O dia em que te conheci

Nas primeiras horas da manhã te conheci

E no brilho do teu olhar eu vivi

Um amor que eu jamais tentei existir

E meu coração nem tentou resistir

*

Que loucura…Nem teu nome eu sabia e já te amava

E a cada momento te buscava

Querendo de ti me aproximar

Querendo em tua alma com meu amor navegar

*

E quando você me beijou, que doce magia

Pela primeira vez meu coração disparava

Meu corpo eu não sentia

Pelas nuvens flutuava

*

Quando separados fomos, que agonia

Aquelas breves horas tornaram-se tristes

Aquela noite foi então a mais escura e fria

E, em certa parte do caminho, ao teu lar chegastes

*

Ah, cavaleiro menino que hoje conheci

Com você pela primeira vez vivi

Um amor que jamais pensei existir

Lindo anjo… De te reencontrar jamais vou desistir

*

Pois sei que para sempre vou te amar

E muitas vezes juntos, desse doce dia vamos nos lembrar

Será eterno e puro esse amor

Que entre nós nasceu como delicada flor


Poema antigo, escrito em Setembro de 2009. É muito gostoso revirar papéis antigos e encontrar escritos dos tempos em que o amor romântico parecia ser a coisa mais importante do mundo.

Este post faz parte do BEDA (Blog Every Day August). Participam também:

VivianeChrisClaudiaObduliono Drica Mariana Gouveia– Lunna Guedes – Ale Helga – Adriana

#TBT – Flores

“Flores! Para enfeitar nossa jornada, para perfumar, colorir. Tê-la ao meu lado é cultivar no Jardim da vida a rara flor do amor – Amor que colore, perfuma e alegra nossos caminhos. Amor que faz sorrir e também faz chorar. Amor que derrama o sangue de nossas almas – Pois, como qualquer rosa – Possui espinhos. Amor, simples e profundamente, amor e nada mais, amor que é tudo, que nos guia, alimenta nossa alma, amor. Amor, que como todas as flores, no inverno perde as cores, o verde das folhas. Amor que pensamos estar morto nos longos meses do inverno, da distância, mas no fundo sabemos que ele nunca morre, pois, sem ele, nada somos. Sem ele, a vida nada é. Amor que retorna na primavera do reencontro, atinge novamente seu ápice, faz-nos reviver, sonhar! Amor! Motivo maior da existência, pureza da água cristalina, brilho das estrelas, estrada da alma, estrada que sigo a teu lado, mesmo distante, sempre perto de ti, sempre pelo mesmo caminho. Você é meu amor, flor que enfeita e perfuma minha existência, minha estrada e meu motivo para segui-la, sem medo, embora não saiba para onde sou conduzida, com a confiança de que, qualquer lugar ao teu lado é o paraíso.”

29-04-2009 (Escrito para o romance Valeska)

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O conto do suspiro, da pizza e da saudade.

Ela suspirou – Um suspiro pesado de saudades que lhe ocupavam a alma, o corpo e o coração. As mãos haviam misturado o fermento, sal, açúcar, farinha e água e ela observava as pequenas bolhas se formando na fermentação – Foi se postar ao lado da janela enquanto aguardava o tempo passar – Não se permitia ter impaciências na cozinha e, na medida do possível, tentava ser paciente também na vida. Misturou ao fermento a aveia, a água, o sal, o azeite, linhaça e a farinha de trigo até dar ponto. Abriu a massa e fez um disco grande e vários disquinhos menores. Levou ao forno. Para ela, as receitas, ao longo do tempo, iam se tornando pequenas coleções de memórias – E em especial, aqueles pequenos discos que iam ganhando cor no forno, exalavam, além do aroma de pão fresco, o aroma de encontros especiais na casa dela ao fim da tarde. A espera até que ele chegasse, a troca de olhares intensa, o momento em que, ajoelhada aos pés dele apoiava a cabeça em seus joelhos. O tempo havia passado tão rápido quanto o tempo de tirar os disquinhos do forno, e, no entanto, tais memórias já estavam próximas de completar dois anos. Passou molho de tomate no disco maior e colocou brócolis e couve-flor refogados, pedacinhos de cebola, tomate e pimentão. Regou com azeite e orégano e colocou no forno. Ela sorria, lembrando o sorriso sexy dele, as mãos atrevidas, o aroma da pele, o sabor do beijo, a sensação de estar protegida em um abraço – Ele gostava daquela massa de pizza, mas entre todos os recheios que ela deixava prontos nos potinhos para que montassem juntos suas próprias pizzas, ele jamais escolheria uma opção vegana com brócolis. De tantas saudades que as pessoas acumulam talvez a saudade de cozinhar seja a mais sutil e ao mesmo tempo, uma das mais melancólicas – Afinal, cozinhar, mais do que alimentar o corpo, constrói afetos, lembranças, histórias. E a menina sabia disso, pois, uma das tantas meninas/mulheres que trazia como parte de si mesma já lhe havia segredado que, poesia e amor se fazem nos olhares, no papel, no toque de dois corpos e nas alquimias sutis de uma cozinha. Assim, naquela noite fria, ela resgatou memórias, degustou sonhos e ousou ter esperança de que, se escrevesse em seu diário o que lembrava e o que sentia, o tempo passaria mais rápido e ela poderia novamente mergulhar naqueles olhos profundos encontrando lá dentro toda a imensidão de seus desejos e sentimentos.

Amor

Amor… Que estranha sensação
Donde vem tal tormento
Que invade o coração
E tudo arrasta como folhas ao vento?

Quem nos planta tal semente
Que floresce em lágrimas somente
Que com nosso sangue cresce
Amor que mata, morre, renasce

Amor que tudo é em meio ao nada
Deserta e perigosa estrada
Que tanto desejo percorrer
Para somente de amor morrer
 
Ah… Pudera eu de amor
Em teus braços viver
Teria a vida mais sabor
Teria a vida mais prazer

 
(2013)

Qual o sentido?

Qual o sentido
Da existência solitária
Da dor
Do amor
Desse mundo perdido
Da perdida inocência?
 
Do alto do castelo
Espero o herói encantado
Mas o castelo há muito se desfez
E me resta apenas a janela
A rua
E uma alma nua
 
Mais um capítulo do conto de fadas desventurado
Desse mundo de insensatez
Mundo apressado
Onde a ilusão acaba
E o amor é tênue chama de uma vela
E tudo o que resta
Esperar
E, em silencio,
Amar

PUBLICADA - Qual o sentido