06 on 06 – Em 2021 eu…

… Aprendi a amar praia e mar…

                … Aproveitei muitos dias frios…

                … Tirei os pés do chão e conheci novos horizontes…

                … Observei a imensidão da Natureza…

                … Fui um pouco turista na minha própria região…

                … Tirei os pés do chão e voltei a dançar…

                06 on 06 é um desafio proposto pela editora e escritora Lunna Guedes e consiste em postar seis fotografias sobre um tema proposto todo dia 06.  E o primeiro 06 on 06 de 2022 foi perfeito: Em plena quinta feira (dia de #tbt) postar sobre “em 2021 eu…” foi uma forma incrível de começar o ano!

Conheça também um pouco do 2021 de…

Lunna Guedes – Isabelle Brum – Mariana GouveiaObdulio Nunes OrtegaRoseli Pedroso

06 on 06 – Recortes urbanos

Encarei a tela. Onde encontrar recortes urbanos se tenho estado em casa a maioria do tempo desde março do ano passado? O jeito foi revirar antigas fotografias – E eis que o resultado me agrada:

Essa casa já foi o lar de uma idosa simpática que plantava morangos no canteiro frontal. De repente, as janelas não se abriram, os canteiros abandonados…
Eu vejo a praia da janela do ônibus, duas máscaras no rosto e a sensação de que apesar de morar no litoral, eu quase não aproveitei o espaço livre antes dessa pandemia maluca me trancar em casa.
Em São Paulo, um muro verde. Na selva de concreto, esperança nas paredes.
O prédio sobe em direção ao céu… Coisas da metrópole, belas mas nem sempre adequadas para o meio ambiente. A mudança na arquitetura moderna é urgente.
Uma foto da cidade tirada do alto da Serra do Mar. Como é belo o litoral!
Acordar pela manhã, antes do sol nascer… Vida de trabalhador brasileiro é assim: Acorda cedo, corre, passa o dia fora. Salário baixo, qualidade de vida zero… Mas o importante é que “O rico cada vez fica mais fico e o pobre cada vez fica mais pobre, como bem dizia aquela velha canção axé music.

06 on 06 – Aconchego [BEDA 06]

O desafio 06 on 06 consiste em publicar seis imagens sobre um determinado tema no dia 06 de cada mês. Para o mês de Abril o tema foi aconchego.  Há inúmeras imagens nas quais consigo pensar para definir aconchego mas estamos em lockdown e sair para buscar imagens não é uma opção. Aconchego é abrigo, segurança. Aconchego é amor. É sorriso, é risada. Aconchego é procurar fotos e encontrar boas lembranças. Vamos ver?


Aconchego: É olhar o mundo e sua infinitude e sorrir sabendo que já encontrou o seu próprio mundo-lugar no abraço de alguém.

É abraçar aquele bichinho de pelúcia, presente de alguém especial

É a lembrança de um passeio com as amigas – E o eterno: Vamos marcar de novo qualquer hora
É a flor que vira fruto
É uma bolinha de pelo brincando em abraços
Aconchego é o mar… É o infinito amar.

Este post faz parte do 06 on 06 e do BEDA (Blog Every Day April). Visite também:

Ale Helga Claudia Leonardi Lunna Guedes Mariana GouveiaObdulioRoseli PedrosoAdriana Aneli

06 on 06 – Vitrines

Vitrines
Intransponíveis divisões
Entre o ser e o ter
Fúteis diversões
Atrações
Venham ver
Deixem aqui seu suor
Seu tempo salário
Sua vida de trabalho
Vitrines...
Fotografadas às pressas
Entre um ônibus e outro
Sob o perplexo olhar dos seguranças
Dos passantes
Dos excluídos
Das lojistas, vendedores
Balconistas
Com seus sorrisos convidativos
E seus preços nem sempre atrativos
Vitrines imorais
Num país onde tantos pés não tem sapatos
Tantos corpos veste trapos
Tantas bocas sem comida
E tanta cegueira por conveniência ou ignorância - que nenhum óculos seria capaz de corrigir.

06 on 06 Janeiro. Portas

A vida passa por seis portas

A primeira por onde todas as espécies já passaram
Água
Fonte de toda a vida
Início e fim
A segunda trouxe cada ser humano ao mundo
Escondida, meio tabu
Vagina: Feminina ou masculina
Início da jornada

A terceira porta nós não cruzamos
Ela está em nós
Nosso rosto: Olhos, nariz, ouvidos
Permite-nos conhecer o mundo

A quarta porta - Magia pura
Leva-nos a diversos mundos
Livros abertos
Páginas, paisagens

A quinta porta, ápice do viver
Amor - Uma  flor na alma
Uma porta ponte entre corações

A última porta
Nossa única certeza, inevitabilidade
Amedrontadora nos aguarda
Ceifadora, Morte


Breves comentários:

Uma coisa que amo neste projeto 06 on 06 é que, além de fotografar (o que é uma delícia de qualquer lado da câmera – como modelo ou fotógrafa), posso experimentar sair da literalidade das palavras – Portas – Eu poderia ter saído e fotografado portas, consigo pensar em algumas lindas no centro da Cidade (Portas de casas antigas, de Igrejas, de Lojas Maçônicas, portas de escola), mas com o advento da pandemia me fazendo evitar sair de casa, pensei em outras possibilidades para a palavra e ainda arrisquei uns rabiscos coloridos (Podem ver que desenho mal, mas me divirto tentando).

06 on 06 é um projeto proposto pela escritora e editora Lunna Guedes cuja proposta é postar todo dia 06, seis imagens sobre um determinado tema.

Também participam:

06 on 06 – Em 2020 eu…

Dezembro. Ano que termina sem ter sequer começado, sem ter sido. Um sabor de incompletude, de planos engavetados, de metas estagnadas. O ano mostrou que afinal aquele desejo de emendar o Carnaval e o Natal não é assim tão bom. Com todo o caos que impera para o lado de fora fico surpresa ao perceber que,  em 2020 eu…


Fiz um pic-nic no último dia de Carnaval, antes do mundo virar de cabeça para baixo, antes do pandemônio se instalar e prender todos (que tiveram bom senso) em suas casas pelo máximo de tempo possível… A foto do pic nic? É, só vai ter essa mesmo. Mas garanto: Foi o melhor dia do ano!

Reencontrei o prazer de dançar depois de tantos anos… E está sendo tão bom! Diverti-me, ousei, descobri que meu corpo e minha sensualidade podem ser poéticas, emagreci alguns quilos e me conectei novamente a uma Darlene que andava dançando pela casa o tempo todo.

Escrevi! Escrevi muito e escrevi sobre coisas que eu jamais pensei escrever: Deixei um pouco a poetisa romântica de lado – afinal, falar de amor em tempos onde amar é permanecer distante é tão difícil! Escrevi. Dediquei-me a vencer barreiras, encontrar novos temas. E não é que deu certo? Termino 2020 comemorando a seleção em duas antologias: Amores virtuais, perigo real e Quimeras de Natal: Sonhos no gelo.

Criei um jogo! Ainda não está pronto, mas a ideia está toda aqui e aos poucos está saindo do papel e tomando forma – Como essas cartinhas de perguntas e respostas, totalmente artesanais. Ano que vem, quando a vacina estiver pronta, quero ver todo mundo aglomerado aqui em casa jogando comigo!

Construí minha própria cama baú – Afinal, Por qual motivo eu gastaria quase R$800,00 em uma cama se eu mesma posso construir a minha gastando muito menos com material e ainda me divertindo com a minha mãe que me deu uma aula sobre ferramentas? (Se eu lembro como trocar a broca da furadeira? É, então… Socorro!). E antes que me perguntem que roupa é essa, já respondo: Roupa de quem estava em casa serrando, parafusando, cortando, pregando… Não dá pra construir nada de salto alto e frufru né?

Completei 34 anos. Pois é. O ano foi estranho, mas o tempo nunca deixou de correr. Os trinta e quatro anos chegaram como um tsunami arremessando tudo que encontrou pela frente. Se há dez anos alguém me perguntasse o que eu estaria fazendo aos 34 anos, certamente não receberia como resposta algo como “dando banho nas compras e usando máscara para sair na rua”. Mas os planos mudam e a gente surta, se adapta ou luta contra (quando é sensato fazer isso) e depois vence ou dá risada. É a vida.

Participaram do 06 on 06

ObdulionoLunna GuedesMariana Gouveia

06 on 06 – Meus cantos

Meus cantos não se encontram

Em lugares especiais da cidade

Pois a vaidade humana destrói

A beleza que a natureza constrói

Meus cantos não são cantos

Da casa onde resido

Meus cantos não são lugar perdido

Onde me esquivo do mundo

Meus cantos são tão meus

Alguns impalpáveis

Alguns inexplicáveis

Alguns talvez comuns, mas, meus

Meus cantos são as linhas vazias

Onde meus olhos espalham palavras

Como o agricultor espalha lavras

Criando com penas da alma, poesia.

Meus cantos são castelos de areia

São pessoas que nunca existiram

São personagens que me inspiram

Em algum livro da prateleira

Meus cantos são o aconchego

De uma panela e seus sabores

Da cozinha onde me achego

Alimentando corpo, alma e amores

Meus cantos são canções

Que se espalham pelo ar

Acalantam corações

De quem ainda ousa sonhar

Meus cantos são meu corpo

Altar maior da Deusa que sou

Recanto que me carrega pra onde vou

Passeio, trabalho, leitura ou desporto

Meus cantos são as ruas

Onde se constroem as lutas

Por um mundo justo e igual

Por uma vida livre e ideal

Meus cantos são os acalantos

Das memórias e momentos

Em que contemplei o olhar

Que me transborda de alegria

Meus cantos são lugares

Que não consigo fotografar

São as lembranças dos olhares

Que me ensinam a sonhar

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Não sei o motivo das fotos terem saído assim, pequeninas. Este mês tivemos um mini 06 on 06 por aqui 😦

06 on 06 – Equinócios

Equinócio é o período do ano em que o Sol corta o equador fazendo com que dia e noite tenha a mesma duração. Isso ocorre no dia 20 de Março, quando se inicia o outono no hemisfério Sul e a primavera no hemisfério norte e em 23 de Setembro, quando a primavera se inicia no hemisfério Sul e o outono se inicia no hemisfério norte. Tais datas são muito importantes para praticantes da wicca ou do neo-paganismo – Dias de energia e rituais deliciosos, por isso essa proposta de 06 on 06 me deixou com muita saudade já que há anos não participo mais de um coven.  Algumas bruxas comemoram os equinócios pela Roda do Norte (Ou seja fazem os rituais de acordo com os equinócios que ocorrem no hemisfério norte), no coven que eu participei, comemorávamos pela Roda Sul, então, dia 23 de Setembro celebramos Eostre ou Ostara – Esse ritual teria originado a páscoa dos cristãos, uma vez que antes do cristianismo já se celebrava Ostara com o uso de ovos coloridos, lebres, flores e fogueiras. A igualdade entre dia e noite marca o equilíbrio entre o Masculino e o Feminino sagrados – O Deus Sol representado como um jovem cheio de esplendor e a Deusa como uma Donzela – Ostara é uma fase de fertilidade latente, época de semear a terra e iniciar novos projetos. Gostaria muito de poder compartilhar algumas fotos de ritos dos quais já participei, mas no momento isso não é possível porque eu não estou encontrando! Então, postei a única que eu tenho em mãos e pensei em algumas imagens que simbolizam coisas simples que trazem uma magia especial para a data

1 – Se tiver um coven, se reúnam para celebrar. É sempre bom repartir rituais, conversas, reflexões e comidinhas típicas, de preferência adaptadas ao veganismo para respeitar a Mãe Natureza e deixar os animais em paz (pães integrais, saladas, bolos de melado, vinho, ovos pintados, leites vegetais e frutas da estação). Foto de 2009, após celebrar Ostara.

2 – Passeie por jardins, bosques ou qualquer área verde e celebre a Natureza e a vida. Lembre-se que a Deusa está em cada cantinho deste mundo. (Não, a foto não é de Ostara, mas senti que ela combinaria com a data)

3 – Faça ovos de chocolate enfeitando-os com frutas secas e castanhas. Evite embrulhar em papéis coloridos para não gerar lixo. Você pode fazer ovos de argila ou madeira e decorar, caso prefira algo que possa ficar no seu altar ou em um local visível. (Créditos da foto: Pixabay/Anncapctures)

4 – Plante – Pode ser um vasinho ou um jardim, mas plante. É tempo de fertilidade – E isso se aplica a todas as áreas da vida, então plante sementes daquilo que deseja colher – Inicie um novo curso, novas amizades, novos hábitos.

5 – Em silêncio, beba uma xícara de chá de uma das ervas relacionadas aos ritos de Ostara – Tanchagem, alecrim, limão, açafrão ou cravo (Outras ervas deste equinócio são lavanda, manjerona, lilás, violetas, balsamo, madressilva, musgo de carvalho, rosas, sabugueiro, narciso, junquilho, tulipa e verbena, mas eu desconheço se elas podem ou não ser utilizadas como chá)  e medite sobre as coisas que deseja semear. (Créditos da imagem: Pixabay e Pexels)

6 – Visite uma nascente, se preferir, leve um buquê ou guirlanda de flores em oferenda ao espírito da primavera – Mas lembrem-se, sem deixar papéis, plásticos ou fitilhos, apenas as flores presas com fibras naturais como folhas resistentes

E vocês, ritualizam ou conhecem alguém que ritualize os equinócios? Comentem!

(Geralmente domingo é dia de falar sobre política e sociedade, mas excepcionalmente hoje não haverá postagem, uma vez que o projeto 06 on 06 é uma proposição da qual adoro participar e diferente das besteiras do presidente, que são diárias, o 06 on 06 ocorre apenas uma vez por mês)

Este post faz parte do 06 on 06. Participam também:

Lunna – Lucas – Obduliono

06 on 06 – A gosto

Pra alguns, desgosto

Como se o azar

Morasse no calendário

Agosto

Mês oito, faltam quatro

Pra mais um Feliz ano novo

De novo

Agosto

A gosto

Ao gosto

Que a vida tem.

06 fotos de alguns Agostos idos…

2014 – Luta pelo elementar direito de existir e demonstrar afeto, “beijaço” LGBTQI+ em Santos, em protesto contra a expulsão de um casal gay de um bar. Noite em que conheci pessoas incríveis ❤

2018 – Mais que amigos, camaradas! Reta final da campanha eleitoral 2018 #PSOL
Agosto/2017: Como diria Chorão “tão natural quanto a luz do dia”
Agosto/2019: Flores no quintal de casa ♡
Agosto/2019: Conhecendo um pouco mais sobre o alfabeto ❤ Exposição maravilhosa, na melhor companhia ♡
Agosto/2019: Te transformo em poesia…

Também participam do 06 on 06

ObdulionoMariana GouveiaLunna Guedes Ale Helga

Este post faz parte do BEDA – Blog Every Day August. Também participam:

Obduliono – Mariana Gouveia – DricaChrisClaudiaViviane – Lunna Guedes – Ale Helga