Maionese de Quinoa [BEDA 2]

Sempre gostei de maionese: No salgado, no lanche, na batata frita. Com o vegetarianismo e com a procura por uma vida mais saudável e com menos geração de lixo, veio a questão: Como substituir aquele sabor delicioso, calórico, rico em nutrientes e acondicionado num pote plástico poluente?

A resposta surgiu quando descobri essa maravilhosa receita de maionese de quinoa!


A receita resulta em uma maionese super versátil que se transforma em vários tipos de pastinha.

Receita:

Deixe de molho um pouco menos que meia xícara de quinoa crua de um dia pro outro (seis horas antes seria suficiente, mas é sempre bom deixar um pouco mais de tempo, apenas mantenha em local fresco para não fermentar) Cozinhe com pouco sal até ficar macia e o fundo da panela seco,como quando você cozinha arroz. Cozida, deve render uma xícara.
Bater a quinoa no liquidificador com 2 dentes de alho, 1/2 cebola roxa (pode usar normal mas fica mais ácida), 1 colher de sopa de vinagre de maçã ou de vinho branco, 2 colheres de sopa de limão, e duas colheres de sopa de azeite, sal e pimenta do reino a gosto. Bata aos poucos para não queimar o liquidificador. Ao obter uma pasta, bata continuamente enquanto despeja um fio de azeite até atingir a consistência desejada.

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Este post faz parte do Projeto BEDA (Blog Every Day August).

Participam também:

Adriana AneliRoseli Pedroso LunnaObdulioClaudia Mariana Gouveia

A saudade é o molho agridoce da vida

Há tempos a menina não tinha um momento silencioso, apenas entre ela e seus sentimentos. A rotina a estava sufocando em meio ao nada que se tornaram os dias, repentinamente iguais. De repente, estava mais fácil criar histórias do que contá-las. E certamente estava infinitamente mais fácil contar qualquer história criada, do que olhar para dentro e ver dentro de si um lago de águas espelhadas encobrindo um abismo profundo de emoções. Como tudo havia mudado em tão poucos meses? Algumas de suas certezas mais profundas haviam se reforçado com o isolamento, outras haviam mudado um pouco. Ela tinha certeza sobre o amor, sobre a escrita e sobre a magia encontrada no calor aromático da cozinha. Ela tinha certeza sobre as saudades e lembranças que a invadiam ao sentir o aroma do café pela manhã ou ao ouvir Rammstein enquanto flutuava entre as posturas do yoga. Então, um dia, enquanto olhava seu velho livro de receitas, encontrou uma receita que a fez perceber que a saudade tinha um sabor agridoce – Unia, dentro de seu coração de menina-mulher, memórias doces, apimentadas, salgadas: O doce mel daqueles olhos profundos, o apimentado da pele que se arrepiava quando os corpos se encontravam em um abraço, o sal das lágrimas de saudade que insistiam em descer pelos olhos dela tão logo se despediam. Sim, o amor, a saudade, a ausência e a esperança eram sentimentos agridoces e a menina era grata por poder senti-los com tamanha intensidade, por isso, ela abriu seu caderno e escreveu sobre o que sentia enquanto provava o molho que havia preparado. Um dia talvez compartilhasse o texto e a foto em um livro de receitas ou nas redes sociais, como um registro de seus sentimentos deixado para uma posteridade que possivelmente não tivesse tempo ou sensibilidade para perceber que as coisas mais bonitas moram na capacidade de se entregar completamente aos sentimentos e sabores que a vida nos traz.

Receita: Molho Agridoce

100gs de açúcar

1 colher pequena de sal

6 colheres (sopa) de água

2 colheres (sopa) de shoyu

4 colheres (sopa) de vinagre

2 colheres (sopa) de katchup picante (ou um molho de tomate caseiro bastante condimentado)

1 colher (sopa) de maisena

Misturar bastante e depois levar ao fogo para engrossar, mexendo sempre para não criar pelotas. Passar sobre couve-flor pré-cozida, cebola fatiada e proteína de soja previamente hidradata, colocar tudo em uma assadeira e levar ao forno até dourar.

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Esse post faz parte do BEDA (Blog Everyday August)

Participam:

ObdulionoMariana GouveiaDricaChrisClaudia Viviane Lunna Guedes

Simba e as esfihas [Receita vegana + crônica]

Ele chegou como uma pequena bola de pelos negros e macios com uma pequena manchinha branca no peito. Minha tia logo batizou o pequeno cachorrinho com o nome do Rei Leão: Simba. Assim como eu, o cachorrinho cresceu observando o movimento intenso da cozinha – cozinhar é um dom que percorre a minha família há algumas gerações. Certa vez estávamos todos fazendo esfihas – não lembro qual a ocasião, mas iriam ser muitas esfihas, mais de cem – minha mãe tirava as assadeiras com esfihas quentinhas e cheirosas do forno e colocava em uma enorme assadeira, coberta com uma toalha, em cima da mesa. Simba, que sempre ficava ouriçado com os aromas culinários, estava quieto, deitado em um sofá velho. O tempo foi passando e a assadeira parecia nunca se encher – havia sempre um buraco onde faltavam esfihas. Em dado momento, minha mãe viu: O danadinho ia pé-ante-pé, descobria um canto e pegava uma, duas esfihas, colocando-as no chão e novamente cobrindo com aquela toalha a assadeira, num cuidado tal que, quem o visse, pensaria ser impossível tanta inteligência em um só animal. Na época, não havia celulares com câmeras – senão, valeria a pena perder mais algumas esfihas apenas para dividir com outras pessoas as brincadeiras daquele adorável e enorme cachorro, cujo tamanho assustava os desconhecidos e a doçura encantava os amigos.

Todas as vezes que começo a picar azeitonas, tomates, cebola, alho, separar temperos e outros ingredientes, lembro dessa cena – quando me tornei vegetariana, pensei que não comeria mais essas delícias – ledo engano – foi possível adaptar a antiga receita de família, deixando-a mais saudável e completamente livre de crueldade. O Simba já virou estrelinha há uns anos atrás – se estivesse por aqui, eu o deixaria repetir suas façanhas e artes todinhas, apenas para poder gravá-las.

Massa:

3 xícaras de farinha de trigo branca

3 xícaras de farinha de trigo integral

4 xícaras de fibra de trigo (se possível, misturar fibra fina e grossa)

¾ de xícara de linhaça (misturar a dourada e a marrom)

Sal

1 e ½ colher de sopa fermento biológico em pó

1 colher (café) de açúcar

3 e ½ xícaras de água

11 colheres de azeite

Preparo

Preparar o fermento com um pouco de água morna, algumas colheres da farinha e o açúcar. Deixar descansar por 10 minutos ou até dobrar de tamanho. Acrescentar os outros ingredientes e amassar até desgrudar da mão. Deixar descansar coberto com um pano de prato até dobrar de volume.

Essa quantidade rende aproximadamente 130 esfihas de tamanho festa ou 4 enrolados grandes.

Recheios sugeridos:

Proteína de soja refogada com tomate, cenoura, cebola, sal, orégano e temperos

Proteína sabor atum vegano

Escarola

Alho poro

Espinafre

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Bolo de Cenoura com cobertura de brigadeiro

Quando eu era criança, fazer e comer bolos era algo bem frequente em casa – vantagens de ter uma mãe super coruja e habilidosa na cozinha. Com a questão do veganismo, pensei muitas vezes “mas e os bolos?” e confesso que ainda estou dando meus primeiros passos, erros e acertos nesse universo de fazê-los sem ovos. Este bolo de cenoura foi uma surpresa agradável e muito saborosa e eu fico muito feliz em poder dividir essa receita com vocês!

Ingredientes

2 Cenouras

1 e 1/2 xícaras de suco de laranja

2 xícaras de açúcar

3 xícaras de farinha

1 pitada de Sal

2 colheres de chia previamente hidratadas (opcional)

2 colheres de fermento

Preparo: Preaqueça o forno, unte uma assadeira, bata todos os ingredientes no liquidificador (o fermento deve ser o último a ser acrescentado na mistura), despeje na assadeira e leve ao forno.

Cobertura – Brigadeiro de Inhame

2 inhames médios

1 colher de sopa de cacau em pó (ou outro chocolate em pó que não tenha leite na composição)

1 colher de sopa de óleo de coco (se não tiver, pode usar a mesma medida de azeite extra virgem)

50gs de chocolate 60% cacau picado

Preparo:

Descasque e cozinhe os inhames. Leve-os ao liquidificador com o cacau em pó e 1 xícara de água aquecida. Bata bem. Em uma panela coloque o chocolate picado e despeje sobre ele o conteúdo do liquidificador. Adicione o óleo e ligue o fogo, mexendo sem parar até começar a ficar firme e aparecer o fundo da panela. Despeje sobre o bolo ainda quente.

Dica: Se quiser fazer o brigadeiro no ponto de enrolar, mexa por mais alguns minutos, até ser possível ver bem o fundo da panela, depois despeje em um prato e leve para gelar.

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Livro de receitas veganas grátis

Há um tempo não publico receitinhas veganas por aqui… Anda tudo tão corrido que tenho me limitado ao básico, nada diferente, nada com fotos bonitas… Hoje estava pensando nisso quando abri o meu facebook e me deparei com a notícia de um livro de receitas veganas totalmente gratuito! Não é incrível? Baixei rapidinho e deu água na boca e vontade de me trancar na cozinha e fazer tudo (é, não vai dar pra fazer isso).

O livro foi organizado com base nas receitas da página do facebook Ogros Veganos – recomendo que todos os fãs de culinária vegana curtam essa página! É de dar água na boca! É possível baixar o pdf grátis nesse link aqui ou comprar a versão impressa aqui.

Paella de Cogumelos

Paella de Cogumellos, uma opção saborosa e requintada.

Paella de Cogumellos, uma opção saborosa e requintada.

INGREDIENTES:

  • 1 e ½ xícaras de arroz
  • 1 cenoura descascada e cortada em cubos
  • 1 pimentão verde em fatias
  • 1 pimentão vermelho em fatias
  • 1 pimentão amarelo em fatias
  • 100gr de cogumelo shitake cozidos cortados em tiras
  • 100gr de cogumelos paris cortados em quartos
  • 50g de ervilhas frescas ou congeladas
  • 1 cebola pequena picada
  • ½ lata de tomates pelados com molho
  • 1 pitada de açafrão
  • 4 colheres sopa de azeite
  • 1 pitada de páprica picante
  • 3 xícaras de caldo de legumes
  • Sal e salsa picada fresca a gosto

PREPARO

Mantenha o caldo de legumes aquecido em uma panela a parte. Numa paellera (ou numa panela comum de fundo largo) coloque o azeite e refogue a cebola e um pouco de sal. Acrescente a cenoura e os pimentões e dê uma refogada. Retire algumas rodelas de pimentão e reserve para a decoração. Afaste o restante para que fiquem junto à borda da panela e coloque o arroz, a páprica e o açafrão. Refogue um pouco e depois cubra com o caldo de legumes e os tomates com molho. Tampe e deixe até ferver. Quando ferver, ajuste o sal, e deixe por mais 5 minutos. Em seguida acrescente as ervilhas e os cogumelos. Tampe e cozinhe até o caldo quase secar. Coloque os pimentões reservados para a decoração e deixe mais 3 min. no fogo. Desligue e regue com azeite e salsa.

  • Dicas:
  • Se você não tem paellera ou wok, pode fazer em uma panela comum mesmo. Neste caso, se quiser decorar, pode retirar novamente os pimentões reservados para decoração, colocar a paella num refratário e decorar
  • Os cogumelos shitake podem ser substituídos por shimeji
  • Se comprar os cogumelos frescos na feira, lave bem e deixe de molho por alguns minutos. Depois, corte as pontinhas dos talos mais grossos e descarte. Leve-os cozinhar por alguns minutos (uns 15 ou 20 min) em água com um pouco de sal. Descarte a água da fervura e reserve os cogumelos para uso.
  • Não é necessário utilizar caldo de legumes. Pode usar a mesma quantidade de água no lugar do caldo.

***Receita retirada do site Cantinho Vegetariano: http://www.cantinhovegetariano.com.br/

*** Fotos: Darlene Regina.

Hambúrguer de Grão de Bico

11-08-14 lanche saudável com hamburguer de grão de bico (4)

  • 2 Xícaras de grão de bico cozido e escorrido
  • 5 Colheres de Azeite
  • 1 Cenoura ralada
  • ½ Cebola picada
  • 1 dente de alho grande picadinho
  • Salsinha à gosto
  • 3 Colheres de Aveia em flocos
  • ½ xícara de gérmen de trigo
  • 2 colheres de farinha de rosca
  • Sal e pimenta à gosto.

PREPARO:

Refogar no azeite o sal, a pimenta, o alho, a cenoura, a cebola, o alho, a aveia e o gérmen de trigo. Reservar. Bater o grão de bico no multiprocessador. Colocar em uma mistura e juntar os ingredientes refogados, mexendo bem. Acrescentar a salsinha e a farinha de rosca para dar liga (ver dicas)
Dividir em bolas e moldar os hambúrgueres, levando-os para a geladeira por no mínimo uma hora.
Untar uma chapa/grelha antiaderente com óleo e fritar os hambúrgueres.

>DICAS

>Na falta de gérmen de trigo, pode-se utilizar fibra de trigo.
>Caso não tenha multiprocessador, será necessário colocar um pouco de água ou azeite para bater o grão de bico, isso fará com que seja necessário acrescentar mais aveia e fibra.
>Caso a massa não fique consistente, vá acrescentando mais aveia, farinha de aveia e fibra de trigo (ou gérmen de trigo) até dar liga.

Você pode servir no pão ou acompanhado de saladas, como na foto.

Receita adaptada do site “Cantinho Vegetariano”

http://www.cantinhovegetariano.com.br/

IMAGEM: Arquivo pessoal.