Desafio Cinetoscópio #11

Prosseguindo com o Desafio Cinetoscópio, cheguei ao desafio número 11! Hoje será dia de falar sobre um filme perturbador. Perturbador… Perturbador para mim é o mundo, e não o cinema. Mas a arte imita a vida não é verdade? Infelizmente muitas vezes sim. E a vida é perturbadora. Essa semana mesmo eu vi a notícia de uma mãe que assassinou o próprio filho nos últimos dias do ano passado. Motivo? O adolescente era homossexual. Isso me lembrou um filme que assisti : Orações para Bobby. No enredo uma mãe extremamente religiosa não aceita o filho homossexual. Ela não o mata. Não há violência física – mas há violência psicológica de sobra e isso tem um efeito devastador no jovem Bobby e em sua família. Esse filme não é muito atual, então talvez algumas pessoas já tenham assistido – de qualquer forma não falarei muito mais sobre o enredo para evitar contar o que acontece aos que ainda não assistiram. Em minha opinião o filme é perturbador por tratar-se de homofobia, agravando-se com o fato cruel da ação homofóbica dar-se dentro de casa, no seio da família, o único lugar que deveria ser o porto seguro daquele jovem tornando-se o inferno em sua vida. É perturbador por ser real, por acontecer de verdade em tantas famílias. Por resultar em dor e morte. Estamos no ano de 2017 e ainda é freqüente abrir o jornal e ver crimes baseados em preconceito e ódio – e, em se tratando de homofobia a religião infelizmente é um fator que reforça muito esse comportamento criminoso. Que tal deixar cada um utilizar o próprio corpo da forma como melhor lhe convém? Aprender de uma vez por todas que machismo, racismo e homofobia matam?

Querem assistir o filme indicado? É só clicar aqui

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5 comentários sobre “Desafio Cinetoscópio #11

  1. Lunna Guedes disse:

    Assisti a esse filme é confesso que me emocionei e também me irritei com ele. Porque a pessoa-personagem foi incapaz de amar o filho, respeitar as diferenças. Ele precisou morrer para isso. E triste e lamentável e pior, e que a tal da religião, que deveria ensinar o amor, o respeito foi o principal vilão dessa realidade enfadonha. Quantos Bobs ainda existirão no mundo até que a gente perceba que cada pessoa e única? Aff

    Bacio

    Curtido por 1 pessoa

    • Darlene R. Faria disse:

      Exatamente! É um filme triste pois a mãe se mostrou incapaz de amar e respeitar o filho. Por isso escolhi escrever sobre esse filme como algo perturbador, porque não consigo compreender um mundo onde as pessoas são privadas de serem elas mesmas! Quantos ainda irão morrer em crimes de ódio ou ceifar a própria vida pela rejeição que sofrem? Isso é realmente perturbador! Beijos!

      Curtir

  2. Marcelo Raymundo disse:

    Que visão querida a sua! Bom, pelo menos para mim. (rsrsrs)
    Entender que a religião é um problema, em muitos casos, é conseguir sair um pouco do sistema e buscar a evolução própria baseada na perigosa individualidade.
    Faço muito isso e, as vezes, me preocupo, já que seguir com um Deus que me permite pensar não me dá certezas absolutas… jamais!
    Curti! 🙂

    Curtido por 1 pessoa

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