Diários da poetisa – #365de365

Olha pra essa boneca, jeito de princesa

Ela descobriu que não cabe na caixinha

Que desenharam como um castelo da rainha

Come a maçã envenenada

Mas com ela não acontece nada

Porque ela tem jeito de menina e alma de Dragão

Ela traz mar e fogo em seu coração

Ela mandou o mundo se f*der

Quem disse que poeta não fala palavrão?

Ela foi logo ali viver

Ela foi logo ali viver

Espera o Sol nascer

De dois mil e dezenove, leva umas lembranças

Uns sonhos, algumas esperanças

Embalados com cuidado em forma de canção

Um amor transformado em poesia

Um sonho pra um novo dia

De resto, deixou tanta gente pra trás

Sem olhar uma vez mais

Ela foi logo ali ser feliz

Ela foi ali lutar pelo que acreditou

Ela andou, protestou, viajou

Foi um ano tipo: Wow

Tirou a roupa, perdeu a vergonha

Despiu a razão

Foi sonho louco e coração

E finalmente chegou, a última noite

O ano chega ao fim, fica pra trás

E ela vai logo ali dizer “bye, bye”

Perdida entre compassos, ela vai

Pela noite iluminada, ela vai

Molhar os pés na água salgada

Ela não precisa dizer nada

Já guardou o que importa

Já abriu a porta

Encontrou a estrada pro novo amanhecer

Chegou a tempo de dizer:

2019 é aquele livro que já acabou

Numa história que ainda não findou

Continua enquanto ela viver

E hoje ela vai escrever:

Diários da poetisa, #365de365

Amanhã ela começa a escrever com afinco

Será dia um de trezentos e sessenta e seis

Páginas em branco outra vez!

Em 2020 tudo muda!

Escolhi algumas palavras chave para o ano de 2020: Sustentabilidade, estudos, saúde, trabalho, militância, felicidade, blog. Como fazer tudo isso caber dentro de 24hs?

Sustentabilidade: Quem me acompanha sabe que eu sou vegetariana, mas sustentabilidade vai muito além de não comer carne. Sustentabilidade tem a ver com o que você escolhe comprar, o que você decide colocar na sua vida, seus atos no dia a dia. O que eu pretendo fazer para ter uma vida mais sustentável em 2020? Acredito que a primeira ação é diminuir o lixo. Esse ano ficamos 5 semanas sem coleta seletiva e eu pude ver quanto lixo produz uma casa com duas pessoas! Então, pelo bem do planeta, a meta é retirar o máximo possível os alimentos industrializados do prato: Bolacha? Faz em casa. Pão? Faz em casa ou compra em padarias que usem pacotes de papel. Refrigerante? Estou sem há 58 dias e não pretendo beber ano que vem. Serão muitas embalagens a menos. Ah, mas e chocolate, vai fazer em casa? Não! Mas posso comprar 400g de gotas 70% Cacau e levar na bolsa em potinhos, pelo menos é só uma embalagem e não um monte como numa caixa de bombons. Com certeza sustentabilidade será um tema freqüente aqui no blog e principalmente no Instagram.

Estudos: Essa tem sido uma preocupação. Quem me acompanha há um tempo sabe que eu moro em uma cidade, trabalho em outra e estudo em outra. E já recebi a notícia de que terei aulas todos os dias nesse próximo ano (2019 foram só três dias na semana). Vai ser exaustivo! Como fazer isso e ainda ter tempo para rever tudo em casa? E estudar para concursos, aprender idiomas, cuidar da saúde e fazer coisas que me são importantes como ter uma vida social, militar e manter o blog? Até uns meses atrás eu tinha muitos planos para 2020, mas essa mudança me reforçou algo que já estava me fazendo refletir: Não espere nada de um novo ano!

Saúde: Entrei na academia para cuidar melhor da saúde. Decidi cortar industrializados em prol da sustentabilidade, mas percebi que isso também iria se refletir na saúde. Agora estou aqui pensativa: Como encontrar um horário para a academia se dependo de ônibus para chegar ao trabalho? Impossível ir de manhã – afinal, para chegar as 6:30 na academia eu teria que acordar umas 5:30 da manhã, considerando que chego do curso por volta das 23hs e ainda preciso tomar banho e ajeitar minhas coisas, isso me daria umas quatro horas de sono. Tenho a opção de fazer os treinos a noite? Sim, entre 22:30 e 00hs, inclusive fiz isso algumas vezes esse ano, mas aí perderia as melhores aulas disponibilizadas (alongamento, fit dance, body combat) e uma vez que estou pagando para ser torturada nesses exercícios cansativos, quero fazer isso todos os dias!

Trabalho: Sabe o que me irrita no sistema capitalista? Tudo! Mas principalmente o fato dele exigir sempre mais e mais. Eu tenho um trabalho que amo e que é regularmente remunerado, entretanto, estou estudando para outros concursos mesmo sabendo que ganhar mais vai me colocar em uma situação de completo desânimo. Algumas vezes as pessoas dizem que nós, socialistas, não gostamos de trabalhar, mas fica a reflexão: Quem não gosta de trabalhar é o capitalista, que sonha em lucrar muito fazendo pouco ou quase nada, enquanto eu, como socialista, sonho apenas em continuar prestando meu serviço com dedicação e ser bem remunerada para isso! Enfim, trabalho é algo resolvido nos primeiros meses do ano, visto que já estou empregada, mas que pode sofrer mudanças.

Militância: Uma coisa que não abro mão – Militância político partidária. Sabe uma coisa que você faz por acreditar? Então, essa é a minha relação com o PSOL e com outras causas. Acontece que novamente meus horários vão me deixar bem maluca, especialmente no segundo semestre quando começam os preparativos para as eleições e eu vou estar completamente dividida entre as aulas e a vontade de estar nas reuniões e eventos, ou aos fins de semana dividida entre o “preciso estudar” e o “então é hora de ir panfletar e falar com as pessoas”.

Felicidade: Difícil definir felicidade, mas posso dizer que experimentei vários momentos felizes esse ano, e espero que eles se estendam por 2020. Horários para isso? Ufah, boa pergunta!

Blog: Bom, já perceberam que vai ser mais fácil me acompanhar pelo Facebook e pelo Instagram esse ano né? Afinal, são redes mais fáceis para eu usar com textos breves e imagens do dia a dia. Mas calma! Eu amo esse espaço que venho construindo desde 2013 e definitivamente vou protegê-lo. Bom, desde agosto eu planejava os temas das minhas postagens, queria escrever pelo menos três vezes por semana, falar de tudo ou mais um pouco… QUERIA! Mas vamos se honestas? Não dá! Então vou deixar um gostinho para vocês sobre o que eu pretendia fazer – Lembrando que não iriam ser todos os temas todas as semanas, só três deles em dias variados:

SEGUNDAS FEIRAS: Segunda sem carne. Receitas com textos/crônicas. Na verdade, já tem um tempo que estou ensaiando para fazer isso, inclusive as últimas receitas que postei não foram simples receitas, e essa é a minha intenção: Falar sobre comiga veg e afeto.

TERÇAS FEIRAS: Foco na cultura, nas dicas de livros e filmes.

QUARTAS FEIRAS: Nos meus planos, seria um dia livre para postagens diversificadas.

QUINTAS FEIRAS: O famoso #tbt! Tenho tantos poemas antigos pra postar e planejei postar um a casa quinta feira.

SEXTAS FEIRAS: Outro dia que planejava deixar livre, para publicar coisas inéditas por exemplo.

SÁBADO: Novamente, foco na cultura! E também textos sobre comportamento, sociedade e política

DOMINGO: O plano de domingo seria fazer um giro da semana, com tudo o que aconteceu de bom ou ruim ou engraçado.

Enfim, há tempos eu estava refletindo sobre não esperar nada. Esperar é estar parada e pessoas paradas não vão a lugar algum. Mas olhando os planos para 2020 eu vejo que precisaria ter um dia com 48hs para cumprir tudo. Alguém tem ideias mágicas para colocar tudo isso em uma agenda só?

Castanha de caju na moranga

Dias atrás postei sobre o Samhain e os significados desta festividade, além de comentar um pouco sobre os alimentos tradicionais da época. Um desses alimentos é a abóbora, em especial a abóbora moranga que ficou conhecida pelas famosas lanternas feitas no Halloween e,  por isso, escolhi preparar esta receita de castanha de caju na moranga – adaptação da receita postada no blog Laboratório dos Sentidos, da Fabiana Turci (vale a pena clicar e ler a publicação original e as outras receitas também!). Essa castanha de caju na moranga é uma ótima dica para jantares especiais e combina perfeitamente com arroz integral sete grãos e uma boa salada de folhas verdes.

Ingredientes:

1 moranga pequena

2 xícaras de castanha do pará

200gs de castanha de caju crua ou torrada com sal

2 xícaras de molho de tomate caseiro

Páprica, sal, azeite, cebolinha e salsinha

1 pimenta dedo de moça fresca picada

3 dentes de alho

1 cebola picadinha.

Preparo:

Deixe a castanha do pará de molho por oito horas. Lave bem a moranga e coloque em uma panela grande para cozinhar por meia hora.  Depois de cozida, retire da panela e deixe esfriar bem e, só depois de fria, corte com cuidado um círculo na parte de cima e retire todas as sementes. Vire-a de cabeça para baixo para escorrer qualquer resquício de líquido.

Escorra as castanhas do pará e coloque-as no liquidificador. Adicione água quente até atingir uns dois dedos acima da quantidade de castanhas. Coloque um pouco de sal e bata até formar um creme. Adicione a salsinha e reserve.

Em uma panela refogue os temperos, a pimenta vermelha e as castanhas de caju, fritando levemente. Adicione o molho vermelho e, quando estiver fervendo, adicione metade do molho branco de castanhas. Espere ferver novamente e desligue o fogo.

Desvire a moranga e coloque-a em um refratário, coloque o molho branco de castanhas por dentro da moranga, espalhando bem. Em seguida coloque o molho de castanhas. Cubra com papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido por 40 minutos. Retire e sirva.

Samhain

[Grimório] O chamado da Deusa e a noite de Samhain

 O chamado da Deusa é irresistível. Anos atrás minha vida estava pouco a pouco se adaptando a ouvir as estações do ano e as energias da lua. A participação no círculo de bruxaria era parte do meu dia-a-dia – e era também um desafio diante de um mundo onde trabalho e estudos sempre acabam se sobrepondo a tudo – até mesmo aos cuidados espirituais mais básicos. Depois de uma mudança de cidade que deu muito errado, acabei me desfazendo da maioria dos meus objetos de altar e me afastando – mas todos os anos a vontade de voltar aos rituais é grande e acaba sendo sobreposta pelas responsabilidades e falta de tempo. E então, neste ano, resolvi finalmente retornar – não ao círculo, por ora, mas ao menos tentar não deixar passar em branco as mudanças do ano, as festividades e celebrações – mesmo que por agora minhas celebrações sejam apenas ligadas à magia de cozinhar alguns pratos especiais ligados às festividades e aos poucos ler mais e voltar a expandir a concentração e a sensibilidade. Um passo de cada vez é melhor que ficar parada, não é verdade? E quando eu começo? Hoje, Sabat de Samhain, a noite mais mágica do ano para nós pagãos.

 “- Mas Darlene, seu blog se chama Devaneios e Poesias, por qual motivo falar sobre Wicca e Paganismo? ’’ Porque eu acredito que algumas ( talvez a maioria) das pessoas que apreciam meus textos, minhas poesias e minhas receitas, gosta também de conhecer um pouquinho do que está por trás de tudo isso: O que inspira os escritos, quem é a autora em seu dia a dia – acredito que quando iniciamos um blog, a maior intenção é compartilhar um pouco do universo que trazemos em nossa alma com outras pessoas que tem em si universos particulares e diferentes – e sem dúvida a Wicca fez e faz parte deste meu universo.

Sobre Samhain:

Dentro da Roda do Ano, a noite de Samhain é uma das mais mágicas – Seu significado é de morte e renascimento, marcando por isso o final e o inicio de um novo ano no calendário dos pagãos que seguem o panteão celta. O Deus-Sol ou Deus Cornífero morre e a Deusa está em entrando em sua fase anciã. É tempo de recolhimento e introspecção. Na noite de Samhain, o véu entre os mundos está aberto, por isso é a noite ideal para honrar os que já partiram; o costume de esculpir máscaras em abóboras colocando uma vela dentro é uma tradição que tem como explicação a necessidade de espantar os maus espíritos que estão circulando livremente nesta noite mágica. Também é uma noite propícia para confeccionar objetos mágicos, amuletos, consagrações e iniciações, além de se dedicar às práticas divinatórias. Os rigores do inverno se aproximam, festeja-se a última colheita, organizando reservas para os dias futuros. Não é uma época propícia para iniciar novos projetos, mas sim para agradecer o que já conseguiu alcançar e deixar para trás tudo que não deu certo. A Deusa já está em sua fase anciã e chora a partida do Deus, mas ao mesmo tempo já trás em seu ventre o embrião da criança da promessa – O Deus Sol que renascerá em Yule, quando a Deusa será novamente mãe, reiniciando todo o ciclo. É sempre útil lembrar que o Samhain é comemorado em 31 de Outubro no hemisfério norte e em 30 de abril no hemisfério sul.

Algumas dicas:

Em casa:

-Desapegue de tudo que não usa mais – aproveite a proximidade do sabat para fazer aquela faxina, doar objetos que não tem mais utilidade.

-Organize a dispensa – Se costuma ter um estoque é hora de verificar as validades para não perder nada e completar o que está faltando.

-Faça uma faxina caprichada e depois utilize um bom incenso de banimento, caminhando por todos os cômodos, tendo em mente que as energias mais pesadas e estagnadas estão sendo varridas para fora.

– Utilize neste período incensos de sálvia, mirra, artemísia, patchouli,hortelã ou alecrim.

– As pedras relacionadas ao Samhain são ônix, obsidiana negra, floco-de-neve, granada, hematita, âmbar, cornalina, turmalina negra. Use-as em sua casa e em acessórios, mantendo-as por perto.

Na cozinha:

Aproveite a energia e prepare uma ceia com ingredientes tradicionais da celebração:, maçã, alho, abóbora, sálvia, hortelã, pêra, alecrim, castanhas, milho e outros grãos, romã, batata, milho, trigo, gengibre. Para beber, água, vinho e suco de uva, romã ou maçã.

Rituais:

– Esculpir uma lanterna na abóbora e colocar na porta de casa

– Trançar uma corda de bruxa: Corda de bruxa é um cordão que liga simboliza o cordão umbilical que nos trás à vida terrestre – é o cordão que nos liga ao Outro Lado. Pode-se usar até três cores para trançar a corda, de acordo com o desejo a ser realizado:

Branca – Harmonia

Vermelho: Afasta os inimigos, ajuda a vencer obstáculos, traz coragem

Laranja: Atrai prosperidade e sucesso

Rosa: Auxilia a vida amorosa

Preto: Proteção, afastar o azar

Verde:Abundância

Amarelo: Atrair saúde e sorte nas finanças

Deve-se usar cordas cortadas no tamanho (altura) do bruxo e trançar mentalizando os pedidos para o próximo ano. Depois de consagrada no altar (se você tiver um), deixe-a em algum lugar da casa para que sempre lembre seus desejos ao vê-la.

– Queima de pedidos:

Escreva em um papel tudo que deseja afastar de sua vida e em outro tudo que deseja atrair. Acenda uma fogueira – de preferência dentro do seu caldeirão – e queime primeiro o com o que deseja afastar – é preciso se concentrar enquanto o papel queima. Em seguida, queime o papel que contém as coisas que deseja atrair – também é importante concentração e gratidão neste momento – coloque folhas de louro no fogo enquanto queima o papel com os pedidos.

Blessed Samhain!

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Coletânea da Vida

Gosto de imaginar a vida como uma coletânea de livros – Cada ano, um volume cheio de páginas em branco que vamos preenchendo da melhor forma possível. Nossa vida é uma coleção de comédias, dramas, tragédias – É um romance sempre sem final, pois, quando finalizar, não estaremos mais neste plano para assinar a última linha.
Gosto de imaginar a vida como uma coletânea de livros – Cada ano, um volume cheio de páginas em branco que vamos preenchendo da melhor forma possível. Nossa vida é uma coleção de comédias, dramas, tragédias – É um romance sempre sem final, pois, quando estiver terminados, não estaremos mais neste plano para assinar a última linha. ia, a militância, o amar, o se apaixonar, o sonhar. Foram 365 dias, cada um, um capítulo recheado de emoções! E nesta última página, aquele desejo: Que 2018 seja poesia! Que a cada dia o Sol se levante trazendo mais e mais motivos para sorrir e fazer sorrir – e que as pessoas especiais que estiveram comigo até aqui possam continuar por perto, tornando cada novo capítulo um mundo repleto de felicidade!
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Feliz Ano-Novo! Blessed Samhain!

Hoje lares pagãos/wiccanos de todo o hemisfério Sul comemoram o Samhain. É um festival que celebra a última colheita antes do inverno. É tempo de guardar o que será imprescindível à sobrevivência pelos próximos meses gelados que se aproximam. O Deus-Sol morre, tornando-se O Senhor das Sombras, e a Deusa está em sua face anciã, cheia de recolhimento, mistério e sabedoria. Ela sabe que em seu ventre há a centelha de vida do Deus que irá renascer em Yule.

Considera-se o Samhain como o Ano-Novo dos bruxos, uma noite em que os véus que separam o mundo espiritual e o mundo material se encontram mais tênues, facilitando o contato com os antepassado – por isso nessa data é costume que se homenageiem aqueles que já nos deixaram. No hemisfério norte  o Samhain é comemorado em 31 de Outubro, o que acabou originando o Halloween (Dia das Bruxas), e o “Dia de todos os Santos”, introduzido pela Igreja Católica para cristianizar as festividades pagãs que ela não conseguia retirar dos costumes populares.

É um tempo de reflexão e de estabelecer metas para o próximo ano que entrará.

Algumas atividades típicas dessa data são:

Queimar pedidos para o próximo ano

Confeccionar um Jack O´Lantern

Fazer oferendas de maçãs e pães de grãos nos Jardins dos Ancestrais

Rituais divinatórios (Tarot, caldeirão, espelho, runas)

Confeccionar vassouras, bastões, cordas de bruxa e outros objetos mágicos

Acender uma vela laranja à meia-noite para atrair sorte

As cores usadas nesse Sabath são o Preto e o Laranja. Já as ervas são a nós-moscada, sálvia, menta, mirra, patchuli, artemísia, alecrim, musgo, calêndula, louro, mandrágora. Pedras também devem ser utilizadas durante os rituais e nesse período, como fontes de proteção e energia – as que se relacionam ao festival são: obsidiana, floco de neve, ônix, cornalina, turmalina negra, âmbar, granada, hematita.

Tenham todos e todas um abençoado Samhain e um novo ano cheio de paz, luz e amor!

Lista de leitura 2016

O ano está chegando ao fim e eu me dou conta: Não consegui terminar a lista de livros que planejei ler este ano e isso me deixa realmente frustrada! Há alguns fatos que aliviam o peso de saber que não consegui ler os doze livros da lista: Li alguns que não faziam parte do rol original, estou morando em uma cidade, trabalhando na cidade vizinha e estudando em outra cidade vizinha (o que me faz perder muito tempo no ônibus), enfim, não são desculpas, mas são atenuantes e o jeito é tentar estabelecer uma nova lista para 2016 incluindo os livros não lidos em 2015. Vamos a ela!

Janeiro – Os Sertões, Euclides da Cunha, Editora Martin Claret, 606 páginas. Certa vez um professor de língua portuguesa me disse que este livro era “um porre”, talvez por isso eu nunca o tenha lido. Trata-se de uma obra clássica e eu não poderia passar a minha vida sem ler apenas porque uma vez alguém me disse que não era agradável. Na verdade este livro era o livro que eu planejei ler em Julho deste ano e, tenho que dizer: Comecei a ler em julho e ainda estou lendo. Meu professor tinha razão afinal: Livro cansativo de ler.

Fevereiro – Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor – Uma visão científica e bem-humorada de nossas diferenças. Allan e Barbara Pease, Editora Sextante, ano 2000, 233 páginas. Definitivamente, não é um livro literário. Mas foi muito comentado e ao vê-lo numa canga para troca em uma das edições do troca troca de livros, decidi adota-lo e tentar descobrir o porque de seu sucesso. Eu deveria ter lido em agosto deste ano, agora ficará como leitura para fevereiro de 2016.

Março – Jil – José de Alencar, Editora L & PM, 236 páginas. Outro livro que estava na lista de 2015, para o mês de Setembro! José de Alencar foi sem dúvida um dos meus autores favoritos na adolescência e, por isso mesmo, surpreendi-me ao encontrar este livro para doação na Biblioteca Municipal de Santos. Como assim um livro do José de Alencar que eu não me lembro de ter lido?

Abril – E Abril ficará com o livro que seria lido em outubro deste ano: A filosofia na obra de Machado de Assis e Antologia filosófica de Machado de Assis. Miguel Reale, Editora Pioneira, 1982, 144 páginas. Não sei exatamente o que esperar deste livro – A obra jusfilosófica de Miguel Reale é sem dúvida muito conhecida e conceituada, mas, como será ler uma obra filosófica baseada na análise da obra de um dos meus autores prediletos? Ganhei este livro de um amigo, será lido, resenhado e guardado – ou não – afinal, livros devem ser livres para espalhar conhecimentos.

Maio – Nossa! Quase chegando ao final das leituras de 2015! O livro de Maio/2016 será o indicado para Novembro de 2015: Marília de Dirceu, Tomás Antônio Gonzaga – 190 páginas – Biblioteca Folha. Um clássico da literatura que acabou me fugindo. Não me entendam mal, sempre preferi livros com finais trágicos, tristes mesmo, e por longos anos a ideia de poesia contando uma história não me atraiu muito. Hora de corrigir isso.

Junho – E finalmente o livro indicado para Dezembro de 2015 ganhará seu espaço no blog (assim espero): Noite na Taverna, Álvares de Azevedo – 73 páginas – Biblioteca Folha. Uma releitura para encerrar o ano. Lembro-me de ter adorado este livro e conservei um exemplar comigo como livro de “estimação”. Acredito que seja o momento de reler, dividir minhas impressões com vocês e depois liberta-lo para o mundo.

Julho – As Ilusões Perdidas, Honoré De Balzac – 362 páginas – Editora Abril Cultural. Meu gosto por livros antigos anseia pela leitura desta obra. Já li outra obra do autor e adorei, então, quando vi “As Ilusões Perdidas” na ultima troca de livros que participei, não tive dúvidas: Trouxe-o comigo para casa.

Agosto – O livro das virtudes, William J. Bennett -524 páginas – Editora Nova Fronteira. Trata-se de uma coletânea de histórias com fundo moral. Parece uma leitura agradável. Outro livro adquirido no projeto “Adote um livro” da prefeitura municipal de Santos.

Setembro – Ivanhoé, Walter Scott – 478 páginas – Editora Nova Cultural. Ivanhoé é um livro conhecido. Não procurei saber do que se trata pois algumas vezes procuramos sinopses e desanimamos da leitura antes mesmo de abrir o livro, então, vou apenas abrir este volume enorme de capa dura, preta e misteriosa e descobrir se a leitura é uma viagem boa ou má.

Outubro – Estrela da Vida Inteira, Manuel Bandeira – 432 páginas – Editora Nova Fronteira. Um pouco de poesia é sempre bom. Pessoalmente gosto dos poemas da segunda geração do romantismo (também conhecida como Mal do Século) e talvez por isso ainda não tenha realmente lido nada do Bandeira antes além daqueles trechos que se fazem presentes durante as aulas, então a leitura deste livro será uma novidade na minha vida de leitora. O volume que eu tenho é outro presente do projeto Adote um Livro! Seria bem legal se todas as prefeituras tivessem projetos assim, não acham?

Novembro – Madame Bovary, Gustave Flaubert – 360 páginas -Editora Nova Alexandria. Uma releitura! Acredito que há livros para serem mais de uma vez, principalmente quando o leitor ainda é demasiadamente jovem. É o caso de Madame Bovary. Li quando estava na quinta série e não lembro quase nada. Ganhei um exemplar de presente ano passado e decidi reler.

Dezembro – Paixão Índia, Javier Moro – 384 páginas – Editora Planeta. Um romance baseado em fatos históricos de um país exótico. Parece uma leitura leve e agradável. Sei que não deve-se julgar o livro pela capa, mas ao ver este livro numa banca de libertação de livros do projeto “Livro Livre”, trouxe-o para casa. Já faz uns dois anos (sim, é uma vergonha ele estar tanto tempo por aqui). Certamente vou ler e libertar assim que possível!

Enfim, estes são os livros que fazem parte dos planos mínimos de leitura para 2016. Há também outros que acabam “furando a fila”, além dos blogs que eu não consigo deixar de ler, então, com alguma organização e muita sorte espero conseguir terminar esta lista e ainda fazer mais algumas resenhas, além de comentários sobre teoria literária (fiquei em dívida quanto a isso este ano) e resenhas comparativas do tipo “filme versus livro”.

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Sempre que escrevo estou ouvindo alguma música. É uma mania minha: Tudo que faço tem trilha sonora – desde os momentos na cozinha até os momentos de leitura ou de escrita em frente ao pc. Decidi que a partir de hoje irei compartilhar sempre uma ou algumas das músicas que eu ouvi enquanto escrevia o texto do dia, quem sabe descubro leitores com gostos semelhantes?

Esta manhã acordei com vontade de ouvir uma das minhas bandas brasileiras preferidas da atualidade.

 

Capítulo 7

Marjorie não obteve notas excelentes, como era seu costume mas conseguiu o suficiente para uma nova bolsa de estudos no ano seguinte. Ia simplesmente vivendo… Durante as férias arranjou um emprego, era a primeira vez que não passava as férias de verão com os avós… Mas não suportaria ir para uma fazenda, o contato com a natureza faria lembrar-se de Valeska… Quantas vezes não planejaram casar-se, terminar a faculdade e depois comprar um pequeno sítio, bem aconchegante, ao qual dariam o nome de “Recanto do Amor Eterno”, onde criariam seus filhos, envelheceriam juntinhas, e bem velhinhas cuidariam dos netos, contando-lhes lindas histórias de amor. Sonhos enterrados de uma vida que nunca iria voltar.
Qual não foi seu esforço para não responder as insistentes cartas de Valeska que a família lhe remetia para Santos. Queria tanto poder tomá-la nos braços e dizer que ainda a amava. Perdoar tudo o que se passou e voltar pra casa. Em fevereiro faria 18 anos… Como queria poder casar-se com ela.  Mas sempre haveria lembranças a magoar-lhe o coração… Sempre…
Às vezes ia à praia de madrugada, quando tudo é deserto e vazio, vazio como estava sua alma sem o amor de Valeska. Sentia a brisa tocar seu rosto, deixava-se ficar ali, chorando. Contemplava a fria solidão da Lua que apesar de cercada de estrelas, parecia olhar para a Terra buscando sua Amada, como se tivesse sido arrancada dos braços dela há muito tempo e jogada no frio exílio do firmamento e agora a ela só restasse acompanhar de longe o seu Amor.
Valeska faria 18 anos em janeiro. Que vontade de ligar para dar os parabéns e só por uma última vez ouvir aquela voz tão amada. Vontade de bagunçar mais uma vez aqueles cabelos curtinhos, louros e sempre tão comportadinhos. Vontade de beijar seu corpo mais uma vez. De tomar para si a sua esposa, o amor da sua vida…
Mais do que nunca, Marjorie sabia que jamais amaria alguém novamente. Seu coração não conseguiria mais entregar-se.
Ah, Valeska… Por que você fez isso com as nossas vidas? Por que mergulhou a aurora do nosso amor para sempre nessa escuridão, e por que, mesmo mergulhada na escuridão, não consigo matar em meu peito esse sentimento que talvez um dia me mate, e que carregarei comigo mesmo com o corpo sete palmos abaixo da terra e a alma vagando sem descanso, atormentada pela dor de amar-te, sem conseguir, entretanto te perdoar… Por quê?

Adorava as noites de ano-novo na praia. Já era uma tradição em sua vida passar as férias na fazenda dos avós, mas dar uma escapadinha até a casa da tia para passar a virada de ano em Santos. Lembrou-se de uma vez especial, quando a família de Valeska veio junto.  Elas estavam com quinze anos, haviam acabado de começar a namorar e ali, à beira-mar, juraram nunca mais se separarem. Era como se os fogos celebrassem sua união.
Mas, esse ano ela não passaria à beira-mar… Ficaria em casa, ajudaria a tia nos preparativos da ceia. Só não conseguia pensar em uma desculpa para não ir à praia… E faltava apenas uma semana… Sete dias a separavam do pior ano de sua vida… E o ano seguinte não demonstrava que seria melhor, ou mais feliz…
Noite de ano-novo, preparativos… Alegria no ar… Só Marjorie parece alheia a tudo…
Por volta das 22 horas a ceia estava praticamente pronta e todos foram se vestir… Marjorie ficou por último, como não havia encontrado um argumento convincente para não ir à praia, resolve se atrasar, para ver se os tios e o primo iam sem ela…
Não adiantou…
Eles ficaram muito surpresos ao vê-la saindo do quarto, num vestido negro, longo, com o corpo justo e a saia solta. Trazia os belos cabelos soltos e o rosto muito pálido. Seus olhos negros e orientais destacavam-se com uma expressividade assustadora. No pescoço, uma corrente prateada, onde pendurava uma pequena serpente de prata. Japonesa mestiça tinha um corpo forte, devido às aulas de karatê, mas nem por isso deixava de ser esbelta e feminina. Estava deslumbrante. Na praia chamava atenção por onde passava, tanto pela beleza, tanto pelo contraste, pois quase todos usavam trajes brancos ou cores leves e alegres.
O relógio marcou meia noite e os fogos começaram, mas já não havia ninguém para dizer que a amava… Lágrimas…
No sítio, Valeska controlava com dificuldade suas emoções. Também abriu mão da tradicional roupa branca, escolheu um vestido rosa (ouviu dizer que ajuda a melhorar a vida afetiva), era muito branquinha, loura e com os cabelos curtinhos. Apesar de adorar bijuterias e acessórios, nessa noite não usava nenhum adorno, apenas trazia consigo, guardada dentro do sutiã, uma carta de amor que Marjorie havia escrito quando começaram a namorar.
Também lembrava as juras de amor à beira-mar… Tudo o que mais desejava era voltar no tempo e reparar todas as besteiras que fez… Mas o tempo é cruel, o tempo não volta atrás…

Valeska: Caderno de notas

Ano novo/O tempo
Mais um ano se passou…
Como eu queria poder apagá-lo da minha vida, da minha memória… Queria voltar atrás em tudo que eu fiz, queria poder ser feliz de novo…
Marjorie… Passaram-se meses, e nem uma notícia sua… Esse silêncio me apavora… Quando você partiu, pensei que logo a saudade iria tocar seu coração e você voltaria para os meus braços… Mas até agora, nada… Começo já a perder as esperanças, mas se eu perder as esperanças, o que irá sobrar de mim?O que sobrará para viver se eu vivo somente de esperanças… Vivo da esperança de um dia reconquistar seu amor… Tê-la novamente em meus braços, minha alma gêmea, sem você é como se faltasse um pedaço da minha alma…
O tempo é muito cruel, ele não volta atrás e me impede de consertar o passado… É como se ele quisesse me castigar,passa lentamente, marcando cada segundo com uma pontada de saudade de você… Se não posso ir até meu passado, queria ao menos poder ver o futuro, para saber se um dia terei teu perdão e teu amor de volta… Pois a única coisa que me prende a essa vida é a esperança, e sei que se eu perde-la, poderia dar cabo a essa existência de dor…
Minha alma silenciosa e sofredora poderia então voar e buscar-te onde estiveres… E te seguiria, protegendo e amando-te até o fim da tua vida… E quem sabe então, na eternidade, você e eu seríamos novamente felizes…”
-Valeska.
-Que foi mãe?
-Larga esse caderno… Pelo menos hoje, é noite de Ano-Novo.
-É uma noite como outra qualquer.
-Valeska, você sempre foi tão alegre, doce. Sua alegria contagiava todos ao seu redor. O que tem acontecido com você?Há meses está cabisbaixa, não sorri, não canta. Abandonou as aulas de balé. Não sai com as amigas, nem as convida para ir a nossa casa.
-Não tenho nada. Apenas deixei o balé porque cansei das aulas.
-Você deve estar gostando de algum garoto. E não está sendo correspondida. Isso passa, sorria, logo vai aparecer alguém que te ame.
-O amor é cruel, me recuso a vivê-lo.
Chocada, a mãe de Valeska não consegue esboçar nenhuma reação. Ouvem-se então vozes vindas do lado de fora: Eram seu Lucas, D.Isabela e Melissa que chegavam para passar noite de ano com eles.
Vinham vestidos de branco, os pais usavam roupas muito simples, pois apesar de terem uma situação financeira boa, não faziam questão de luxos. Melissa usava um vestido um pouco mais requintado, longo, branco, com algumas rendas. Delicado, passava aquela imagem de inocência que havia encantado Valeska no verão passado. Mas seus olhos haviam mudado, já não mostravam mais uma leve malícia, agora Valeska podia ver a maldade que transparecia naquele olhar.
No interior não se costuma esperar até meia noite para tomar a ceia, de modo que às 22h00min, todos já estavam sentados à mesa, saboreando uma deliciosa refeição. Às 23h00min, a família de Melissa retirava-se. Finalmente, Valeska podia ficar sozinha.
Dona Mariana, mãe de Valeska, espera a filha recolher-se e começa a conversar com o marido. Relata a conversa que havia tido com Valeska, diz estar preocupada…
O marido tenta acalmá-la, diz que provavelmente Valeska está sentindo falta de Marjorie, que se mudou tão repentinamente e não manda notícias. Tudo que ela precisa é de companhia, de uma nova amiga que esteja sempre por perto.

Marjorie estava trabalhando em uma grande loja de roupas no shopping Miramar, em Santos. O emprego era temporário,mas ela queria muito continuar trabalhando após as férias. Seus tios porém não concordavam, ela iria começar a cursar o terceiro ano do ensino médio e deveria dedicar-se apenas aos estudos. Não precisava trabalhar visto que não tinha gastos com moradia ou alimentação e seus pais ainda lhe mandavam mesada todos os meses.
Chegou finalmente o fim das férias. Marjorie retornou a sua rotina normal, do colégio para a casa, da casa para o colégio.
Valeska ficou aliviada com a volta para São Paulo. Seus pais continuavam tentando entender o que havia de errado com ela, chegaram a sugerir uma análise.
Decidiu ficar o maior tempo possível fora de casa, estudava de manhã, almoçava e saía, passava as tardes na biblioteca, ou ia ao Ibirapuera, abrigava-se na natureza e se refugiava em sua dor.
No fim do ano teria que prestar vestibular… Ela e Marjorie sempre haviam sonhado com a USP, ela queria prestar Letras e Marjorie Educação Física. Será que iriam se reencontrar? Essa esperança era a única coisa que fazia Valeska dedicar-se aos estudos…

Sobre a chegada de 2015… Notas breves!

Contradição. Esta palavra define o ano de 2014. Quem diria que um ano tão cheio de stress e cansaço conseguiria ser ao mesmo tempo intenso, cheio de momentos felizes e surpresas boas? Esse vídeo é uma pequena amostra de algumas das tantas alegrias que este ano que passou me proporcionou… E as tristezas? Ah… Elas que se derramem em poesias!

A vocês, leitores amigos e amigos leitores que me acompanham, comentam e interagem, um feliz 2015 cheio de alegria, saúde, paz e muita poesia! Que cada vez mais nós possamos ampliar e melhorar a nossa arte e prestigiar uns aos outros!