Sonho [BEDA 13]

Eu havia preparado um post para hoje, mas infelizmente meu computador decidiu travar, por isso vou compartilhar aqui o vídeo de uma modalidade de dança que eu quero muito dominar: O pole dance. Neste vídeo temos uma das nossas campeãs mundiais, que é brasileira! Espero que gostem!

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A “marcha da família cristã pela liberdade… de morrer e matar” [Beda 11]

Ontem foi o 100° dia do ano. Faltam 265 dias para a chegada de 2022. Ultrapassamos as 350 mil mortes sem aprender nada e ainda há quem apoie o genocida que ocupa a presidência há 832 dias. Hoje aconteceu a “Marcha da família cristã pela liberdade” – ao ignorar a necessidade de manter o isolamento social e tomar as ruas reclamando a retomada  das atividades religiosas presenciais e do comércio sem restrições, essas pessoas pedem nas entrelinhas o massacre da população brasileira pela doença, enquanto a miséria avança e um auxilio emergencial insuficiente começa a ser pago. Nietzsche certa vez disse que o único cristão verdadeiro morreu na cruz – Começo a acreditar no filósofo. Quando vejo a maioria desses eventos das igrejas não consigo  enxergar o tal “amor cristão”, apenas uma densa cortina de  descaso e ódio. A triste realidade é que enquanto o mundo luta contra o vírus, o Brasil parece fazer o contrário: Aqui o covid teve e continua tendo uma recepção de gala, com apoio institucional e festa nas ruas, com as bênçãos cristãs e os aplausos do povo gado.

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Dica de leitura: Rua 2 [BEDA 10]

“Caro Leitor, você acaba de receber em mãos um livro artesanal produzido pela Scenarium e aqui vão algumas instruções de uso…

Aprecie a capa… ela é como um velho portão, que dá entrada para uma realidade de páginas devidamente numeradas. Verifique o número do seu exemplar… E depois a sequência de páginas. A menos que o projeto seja insano, a sequência é como a das casas, de um lado você encontrará os números pares e, de outro, os ímpares…”

As palavras acima são as primeiras linhas escritas no livro “Rua 2” , contos de Obdulio Nuñes Ortega.

Em textos curtos, que em sua maioria recebem como título o número das casas onde moram as personagens, Obdulio nos apresenta personagens urbanas detentoras de personalidades únicas que leva o leitor a sentir uma interação com a personagem. A estrutura da obra, aliada a capacidade criativa e refinada observação humana do autor faz do livro Rua 2 uma obra genial.  Destaco aqui os textos: Morador da rua 2, casa 11, casa 9, casa 15, casa 2, linhas cruzadas e Pescoços quebrados da rua 2. Não me atrevo a dizer que são os melhores textos do livro por acreditar que é impossível estabelecer este tipo de juízo. Prefiro dizer que são os textos que mais gostei dentro de um livro dinâmico, envolvente, gostoso de ler e que deveria ser parte da lista de leituras de quem realmente aprecia a literatura brasileira.

Quer ler? Acesse a Scenarium Plural e adquira seu exemplar!

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Sobre Sinatra e o adeus a um amigo. [BEDA08/#tbt]

Ano de 2009. Eu trabalhava em um Parque Cultural em São Vicente. Lugar agradável, réplica da primeira Vila do Brasil. Aos finais de semana, música ao vivo, baile frequentado pela Melhor idade. Eram meus dias favoritos pela animação e pelas canções. Vestida com o uniforme – réplica de vestimentas do século XV – eu borboleteava entre as mesas e casais que dançavam. Entre tantos músicos, um deles era meu favorito: Roberto Salvatore. Ele fazia o melhor cover do Frank Sinatra que já vi. Fisicamente não havia semelhança nenhuma, mas a voz… Que voz! E que repertório bem selecionado, variando entre o dançante e o romântico. Ao final, um pouco de música brasileira. Eu sempre pedia para ele tocar “O grande baile da saudade”, uma valsa do Francisco Petrônio. My way eu nem precisava pedir, já era parte do repertório. Lembro de ter pedido “Gentil Borboleta”, do Carlos Galhardo, canção que ele não chegou a tocar: Morreu, vítima de um câncer no ano de 2010. Foi uma perda. Na época, escrevi um poema, que deixo ao final do texto. Ele merecia palavras mais belas, mas foi o que consegui escrever de momento. Sempre lembro dele quando ouço os primeiros acordes do Sinatra.

Amigo que tão cedo partiu
Sem dar tempo de dizer até breve
Deixou em seu lugar uma saudade que meu coração nunca sentiu
Tão profunda como a palavra adeus, e tristemente constante como a brisa leve
Amigo querido, sempre lembrado
Sobre a Terra, um anjo a menos a caminhar
Tu és agora mais uma estrela no céu estrelado
Que para sempre vai brilhar
Num coral de anjos estás agora a cantar
No paraíso vivendo a eternidade
Deixando-nos eterna saudade
Espero que no céu algum dia, possamos nos reencontrar...

Se quiserem conhecer o único vídeo dele disponível na rede, é só clicar aqui.

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Caminhada [BEDA 07]

Há mais de uma semana não vejo a rua. Hoje, dia de trabalho presencial, decido voltar a pé para casa: São quase dez quilômetros de caminhada. Tempo ameno, vento no rosto. Pequenos prazeres que a pandemia nos tirou. Os passos desviando de buracos, pisos lisos, pedras soltas. Algumas casas mudaram de cor, alguns comercios fecharam para nunca mais, outros abriram. Portas meio abertas entregam seus produtos por delivery. Novos tempos, não necessariamente melhores.
Incrédula, observo que muitas pessoas ainda não utilizam máscaras. Não parece que há um vírus circulando. Já está escurecendo quando chego na avenida da praia. Ainda falta um bom pedaço de chão pra chegar em casa. Percebo que a academia reabriu: Seres mascarados se exercitam. É estranho de se ver. Sinto falta de frequentar os treinos, mas decidi: Retomo quando houver vacina ou talvez quando encontrar alguma atividade individual que me agrade. Diferente de tanta gente, tenho o mínimo de bom senso e prefiro não arriscar pegar-transmitir o vírus… Aliás o medo é um dos motivos que me leva a dispensar o transporte público e caminhar tantos quilômetros. O medo e a vontade de caminhar.
Chego em casa exausta, completamente incapaz de cumprir a minha prática diária de yoga ou de escrever resenhas, fotografar livros, preparar postagens. Hoje deixarei meus leitores e leitoras com uma foto do céu da minha cidade e esse breve relato de uma trabalhadora na pandemia.

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Os livros do #DesafioLiterpario2020 #Setembro e o último dia do BEDA (Blog Every Day August)

Chegamos ao último dia do mês de Agosto e, portanto, do desafio BEDA (Blog Every Day August) – Pela primeira vez consegui completar o desafio e postar todos os dias! Foi uma experiência difícil, em alguns dias a inspiração sumiu, em outros eu quase esqueci de postar e em outros eu queria fazer qualquer coisa menos ligar o computador, porém foi também uma experiência divertida e desafiadora então possivelmente eu faça uma pasta no meu computador e escreva aos pouquinhos trinta textos para o BEDA de Abril do ano que vem, quem sabe?

            Quem me acompanha sabe que este ano fiz a proposta de sair um pouco da minha zona de conforto literária sorteando todos os meses cinco livros com a intenção de ler ao menos um deles e postar o resumo nas redes sociais, para incentivar os amigos a lerem também. Infelizmente não há tantas pessoas acompanhando da forma como eu esperava, então o desafio tem sido mais algo de mim para mim. E tem sido divertido. Hoje eu fiz o sorteio dos livros a serem lidos em Setembro de 2009 e vou falar um pouco sobre eles com vocês:

Treinando a emoção para ser feliz – Augusto Cury: Esse livro já foi sorteado em algum dos meses anteriores do desafio e eu não consegui terminar, hora de tentar novamente!

Poemas Antológicos – Solano Trindade: Li esse livro tempos atrás e cheguei a postar no Instagran, mas não fiz um grande post nem falei sobre ele aqui no blog, então chegou o momento de fazer uma releitura e comentar com vocês sobre esses poemas incríveis!

Assim Falou Zaratrusta – Friedrich Nietzche: Um livro que exige várias releituras no decorrer da vida. Nietzche é um dos maiores filósofos de todos os tempos e sempre tem algo a dizer, mesmo após tantos anos de sua morte.

Triste Fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto: Literatura brasileira pré-modernista, com certeza é um livro cuja leitura será um desafio pelo contexto em que foi escrito.

Meus Primeiros Sonetos Clássicos – Organização Alexandre Carvalho/Silvio J. Estevam: Praticamente um livreto bem curtinho que apresenta sonetos selecionados de Shakespeare, Camões e Fernando Pessoa. Possivelmente eu inicie as leituras do mês por ele, pois ainda estou concluindo a leitura de outro livro do ano passado.

E vocês? Quais os planos de leitura para o próximo mês? Já leram alguns desses livros?  Comentem!

Esse post foi o último do projeto BEDA (Blog Every Day August) – Participaram também:

ObdulionoClaudia Viviane – Ale Helga – Drica – Lunna Guedes – Chris – Adriana – Mariana Gouveia

O Vampiro

Sou andarilho solitário

Domino cada madrugada

Em cada obscuro atalho

Deixo minha marca registrada

Em cada corpo sem vida

Uma única ferida

Duas presas perfuraram

Todo o teu sangue drenaram

Não temo o chumbo ou a espada

Não é tão fácil minha vida ceifar

Sou criatura desalmada

Da tua alma posso me alimentar

Não apareço no espelho

Encho-me de desejo

Pelo teu sangue vermelho

Teu futuro prevejo

Desejo animal

Instinto

Um copo de sangue tinto

Refeição frugal

(04-04-12)

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Claudia VivianeLunnaAle HelgaDricaMariana GouveiaChris ObdulionoAdriana

Dica: Noon App

Imagine uma rede social onde você pode postar textos, imagens e vídeos, contribuir com ideias, conhecer pessoas de diversos lugares e ainda ganhar dinheiro com isso? Essa é a ItsNoon! Você baixa o noon App no Google Play, faz seu cadastro e começa a responder as chamadas! Respondendo com criatividade, você recebe um girassol e vai acumulando. Quando for trocar, cada girassol equivale a um real! Bacana né? Lógico que numa rede que busca construir um mundo melhor não há espaço para egoísmo! Gostou de um projeto, relato ou imagem? Clique em apoiar! Ao apoiar, você está transfere um dos seus girassóis para a pessoa que postou o conteúdo (Se você não fizer isso, além de ser um babaca egoísta, você irá ficar sem ganhar mais girassóis pq a regra da rede é: receba e compartilhe uma parte do que recebeu). Você também pode postar ideias, fotos e vídeos diretamente na sua linha do tempo, como em qualquer outra rede! Você não vai ficar super rico com o Noon App, mas vai conhecer muitas pessoas e ideias e ainda acumular um dinheiro que pode dar aquela leve desafogada no final do mês.

Baixe no Google Play:

https://play.google.com/store/apps/details?id=net.itsnoon.mobile.itsnoon

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Ale HelgaObduliono Mariana GouveiaClaudiaDricaViviane

06 on 06 – A gosto

Pra alguns, desgosto

Como se o azar

Morasse no calendário

Agosto

Mês oito, faltam quatro

Pra mais um Feliz ano novo

De novo

Agosto

A gosto

Ao gosto

Que a vida tem.

06 fotos de alguns Agostos idos…

2014 – Luta pelo elementar direito de existir e demonstrar afeto, “beijaço” LGBTQI+ em Santos, em protesto contra a expulsão de um casal gay de um bar. Noite em que conheci pessoas incríveis ❤

2018 – Mais que amigos, camaradas! Reta final da campanha eleitoral 2018 #PSOL
Agosto/2017: Como diria Chorão “tão natural quanto a luz do dia”
Agosto/2019: Flores no quintal de casa ♡
Agosto/2019: Conhecendo um pouco mais sobre o alfabeto ❤ Exposição maravilhosa, na melhor companhia ♡
Agosto/2019: Te transformo em poesia…

Também participam do 06 on 06

ObdulionoMariana GouveiaLunna Guedes Ale Helga

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Letícia, o vizinho e o limoeiro – Ou como tudo começou, na versão dela.

(Algumas pessoas me chamaram no direct para dizer que curtiram a história da Letícia e de seus dois amores, então decidi continuar o conto – Se você ainda não leu o início, é só clicar aqui)

Letícia desceu até a garagem carregando um banquinho. Dirigiu-se até o muro que fazia divisa entre o prédio e o terreno que pertencia a uma velha senhora ranzinza. Posicionou o banquinho rente ao muro, testou algumas vezes buscando certificar-se de que estava firme e não iria tombar. Odiava ser baixinha! Fosse um pouco mais alta, conseguiria alcançar o galho do limoeiro esticando o braço. Subiu e cortou duas folhinhas daquela preciosidade, guardando-as junto com a tesoura no bolso da calça. Repentinamente, um animal se mexeu entre os galhos, ela se assustou e sentiu o corpo ser arremessado para trás. Quis o acaso que um par de mãos a segurasse pela cintura naquele momento, guiando-a para o chão. Era o vizinho do andar de cima. Ela sorriu sem graça, agradecendo pela ajuda. Não conseguia encará-lo depois de quase cair literalmente em cima dele. O gato que a havia assustado postara-se no muro, com os pelos arrepiados e olhar ferino, era um animal magnífico. Ela buscava na memória o nome do vizinho enquanto ficava ali, parada, observando-o esticar o braço e retirar duas folhas de limão. “- Vamos subir?” – Ele falou retirando-a da letargia em que se encontrava. Letícia pegou o banquinho e caminhou lado a lado com o homem. “- Algumas vezes eu venho até aqui para buscar essas folhas de limão, elas são um ingrediente importante para um prato que aprendi a cozinhar ainda garota: O caril tailandês – Embora, na verdade, eu não tenha plena certeza de que se trata de um prato tailandês.”. Ela falou buscando quebrar o silêncio. Ele abriu a porta do elevador, sinalizando para que entrasse e sorriu pontuando que a intenção dele ao pegar as folhas fora a mesma que a dela: Preparar o caril tailandês, velha receita da avó. “– Seu apartamento é o 701, certo?” perguntou, quando abriu a porta para que ela descesse no sétimo andar. Ela apenas balançou a cabeça. “- Muito bem! Boa noite e bom jantar. Quando quiser companhia para colher folhas do limoeiro, me avisa”. Parecia que o gato havia comido a língua de Letícia, que novamente acenou com a cabeça, respondendo um tímido “tudo bem”. Naquela noite, um pouco mais tarde, ouviu alguém bater na porta e, quando foi atender, encontrou uma sacola com uma quentinha e um bilhete: “Aprecie uma amostra da minha aparentemente não tão exclusiva receita de caril, atenciosamente, vizinho do 805”. Ela sorriu e, sem pensar muito, colocou um pouco do que ela havia terminado de preparar em um potinho e subiu até o andar de cima, retribuindo a gentileza. De fato, o tempero dele era excelente e o sabor surpreendente com a troca do tradicional frango por cogumelo shimejji. Seria ele vegetariano? E será que ele iria ler o número do telefone dela escrito a lápis no final do bilhete que ela havia deixado?”

Receita: Caril Tailandês

400gs de Shimejji

1 cebola picada

1 dente de alho

½ bulbo de erva doce picado

1 colher (chá) de coentro moído

½ colher (chá) de pimenta vermelha picada

1 colher (chá) de raspas de casca de limão

1 colher (chá) de páprica

½ colher (chá) de cominho moído

2 colheres (sopa) de óleo

3 colheres (sopa) de shoyo

1 xícara de leite de coco

2 folhas de limão

2 pimentões vermelhos ou amarelos fatiados

10 cebolinhas fatiadas em tirinhas

Higienize e refogue bem o shimejji com um pouco de sal e azeite. Retire da panela e reserve. Bata no liquidificador a cebola, o alho, a erva-doce, coentro, pimenta, raspas de limão, páprica e cominho. Aqueça o óleo no fundo da panela onde já havia refogado os shimejjis ou então use uma frigideira funda e larga. Junte os temperos batidos e cozinhe por dois minuto. Adicione o Shimejji e mexa delicadamente até envolver totalmente no tempero. Junte o molho de soja, o leite de coco, as folhas do limão, 2/3 de  xícara de água, os pimentões e as cebolinhas. Cozinhe por mais quinze a vinte minutos e sirva em seguida.

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