Pintura corporal no Condado

Em 2019 participei pela primeira vez de um evento onde meu corpo serviu de tela para o Adriano Dica e sua arte. Em novembro do mesmo ano, um novo convite e novas fotos, com um desafio a mais: O pincel traçou seus desenhos sobre o meu corpo nu, enquanto alguns fotógrafos e fotógrafas se ocupavam registrando cada momento. Aí veio a pandemia,os cuidados e o isolamento. Eis que este ano surgiu um novo convite e lá fui eu – E a proposta foi ainda mais ousava-divertida: Pintura corporal em uma exposição de artes. Os primeiros traços foram feitos longe de olhos curiosos, depois a porta foi aberta e quem quis pode espiar o artista dando os derradeiros retoques na tela-viva – tela essa que inclusive passeou pelos ambientes da festa e aproveitou para recitar um poema, vestida de tinta e coragem. 

A sensação da nudez é  algo que caminha na corda bamba entre a liberdade de se permitir existir no mundo de uma forma muito próxima a que estava quando chegou nele e o receio de julgamentos equivocados. Além disso, é gratificante servir de tela para a obra de um artista. Na pintura corporal, a tela, objeto de tanto trabalho e inspiração, dura um tempo tão curto – é preciso curtir cada instante desde o início dos trabalhos, aproveitar a sensação de curiosidade, as cócegas do pincel sobre a pele, o cansaço dos músculos imóveis enquanto a arte é criada para sua efêmera existência – Ainda bem que as câmeras existem para imortalizar esses momentos. 

Observação: O condado é um bar-estúdio de tatuagem-barbearia localizado na Rua Ana Pimentel 66, Centro de São Vicente/SP. Apareçam por lá quando estiverem visitando a cidade. 

Papai Noel & Magia & filminhos! Feliz Natal!

Esse ano está muito diferente de qualquer coisa que imaginamos não é mesmo?  Quem for responsável não irá viajar ou reunir a família – Como eu disse em outro texto, em 2020 a maior prova de amor é ficar longe, é um ano que pede uma ceia simples e a companhia apenas das pessoas que já moram sob o mesmo teto. Pensando nisso durante o mês de Novembro eu me dediquei a assistir vários filmes de Natal, pensando em trazer para vocês uma super seleção de filmes para assistir em casa nessa noite tão especial! Então, segurem as dicas aí!

Amor com data marcada

Ela é solteira e não agüenta mais a pressão da família para encontrar alguém. A solução parece simples: Encontrar um ferigato (gato do feriado), um homem para acompanhá-la nas festas familiares e feriados. Será que o amor consegue respeitar datas marcadas? Uma comédia romântica fofa, com clima de Natal.

Nota de 0 a 5: 4

Operação presente de Natal

Uma base militar utilizando seus aviões para distribuir presentes entre pessoas que vivem em pequenas ilhas isoladas acaba chamando a atenção de uma deputada que envia sua assistente para verificar a utilização indevida da base e recomendar seu fechamento, entretanto, a magia do Natal pode fazer muita coisa acontecer.

Nota de 0 a 5 :5

Deixe a neve cair

Uma cidade pequena, um ônibus quebrado na Neve e um encontro improvável entre um cantor famoso e uma jovem bonita e focada em fazer a mãe doente ter um Natal divertido. Poderia ser um drama, mas as histórias paralelas trazem um tom de comédia e fazem de “deixe a neve cair” uma daquelas histórias fofas e divertidas.

Nota de 0 a 5: 4

Sintonizados pelo amor

Eles cresceram juntos e, adultos, apresentam um programa de sucesso na rádio – Até o dia em que recebem a proposta de apresentar durante um programa de rádio ao vivo seus parceiros românticos para as famílias durante a tradicional ceia de Natal, sempre comemorada no restaurante da família dele. Tudo parece bem até eles levarem um fora. Fingir que são um casal pode parecer uma boa ideia, eles só não imaginavam as expectativas que causariam em suas famílias e o terremoto que a mentira causaria na família. Será que a amizade irá sobreviver?

Nota de 0 a 5: 5

Encanto de Natal

Uma talentosa fotógrafa, um amigo apaixonado e um calendário mágico. Neste filme repleto de neve e magia, vamos acompanhar o nascimento de um grande amor. Um filme delicioso.

Nota de 0 a 5: 5

Tudo bem no Natal que vem

Ele odeia o Natal – Até que um acidente faz com que sofra de uma misteriosa amnésia que o faz esquecer tudo o que passou entre um Natal e outro, como se todos os dias fossem noite natalina. Essa comédia brasileira traz uma profunda reflexão sobre o valor da família e as escolhas feitas na vida.

Nota de 0 a 5: 5.

Gostaram da lista? Deixem comentários!

Hoje, apesar do caos, eu quero falar de amor.

Finalmente a chuva e o frio típicos do inverno estão dando as caras por aqui. E com o frio meu humor diário melhora e por alguns momentos, eu encaro a página em branco pensando: Não, hoje eu não vou falar sobre o governo jogando para ocultar o número de mortos da COVID (e dizendo que a intenção era melhorar o sistema), nem sobre as sinistras filas nos comércios que vão aos poucos reabrindo durante o pico da pandemia ou sobre o fato de que países europeus proibiram vôos vindos do Brasil ao ver o descontrole da situação por aqui… Pois é, eu realmente não quero falar sobre tudo isso, mas já acabei falando. Entretanto, no próximo parágrafo eu prometo ignorar o caos e falar de amor. Não porque foi o dia dos namorados na sexta feira – Coisa que eu esqueci e acabei não preparando uma listinha de músicas ou filmes fofos para postar aqui no blog. Quero falar de amor em um sentido que acompanhe meus textos de domingo: O amor que acontece no mundo e todo seu sentido social e politico.

E como o amor é bem mais que a relação romântica que ocorre entre pessoas começaremos falando logo de um tema polêmico – Nesta Quinta Feira foi exibido no canal Corpo Rastreado (youtube) a peça teatral “O Evangelho Segundo Jesus, A Rainha do Céu”, monólogo onde a atriz e ativista trans Renata Carvalho recria a vida de Cristo vindo ao mundo como uma travesti. A peça, exibida na emblemática data no feriado de Corpus Christi, reflete sobre o amor na sociedade, sobre empatia e sobre a forma como as minorias são tratadas – Afinal, como seria se Jesus realmente voltasse como uma pessoa trans? A autora transexual Jô Clifford consegue passar uma verdadeira imagem de amor.

A segunda notícia sobre o amor é mais romântica e polêmica: Um trisal de Sorocaba está esperando o nascimento do segundo bebê. Para quem não sabe, trisal é uma relação amorosa entre três pessoas. Diferente do que muitas pessoas pensam, a poligamia não é sinônimo de pessoas tendo relações aleatórias e sem cuidado. O poliamor ou poliafetividade é uma relação onde os envolvidos possuem a intenção de manter uma relação romântico-amorosa com respeito, atenção e carinho entre si, por longo prazo (sabe o “até que a morte os separe?”, então, imagine isso dito por três pessoas e vocês irão entender o conceito de trisal). A família de Sorocaba é formado por Marília Gabriela, Natali Júlia, Jonathan e o filho Raoni, além da menina que ainda irá nascer – De acordo com a reportagem, a relação teve início em 2011 e, como em muitos casos, as pessoas envolvidas não pensavam em formar um trisal. Infelizmente no Brasil as uniões poliafetivas são proibidas e as já existentes foram anuladas – O que não impede que, de fato, existam pessoas vivenciando essa rotina e tendo dia a dia seus direitos negados perante a legislação de um Estado que insiste em querer comandar o sentimento e o corpo das pessoas, ditando regras que não lhe caberiam ditar – Tudo em nome de moral e bons costumes – Conceitos que as bancadas do Boi, da Bala e da Bíblia e seus seguidores já jogaram pelo ralo há muito tempo e que, de verdade, jamais deveriam ter como balizas a maneira como os seres humanos decidem amar e utilizar seus próprios corpos.

Quem quiser ler a reportagem original sobre o trisal, é só clicar aqui no link.

O que você deixou de ser quando cresceu?

Despertador tocou, noite morreu, amanheceu
O tempo passou, correu. O que aconteceu?
O que você deixou de ser quando cresceu?
Ficou no passado o sonho de princesa
Pula da cama depressa e põe o café na mesa
Arruma logo essa marmita e não esquece a sobremesa
E vê se corre pro ponto, não perde o horário da carruagem
Que já virou busão lotado e te assalta na passagem
Confere o visual, logo cedo passa batom e maquiagem
Salto alto pros pés que não encontraram sapato de cristal
Ta bonita? E tá cansada!Quanta correria pra quase nada no final
Se olhar pra cima, cadê o céu azul e as nuvens de algodão?
Só tem o teto e lâmpadas. Ou céu cinza, chuva ácida, poluição
Se olhar no espelho – Um susto! O tempo realmente voou
Onde, nesse percurso, tudo se perdeu? Onde será que ficou:
O sonho de ser bailarina, pirata, astronauta, caminhoneira?
E a alegria de ler um livro e depois desenhar a tarde inteira?
O que você deixou de ser quando cresceu?
Trocou os brinquedos por uma profissão
Mas ninguém te avisou que o trabalho seria sua prisão?
Deixou pra trás tantos sonhos, tantas estradas
Agora se perde nas escadas
Buscando o lugar mais alto da tal pirâmide social
Nem se importa mais se o mundo é desigual
Perdeu a empatia até pela natureza, pelo animal
O que será que aconteceu? Onde você se perdeu?
O que você deixou de ser quando cresceu?
A criança deixada numa curva qualquer
Reaparece no dia 12 de outubro em alguma fotografia
Se ela pudesse falar com você, o que será que diria?
Será que te olhando agora, ela iria se reconhecer?
E amanhã, e depois e depois? Até quando vai se arrastar?
O que você perdeu? O que deixou de ser quando cresceu?
O que eu, você, ele, nós, ela, o que todo mundo esqueceu?
Será que o sentido de viver é apenas sobreviver?
Olha pra trás e dessa vez tenta não esquecer
Que você pode (e deve) sim amadurecer
Mas não deve abandonar num canto da estrada
Aquela criança que sonhava acordada
E tinha no coração a esperança de fazer
De seu caminho, um novo alvorecer

Dicas Literárias: Cidade do Sol – Prosa e Poesia (Vários autores)

Há livros que emocionam pela leveza. Outros pela profundidade da história. Há livros cujo vocabulário nos oprime em nossa (natural) ignorância das coisas e há livros cuja leitura é tão simples e a mensagem tão vasta que nos balança a alma: Não é preciso afinal falar difícil para falar muito. Cada livro tem seu valor cultural e cada leitor se deixa tocar de diferente forma. O livro “Cidade do Sol – Prosa e Poesia” é um livro tocante não apenas pelo conteúdo, mas pelo seu histórico: Uma obra formulada por secundaristas da ETEC de Heliópolis (São Paulo-SP). Adolescentes escrevendo poesias e contos para entreter e emocionar o leitor já é motivo de comemoração e emoção, entretanto, se pensarmos bem, vamos perceber que ao parar e derramar sua imaginação e emoções sobre o papel, o jovem está escrevendo um novo futuro e isso sim emociona, principalmente quando trata-se de jovens de bairros periféricos. O que significa pra esses jovens ter a oportunidade de expor seu criar para o público além dos muros escolares? Que magnífico incentivo para que busquem produzir cultura, para que aumentem a auto-estima! Não sei se após este volume outros foram elaborados, espero que sim (Se alguém souber, me conte!) mas sei que espero que algum destes alunos veja esse post e saiba que o livro chegou até a baixada santista e continuará circulando através de trocas e adoções! Espero que essa postagem seja um incentivo para que se faça mais projetos de escritas com jovens e crianças – O resultado é incrível!

O dia em que levei minha arte para a rua

As pessoas sempre caminham tão apressadas, não é mesmo? Entre idas e vindas, celulares e compromissos inadiáveis, parece que o tempo para a poesia está cada vez mais escasso – Diante deste cenário, surgiu uma ideia: Fazer arte de rua! Uma cestinha cheia de poesias em um lugar movimentado da cidade. Qual seria a reação das pessoas? Iriam parar? Pegariam algum poema? Conversariam com a autora? Com o coração batendo forte e a mente cheia dessas dúvidas eu fui para a rua hoje. A primeira surpresa foi no instante em que parei para “montar” a cesta – Enquanto colava a plaquinha com durex, um senhor parou e pediu uma poesia. Posteriormente, outras pessoas, dentre elas um antigo professor muito querido, vieram, pararam, conversaram – muitas inclusive deram uma contribuição financeira (que irá custear as xérox para as próximas edições). Foram horas muito agradáveis e surpreendentes! Espero realmente ter feito o domingo de muita gente um pouco mais poético e feliz com as minhas singelas cartas e poesias.

Amanhã é segunda e eu estarei com o coração quentinho de tantos sorrisos que recebi hoje.

arte na rua

Resenha do livro: Personas Sexuais (Camille Paglia)

Personas Sexuais é o livro indicado como leitura do mês de junho na minha lista literária de 2015 – como podem ver, estou bastante atrasada na minha lista mínima de leituras deste ano, a despeito de ter lido neste lapso de tempo alguns outros livros… Seja como for, aí vai um pequeno comentário sobre a obra!

A autora descortina a história da arte de forma que pode parecer inusitada: Ela analisa a história da arte num conjunto com a história da civilização humana e, principalmente, da sexualidade humana. Para Camille a própria anatomia sexual revela a tendência do homem para atingir um objetivo, um ponto, uma arte esteticamente bela e organizada, uma vez que o órgão sexual masculino é comparável a uma seta que indica, busca caminhos. Em contrapartida, o feminino é o misterioso, o selvagem, o oculto – a força desconhecida da mãe terra – e por isso não gera objetivos e sim energia primordial que não levaria a uma evolução sem presença do masculino. A opinião da autora pode, a princípio, parecer machista ou sexista, porém, excluindo-se este fato, a leitura torna-se bem interessante.

Num todo o livro é interessante, porém eu não o indicaria a pessoas que não possuam uma grande curiosidade acerca da história da arte. Também cabe salientar que de quase nada adianta ler a obra sem um prévio conhecimento sobre o tema, uma vez que a autora cita como exemplos não apenas diversas obras literárias e autores, como também esculturas e pinturas – confesso, aliás, que várias vezes no decorrer da leitura fez-se necessário parar acessar a internet e pesquisar sobre o pintor, escultor ou escritor citado, uma vez que apesar de apreciar muito a literatura, tenho pouco conhecimento acerca da história da arte.

A voz

Hoje o dia amanheceu algo ensolarado – aquele sol “ardido” que é quase sempre prenúncio de chuva. Sexta feira preguiçosa e por algum motivo, melancólica. Estava atarefada em casa e decidi fazer algo que sempre me embala a alma: Ouvir música. Confesso que tenho muitas e diversificadas músicas na memória do computador e muitas vezes passo meses sem sequer ouvir algumas seqüências. Hoje ao selecionar as músicas que fariam a trilha sonora do meu dia deparei-me com algumas que embora eu goste muito não ouvia há meses: As músicas do grande Frank Albert Sinatra. Sim… Eu sempre apreciei muito ouvir Frank Sinatra: A voz, o ritmo, tudo perfeito! Posso dizer seguramente que em algumas épocas que suas músicas foram minha única trilha sonora. E hoje meu dia transcorreu assim – Na cozinha, testando receitas e ouvindo canções maravilhosas. Quer sexta feira melhor?

Abaixo, meu “top 5” entre as músicas deste homem que ficou conhecido como “a voz”:

1) My way

Curiosamente esta canção é uma versão da francesa “come d’habitude” do Claude François. Ambas são tão lindas e suaves que eu não poderia deixar de incluir o vídeo da versão original. A versão em língua inglesa fala sobre a vida de um homem e o que ele fez dela, a francesa tem como tema a vida de um casal.

My way

And now the end is near
And so I face the final curtain
My friend, I’ll say it clear
I’ll state my case of which I’m certain

I’ve lived a life that’s full
I traveled each and every highway
And more, much more than this
I did it my way

Regrets, I’ve had a few
But then again, too few to mention
I did what I had to do
And saw it through without exemption

I’ve planned each charted course
Each careful step along the byway
And more, much more than this
I did it my way

Yes there were times, I’m sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all when there was doubt
I ate it up and spit it out

I faced it all and I stood tall
And did it my way

I’ve loved, I’ve laughed and cried
I’ve had my fill, my share of losing
And now as tears subside
I find it all so amusing

To think I did all that
And may I say, not in a shy way
Oh, no, oh, no, not me
I did it my way

For what is a man, what has he got?
If not himself, than he has naugth
To say the things he truly feels
And not the words of one who kneels

The record shows, I took the blows
And did it my way

Tradução: Meu Jeito

E agora o fim está próximo
E portanto encaro o desafio final
Meu amigo, direi claramente
Irei expor o meu caso do qual estou certo

Eu tenho vivido uma vida completa
Viajei por cada e todas as rodovias
E mais, muito mais que isso
Eu o fiz do meu jeito

Arrependimetos, eu tive alguns
Mas aí, novamente, pouquíssimos para mencionar
Eu fiz o que eu devia ter feito
E passei por tudo consciente, sem exceção

Eu planejei cada caminho do mapa
Cada passo, cuidadosamente, no correr do atalho
E mais, muito mais que isso
Eu o fiz do meu jeito

Sim, em certos momentos, tenho certeza que tu sabias
Que eu mordia mais do que eu podia mastigar
Todavia fora tudo apenas quando restavam dúvidas
Eu engolia e cuspia fora

Eu enfrentei a tudo e de pé firme continuei
E fiz tudo do meu jeito

Eu já amei, ri e chorei
Cometi minhas falhas, tive a minha parte nas derrotas
E agora conforme as lágrimas ficam para trás
Eu acho tudo tão divertido

E pensar que eu fiz tudo isto
E devo dizer, sem muita timidez
Ah, não, ah, não, não eu
Eu fiz tudo do meu jeito

E para que serve um homem, o que ele possui?
Senão ele mesmo, então ele não tem nada
Para dizer as coisas que ele sente de verdade
E não as palavras de alguém de joelhos

Os registros mostram, eu recebi as pancadas
E fiz tudo do meu jeito

Versão original: Comme d’habitude

Je me lève
Et je te bouscule
Tu n’te réveilles pas
Comme d’habitude

Sur toi
Je remonte le drap
J’ai peur que tu aies froid
Comme d’habitude

Ma main
Caresse tes cheveux
Presque malgré moi
Comme d’habitude

Mais toi
Tu me tournes le dos
Comme d’habitude

Alors
Je m’habille très vite
Je sors de la chambre
Comme d’habitude

Tout seul
Je bois mon café
Je suis en retard
Comme d’habitude

Sans bruit
Je quitte la maison
Tout est gris dehors
Comme d’habitude

J’ai froid
Je relève mon col
Comme d’habitude

Comme d’habitude
Toute la journée
Je vais jouer
A faire semblant
Comme d’habitude
Je vais sourire
Comme d’habitude
Je vais même rire
Comme d’habitude
Enfin je vais vivre
Comme d’habitude

Et puis
Le jour s’en ira
Moi je reviendrai
Comme d’habitude

Toi
Tu seras sortie
Pas encore rentrée
Comme d’habitude

Tout seul
J’irai me coucher
Dans ce grand lit froid
Comme d’habitude

Mes larmes
Je les cacherai
Comme d’habitude

Mais comme d’habitude
Même la nuit
Je vais jouer
A faire semblant
Comme d’habitude
Tu rentreras
Comme d’habitude
Je t’attendrai
Comme d’habitude
Tu me souriras
Comme d’habitude

Comme d’habitude
Tu te déshabilleras
Oui comme d’habitude
Tu te coucheras
Oui comme d’habitude
On s’embrassera
Comme d’habitude

Comme d’habitude
On fera semblant
Comme d’habitude
On fera l’amour
Oui comme d’habitude
On fera semblant
Comme d’habitude

Tradução da versão original: Como de Costume

Eu me levanto
E te procuro
Mas você acorda não acordará
Como de costume

Sobre você
Eu coloco o lençol
Tenho medo que você tenha frio
Como de costume

Minha mão
Acaricia seu cabelo
Quase a pesar
Como de costume

Mas você
Você vira as costas para mim
Como de costume

Então
Eu me visto rapidamente
Deixo o quarto
Como de costume

Sozinho
Eu bebo meu café
Estou atrasado
Como de costume

Silenciosamente
Saio de casa
O céu está cinza lá fora
Como de costume

Eu sinto frio
Levanto minha gola
Como de costume

Como de costume
O dia inteiro
Eu vou jogar
Um faz de conta
Como de costume
Eu vou sorrir
Como de costume
Eu vou até rir
Como de costume
Finalmente eu vou viver
Como de costume

E depois
O dia acabará
E eu voltarei
Como de costume

Você
Você terá saído
E ainda não terá voltado
Como de costume

Sozinho
Eu irei me deitar
Nesta cama fria
Como de costume

Minhas lágrimas
Deixarei cair
Como de costume

Mas como de costume
Bem tarde da noite
Eu vou jogar
Um faz de conta
Como de costume
Você voltará
Como de costume
Eu te esperarei
Como de costume
Você sorrirá para mim
Como de costume

Como de costume
Você se despirá
Sim, como de costume
Você se deitará
Sim, como de costume
Nós nos beijaremos
Como de costume

Como de costume
Vamos fingir
Como de costume
Amaremos-nos
Sim, como de costume
Vamos fingir
Como de costume

2) Fly me to the moon

Como ouvir esta canção e não se apaixonar?

Fly Me To The Moon

Fly me to the moon and
Let me play among the stars
Let me see what spring is like
On jupiter and mars
In other words, hold my hand
In other words, baby, kiss me

Fill my heart with song and
Let me sing for ever more
You are all I long for
All I worship and adore
In other words, please, be true
In other words, I love you

Fill my heart with song and
Let me sing for ever more
You are all I long for
All I worship and adore
In other words, please, be true
In other words
In other words
I, I love, I love you

Tradução: Me Leve Para a Lua

Me leve para a lua e
Me deixe brincar entre as estrelas
Me deixe ver como é a primavera
Em Júpiter e Marte
Em outras palavras, segure minha mão
Em outras palavras, amor, me beije

Encha meu coração com música e
Deixe-me cantar sempre mais,
Você é tudo que por muito tempo procurei
Tudo que eu venero e adoro
Em outras palavras, por favor,seja sincera
Em outras palavras, eu amo você

Encha meu coração com música e
Deixe-me cantar sempre mais,
Você é tudo que por muito tempo procurei
Tudo que eu venero e adoro
Em outras palavras, por favor, seja sincera
Em outras palavras
Em outras palavras
Eu, eu amo, eu amo você

3) Something Stupid

Falar sobre um amor incerto em um ritmo alegre e descontraído.

Something Stupid

I know I stand in line,
Until you think you have the time
To spend an evening with me

And if we go some place to dance
I know that there’s a chance
You won’t be leaving with me

And afterwards we drop into a quiet little place
And have a drink or two
And then I go and spoil it all
By saying something stupid
Like: “I love you”

I can see it in your eyes
That you still despise the same old lines
You heard the night before

And though it’s just a line to you
For me it’s true
It never seemed so right before

I practice every day
To find some clever lines to say
To make the meaning come true

But then I think I’ll wait
Until the evening gets late
That I’m alone with you

The time is right
Your perfume fills my head
The stars get red
And oh, the night’s so blue

And then I go and spoil it all
By saying something stupid
Like: “I love you”

The time is right
Your perfume fills my head
The stars get red
And oh, the night’s so blue

And then I go and spoil it all
By saying something stupid
Like: “I love you”

“I love you”
“I love you”
“I love you”

Tradução: Algo Estúpido

Eu sei, eu fiquei na fila
Até você pensar que tem um tempo
pra passar uma noite comigo

E vamos à algum lugar pra dançar
Eu sei que há uma chance
De que você não irá sair comigo

E depois vamos à um lugarzinho silencioso
E tomamos um drink ou dois
E então vou eu estrago tudo
Dizendo algo estúpido
como: “Eu te amo”

Eu posso ver isso em seus olhos
Que você ainda despreza os modos antigos
Que você ouviu a noite anterior

Porém, isso é só uma frase pra você
Pra mim isso é verdadeiro
Isso nunca pareceu tão certo antes

Eu treino todos os dias
Para achar algo engenhoso pra te dizer
Para fazer o significado real

Mas então eu penso, eu vou esperar
Até a noite tardar
E estar sozinho com você

O tempo está certo
Seu perfume enche a minha cabeça
As estrelas ficam vermelhas
E deixa a noite tão azul

E então eu vou e estrago tudo
Dizendo algo estúpido
como: “Eu te amo”

O tempo está certo
Seu perfume enche a minha cabeça
As estrelas ficam vermelhas
E deixa a noite tão azul

E então eu vou e estrago tudo
Dizendo algo estúpido
como: “Eu te amo”

“Eu te amo”
“Eu te amo”
“Eu te amo”

4) Just Friends

Sabe aquela história de amor que acabou em amizade e coração partido? Então… Essa música diz tudo!

Just Friends

Just friends, lovers no more, just friends, but not like before
To think of what we’ve been, and not to kiss again
Seems like pretending, it isn’t the ending
Two friends, drifting apart, two friends, but one broken heart
We loved we laughed we cried, then suddenly love died
The story ends and we’re just friends
We loved we laughed and we cried, then suddenly love died
The story ends and we’re just friends

Tradução: Apenas Amigos

Apenas amigos, amantes não mais, apenas amigos, mas não como antes
Para pensar no que nós estamos sendo, não nos beijar de novo
Parece fingimento, isso não é o final
Dois amigos, sendo levados, dois amigos, mas um coração partido
Nós amamos, nós rimos, nós choramos, então o amor de repente morreu
A história acaba e nós somos apenas amigos
Nós amamos, nós rimos, nós choramos, então o amor de repente morreu
A história acaba e nós somos apenas amigos

5) New york, New york

Talvez uma das canções mais clássicas gravadas pelo mestre Sinatra! A esperança de uma vida em Nova York!

New York, New York

Start spreading the news
I’m leaving today
I want to be a part of it
New York, New York

These vagabond shoes
Are longing to stray
Right through the very heart of it
New York, New York

I wanna wake up in that city
That doesn’t sleep
And find I’m king of the hill
Top of the heap

These little town blues
Are melting away
I’ll make a brand new start of it
In old New York

If I can make it there
I’ll make it anywhere
It’s up to you
New York, New York

New York, New York
I want to wake up
In that city that never sleeps
And find I’m a number one, top of the list
King of the hill
A number one

These little town blues
Are melting away
I’m gonna make a brand new start of it
In old New York

And
If I can make it there
I’m gonna make it anywhere
It’s up to you
New York, New York, New York

Tradução: Nova York, Nova York

Comece a espalhar a notícia
Estou partindo hoje
Eu quero ser parte disso
Nova Iorque, Nova Iorque

Estes sapatos vagabundos
Estão querendo ir
Direto pelo coração de
Nova Iorque, Nova Iorque

Eu quero acordar naquela cidade
Que nunca dorme
E descobrir que sou o rei do pedaço
O maioral

Esta melancolia de cidadezinha
Está se derretendo
Eu terei um novo começo
Na velha Nova Iorque

Se eu conseguir lá
Eu conseguirei em qualquer parte
Só depende de você
Nova Iorque, Nova Iorque

Nova Iorque, Nova Iorque
Eu quero acordar
Naquela cidade que nunca dorme
E descobrir que sou um número um, no topo da lista
O Rei da colina
O número um

Essa melancolia de cidadezinha
Está derretendo
Eu terei um novo começo
Na velha Nova Iorque

E se eu conseguir lá
Eu vou fazer isso em qualquer lugar
Só depende de você
New York, New York, New York

Entre outras coisas ouvir estas canções traz-me lembranças de um grande amigo já falecido que fazia o melhor cover do Frank que eu já assisti. Em homenagem a ele, deixarei um vídeo para quem quiser conhecer:

E para quem assim como eu é fã, vale a pena lembrar que Sinatra não foi apenas um cantor: Ele atuou em vários filmes! Dentre eles o meu preferido é “A um passo da eternidade”. Vale a pena assistir e chorar um pouco!

Quem canta seus males espanta.

Já diz a antiga sabedoria “Quem canta seus males espanta”. Ontem, 26/08/2014 em Sessão Solene instaurada para comemorar o “Dia do Coral” (instituído em Santos pela Lei Municipal 2157/2003), foi possível sentir a veracidade do ditado popular. O Teatro Guarani, tradicional na cidade, tornou-se palco para a apresentação de alguns corais, dentre eles o Coral Canto Livre e o Coral Infantil da Legião da Boa Vontade.

            Como integrante do Coral Canto Livre, posso dizer que foi uma grande emoção estar no palco do Teatro Guarani, não só pela oportunidade maravilhosa de cantar, mas, principalmente por ver frutificar em tão bela apresentação o esforço de todos os integrantes, do tecladista Décio e da maestrina, D. Meire.

            Como espectadora, não há como negar a emoção diante da apresentação dos outros corais, especialmente o da Legião da Boa Vontade, formado por crianças e adolescentes.

            Foram ao todo seis apresentações, sendo cinco de corais da cidade e uma da banda infanto-juvenil “Querô”. E a cada canção foi possível sentir a dedicação de todos que ali estavam. Música não é apenas uma fórmula pronta. Cantar ou tocar é dividir um pouco da sua alma com quem está ali para assistir. Cantar em grupo é dividir suas emoções com cada colega em cada ensaio, e, justamente toda essa dedicação e entrega faz com que cantar espante os males da alma. E assistir outras pessoas cantarem faz muitas vezes com que os olhos se encham d’água, lavando a alma das tensões desnecessárias acumuladas no dia-a-dia. Enquanto houver no mundo professores que se dediquem a ensinar a Arte da música e alunos que desejem aprender, haverá uma luz e esperança de um futuro melhor.

            Fica aqui a homenagem a todos os cantores, regentes e músicos que, profissionalmente ou não dedicam seu tempo a aprender, ensinar, ensaiar e apresentar-se, fazendo os dias mais belos e esperançosos!

No vídeo, apresentação do Coral Canto Livre, do qual eu tenho a alegria de fazer parte, interpretando a canção Ameno, do grupo Era. 

Por que a Arte?

Há algumas semanas participei de uma oficina na escola de teatro TESCOM*. Excelentes professores, excelente programação, uma noite que transcorreu de forma perfeita, com muita energia e exercícios para despertar corpo, mente,  concentração, percepção e ritmo. Entretanto, o que marcou a noite foi a conversa ao final da oficina. Todos sentados em círculo e, de repente o professor Marcus Di Bello pergunta: Porque a arte? O que nos motiva a escolher trazer a arte para a nossa vida? Ninguém nunca havia me feito essa pergunta… E eu nunca havia parado para pensar numa resposta…

Comecei a pensar e lembrar quantas vezes a arte fez parte da minha vida, quais as sensações que me ficaram na memória e me surpreendi! Lembrei o primeiro livro que li ainda em tenra infância e a alegria de concluí-lo! As primeiras emoções e lágrimas que brotaram diante do primeiro romance lido na adolescência (Amor de Perdição – Camilo Castelo Branco); lembrei o encanto diante de cada peça teatral – os olhos fixos naquelas pessoas que davam vida às histórias ali, ao vivo, se dedicando a nos fazer rir, chorar, refletir… Lembrei do meu corpo vibrando quando comecei a praticar dança do ventre e da alegria ao acertar os primeiros passos… Do encanto de ver as mais experientes dançando com maestria… Lembrei as noites em que vi pessoas se divertindo ao som de alguma banda em algum barzinho e das noites em que vi idosos dançando felizes como se os anos não lhes pesassem – quem lhes proporcionaria tal alegria senão artistas, músicos, professores de dança? E a sensação de tocar esculturas, traçar com os dedos as curvas tão trabalhadas por alguém que passou horas no exaustivo trabalho de criar, talhar, modelar? Depois vieram lembranças ainda mais doces e recentes: A primeira vez que o amor da minha vida segurou minhas mãos durante uma apresentação de orquestra no SESC… O primeiro beijo ao som de “faroeste caboclo” da banda Legião Urbana… E o quanto ainda me sobem lágrimas aos olhos quando essa música toca, ou quando vejo uma orquestra – lágrimas de alegria enquanto estávamos juntos, lágrimas de saudade depois que o romance acabou…

E o que tudo isso que relatei tem a ver com a pergunta? Simples! Relembrando tudo isso eu entendi finalmente o que me move em direção à arte quando quase todos ao meu redor insistem em dizer que eu deveria desistir: O que me move é a vontade de causar em outras pessoas as mesmas emoções que senti! Não é vaidade, não é vontade de ser famosa, conhecida, de arrastar multidões ou fechar contratos milionários… Tudo isso pode acontecer ou não na vida de qualquer artista, mas nada disso é, no meu coração, motivo para dedicar a vida a algo. Em palavras simples, posso dizer que o que realmente me move é a vontade de entregar meu corpo, minha voz, minha alma e ser um instrumento capaz de emocionar, de inspirar, de fazer sorrir. A vontade de retribuir todas as emoções, de passar para frente uma energia boa. A vontade de um dia poder ensinar outras pessoas que também tenham o desejo de seguir a mesma estrada. Não me vejo fazendo da arte um “hobby” como muitas vezes me é sugerido, não, não seria o suficiente… Não é algo que eu deseje fazer “de vez em quando” e sim algo que deve me consumir para que a cada dia eu possa renascer. E só me resta uma pergunta, uma pergunta que somente o tempo irá responder: Qual arte a minha alma irá abraçar como vocação? Estou explorando tantas trilhas… Escrever, interpretar, cantar, dançar, tocar violão… Em qual delas encontrarei a morada da minha alma se até o momento gosto de todas de igual forma? Será necessário mesmo escolher? Seja como for, pelo menos a resposta principal eu encontrei… E você? Já encontrou a sua resposta para as escolhas que fez na vida? **

*TESCOM: Escola de teatro localizada na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 195, Macuco, Santos-SP.

**Texto postado originalmente no facebook em 30/04/14