na época os filmes baseados no livro eram uma febre, mas por algum motivo eu não me interessei em assistir – confesso que até hoje eu gosto muito mais de livros que de filmes baseados em livros. Seja como for, os anos foram se passando e semana passada, entre o trabalho, os estudos e os demais afazeres, decidi assistir os filmes. São bons filmes, porém cansativos. Longos demais! O livro longo e descritivo até a exaustão é maravilhoso, estimula a imaginação e leva o leitor a “viajar” para a Terra Média. O filme, por tirar do espectador essa oportunidade de imaginar, torna-se cansativo ao explorar tanto cada uma das imagens e cenas – faltou um pouco de dinamismo. É um bom filme? Sem dúvida. Indicaria? Sim, se você não estiver procurando um filme para descansar depois de um dia longo. Os atores são ótimos, a trilha sonora é perfeita e alguns cenários são encantadores, porém, entre o livro e o filme aconselho, sem pestanejar, a leitura do livro.

Palavras

Palavras são dons que me fazem viajar
Para dentro ou para fora de minha alma
Em emoções navegar
E às dores sobreviver com aparente calma

Palavras para bailar
Perdida em pensamentos, com a alma rodopiar…
…chorar
Palavras vindas do âmago… Palavras para sonhar

Palavras… Para um amor declarar
Palavras… Para um coração implorar
Palavras que eu gostaria de poder falar
Palavras… Para almas sensíveis tocar

Palavras e poesias… Retratos do dia-a-dia
Palavras e canções… Pensamentos do passado
Palavras, canções e poesia… Sem vocês, quanto se perderia?
Palavras, poesias e canções… Lágrimas de um coração descompassado.

(Imagem: Internet)

Dias escorrem entre meus dedos e de repente já é Julho

Parece que foi ontem: Os fogos, os amigos, a virada de ano na areia da praia. Onde eu estive todos estes meses? Como assim já é Julho? E junho? E os planos? Os textos ainda não escritos, latentes em minha mente… As canções não ensaiadas? Cadê as fotos de momentos bons? Amigos, passeios? Cadê toda a intensidade? Ano retrasado nesta mesma época eu tentava entender como algo havia conseguido destruir minhas barreiras e me jogar em carne viva num mar de sentimentos… Ano passado, nesta mesma época, eu me perdia entre lágrimas de saudade de um momento doce que havia terminado e sorrisos de alegria por momentos bons que eu aprendia a viver. Sim, 2014 foi atividade, adrenalina, descobertas e sentidos durante 12 meses intensos. Passou rápido? Sim, como passou rápido… Mas deixou lembranças e um sabor de “mesmo com tudo de não tão bom que aconteceu, quem dera eu pudesse voltar no tempo”. E 2015? Uma ou outra lembrança, uma meta cumprida (terminar a faculdade), uma realização (ingressar no Conservatório para estudar canto) e algumas poucas alegrias pessoais (aniversário de amigos especiais, um ou outro passeio)… Cadê toda a atividade, a emoção, a vontade de viver logo o dia seguinte? Cadê a intensidade? Esse ano tem sido estranho, como se os dias escorressem sem controle por entre meus dedos e meu coração inerte nem se desse conta dos detalhes que fazem a vida valer a pena… Ou não há detalhes para mim? Nada pode mudar os seis meses que já se foram, e fica apenas o questionamento: O que os outros seis meses me reservam?