Histórias Fantásticas

O primeiro livro concluído no #DesafioLiterário2020 #Maio é a coletânea Histórias Fantástica, da editora ática. O livro, que é o 21º volume da coleção “Para gostar de ler”, traz histórias de autores como Edgar Allan Poe, Lima Barreto, Guy de Maupassant, Moacir Scliar, Charles Dickens, Frans Kafka, Murilo Rubião e Modesto Carone, mesclando nomes consagrados da literatura brasileira e da internacional. É um livro de leitura bem fácil – Sabe aquele livro que uma pessoa pode terminar em um dia? Então, é esse. Por ser composto por contos, não é necessária uma leitura linear ou mesmo longo tempo ininterrupto, o que favorece a leitura naqueles  15 minutinhos de descanso após o almoço, o  tornando indicado pra quem ainda não tem o hábito da leitura. Também é um bom presente para adolescentes, por apresentar histórias curtas e intensas, capazes de exercitar a imaginação. Apesar de não ser uma grande apreciadora de alguns tipos de histórias fantásticas (O que pode parecer bem irônico tendo em vista que há assuntos no campo do terror e da fantasia que me prendem por horas a fio), tenho que admitir que apreciei muito a leitura, pois é inegável a qualidade dos textos.

Conheceu o blog agora e quer mais informações sobre o #DesafioLiterário2020? Corre que dá tempo de participar, é só clicar aqui.

Quer saber quais foram os livros dos outros meses? Dá uma espiada:

Janeiro, Fevereiro, Março, Abri e Maio.

#desafioliterário2020 #Abril

Quem está conseguindo cumprir o #desafioliterário2020? Como foram as leituras do mês de Março? Conseguiram ler pelo menos um livro? Falaram sobre a leitura com os amigos, através das redes sociais? Não sabem nem do que eu estou falando? (Se não sabe, clica aqui pra descobrir)! Bom, por aqui consegui ler dois dos cinco livros e já postei os resumos no blog. E hoje, repentinamente, o mês de Março acabou e eu já estava como? De banho tomado e pijama (Distanciamento social voluntário é isso né?) e fiquei com preguiça de colocar uma roupa bonitinha e gravar vídeo do sorteio… Mas calma! Eu fiz o sorteio, só não gravei! Estão curiosos pra saber quais livros foram escolhidos?

Grande Sertão: Veredas – Guimarães Rosa.

Parece que este livro está implorando para ser lido! Mês passado não deu tempo, e olha ele aqui novamente no sorteio de Abril!

Marília de Dirceu & Cartas Chilenas – Tomás Antonio Gonzaga

Já li este livro anos atrás, mas a minha edição, na época, não tinha as Cartas Chilenas. Então, como ganhei essa edição e ela foi sorteada, vamos ter releituras

A Metamorfose – Franz Kafka

Bom, este livro está na lista de leitura, mas provavelmente eu não consiga ler agora em Abril, pois o exemplar que está em casa é o volume 1. E eu não sei quando a quarentena acaba pra eu poder ir em algum sebo procurar o volume 2.

A relíquia – Eça de Queiroz

Quem já assistiu a série brasileira “Os Maias” conhece algumas personagens deste livro. O fato é que a leitura é maravilhosa (sim, eu já li, quando estava no quarto ano do Ensino Fundamental, para desespero total da minha professora). Vai ser uma delícia reler!

O pássaro pintado – Jerky Kosinski

Romance de um autor Polonês. Eu realmente não sei o que esperar do livro, só sei que, além de fazer parte do #desafioliterário2020 #Abril, a leitura deste livro irá me ajudar a resgatar outro projeto aqui do blog: O passaporte da leitura, lembram dele? Aquele projeto de ler um livro de cada país do mundo?

E vocês? Quais são os planos de leitura para o próximo mês?

Dica Literária – Um tempo para você – Linda Roberts

Mais um dos livros indicados como opção do mês de Janeiro do #desafioliterario2020 da página #devaneiosepoesias.
Um livro repleto de citações motivacionais, ilustrado com reproduções das obras de Claude Monet. Eu até acharia interessante caso não houvesse tantas citações bíblicas entre as frases – Se eu quisesse ler passagens bíblicas, teria optado por um livro cristão, então me deparar seguidamente com trechos e versículos me fez perder o interesse. A vantagem do livro é poder ler rapidamente, em bem menos de um dia, ou então, deixar em cima de um móvel para abrir ao acaso e ler uma frase, coisa que eu faria com livros assim depois de ler por inteiro.

E vocês? Já estão lendo os livros do #desafioliterário2020? Aliás, quer saber mais sobre o Desafio Literário? Clique aqui e bora participar!

#diáriosdapoetisa #19de366 #desafioliterário2020 #leitura #leiaumlivro #dicaliterária

Dica literária: Office-Boy em apuros – Bosco Brasil

Esse livro é um dos cinco livros indicados como opção do mês de Janeiro para o #DesafioLiterário2020! Não sabe do que se trata? Só visitar aqui!

Quem tem trinta e poucos anos provavelmente conhece os livros da Série vaga-lume: Livros dedicados ao público infantil/adolescente. Apesar de ter começado muito cedo a ler livros destinados a adultos, sempre recebi livros da série Vaga Lume como sugestão de leitura na escola e eram histórias curtinhas, divertidas. Recentemente ganhei de uma amiga um livro dessa série que eu não havia lido! Em dois dias li! Trata-se da história de Ed Onda, um Office boy cuja vida está de cabeça para baixo: Morando sozinho com o pai, um vigia noturno abandonado pela esposa, Ed tem muitas responsabilidades para a pouca idade. Para complicar ainda mais a rotina, ele tem que lidar com o chefe dos motoboys, Plínio, com Eugênio, o filho mimado do patrão e com o primeiro amor. Receita certa para um enredo engraçado e divertido, certo? Talvez um adolescente que leia as confusões do atrapalhado Ed Onda e seus amigos, consiga enxergar apenas isso: Trapalhadas sem fim, romances e um pouco de angústia. Como adulta, observo outros temas que o autor colocou: A interferência das expectativas dos pais no crescimento dos filhos – como a mãe das “gêmeas mingau”, sempre buscando emprego de modelo para as filhas, sem perceber que elas sequer gostavam da atividade. Ou a naturalização do trabalho de um menino tão jovem quanto o Ed contraposta ao completo mundo de preguiça e comodismo de Eugênio? É justo imaginar que dois meninos na mesma idade tenham um abismo tão grande separando suas vidas? Um sobrecarregado de responsabilidades e outro vivendo uma infância sem nenhuma responsabilidade? Nesse sentido, minha única crítica é ver o trabalho infantil foi naturalizado de forma não muito saudável nesta obra, afinal, o Ed Onda não apenas trabalha como faz a comida do pai e o escuta falar sobre a esposa com tom melancólico e ao mesmo tempo, despeitado. Por outro lado, Eugênio, o filho do patrão, não consegue resolver os próprios assuntos e mesmo proibido pelo pai, pede tudo para Ed! Ainda bem que ele amadurece bastante no decorrer do livro!

Sobre o autor: Bosco Brasil é um dramaturgo e escritor brasileiro, nascido em 1960 na cidade de Sorocaba (SP), já foi roteirista do programa infantil Castelo Rá-Tim-Bum, autor da novela Tempos Modernos (Rede Globo, 2001), além de outros trabalhos na literatura,  televisão, cinema e teatro.

#DesafioLiterário2020 Devaneios e Poesias

Provavelmente quem me acompanha no Instagram (poetisa_darlene) ou segue a página do blog no Facebook já recebeu o vídeo com as regras do nosso desafio literário, mas é sempre bom escrever aqui no blog também, não é?

A idéia do #desafioliterário2020 é que a cada mês as pessoas leiam um livro e postem um resumo sobre ele em suas redes sociais – Pode ser Instagram, Facebook, status do WhatsApp, blog… O importante é postar um texto breve ou um vídeo, com a intenção de difundir o hábito da leitura. Outra regra do desafio: Postou? Marca a Page, marca o meu perfil do insta, eu sou curiosa e quero ver o que vocês acharam do livro!

Mas qual livro? Bom, eu fiz uma latinha aqui em casa com o título de vários livros que desejo ler e, dentre eles, eu fiz o sorteio de 5 opções para cada um escolher o que mais lhe apetece. Caso você não goste de nenhuma, pode escolher outro livro e ler – O desafio é ler e divulgar que leu!

Quais foram os livros sorteados para o mês de Janeiro?

  • Clara dos Anjos (Lima Barreto)
  • Office Boy em apuros (Bosco Brasil)
  • Sobre a modernidade (Charles Baudelaire)
  • Memorial de Aires (Machado de Assis)
  • Um tempo para você (Linda Robets)

Como vocês podem ver, foram sorteados vários tipos de livros: O primeiro, um clássico da literatura brasileira, o segundo, uma obra infanto-juvenil, o terceiro curtinho e específico sobre crítica de arte, o quarto, outro super clássico e o quinto um livro curto e fofo, daquele tipo motivacional.

Em algum momento da vida, eu já li os 5 livros, inclusive tem resumo da obra do Baudelaire aqui no blog e estou me preparando para postar sobre os outros, lidos esse ano. O único que li há mais tempo foi Clara dos Anjos e, por isso, escolhi ele para ler e postar texto (Ou quem sabe vídeo) comentando. E vocês? Quais serão os livros escolhidos para este primeiro mês do ano?

 

 

 

 

 

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Quando lemos um livro pela primeira vez algo mágico acontece: Somos tragados para um novo universo – são muitas informações, acontecimentos, personagens, descrições – tudo a ser memorizado e utilizado para dar sentido ao texto que se desdobra diante do olhar, não é mesmo? Foi assim comigo quando li Harry Potter pela primeira vez – estava no final da oitava série e minha maior diversão era matar aulas e ir até a biblioteca municipal para pegar livros – na época lia dois ou três livros por semana, nas férias esse número subia para pelo menos quatro, era um vício (e ainda é). Como toda adolescente, fiquei encantada! Recentemente, ganhei os quatro primeiros volumes da saga e decidi ler novamente – terminei hoje o primeiro volume, Harry Potter e a Pedra Filosofal e percebi coisas que na época da primeira leitura não haviam me chamado a atenção (Calma! Não vou contar o enredo do livro mesmo acreditando que a maioria das pessoas já leu o livro ou assistiu o filme). Em primeiro lugar – A autora utiliza um bom vocabulário, e quando digo bom, percebo que conhecemos a maioria das palavras, mas algumas são pouco utilizadas no dia a dia – isso amplia o vocabulário. Ela também capricha na narrativa e nos diálogos, fugindo da narração em primeira pessoa – que em geral é um recurso que facilita muito a leitura. J.K. Rowling escreve para crianças e adolescentes, então, eu e você, leitores adultos, podemos achar os livros fáceis – mas será que são tão fáceis para uma criança de oito ou nove anos, principalmente para as acostumadas a um mundo de jogos eletrônicos e pouca leitura? Isso leva ao ponto seguinte: Os livros não são exatamente pequenos – outro ponto para Rowling, que conseguiu criar um mundo novo e escrevê-lo com a complexidade suficiente para manter a atenção de jovens leitores ao redor do mundo sem deixar tudo muito fácil e sem graça, mas sem desestimular a continuação da leitura. Outra sacada interessante: O enredo vai se tornando mais complexo conforme a saga vai avançando – talvez não tenha sido proposital, mas o último livro da saga é mais complexo que o primeiro,e, como os livros foram lançados com uma grande diferença de tempo, acabaram acompanhando o crescimento dos jovens que começaram a ler ainda na infância o primeiro livro. Passadas essas observações técnicas, há outros pontos interessantes: Harry Potter não é apenas a história de um menino órfão criado por tios incompreensivos (e malvados) que descobre ser bruxo. O livro, em suas entrelinhas, trata de temas como amizade, lealdade, morte, preconceito e a importância de se manter os amigos por perto e combater as injustiças – surgem conflitos, algumas brigas (que criança nunca brigou na escola) e nem sempre quem tinha as melhores intenções se livra das penalidades por ter infringido alguma regra – outra lição que levamos para a vida: Nem sempre o que está certo vence, mas o importante é nunca deixar de lutar. Harry, Rony e Hermione são personagens cheias de vida, então é fácil que estas boas lições passem agradavelmente, sem parecer um tedioso discurso do tipo “a vida é assim mesmo”.

Sobre aquele confronto “livro vs filme”: Leiam o livro antes de assistir o filme. O cinema bem que tentou (e em alguns pontos conseguiu) ser fiel, mas há detalhes muito legais no livro que o filme deixou passar – algo completamente esperado, pois para reproduzir fielmente cada detalhe do livro seriam necessárias muitas horas de filme.

Definitivamente, o bruxinho marcou toda uma geração – foi um fenômeno editorial e fez nascerem muitos leitores e leitoras – aquele tipo de livro que, saudosos e já adultos, daremos de presente para filhos, sobrinhos, afilhados – afinal, vamos querer compartilhar com a próxima geração todos os sorrisos e lágrimas, todos os momentos de ódio e tensão, todas as emoções que esta incrível autora britânica nos proporcionou. E você? Já sentiu que ao reler um livro, percebeu detalhes que haviam passado despercebido?

Primavera Literária

Livros devem ficar sempre presos em estantes? Ou cumprem melhor sua missão quando passam de mão em mão? A resposta é quase unânime – Livros devem ser lidos. E depois? Doar? Guardar em uma estante empoeirada?

Existem alguns projetos interessantes para colocar os livros em movimento – Livro livre, livro viajante, liberte seus livros. E inspirada nesses projetos e também na chegada da Primavera, criei o projeto “Primavera Literária” – A ideia é que dia 23 de Setembro, comemorando a chegada da estação das flores, espalhemos livros pela nossa cidade – Não apenas abandonar um livro por aí, mas deixá-lo com um bilhetinho sugerindo que, quem o encontrar, leia e depois recoloque o livro em circulação com outro bilhete e assim por diante.  Sinceramente, não sei o quanto as pessoas estão dispostas a aderir a um evento assim, mas decidi tentar e descobrir no que vai dar.

E você? Topa participar? Dá uma olhadinha lá no evento que criei no Facebook, confirma presença e convida os amigos e amigas – É só clicar aqui para fazer uma visitinha!

 

 

Septum

Uma caminhada entre noites e crepúsculos, amanhecer, cidades, cartas. O cheiro de café, o som do velho relógio na parede.  Ler Septum trouxe tantas sensações que me é quase impossível enumerar. Um livro que me acompanhou por dias, entre páginas e mais páginas, li e reli trechos inteiros, confesso que queria me prender, morar naquelas linhas, e entrelinhas por mais um tempo. E assim me permiti viver por mais de um mês -sem pressa, indo e vindo ao final, ao meio, ao inicio. Há uma doce sutileza na forma como Lunna Guedes escreve, ela leva o leitor aos lugares que descreve e quase é possível ouvir os passos da autora par em par com os do leitor.                                                                                         Há um tempo fiz uma breve resenha do livro “Lua de Papel”, primeiro de uma trilogia, e senti que sequer cheguei perto de transmitir todo o encanto que aquelas páginas trouxeram aos meus dias. Sinto a mesma coisa com Septum! Não há como fazer uma resenha, pois é um livro para ler e sentir, ler e reler, ler e desejar tomar um café quente ou sair pela noite afora.

Querem um conselho? Não tentem entender os livros da Lunna pelas minhas palavras! Jamais minhas linhas serão suficientes para descrever as palavras dela. Entrem no blog Catarina voltou a escrever e conheçam um pouco a autora – se gostarem (e eu sei que irão gostar), adquiram os livros que são verdadeiras obras de arte, tanto pelo texto inigualável que trazem quanto por sua encadernação artesanal caprichosa!

Lunna, obrigada por novamente compartilhar teu mundo comigo. Você mora em meu coração! Espero caminhar contigo por muitos anos ainda!

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Livro do Mês – Til (José de Alencar)

Há tempos eu não lia um romance que realmente prendesse a atenção – Pelos comentários que tracei acerca das minhas últimas leituras é possível perceber que estive em uma péssima maré de sorte literária e, finalmente, essa maré ruim deu uma trégua já nas primeiras páginas de Til, obra escolhida para o mês de Março.

Til é uma narrativa da maturidade de José de Alencar (Mecejana/Ceará, 1929 – Rio de Janeiro/RJ, 1877). Seu estilo é bastante regionalista, descrevendo usos e costumes da época e do local onde a história se passa, ou seja, do interior do Estado de São Paulo. Calma! Nem toda a obra de cunho regionalista/nacionalista é difícil ou cansativa de ler e, no caso do livro em comento é importante salientar que a leitura flui facilmente, uma vez que o autor consegue narrar em poucas páginas uma trama complexa, intensa e muito envolvente. Berta, ou Til, personagem principal da narrativa, é uma menina de alma extremamente bondosa e a trama descortina aos poucos como sua vida se cruza com pessoas que fizeram parte de sua mais tenra infância e  a forma como sua presença altera o rumo das pessoas a seu redor.

Sou suspeita para falar sobre clássicos da literatura nacional pois raramente minha opinião apresentará pontos negativos – pelo contrário, em geral só encontro elogios aos nossos clássicos, especialmente tratando-se de obras de autores como José de Alencar ou Machado de Assis e, a leitura de Til só veio reforçar essa paixão literária e deixou um adorável gostinho de “quero mais”. E você, leitor(a), já leu “Til”, o que achou? Se já leu, deixe um pequeno comentário sobre o livro e, se não leu, não perca tempo! Leia!

 

Filme versus Livro: O Mundo de Sofia

Algumas vezes despertar o interesse de uma criança ou jovem por determinado assunto requer certa dose de sutileza: De nada adianta entregar a um jovem um enorme tratado acerca de filosofia se já não houver em seu espírito um mínimo de curiosidade acerca do tema. O livro “O mundo de Sofia”,do autor norueguês Jostein Gaarder, desperta no espírito do leitor o interesse pela filosofia e por sua história. Através da história da jovem Sofie Amudsen, o autor nos conduz ao conhecimento da história da filosofia e das ideias de alguns dos principais filósofos.  Ler “O mundo de Sofia” não criará especialistas em filosofia, porém acabará por incutir a curiosidade acerca da história da filosofia e dos filósofos, levando o leitor a buscar mais conhecimentos acerca do assunto em outras fontes.

O filme, como quase sempre acontece com adaptações, é excelente, no entanto, além de ser longo, deixa muita coisa de fora, tornando tudo muito mais superficial. Longe de mim dizer que não é um bom filme, pelo contrário – vale a pena assisti-lo com crianças que ainda não atingiram uma grande habilidade para leituras longas. Vale a pena mesmo assisti-lo após a leitura do livro, porém jamais será capaz de substituir a obra original.