Caminhando pela vida

Caminhando pela estrada
Correndo em disparada
Pelo amor atormentada
Pelo teu olhar encantada

Haverá um dia um porto seguro?
Uma luz em um dia escuro?
Um momento de entrega e paixão
Uma breve e feliz ilusão?

O tempo corre impassível
Não tem pena de um amor impossível
De uma dor insuportável
De uma lágrima inevitável

A vida se esvai na ausência
Em cada ser busco a tua essência
Teu carinho e inocência
Tua suave incandescência

E no espaço de uma vida
Estou sempre de partida
Caçando teu coração, tesouro perdido
Roubado por algum amor bandido

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*Esse post faz parte do projeto BEDA*

Amado

Herói doce, herói amado
Sigo-te com o coração deslumbrado
Sei que vences com teu olhar
O coração de todas que desejar

Sei que sempre terás aos teus pés princesas e fadas
E que ao te ver, as ninfas quedam-se encantadas
Que seja sempre assim! Que para ti, as musas cantem apaixonadas
Saibas que as rosas foram criadas para enfeitar tuas jornadas

E um dia, entre tantas encontrarás aquela que é tua destinada
Após quebrar tantos corações… Verás nela tua verdadeira amada
Ela será tua vida, tudo e mais, será o teu querer
E ela saberá que o mundo só é belo enquanto você viver

Tu és um herói cavaleiro, e eu apenas singela camponesa
Sigo teus passos e sei que um dia amarás uma linda princesa
E assim como as rosas que despedaças desatento
Despedaço-me, mas sigo-te como meu único alento

E embora as lágrimas embacem meu olhar
Desejo que elas nunca venham tua face orvalhar
Que tua vida seja repleta de glória
Que conheças apenas o sabor da vitória

E apenas te peço cavaleiro querido
Que nunca te esqueças dessa camponesa de coração ferido
Traga-me sempre em tua vida, coração e memória                                                                                                           Deixa-me te acalantar, ser mais que distante lembrança em tua história.

Imagem: Internet

Crônicas de um sábado (Ou risos e melancolia)

Mais um sábado. O cheiro do café na cozinha quase se mistura ao perfume do xampu do banho matinal. Não são nem sete horas da manhã. E como é bom acordar cedinho e iniciar um dia cheio de atividades. Roupa, material de estudo… Hora de correr até o ponto de ônibus e embarcar rumo a mais um dia lotado de risos e desafios.
A fina chuva insistia em cair, escorrendo pela vidraça. Minha alma não contava com essas gotas melancólicas que embaçavam a paisagem. O trânsito lento e o balançar suave do ônibus levam os pensamentos a vagar pelo mundo todo que trago dentro de mim. É como se as lembranças sussurrassem histórias já vividas em meus ouvidos. Como se o vento e os respingos da chuva que entravam pelo vão entreaberto da janela quisessem me acariciar lavando meu rosto com a água fria. Relaxo e fecho os olhos… Um sono me invade e durmo. Acordo com o som de risadas e conversas. No ônibus lotado entrara um casal jovem… Uns dezesseis, dezoito anos no máximo. Ela havia se sentado no banco ao meu lado e o garoto no banco do outro lado do corredor… Gracejam e mandam beijos um pro outro. Tão lindo começar o dia assim… Ofereço meu lugar para que o rapaz se sente e passo eu para o banco que ele ocupava. Eles me agradecem e se aconchegam juntinhos, mãos entrelaçadas e aquele sorriso bobo nos lábios… Encosto novamente no banco e fecho os olhos… Uma saudade de viver momentos assim: Mãos entrelaçadas… Sorriso fácil… Ternura e inocência… É confuso… Parece que foi ontem a última vez que senti meus dedos se entrelaçarem em outros dedos… E ao mesmo tempo, parece que faz tanto tempo… Seja como for, presenciar momentos de ternura logo pela manhã fez o meu dia mais belo.

Imagem: Internet