Resenha: Isso ninguém me tira

Dora e Gabi são primas – Gabi, a prima da cidade grande é cheia de ideias, de busca pela independência e vários interesses e curiosidades sobre o mundo. Dora é a prima do interior que veio morar na cidade grande para estudar, mas só pensa em se casar, voltar para o interior e ter sua própria família. Apesar das diferenças elas são muito amigas e Dora sempre conta para Gabi (e para todos que quiserem saber) sobre sua paixão idílica e completamente platônica por Bruno, um menino mais velho que estuda no mesmo colégio que ela. Tudo começa a se complicar quando Gabi e Bruno se conhecem e se apaixonam. Para a família de Gabi, o envolvimento dela com o garoto é uma grande traição aos sentimentos da prima.

Isso ninguém me tira poderia ser apenas mais um romance adolescente, com um triângulo amoroso entre primas, porém Ana Maria Machado entrega mais do que isso: O livro não fala apenas sobre namoro, mas sobre lutar pelo que se deseja, seja namoro, trabalho ou amizades. Nesse sentido, Gabi é uma adolescente bastante madura e firme, enquanto Dora, em sua simplicidade e timidez, é uma menina tradicional, que não busca explorar as próprias oportunidades. E Bruno? Bom, Bruno é o típico namorado que apoia a namorada, mas só até certo ponto, sentindo-se preterido quando ela toma suas próprias decisões sem  consultar antes – Ou seja, mesmo sem querer, Bruno é machista. Sem falar a palavra feminismo, Ana Maria Machado acabou criando uma trama feminista para adolescentes, pois a frase do título Isso ninguém me tira não se refere ao namoro e sim à descoberta da independência e da possibilidade de escolhas.

06 on 06 Janeiro. Portas

A vida passa por seis portas

A primeira por onde todas as espécies já passaram
Água
Fonte de toda a vida
Início e fim
A segunda trouxe cada ser humano ao mundo
Escondida, meio tabu
Vagina: Feminina ou masculina
Início da jornada

A terceira porta nós não cruzamos
Ela está em nós
Nosso rosto: Olhos, nariz, ouvidos
Permite-nos conhecer o mundo

A quarta porta - Magia pura
Leva-nos a diversos mundos
Livros abertos
Páginas, paisagens

A quinta porta, ápice do viver
Amor - Uma  flor na alma
Uma porta ponte entre corações

A última porta
Nossa única certeza, inevitabilidade
Amedrontadora nos aguarda
Ceifadora, Morte


Breves comentários:

Uma coisa que amo neste projeto 06 on 06 é que, além de fotografar (o que é uma delícia de qualquer lado da câmera – como modelo ou fotógrafa), posso experimentar sair da literalidade das palavras – Portas – Eu poderia ter saído e fotografado portas, consigo pensar em algumas lindas no centro da Cidade (Portas de casas antigas, de Igrejas, de Lojas Maçônicas, portas de escola), mas com o advento da pandemia me fazendo evitar sair de casa, pensei em outras possibilidades para a palavra e ainda arrisquei uns rabiscos coloridos (Podem ver que desenho mal, mas me divirto tentando).

06 on 06 é um projeto proposto pela escritora e editora Lunna Guedes cuja proposta é postar todo dia 06, seis imagens sobre um determinado tema.

Também participam:

O conto do Pôr do Sol.

A menina sentiu o coração saltar quando ele se aproximou – Tantos meses de distanciamento, tanta saudade represada, tanto medo. Parecia irreal vê-lo, ouvir sua voz, sentir seu olhar. Caminharam pela calçada até atingir a areia da praia. Em nenhum outro momento o mar lhe parecera tão belo. Embevecida, ela buscava guardar cada mínimo instante, o som de cada risada, a sensação de um calor gostoso que lhe invadia o coração. Tocaram-se. Mãos, dedos entrelaçados, corpos que se aproximaram num abraço a tanto tempo aguardado. Ela fechou os olhos enquanto ele lhe beijava a testa. Tinha vontade de pedir para que ele nunca mais a soltasse, mas apenas conseguia retribuir os carinhos, respirando fundo aquele cheiro da pele dele – O coração apertado de saudade começava a relaxar. Abraçá-lo era como abraçar a felicidade, como segurar nas mãos a maior preciosidade que o Universo pudesse lhe presentear. Os lábios se tocaram num beijo longo, as mãos continuavam unidas, o abraço apertado. Ela sentia que o mundo havia parado abrindo uma brecha de paz e segurança em meio ao caos. Quando o beijo terminou, ainda abraçada a ele, a menina abriu os olhos por um breve instante e percebeu que o Sol já estava quase mergulhando na linha do oceano, deixando no céu um rastro alaranjado, brilhante como brasa, brilhante como o sentimento que ele lhe despertava no mais profundo de sua alma. Naquele momento, observando o céu, o mar e as mãos entrelaçadas, em um instante de silêncio, ela pôde ter certeza de que, se alguém perguntasse a ela qual é a definição de felicidade, ela teria a resposta mais verdadeira, simples e pura: Felicidade é poder segurar as mãos de quem se ama, sem pensar em mais nada, sem planos, sem pressa, apenas aproveitando cada instante precioso deste presente chamado vida. E ela, de olhos bem abertos para não perder nenhum detalhe, agradecia ao Universo por ser uma menina – mulher plenamente feliz.

Cores do tempo

Olho para trás e posso ver as cores do tempo que se passou: O verde broto da infância, delicado, inocente e cheio de esperanças. As alegres cores do florescer róseo da juventude – lampejos sensuais e igualmente doces. Vivo agora o outono de cores pálidas onde os sentimentos intensos da moça que fui vão, pouco a pouco, caindo ao chão, como folhas secas ao vento, levadas de um canto para outro, se desfazendo em pedaços que sujam insistentemente as calçadas. Vão ficando espalhados como folhas despedaçadas a inocência, a esperança, os sonhos – Mas observe: De tudo que os anos levam, há algo que permanece: O amor que sinto por você sobrevive agarrado em minha alma como o broto agarra-se a um ramo em dia de vendaval. Passam-se os anos e o amor continua a ser um broto verde que trás esperança ao coração, uma flor que enfeita a vida, ilumina e a cada dia, me mostra o verdadeiro motivo de estar aqui, de recomeçar, de renascer juntamente com o Sol… Renascer com o luar… Muitos anos ainda se passarão até que eu atinja o inverno da vida, e mesmo assim, quando as cores obscuras dominarem meu espírito, quando todas as folhas já estiverem caídas ao chão, o amor permanecerá em meu coração. Pois o amor é uma flor que desabrocha para nunca mais secar e seus brotos sempre serão verdejantes, fortes! Invencíveis e imortais brotos de amor, cheio de esperança, colorindo minha vida e dando força e alegria ao meu coração, que ainda estará esperando por você em meio às últimas nevascas que chegam pouco a pouco para finalizar uma vida mais ou menos longa.

A vida

“Bambino, eu estava pensando sobre a vida e sobre tudo que ela carrega de mistério. Estava lembrando tantos momentos bons, pensando em todas as suas filosofias e em tudo que aprendi contigo. Sabia que, em pensamento ou em papel, eu te escrevo uma carta todos os dias? Hoje, sem nenhum motivo especial, me deu vontade de pensar e falar sobre a vida. Queria estar sentada contigo agora em qualquer lugar de sombra, mesmo que fosse numa beira de canal. Queria, mas não estou. Tudo bem, eu consigo imaginar isso e escrever. Sigamos. Quem sabe qualquer dia desses a gente não lê esse texto juntos? Mas o que é a vida afinal, Bambino? A vida é essa coisa que acontece entre a poesia e a luta. É esse tempo que escorre pelos vãos dos dedos e pelas lágrimas derramadas na saudade de um amor que jamais será esquecido. Quem disser que é fácil, tá mentindo. Quem disser que é sempre bela, só quer ser gentil. Apenas uma coisa é certa – A vida é única e cada dia passado não é um dia a mais e sim um dia a menos, então, siga em frente em passos firmes e abrace em cada esquina as dores e os sorrisos que surgirem. Escreva poesias com as suas lágrimas se chorar, escreva rimas com o sangue do seu coração caso ele venha a se partir e siga em frente pois a batalha é longa e a vitória, apesar de não ser certa, está lá esperando por você – Aproveite o percurso e se cuide para que a sua caminhada seja longa e cheia de histórias pra contar. Bambino, leve o coração leve isso vai deixar a sua alma mais leve e abrir espaço para bons sentimentos. E por falar em bons sentimentos, carregue sempre essa energia boa que você tem e espalhe amor pelo mundo. Espalhe sorrisos, mesmo que sua alma tudo esteja cinza, espalhe flores mesmo que seus jardins pareçam secos. Ame acima de tudo! Os jardins da alma sempre florescem novamente, apesar das cicatrizes. Abrace alguém se puder. Não tenha medo ou vergonha de chamar alguém para conversar sempre que precisar. E no final do dia se jogue na cama com a certeza de que deu o seu melhor para o mundo e saiba que é a melhor parte do mundo de alguém. Independente do que seja a vida, há uma certeza que eu carrego e desejo que nunca se esqueça:Você merece o melhor!”

À vida breve e brava (Por Paula D’Albuquerque)

Depois de alguns anos, calcei os sapatos e me arrisquei a dançar novamete. Planta, taco, golpe. Os pés queimavam como fogo. Quantas coisas a gente abandona pelo caminho?
Um senhor se aproxima, tira a boina, com uma expressão bonita de respeito, e passa a observar a dança. Intervalo. Puxamos assunto: com o sotaque carregado, ele conta das saudades . Diz que é da Andaluzia e que também dançava. “Agora já não dá mais, né?” – e ri, apontando as pernas velhas. Cansadas, suponho. Sobre os motivos que o trouxeram da Espanha ele disse ser melhor não mexer nessas lembranças. E terminou dizendo que sente falta da dança todos os dias, que entregou parte importante de sua vida a coisas que não valeram a pena. “Não façam o mesmo”. Não vou fazer. Ou ao menos me esforço. Mas quanta gente não está com as pernas cansadas, mesmo jovens? Isso me incomoda mais que os pés em brasa e martela na cabeça: quantas coisas a gente abandona pelo caminho?
– Puedo seguir el paso sola, pero, y tu? Cuando vienes, mi amor, a bailar? –
Colocou a boina (nesse momento me pareceu que ele tenha ficado meio amuado, engolindo seco. Ou talvez estivesse feliz e seja essa minha mania de roteirizar o drama. Tomara.)
Com um sorriso onde faltavam alguns dentes, levantou o braço e deu 2 palmas.
“Sigam o baile. ¡Olé!”. E saiu.
O poeta está certo: A vida é brevíssima.
Bailemos.

(05/08/2018)

Gratidão Paula D’Albuquerque por me permitir postar esta linda reflexão no meu espaço, mas, principalmente, gratidão por compartilhar teus pensamentos e me fazer lembrar que muitas vezes eu me vejo com “as pernas cansadas” e me fazer refletir sobre as coisas que deixo passar e não deveria!

Grande abraço!

 

 

Sobre os trens, as estações e a vida

Poucas coisas são mais simbólicas e poéticas que um trem percorrendo sua eterna linha onde um centímetro de desvio pode ser fatal- Não sei qual o motivo deste pensamento ter me ocorrido durante o final da tarde de hoje enquanto eu esperava o trem para retornar para minha casa após o primeiro dia de trabalho pós-recesso. Não que haja um trem interligando Santos – São Vicente, na verdade, o veículo está mais para um metrô que anda nos trilhos não-subterrâneos e chama-se VLT, entretanto, a poesia do seu vai-e-vem e a poesia de aguardar na estação é quase a mesma, guardadas as devidas proporções, de um trem e uma viagem longa. Enfim, por um momento perdi meus pensamentos – sejam quais forem os pensamentos que tenham me feito dar conta dessa simbólica e solitária poesia que cerca os veículos que caminham sempre sobre seus trilhos. Talvez de repente eu tenha percebido que assim como o percurso da máquina que me transporta, o tempo é também implacável e sem volta – e enquanto o trem corre tantas vezes ao seu destino, eu corro rumo aos 32 anos que se avizinham, e ao final deste ano de 2018 que em breve chegará com suas cores e suas falsas novas esperanças. Aliás, Julho, por si, é quase um mini-Dezembro: Uma divisão no meio do ano onde revisamos a lista – quase sempre não cumprida – e por vezes, estabelecemos algumas metas-relâmpago que no fundo sabemos que também não serão cumpridas. E ao mesmo tempo em que a viagem prossegue, as paisagens se sobrepõe rapidamente, assim como as memórias de momentos bons e ruins, saudades do que aconteceu e do que queríamos que acontecesse. Os olhos se enchem de lágrimas ocultas pelo óculos escuro, o coração se aperta – será que em alguma estação da vida haverá finalmente amor e aquele abraço para aconchegar o coração? Será que a viagem será sempre solitária? Haverá esperança antes da última estação, já no inverno da vida que se aproxima a cada ano? O trem chega ao destino – o dia terminou. Mas o trem da vida, este, continua correndo com todas as dúvidas, paisagens, solidões, eventuais sorrisos, algumas inseguranças, estações, chegadas e partidas – uma viagem sem volta que um dia chegará a seu fim.

Passaporte da Leitura: Chile

A leitura é mesmo mágica – em dois dias o Passaporte da Leitura me levou ao Chile e me trouxe de volta para contar tudo aqui no blog! Quem ainda não conhece o Projeto Passaporte da Leitura pode clicar aqui para conhecer mais!

O livro escolhido foi “O caderno de Maya” da autora chilena Isabel Allende.

Título: O caderno de Maya

Autor: Isabel Allende

País: Chile

Uma jovem fugindo da máfia de Las Vegas e do FBI. Uma ilhota nos confins do Chile e um homem solitário. Uma despedida e um caderno em branco. Juntar estes elementos em uma obra literária já é promessa de uma história atraente. Com a maestria de Isabel Allende, a personagem Maya Vidal conquista o leitor, levando-o hora ao paraíso chileno, ora a uma infância feliz e amorosa, ora ao fundo do poço das drogas, da prostituição e do crime. O livro é denso – mergulhar em suas páginas é sentir dor, medo, alegria, decepção – e também uma vontade imensa de conhecer o Chile, com sua história marcada recentemente pela ditadura e suas belezas naturais.

Maya é o exemplo de adolescente que guarda em si uma mulher forte, destemida e decidida, mas ainda não a conhece e mergulha em um poço sem fundo, numa busca incessante por algo que nem ela mesma conseguiria definir. Nini, a avó de Maya, por outro lado, é a senhora sábia que não deixa transparecer as marcas que a ditadura lhe deixou. Aliás, a obra merece ser lembrada pela construção de personagens femininas bem estruturadas, com histórias interessantes e fortes – Isabel Allende não deixou o amor romântico fora da vida das mulheres de sua obra – Ela o incluiu em seu texto de forma que a vida dessas mulheres não girasse completamente em torno do sentimento romântico. Importante também ressaltar que o livro tem alguns trechos onde a violência sexual aparece de forma explícita, o que pode disparar gatilhos em algumas pessoas.

Sem dúvidas “O Caderno de Maya” é uma obra bastante agradável e uma excelente dica de leitura.

Sobre a autora:

Isabel Allende é sobrinha do ex-presidente chileno Salvador Allende, deposto pelo golpe de estado que instaurou a ditadura de Pinochet em 1973. Apesar de ter passado anos longe do Chile, Isabel retrata seu país com maestria. Nascida em 1942, Isabel hoje vive na Califórnia. A autora coleciona êxitos literários, como o livro “A casa dos espíritos”, adaptado para o cinema.

Sobre o Chile:

O Chile é um país sul americano formado por uma área continental e também por ilhas. Seu clima é bastante diversificado – o país possui regiões de clima desértico e também partes extremamente geladas. Em relação a população, há uma mistura de etnias, principalmente entre europeus e indígenas, havendo também uma parcela da população descendente de imigrantes do oriente médio. O país passou por uma ditadura entre 1973 e 1990 – foi um período sombrio onde houve várias violações aos direitos humanos. Atualmente o IDH (índice de desenvolvimento humano) chileno é considerado muito elevado. Santiago é a capital e também a cidade mais populosa do país. O Chile tem como idioma oficial o espanhol – herança de sua colonização. Sua moeda é o peso chileno. O país não possui uma religião oficial – o estado é laico e a discriminação religiosa é proibida – entretanto a grande maioria da população se declara católica.

Devaneios e (1)

A menina submersa

Ler sempre foi uma atividade extremamente pessoal na minha vida – quase sempre escolhia o livro pela capa, pelo título ou por alguma indicação aleatória. Entretanto, no início deste mês de Setembro surgiu,em um dos grupos que participo no Facebook, o convite para participar de um Clube do Livro, o Clube do Unicórnio – um espaço de interação muito legal criado pela Carol do Blog Ei Carol em que o objetivo é ler um livro por mês e discutir sobre a leitura com as outras participantes.

O escolhido para o mês de Setembro foi “A menina submersa” e eu não poderia deixar de falar um pouco sobre ele, não é verdade?

“A menina submersa” – Um título intrigante. Confesso que não gosto muito de ler sinopses, mas acabei lendo o que trouxe ainda mais expectativas – que foram superadas a cada página!

A trama, embora narrada pela personagem principal, não segue uma linearidade e alterna entre primeira e terceira pessoa numa construção primorosa, permeada por pequenas histórias escritas pela personagem, memórias da infância, reportagens e descrições de obras de arte além de uma intrincada relação entre a vida e os contos de fada. Pode parecer confuso e talvez por isso a sinopse oficial do livro não adentre em tais meandros sobre a narrativa.  A autora retrata o delicado tema dos transtornos mentais por meio da personagem principal- narradora Imp e de sua “história de fantasmas” – A arte é, portanto, a catarse pela qual a personagem tenta manter sua frágil sanidade mental. Outro ponto interessante: Imp leva uma vida relativamente normal, apesar da doença: Trabalha, pinta, namora, escreve – e retrata tudo isso em detalhes, que, entretanto, podem ou não ser factuais. Se ela consegue lidar com isso? Na maioria do tempo, sim. Se o leitor consegue? Sim, embora com certa inquietação.  E talvez seja essa inquietação um dos fatores que fazem a leitura tão irresistível, como uma sede que só aumenta a cada página e sacia-se no desfecho.

 

A Menina Submersa – Caitlín R. Kiernan
Número de Páginas: 320 páginas
Editora: DarkSide® Books

Conheçam também o Clube do Unicórnio:

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Primavera Literária

Livros são flores

Que das almas desabrocham

Das mãos tomam forma

Do coração se nutrem

Livros são flores

Que se abrem em perfume:

Perfume de sabedoria

Perfume de imaginar

Perfume de sonhar

Livros são flores

Aprisionadas em estantes

Empoeiradas

Flores tristes não lidas

Flores esperando oportunidade

De viver sua primavera,

Cumprir sua missão:

E florir em vários jardins

E conhecer várias mãos e olhos

E viver em comentários, citações

Flores a desabrochar – de corações para corações!

02/08/2017

(Poema de improviso)

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