06 on 06 – Recortes urbanos

Encarei a tela. Onde encontrar recortes urbanos se tenho estado em casa a maioria do tempo desde março do ano passado? O jeito foi revirar antigas fotografias – E eis que o resultado me agrada:

Essa casa já foi o lar de uma idosa simpática que plantava morangos no canteiro frontal. De repente, as janelas não se abriram, os canteiros abandonados…
Eu vejo a praia da janela do ônibus, duas máscaras no rosto e a sensação de que apesar de morar no litoral, eu quase não aproveitei o espaço livre antes dessa pandemia maluca me trancar em casa.
Em São Paulo, um muro verde. Na selva de concreto, esperança nas paredes.
O prédio sobe em direção ao céu… Coisas da metrópole, belas mas nem sempre adequadas para o meio ambiente. A mudança na arquitetura moderna é urgente.
Uma foto da cidade tirada do alto da Serra do Mar. Como é belo o litoral!
Acordar pela manhã, antes do sol nascer… Vida de trabalhador brasileiro é assim: Acorda cedo, corre, passa o dia fora. Salário baixo, qualidade de vida zero… Mas o importante é que “O rico cada vez fica mais fico e o pobre cada vez fica mais pobre, como bem dizia aquela velha canção axé music.

Desafio Cinetoscópio #16: Um filme que você nunca assistiria de novo

50 tons de cinza (trilogia). Sei que esses filmes são os queridinhos de muitos leitores e leitoras, mas não é aquele filme para se assistir duas vezes. A obra cinematográfica apenas cumpre o que promete -Uma narrativa rasa, machista, que objetifica a mulher, banaliza o amor e o sexo e, para agravar ainda mais a situação, coloca a personagem em uma situação em que a violência do homem é “explicada” pela sucessão de traumas pelos quais ele passou na infância – muito embora traumas da infância possam ser sim fontes de comportamentos violentos, tais comportamentos não podem ser naturalizados e justificados por uma violência sofrida na infância. E a personagem feminina? Insegura, Anastasia navega entre submissão e momentos em que quer demonstrar personalidade forte e independente. Uma jovem inteligente, apática e muito atrapalhada. Por outro lado, a personagem masculina é dominadora, invasiva e bastante problemática. Em alguns momentos surge um humor ruim (relacionados em sua maioria ao sexo). No livro a descrição detalhada das cenas prende a atenção – é possível ler e imaginar um voo de ultra leve e outros cenários de muito de luxo -tais cenas poderiam ser mais bem exploradas no filme, bem como as citações literárias maravilhosas que constam no livro e não aparecem no filme. Com certeza vou assistir o próximo da trilogia, afinal, o elenco é bacana e eu estou curiosa para assistir ao desfecho, mas não assistiria novamente nenhum filme dessa saga.

 

TAG do Mês: Desafio Vegano dos 30 dias

Sabe aquela pergunta chatinha “mas vegano come o que afinal?”, que tal respondê-la com uma TAG divertida no seu perfil do Facebook, Instagram ou outra rede social? Vi essa ideia em uma página norte-americana (não me lembro o nome da página), e decidi criar uma versão brasileira! Já comecei a postar no meu perfil pessoal e já falei sobre a TAG na página do Facebook, agora estou dividindo com vocês! E sabe outra boa notícia? Em breve eu volto a postar receitinhas veganas aqui no blog! Delícia né?

Enfim, é isso! Desculpem o post rapidinho e, se ainda não curtiram a page do blog lá no face, deem uma curtida! Lá tem conteúdos exclusivos como fotos do meu dia-a-dia, mensagens, brincadeiras e TAG’s como a #músicadomundo, corre lá!

Desafio #30VeganDays

Desafio Cinetoscópio #12 – Um filme com um final surpreendente

O décimo segundo desafio do “Desafio Cinetoscópio dos trinta filmes” propunha que se indicasse um filme com final surpreendente. Há vários filmes que se enquadrariam nessa categoria, mas um que assisti anos atrás me surpreendeu bastante. Trata-se de “Os outros” – Um filme que se passa pouco após o final da segunda guerra e conta a história de uma mãe e seus dois filhos que possuem uma rara alergia a luz e precisam ficar sempre no escuro. A família ainda guarda esperanças de que o marido – que fora pra guerra – retorne. A mãe das crianças é bem nervosa, o que torna tensa sua  a convivência com os filhos . No decorrer da história a família passa a ter problemas com fantasmas – O que nos levará ao desfecho surpreendente.

Apesar do cenário escuro e do suspense, o filme não é aterrorizante, então mesmo aqueles que não gostam de terror irão assistir tranquilamente. Vale comentar também que o enredo consegue prender a atenção e o elenco é muito bom. Por outro lado, o filme não é novo, então talvez muita gente já tenha assistido.

E vocês? Qual filme na opinião de vocês tem um final surpreendente?

O décimo segundo desafio do “Desafio Cinetoscópio dos trinta filmes” propunha um filme com final surpreendente. Há vários filmes que se enquadrariam nessa categoria, mas um que assisti anos atrás me surpreendeu bastante. Trata-se de “Os outros” – Um filme que se passa pouco após o final da segunda guerra e conta a história de uma mãe e seus dois filhos que possuem uma rara alergia a luz e precisam ficar sempre no escuro. A família ainda guarda esperanças de que o marido – que fora pra guerra – retorne. A mãe das crianças é bem nervosa, o que torna tensa sua  a convivência com os filhos . No decorrer da história a família passa a ter problemas com fantasmas – O que nos levará ao desfecho surpreendente.

Apesar do cenário escuro e do suspense, o filme não é aterrorizante, então mesmo aqueles que não gostam de terror irão assistir tranquilamente. Vale comentar também que o enredo consegue prender a atenção e o elenco é muito bom. Por outro lado, o filme não é novo, então talvez muita gente já tenha assistido.

E vocês? Qual filme na opinião de vocês tem um final surpreendente?

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Desafio Cinetoscópio #8: Um filme que você considera um clássico.

Se me perguntarem sobre um filme que considero um clássico, certamente vou citar “A um passo da eternidade”. Mas eu já falei sobre este filme no desafio no item #4 e agora precisei escolher outro filme que eu considerasse clássico. Acabei escolhendo então “Um Bonde Chamado Desejo”. É um filme de 1951, baseado na peça homônima de Tennessee Willians. O filme se passa em Nova Orleans, Estados Unidos e tem sua ação baseada na vida de duas irmãs: Stella Kowalski, casada com Stanley é uma dona de casa a espera de seu primeiro filho, que recebe a visita da irmã, Blanche DuBois, mulher madura e atraente, cujo marido se suicidara tempos antes. Vindas de uma família que possuíra boas posses, apresentam reações diferentes diante dos infortúnios da vida – Stella casa-se com Stanley, homem rude, grosseiro, dominador que exerce sobre ela um fascínio sensual. Blanche desenvolve alcoolismo, além de entregar-se a aventuras que lhe rendem uma má reputação. Os modos de uma refinada vulgaridade de Blanche contrastam-se com o comportamento grosseiros de Stanley, que a desmascara perante a esposa e perante o homem pelo qual Blanche se interessa ao chegar a Nova Orleans, culminando num desfecho triste.

Assisti este filme quando escolhi uma cena da peça para apresentar em uma prova de ingresso no curso técnico de teatro, para o qual infelizmente não cheguei a ser aprovada. Não é um filme significativo em se tratando de analisar eventos históricos ou políticos, mas possui um texto marcante, ótimo elenco e traz uma reflexão sobre o machismo: O comportamento de Blanche diante do homem pelo qual ela se interessa é irrepreensível, mas ainda assim ela é julgada e condenada por seu comportamento passado. Infelizmente,julgar o caráter de uma mulher pelo seu passado afetivo sexual é ainda uma prática comum, embora as consequências atuais não sejam tão cruéis como na década de 50, o comportamento julgador da sociedade, em especial dos homens, ainda pode ser bastante cruel. Há também cenas de violência doméstica, física e psicológica, que são encaradas como naturais pela vítima e pelos que estão ao redor, outro comportamento que devemos lutar para mudar no dia a dia: Violência não deve ser aceita!

Em geral, indico o filme e o livro, e espero um dia assistir alguma montagem teatral baseada no livro.

“Não quero realismo. Eu quero magia. Sim, sim, magia. É o que tento dar às pessoas. Não digo a verdade, digo o que deveria ser verdade. E se isso é pecado, que eu seja amaldiçoada para sempre. (Blanche DuBois)”

Desafio Cinetoscópio #5

Continuando o desafio cinetoscópio, o tema para a 5ª postagem é “Um filme Francês¨ Espero que gostem da postagem e, se já assistiram (ou vierem a assistir por curiosidade), deixem um comentário!

Azul é a cor mais quente (Título original La vie d’Adèle) é um filme francês de 2013. Inspirado numa HQ, o filme ganhou diversos prêmios e causou muita polêmica. É, acima de tudo, um filme sobre auto-descoberta e sobre consequências emocionais de um ato impensado. O filme é longo (praticamente três horas de duração) e tem muitas cenas de sexo praticamente explícito, o que o faz uma péssima escolha para quem gosta de organizar aquelas sessões de filmes e pipoca em casa.
Sobre a fotografia do filme: Acho interessante a forma como as imagens são captadas: A câmera focaliza as personagens dando enfase a pequenos detalhes, como o dormir, o comer, o pentear os cabelos, tudo tão natural que é como se você tivesse seguido uma amiga e filmado ela com uma câmera de boa qualidade no decorrer do dia.
As atrizes conseguem prender a atenção o tempo todo e os cabelos azuis da personagem Emma são encantadores, bem como o jeito de menina insegura da Adèle. A abordagem poética também é interessante, em especial as cenas que se passam no colégio da Adèle nas aulas de literatura e a forma como Emma desenha Adèle no primeiro encontro delas. Ao mesmo tempo em que me encantei com o filme, me senti um pouco incomodada pelo excesso de pornografia que não me deixou à vontade (tive que diminuir o volume do computador pois fiquei com vergonha pensando que os vizinhos iriam ouvir os gemidos nas cenas mais quentes), então, para quem já tem mais de 18 anos e não se incomoda com cenas assim, o filme é super indicado. Para os mais sensíveis talvez não seja uma boa ideia.

 

Desafio Cinetoscópio dos 30 Filmes #2

Hora de continuar o  Desafio Cinetoscópio dos 30 filmes (se quiser fazer também, pode clicar aqui).

A proposta para o dia 2 é “Um filme que você gostaria de atuar”. Difícil decidir… Tem vários filmes incríveis nos quais eu adoraria atuar, muitos e muitos mesmo. Enfim, depois de várias horas cheguei a uma conclusão: Eu gostaria de atuar no filme “Drácula”, aquele lançado em 1992 baseado na obra de Bram Stoker (de 1897).

Motivo: O filme tem uma temática que eu amo – Vampiros. Além disso os cenários e os figurinos são incríveis. Como assistir e não ter vontade de fazer pelo menos uma pequena atuação?

A história do conde Drácula já é bem conhecida, então não vou nem escrever a sinopse aqui, só digo uma coisa: Se ainda não assistiu o filme, prepare aquele balde de pipoca, reúna a galera na sala e assista! Muito bom!

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E como eu falei no post anterior, tentarei sempre postar o que eu estou ouvindo no momento em que escrevo as postagens… A canção que deixo para vocês hoje é parte da trilha sonora do filme Drácula (e é linda). Chama-se “Love Remembered”

 

 

O que eu aprendi com o desafio #100happydays?

Há uns meses, reparei que algumas pessoas postavam fotos com a legenda “#100happydays” “#day1”, #day2” e assim por diante. Curiosa, perguntei para uma amiga o motivo das postagens. Ela então me enviou o link de um site (http://www.100happydays.com/pt/) e explicou o desafio: Durante cem dias, postar, diariamente, uma foto de algo que te faça feliz. Imediatamente respondi “impossível! Ninguém consegue ser feliz por cem dias seguidos! É muito tempo!”.

Os dias foram se passando, e o desafio aparecia na minha timeline do facebook e no instagram, dia após dia. E, eis que então, eu decidi participar. Postei a primeira foto dia 25/06/2014 – Uma apresentação do coral do qual eu faço parte. E no dia seguinte, apresentação da orquestra jovem, na qual eu não toco, mas tenho amigos que fazem parte. É fácil encontrar momentos felizes em dias de eventos pelos quais aguardamos, em dias que fazemos coisas que gostamos… Mas, há dias… Há dias em que é necessário esquadrinhar com uma lupa para encontrar um momento bom! E sabe o que esse desafio me ensinou? Que procurando muito, dá pra encontrar um momento alegre! Às vezes, o melhor momento do dia pode ter sido assistir um seriado jogado no sofá… Ou ler um livro. Ou cozinhar. O importante é que houve um momento bom.

#100happydays #day1 #25-06-2014

#100happydays #day1 #25-06-2014

Terminei hoje o desafio! E olhando as fotos pude perceber quanta coisa me fez feliz nesses dias que se passaram – cantar, tocar violão, assistir apresentações musicais de amigos, ir à shows, cozinhar (e, como tem foto de artes culinárias), escrever, fazer passeios inusitados… Tanta coisa se passou que, aqueles dias em que tive que procurar com pinça e lupa por momentos felizes ficaram um pouco apagadinhos! E não importa o fato de que nem sempre eu estava nas fotos… Às vezes, eu apenas procurava uma imagem que representasse o que me fez feliz naquele dia.

#100happydays #day02 #26-06-2014: Apresentação dos amigos que fazem parte da orquestra jovem e exposição de mangá

#100happydays #day02 #26-06-2014: Apresentação dos amigos que fazem parte da orquestra jovem e exposição de mangá

Não tenho vontade de repetir a brincadeira no próximo ano, mas, certamente vou me lembrar de publicar mais vezes coisas que tenham me deixado com vontade de sorrir, por menos importantes que pareçam.

E você? O que faz seu dia feliz? Que tal começar um álbum #100happydays? Isso não só melhora o humor, como ajuda seus amigos a lhe conhecerem melhor, à medida que eles vão acompanhando as imagens das coisas que te agradam! Vale à pena tentar!

#100happydays #day26 #20-07-14: Jogar Rouba-Bandeira na praia próximo à "Fonte do Sapo" em Santos...  Não deu pra fotografar? Tudo bem! Basta a foto do local pra simbolizar no álbum o momento alegre do dia!

#100happydays #day26 #20-07-14: Jogar Rouba-Bandeira na praia próximo à “Fonte do Sapo” em Santos…
Não deu pra fotografar? Tudo bem! Basta a foto do local pra simbolizar no álbum o momento alegre do dia!