A Erva Amarga – Marga Minco

O livro reúne em pequenas crônicas as memórias de uma jovem judia durante os anos da Segunda Guerra Mundial. Em geral os livros que retratam esse período são narrativas intensas, de atos vis e cruéis por parte dos soldados nazistas e também de atos heroicos da resistência. Marga escreve seus relatos deixando a guerra como um cenário. Ela se debruça sobre os detalhes que lhe marcam a memória, sobre fatos que tem importância para ela e para sua família. Toda a barbárie do período fica nas entrelinhas, na solidão de Marga, no otimismo inocente dos pais que acreditam que os horrores que acontecem nos países vizinhos não chegariam até a Holanda, no último ato conhecido de Dave, no velho tio que aguarda o bonde todos os dias.

                Em uma entrevista, Marga Minco confessa que quis “dizer o máximo com o mínimo de palavras”. Conseguiu.

                Sobre a autora: Marga Minco é o pseudônimo da jornalista e escritora Sara Menco. Nascida em Ginneken, na Holanda, em 31 de março de 1920, Minco era estagiária do Bredasche Courant quando em 1940 foi demitida pela diretoria do jornal, que simpatizava com a causa alemã. Ao longo da Segunda Guerra Mundial seus irmãos e seus pais foram levados pelo Exército e ela se manteve na clandestinidade, sendo a única sobrevivente de sua família.

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Comer, rezar, amar

O livro se baseia na história real de Elizabeth Gilbert, uma jornalista e escritora norte-americana que percebendo o quanto estava infeliz em seu casamento, decidiu dar uma guinada na vida, pedir o divórcio e arrumar as malas para um ano dedicado inteiramente a si.

                Ela opta por três destinos: Quatro meses na Itália, onde além de estudar italiano dedica-se a explorar as artes do prazer, principalmente à mesa. Quatro meses na Índia, onde faz um retiro, pratica yoga e encontra sua conexão com o divino, explorando a arte da devoção e encerra a viagem com quatro meses em Bali onde explora as possibilidades de unir o prazer mundano e o divino buscando o equilíbrio necessário para a vida.

                A verdade é que todas as pessoas precisam encontrar esse equilíbrio entre prazer e devoção (seja lá qual for a devoção da pessoa, importante lembrar que ninguém é obrigado a crer igual), mas a esmagadora maioria jamais vai conseguir tirar um ano inteiro para viajar e encontrar esse equilíbrio. Infelizmente.

                Sem dúvida o que se pode tirar de mais importante da leitura é a necessidade de refletir: Você está vivendo a vida que gostaria ou a vida que outras pessoas gostariam que você vivesse?

                Talvez você não possa viver um ano fora do país, mas com certeza é possível revirar a vida ao avesso procurando uma brecha para começar a construir um futuro mais próximo do que você realmente deseja.

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06 on 06 – Em 2021 eu…

… Aprendi a amar praia e mar…

                … Aproveitei muitos dias frios…

                … Tirei os pés do chão e conheci novos horizontes…

                … Observei a imensidão da Natureza…

                … Fui um pouco turista na minha própria região…

                … Tirei os pés do chão e voltei a dançar…

                06 on 06 é um desafio proposto pela editora e escritora Lunna Guedes e consiste em postar seis fotografias sobre um tema proposto todo dia 06.  E o primeiro 06 on 06 de 2022 foi perfeito: Em plena quinta feira (dia de #tbt) postar sobre “em 2021 eu…” foi uma forma incrível de começar o ano!

Conheça também um pouco do 2021 de…

Lunna Guedes – Isabelle Brum – Mariana GouveiaObdulio Nunes OrtegaRoseli Pedroso

Ponte para Terabítia

Ponte para Terabítia é muito mais do que um livro sobre a amizade verdadeira entre duas crianças de dez anos. Jess Aarons e Leslie Burke personificam dois mundos completamente distintos que se misturam com naturalidade e suavidade. É inegável: A chegada de Leslie modifica completamente a vida do solitário Jess – Não que ele fosse filho único, pelo contrário: Jess tem uma família grande e majoritariamente feminina, sendo ele o único homem em casa, além do pai que trabalha durante todo o dia. A vida de Leslie também se modifica ao conhecer Jess – Ela, que é filha única, vinda de família instruída, encontra em Jess o companheiro perfeito para imaginar um lugar perfeito: Terabítia.

                Terabítia não é apenas um lugar imaginário de duas crianças entediadas e por qual motivo não dizer, excluídas dos grupinhos infantis da escola. Terabítia é um refúgio, uma fusão de duas mentes em desenvolvimento, é um segredo de alma.

                Katherine Paterson, a autora, consegue nos prender da primeira até a última página, causando um choque com a reviravolta na história e despertando simpatias e antipatias imediatas. Uma história de fantasia onde o mais importante não é o que se imagina, mas quem imagina. É um livro curto, editado em fonte grande com um bom espaçamento, história simples e bem construída, ideal para ler em um ou dois dias.

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Os números do lixo e os 5R’s da sustentabilidade

Quem me acompanha aqui há um tempinho sabe que uma coisa que me incomoda imensamente é a quantidade de lixo gerada no dia a dia e os impactos que isso causa ao meio ambiente. Infelizmente a maior parte da poluição global vem da indústria – ou seja – de quem detém o dinheiro. E isso é um problema, pois os acionistas e diretores na maioria das vezes priorizam o lucro acima do meio ambiente. Na outra ponta da cadeia de consumo temos milhares de trabalhadoras e trabalhadores que acabam optando pela praticidade em detrimento da própria saúde e da preservação do meio ambiente, outras pessoas ainda são forçadas pelos preços altos a escolher produtos de qualidade inferior sem questionar se estas escolhas em longo prazo irão afetar a vida ou o planeta. É uma equação bem difícil de resolver e por isso mesmo é um assunto tão necessário. O comportamento da população certamente não consegue sanar todos os danos causados pela produção de lixo, mas em pequenas atitudes do dia a dia é possível mitigar os malefícios que a nossa presença causa no mundo, além de melhorar a nossa qualidade de vida e com sorte, conseguir economizar um pouco.

                Vamos falar de números?

                Embora muitas coisas sejam recicláveis, nem tudo é reciclado no Brasil. Cada habitante do país gera em média 379kg de resíduos sólidos por ano. Dessa quantidade, menos de 3% chega a ser reciclado – Em partes pela dificuldade de manuseio e baixo valor econômico do material, como por exemplo, isopor ou embalagens laminadas de biscoitos, em partes pelo baixo número de pessoas com acesso aos serviços de coleta seletiva (apenas 41,4% da população tem acesso a esse tipo de serviço – E infelizmente nem todas as pessoas que possuem acesso utilizam o serviço de maneira efetiva). Por essas e outras questões, é necessário concordar com a Bruna Tissu, do instituto Akatu: O melhor resíduo é aquele que não foi gerado!

                Em 2020 a Secretaria Nacional de Saneamento do Ministério de Desenvolvimento Regional apresentou a décima oitava edição do Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos, elaborada com base nos dados do ano anterior, 2019. Na citada edição, 3792 municípios do país participaram da coleta de dados, o que representa 86,6% da população urbana brasileira.

                O documento destaca também a participação dos catadores na coleta seletiva em parceria com o poder público: Eles foram responsáveis por pouco mais de 36% do total de materiais recicláveis coletados e encaminhados em 2019.

                Em números gerais, o país recuperou o equivalente a 7,53 kg de resíduo por habitante no ano de 2019 – Ou seja: Cada habitante gera 379kg de lixo e dessa quantidade, nem 10kg chegam a ser recuperados. 75% do lixo gerado foram parar em aterros sanitários e 24,9% foram parar em outros aterros e lixões, considerados inadequados. O assustador desses dados é que eles levam em conta o material coletado – E basta olhar ao redor para perceber que há muito lixo indo para outros lugares, como o mar e os rios.

                É possível ver que apesar do disposto na Lei Federal 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos) determinar que todo o material produzido por atividades domésticas e comerciais coletado deva ser encaminhado para reaproveitamento por reciclagem, reutilização compostagem ou geração de energia, destinando-se aos aterros sanitários apenas os resíduos que não possuam tecnologias viáveis de reaproveitamento, o problema está longe de ser resolvido por aqui.

Os 5Rs da sustentabilidade

                Os 5Rs são atitudes que sugerem mudanças de comportamento de consumidores e empresas em relação ao ato de consumir e descartar com responsabilidade. Quais são esses hábitos afinal: Repensar, reduzir, reaproveitar, reciclar e recusar. Vamos conhecer de perto?

                Repensar: Quando você vai comprar um produto, pense se realmente precisa, no resíduo que será gerado e na cadeia produtiva desde a extração de matéria-prima até o descarte (não deixe de considerar o consumo de energia, água, emissão de carbono, condições de trabalho na cadeia produtiva, formas de distribuição e etc.). Além de colaborar com o meio ambiente, repensar os hábitos de consumo ajuda bastante no orçamento no final do mês.

                Reduzir: Práticas simples do dia a dia ajudam a reduzir o consumo e evitar o desperdício. Muitas vezes podem parecer mais dispendiosas como, por exemplo, quando se compra um item mais caro, mas que terá uma vida útil bem maior, o que significa uma economia em longo prazo. Pilhas recarregáveis também significam um gasto imediato um pouco mais alto em relação às pilhas comuns, mas representam economia e sustentabilidade. Outros hábitos que reduzem o desperdício e o consumo são utilizar frente e verso do papel, realizar trocas de livros, roupas e objetos (podem ser trocas entre familiares, amigos ou em grupos na internet), dar preferência aos produtos a granel ou que possuam embalagens retornáveis, carregar sua própria garrafa, caneca e talheres na bolsa (evitando os descartáveis) são outras dicas úteis.

                Reaproveitar: Você pode dar uma nova utilidade a um item já usado, estendendo sua vida útil e evitando um novo processo de produção (sabe aquela piada? Morre uma camiseta, nasce um pano de chão? É sobre isso e mais um pouco). Potes de vidro podem se tornar porta-alimentos (e não, você não precisa de uma etiqueta adesiva sinalizando que ali tem macarrão ou arroz, dá pra enxergar perfeitamente), caixas de sapatos podem ser organizadores de objetos e tantas outras ideias. A imaginação é o limite.

                Reciclar: Reciclar requer um trabalho industrial, transformando o resíduo em novo produto. É uma opção que gera emprego e renda, custa mais barato do que a produção tradicional e diminui a exploração de recursos naturais. Sempre que decidir adquirir um novo produto, procure comprar produtos que possam ser reciclados, contribuindo para um processo de produção mais limpo. Além disso, cobre dos gestores de sua cidade a disponibilização de coleta seletiva.

                Recusar: Você pode e deve recusar a comprar produtos de empresas que não tenham compromisso com o meio ambiente, bem como pode e deve recusar canudos plásticos, descartáveis em geral, sacolinhas de supermercado, aquelas notinhas do cartão de crédito e outras coisas desnecessárias que geram impactos negativos.

Agora que vocês sabem um pouco mais sobre o lixo e sobre os cinco Rs, me contem: O que vocês já fazem para tornar o dia a dia mais sustentável?