06 on 06 – Aconchego [BEDA 06]

O desafio 06 on 06 consiste em publicar seis imagens sobre um determinado tema no dia 06 de cada mês. Para o mês de Abril o tema foi aconchego.  Há inúmeras imagens nas quais consigo pensar para definir aconchego mas estamos em lockdown e sair para buscar imagens não é uma opção. Aconchego é abrigo, segurança. Aconchego é amor. É sorriso, é risada. Aconchego é procurar fotos e encontrar boas lembranças. Vamos ver?


Aconchego: É olhar o mundo e sua infinitude e sorrir sabendo que já encontrou o seu próprio mundo-lugar no abraço de alguém.

É abraçar aquele bichinho de pelúcia, presente de alguém especial

É a lembrança de um passeio com as amigas – E o eterno: Vamos marcar de novo qualquer hora
É a flor que vira fruto
É uma bolinha de pelo brincando em abraços
Aconchego é o mar… É o infinito amar.

Este post faz parte do 06 on 06 e do BEDA (Blog Every Day April). Visite também:

Ale Helga Claudia Leonardi Lunna Guedes Mariana GouveiaObdulioRoseli PedrosoAdriana Aneli

06 on 06 – A gosto

Pra alguns, desgosto

Como se o azar

Morasse no calendário

Agosto

Mês oito, faltam quatro

Pra mais um Feliz ano novo

De novo

Agosto

A gosto

Ao gosto

Que a vida tem.

06 fotos de alguns Agostos idos…

2014 – Luta pelo elementar direito de existir e demonstrar afeto, “beijaço” LGBTQI+ em Santos, em protesto contra a expulsão de um casal gay de um bar. Noite em que conheci pessoas incríveis ❤

2018 – Mais que amigos, camaradas! Reta final da campanha eleitoral 2018 #PSOL
Agosto/2017: Como diria Chorão “tão natural quanto a luz do dia”
Agosto/2019: Flores no quintal de casa ♡
Agosto/2019: Conhecendo um pouco mais sobre o alfabeto ❤ Exposição maravilhosa, na melhor companhia ♡
Agosto/2019: Te transformo em poesia…

Também participam do 06 on 06

ObdulionoMariana GouveiaLunna Guedes Ale Helga

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Obduliono – Mariana Gouveia – DricaChrisClaudiaViviane – Lunna Guedes – Ale Helga

A saudade é o molho agridoce da vida

Há tempos a menina não tinha um momento silencioso, apenas entre ela e seus sentimentos. A rotina a estava sufocando em meio ao nada que se tornaram os dias, repentinamente iguais. De repente, estava mais fácil criar histórias do que contá-las. E certamente estava infinitamente mais fácil contar qualquer história criada, do que olhar para dentro e ver dentro de si um lago de águas espelhadas encobrindo um abismo profundo de emoções. Como tudo havia mudado em tão poucos meses? Algumas de suas certezas mais profundas haviam se reforçado com o isolamento, outras haviam mudado um pouco. Ela tinha certeza sobre o amor, sobre a escrita e sobre a magia encontrada no calor aromático da cozinha. Ela tinha certeza sobre as saudades e lembranças que a invadiam ao sentir o aroma do café pela manhã ou ao ouvir Rammstein enquanto flutuava entre as posturas do yoga. Então, um dia, enquanto olhava seu velho livro de receitas, encontrou uma receita que a fez perceber que a saudade tinha um sabor agridoce – Unia, dentro de seu coração de menina-mulher, memórias doces, apimentadas, salgadas: O doce mel daqueles olhos profundos, o apimentado da pele que se arrepiava quando os corpos se encontravam em um abraço, o sal das lágrimas de saudade que insistiam em descer pelos olhos dela tão logo se despediam. Sim, o amor, a saudade, a ausência e a esperança eram sentimentos agridoces e a menina era grata por poder senti-los com tamanha intensidade, por isso, ela abriu seu caderno e escreveu sobre o que sentia enquanto provava o molho que havia preparado. Um dia talvez compartilhasse o texto e a foto em um livro de receitas ou nas redes sociais, como um registro de seus sentimentos deixado para uma posteridade que possivelmente não tivesse tempo ou sensibilidade para perceber que as coisas mais bonitas moram na capacidade de se entregar completamente aos sentimentos e sabores que a vida nos traz.

Receita: Molho Agridoce

100gs de açúcar

1 colher pequena de sal

6 colheres (sopa) de água

2 colheres (sopa) de shoyu

4 colheres (sopa) de vinagre

2 colheres (sopa) de katchup picante (ou um molho de tomate caseiro bastante condimentado)

1 colher (sopa) de maisena

Misturar bastante e depois levar ao fogo para engrossar, mexendo sempre para não criar pelotas. Passar sobre couve-flor pré-cozida, cebola fatiada e proteína de soja previamente hidradata, colocar tudo em uma assadeira e levar ao forno até dourar.

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Esse post faz parte do BEDA (Blog Everyday August)

Participam:

ObdulionoMariana GouveiaDricaChrisClaudia Viviane Lunna Guedes

06 on 06 – Quem sou eu?

Quem sou eu? Sou um Universo todo. Todos nós somos Universos, inteiros, completos, insondáveis. Como astronauta, exploro as estrelas, galáxias, planetas que há em mim – Quanto tempo nós passamos na vida buscando o que está fora e ignorando nosso céu estrelado? Quantas horas perdidas em vida com medo da inevitável aterrissagem dentro de nós, das caminhadas à beira do abismo, das incursões em nossas florestas sombrias, das manhãs frias? São anos insistindo em ver e mostrar apenas os nossos Jardins, nossas flores coloridas, criando uma eterna primavera que, na vida real, é impossível – Pois existe também o inverno, o outono, o verão. Então, sem mesmo conhecer cada recanto do meu Universo, fica impossível responder quem sou com outras palavras além das que já disse e melhor explico: Sou um Universo e sou minha própria desbravadora. Como todo Universo, estou em constante mutação, pois nada no Cosmos é igual e eterno. Um Universo em constante integração com tantos outros Universos que me cercam – Alguns desses Universos repelem-me e causam repulsa. Outros me atraem para suas órbitas e assim, mutuamente, ampliam a si próprios e a mim, através do dialogo. Eventualmente, há Universos que me atraem a ponto de que eu deseje permanecer dentro deles por mais tempo, e isso, se chama amor – Essa atração irresistível entre dois Universos que se cruzam no caos infinito do mundo, mas essa definição fica para outra conversa

Pintura: Adriano Dica

Fotos: Fotoclube Frame

Texto: Darlene R. Faria

Também participaram do projeto:

Ale Helga (blog Meus Amores)

Lunna Guedes (blog Catarina)

Mariana Gouveia (Blog O outro lado)

Obdulio (Blog Serial Ser)

Lucas (Blog Universo Desconhecido)

O que você deixou de ser quando cresceu?

Despertador tocou, noite morreu, amanheceu
O tempo passou, correu. O que aconteceu?
O que você deixou de ser quando cresceu?
Ficou no passado o sonho de princesa
Pula da cama depressa e põe o café na mesa
Arruma logo essa marmita e não esquece a sobremesa
E vê se corre pro ponto, não perde o horário da carruagem
Que já virou busão lotado e te assalta na passagem
Confere o visual, logo cedo passa batom e maquiagem
Salto alto pros pés que não encontraram sapato de cristal
Ta bonita? E tá cansada!Quanta correria pra quase nada no final
Se olhar pra cima, cadê o céu azul e as nuvens de algodão?
Só tem o teto e lâmpadas. Ou céu cinza, chuva ácida, poluição
Se olhar no espelho – Um susto! O tempo realmente voou
Onde, nesse percurso, tudo se perdeu? Onde será que ficou:
O sonho de ser bailarina, pirata, astronauta, caminhoneira?
E a alegria de ler um livro e depois desenhar a tarde inteira?
O que você deixou de ser quando cresceu?
Trocou os brinquedos por uma profissão
Mas ninguém te avisou que o trabalho seria sua prisão?
Deixou pra trás tantos sonhos, tantas estradas
Agora se perde nas escadas
Buscando o lugar mais alto da tal pirâmide social
Nem se importa mais se o mundo é desigual
Perdeu a empatia até pela natureza, pelo animal
O que será que aconteceu? Onde você se perdeu?
O que você deixou de ser quando cresceu?
A criança deixada numa curva qualquer
Reaparece no dia 12 de outubro em alguma fotografia
Se ela pudesse falar com você, o que será que diria?
Será que te olhando agora, ela iria se reconhecer?
E amanhã, e depois e depois? Até quando vai se arrastar?
O que você perdeu? O que deixou de ser quando cresceu?
O que eu, você, ele, nós, ela, o que todo mundo esqueceu?
Será que o sentido de viver é apenas sobreviver?
Olha pra trás e dessa vez tenta não esquecer
Que você pode (e deve) sim amadurecer
Mas não deve abandonar num canto da estrada
Aquela criança que sonhava acordada
E tinha no coração a esperança de fazer
De seu caminho, um novo alvorecer

#DiáriosdaPoetisa #132de365 #DiadasMães

O capitalismo é realmente brutal – conseguem prender em um domingo qualquer a comemoração de um dia que deveria ser celebrado e respeitado o ano todo. Não sei a origem da comemoração do dia das mães, mas me incomoda saber que o maior mistério da humanidade, a capacidade de transmutar o etéreo em carne, foi reduzido a uma data comercial no segundo domingo de Maio, onde as pessoas trocam presentes e se empanturram de comida. Fique claro que sou completamente contrária a essas propagandas que estigmatizam a mulher como um ser incompleto e tentam vender a imagem de que ela só é completa quando tem filhos – A maternidade compulsória é um desrespeito enorme, quase tão grande quanto reduzir a celebração das mães a uma data comercial. O gerar e o nascer são mistérios, são energias poderosas, e devem ser encarados com respeito – nem todas desejam passar por tal experiência e isso é um direito.  De repente, me dou conta de que o texto que deveria ser poético está se tornando uma pequena dissertação! Mais cedo estive na casa de um grande amigo que está fazendo aniversário hoje e, na volta, dentro do ônibus me peguei observando algumas mamães e seus filhos – é uma sensação estranha, pois até alguns anos atrás a simples idéia de ficar vulnerável e ter algum outro ser totalmente dependente de mim me causava arrepios e repulsa. Não sei quando isso mudou – o fato é que algumas vezes me pego pensando se ainda terei tempo de ter um filho ou filha e isso causa angústia- Trinta e três anos, nenhuma perspectiva de casamento ou romance. Já considerei mesmo a idéia assustadoramente cara e nem um pouco prática de uma inseminação, como um último recurso da minha completa falta de habilidade com os relacionamentos – Intensidade demais talvez não seja exatamente algo atraente, acreditar que o amor é único e ser quase incapaz de traçar novos envolvimentos possivelmente sejam fatores fora do padrão pra sociedade superficial e vazia da atualidade – mas esses são assuntos para outros textos, mais comuns e freqüentes por aqui inclusive. Já antecipo que alguns leitores certamente irão comentar que existe adoção, uma atitude louvável e bela em minha opinião, mas completamente fora dos meus planos – meu lado mulher-bruxa tem essa necessidade de explorar a sensação de ser um portal a trazer mais uma alma para esse mundo maluco que, possivelmente nem mereça toda a inocência e doçura de um novo ser.

Percebo que este texto é possivelmente um dos mais íntimos que escrevi – sem subterfúgios, sem poesia, sem contos, sem cartas ou devaneios. A vida vai além de sentir saudades de um amor que nunca vai ser aquele final feliz, vai além de observar detalhes pequeninos nas ruas ou elaborar resenhas de livros e filmes e eu posso estar romantizando absurdamente tudo isso, mas não são raras as vezes em que penso o quanto seria doce ensinar as primeiras receitas ou notas musicais pra uma criaturinha, ou dar o primeiro caderno em branco para que uma menininha ou menininho tímido escreva seus primeiros pensamentos (Diários da mini poetisa?). São cenas que tem uma grande possibilidade de jamais acontecerem no mundo real, mas que eu precisava deixar escritas por aqui – Pra relembrar no futuro, quando eu for a senhorinha que ainda se divide entre a cozinha, a poesia e os cachorros – sozinha em seus sonhos não realizados e corações partidos.

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Enquanto escrevo, além do som contínuo da chuva, ouço:

Caminho da vida, estrada da alma

Amor. Caminho da vida, estrada da alma. É flor, é espinho, são lágrimas.
Sorrisos, dor e prazer. Encontro e desencontro, prosa e poesia.
Amor é arte, é música, é gravura, é doçura.
O amor é tudo, é nada, é algo além de sonho e realidade.
Auge da loucura e da razão é um fino véu que separa a alegria e o sofrimento.
Maltrata o coração, ainda assim, sem ele não há sentido em viver.
Buscamos, procuramos, encontramos uma só vez – e então nos guiará para sempre.
Vencendo mares bravios, escalando as cordilheiras, saindo de nossos recantos mais profundos, até chegar ao cume de nossa alma, dominar nosso coração, mente e corpo. E então percebemos o sem sentido da busca, pois o amor não se encontra, ele já está escrito, ele nos encontra. Ele atravessa mundos, dimensões, tempo,espaço! Uma jornada apenas para tocar nosso coração e unir-nos em seus laços, unindo vidas que seguiam separadas, até opostas, em um só caminho que lhes foi traçado, para que se fortaleçam, se completem e acima de tudo, se amem.

(São Vicente, 2007, escrito para o livro Valeska)

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Diários da poetisa 2/365

Segundo dia do ano. Após uma passada de olhos pelas notícias, penso em escrever. A inspiração não aparece. É difícil acreditar nos rumos que o país está tomando em menos de quarenta e oito horas de um novo governo. Penso que preciso aprender a escrever poesia com maior teor social e menor teor romântico – Afinal, que sentido tem sonhar com o amor, quando tantos outros sonhos de tanta gente são jogados por terra? O problema é que poesia não se aprende, poesia se vive e neste momento a inspiração tirou férias e sumiu. Lembro que, quando criança, minha maior diversão era estudar. Olhando o Sol que me tira toda a vontade de sair, leio um livro. Realizo alguns afazeres e mergulho em um aplicativo para aprender idiomas (quem sabe eu consiga asilo em Cuba ou no Uruguai). Horas depois, já cansada, lembro que propus a mim mesma escrever todos os dias um pequeno diário – a poesia não veio, mas os pensamentos não se calam e exigem tornar-se relatos. Pensando bem, há alguma poesia escondida até mesmo na falta de inspiração que ronda o dia de hoje.
#DiáriosdaPoetisa #2de365

A vida

“Bambino, eu estava pensando sobre a vida e sobre tudo que ela carrega de mistério. Estava lembrando tantos momentos bons, pensando em todas as suas filosofias e em tudo que aprendi contigo. Sabia que, em pensamento ou em papel, eu te escrevo uma carta todos os dias? Hoje, sem nenhum motivo especial, me deu vontade de pensar e falar sobre a vida. Queria estar sentada contigo agora em qualquer lugar de sombra, mesmo que fosse numa beira de canal. Queria, mas não estou. Tudo bem, eu consigo imaginar isso e escrever. Sigamos. Quem sabe qualquer dia desses a gente não lê esse texto juntos? Mas o que é a vida afinal, Bambino? A vida é essa coisa que acontece entre a poesia e a luta. É esse tempo que escorre pelos vãos dos dedos e pelas lágrimas derramadas na saudade de um amor que jamais será esquecido. Quem disser que é fácil, tá mentindo. Quem disser que é sempre bela, só quer ser gentil. Apenas uma coisa é certa – A vida é única e cada dia passado não é um dia a mais e sim um dia a menos, então, siga em frente em passos firmes e abrace em cada esquina as dores e os sorrisos que surgirem. Escreva poesias com as suas lágrimas se chorar, escreva rimas com o sangue do seu coração caso ele venha a se partir e siga em frente pois a batalha é longa e a vitória, apesar de não ser certa, está lá esperando por você – Aproveite o percurso e se cuide para que a sua caminhada seja longa e cheia de histórias pra contar. Bambino, leve o coração leve isso vai deixar a sua alma mais leve e abrir espaço para bons sentimentos. E por falar em bons sentimentos, carregue sempre essa energia boa que você tem e espalhe amor pelo mundo. Espalhe sorrisos, mesmo que sua alma tudo esteja cinza, espalhe flores mesmo que seus jardins pareçam secos. Ame acima de tudo! Os jardins da alma sempre florescem novamente, apesar das cicatrizes. Abrace alguém se puder. Não tenha medo ou vergonha de chamar alguém para conversar sempre que precisar. E no final do dia se jogue na cama com a certeza de que deu o seu melhor para o mundo e saiba que é a melhor parte do mundo de alguém. Independente do que seja a vida, há uma certeza que eu carrego e desejo que nunca se esqueça:Você merece o melhor!”

À vida breve e brava (Por Paula D’Albuquerque)

Depois de alguns anos, calcei os sapatos e me arrisquei a dançar novamete. Planta, taco, golpe. Os pés queimavam como fogo. Quantas coisas a gente abandona pelo caminho?
Um senhor se aproxima, tira a boina, com uma expressão bonita de respeito, e passa a observar a dança. Intervalo. Puxamos assunto: com o sotaque carregado, ele conta das saudades . Diz que é da Andaluzia e que também dançava. “Agora já não dá mais, né?” – e ri, apontando as pernas velhas. Cansadas, suponho. Sobre os motivos que o trouxeram da Espanha ele disse ser melhor não mexer nessas lembranças. E terminou dizendo que sente falta da dança todos os dias, que entregou parte importante de sua vida a coisas que não valeram a pena. “Não façam o mesmo”. Não vou fazer. Ou ao menos me esforço. Mas quanta gente não está com as pernas cansadas, mesmo jovens? Isso me incomoda mais que os pés em brasa e martela na cabeça: quantas coisas a gente abandona pelo caminho?
– Puedo seguir el paso sola, pero, y tu? Cuando vienes, mi amor, a bailar? –
Colocou a boina (nesse momento me pareceu que ele tenha ficado meio amuado, engolindo seco. Ou talvez estivesse feliz e seja essa minha mania de roteirizar o drama. Tomara.)
Com um sorriso onde faltavam alguns dentes, levantou o braço e deu 2 palmas.
“Sigam o baile. ¡Olé!”. E saiu.
O poeta está certo: A vida é brevíssima.
Bailemos.

(05/08/2018)

Gratidão Paula D’Albuquerque por me permitir postar esta linda reflexão no meu espaço, mas, principalmente, gratidão por compartilhar teus pensamentos e me fazer lembrar que muitas vezes eu me vejo com “as pernas cansadas” e me fazer refletir sobre as coisas que deixo passar e não deveria!

Grande abraço!