Poema vegano (BEDA 16)

Num tapume qualquer da cidade
Um pedido. Uma ordem. Uma verdade:
Não mate.
Não coma. Não cozinhe.
Não desmate.
Não seja mesquinhe.
Não pare um coração
Não há razão
Pense verde
Pense cores
Alimento de verdade
Sabores
Sem morte
Sem crueldade
Com sorte
Mudando a realidade

Este post faz parte do BEDA (Blog Evert Day August)

Mudar a sociedade antes que o tempo se esgote (BEDA 15)

Infeliz é o país que subjuga a capacidade dos seus. Quando Ricardo Velez disse que não deveria existir universidade para todos, deixou bem explicado nas entrelinhas que o ensino universitário se destina apenas aos filhos da elite, destinados a continuar mantendo suas posições no cada vez mais estreito topo da pirâmide social. Para pessoas dessa laia o desemprego é bom pois diminui os salários e a cracolandia só se mantém pois há quem alimenta a população em situação de rua. E sabe, não é novidade nenhuma ver os poderosos lutando por mais poder. Não me surpreende ou irrita nem um pouco. O que me deixa surpresa é ver o pobre torcendo pelo direito do patrão em detrimento dos próprios direitos. Aliás já li em algum lugar que os males do Brasil são falta de interpretação de texto e falta de consciência de classe. E podem ter certeza: O projeto é justamente atacar a educação, reduzindo cada vez mais a capacidade de leitura (de textos e da própria vida) do estudante para que as gerações cresçam com zero consciência de classe e uma grande gana de defender os que estão no topo, mesmo que para isso seja necessário derrubar e pisar nos que estão embaixo e ao lado. É uma realidade triste, já desenhada anos atrás na peça teatral “Eles não usam black-tie” de
Gianfrancesco Guarnieri.
O mais assustador nesse processo todo é perceber que a ganância humana não está destruindo apenas a população empobrecida e explorada: As consequências do capitalismo brutal e desenfreado aparecem na forma de mudanças climáticas catastróficas. Apesar do atual desgoverno brasileiro ser um potencial acelerador do processo, é preciso lembrar que a diferença social e a manutenção do lucro em detrimento da vida e do meio ambiente são fatores comuns em boa parte dos países ao redor do planeta. É preciso reduzir urgentemente os níveis de consumo e rever a construção da sociedade antes que o tempo para isso se esgote. E acreditem, está se esgotando.

Esse post faz parte do BEDA (Blog Every Day August)

Sexta Feira 13 (BEDA 13)

Sexta Feira 13

Imagina que azar
Morar num país desgovernado e ter medo de passar embaixo da escada, de cruzar com um gato preto, de levantar da cama com o pé esquerdo?
Imagina que azar, morar num país assolado pela fome e pelo vírus e ainda assim ter medo de sair de casa pois é sexta feira 13.
Imagina que sonho ter só um dia de azar no ano inteiro?
Seria bom, não?
Mas o povo brasileiro
Elegeu o capeta
Chamou de messias o genocida
E mesmo agora que tantos perdem a vida
Parecem continuar a histeria coletiva:Camisa da CBF e arminha com a mão.
Povo que em 2018 elegeu 4 anos de morte e trouxe pra nação essa má sorte
Que não sabemos quanto vai durar.

Dia do Estudante (Beda 11)

Hoje é Dia do Estudante. Sinceramente pouco há para se comemorar: Nos últimos anos a educação vem sofrendo uma série de desmontes e é inegável que a qualidade do que é oferecido às crianças e jovens está muito aquém do que é merecido pelos que irão herdar um país repleto de problemas.
A PEC do teto, aprovada no governo Temer, as terceirizações, a reforma do ensino médio, as propostas de escola em tempo integral defendidas pelo governo do Estado de São Paulo, as escolas cívico militares implantadas pelo governo federal são precarizações do direito básico a uma educação libertadora e formadora de cidadãos com senso crítico. Infelizmente esse desmonte e ataques não são frutos de negligência ou incompetência: Deteriorar a qualidade da educação pública garante a manutenção de um status quo onde o abismo social separa as oportunidades de formação e crescimento, garantindo aos filhos e filhas da burguesia o acesso às melhores escolas e universidades para posteriormente garantir-lhes os melhores empregos, enquanto as crianças e adolescentes vindos da classe trabalhadora precisam enfrentar o impossível para tentar buscar uma posição socioeconômica um pouco melhor.
Não há motivos para comemorar, mas há mil motivos para lutar

Feliz dia do estudante!

Este post faz parte do BEDA (Blog every day august)

Alma Latina [BEDA 10]

Hoje eu caminhei 19129 passos – Culpa dos ônibus lotados que me fazem ter pavor de pegar covid-19. Voltei caminhando boa parte do percurso trabalho-casa e faço a vocês uma confissão: Estou com preguiça de digitar o resumo do último livro lido.

Mas, como não quero perder o BEDA, vou compartilhar com vocês o vídeo de uma cantora colombiana que tem uma voz deliciosa!

E vocês? Quando se trata de música latino americana, quais cantoras/cantores/bandas me indicam?

Um ilustre visitante – BEDA 09

Meu tio mora na zona rural de uma cidade inserida no cerrado brasileiro e sempre me envia fotos e vídeos dos animais que aparecem por lá.

Hoje vi uma reportagem dizendo que, se não mudarmos nossos padrões de produção e consumo imediatamente, será tarde demais para reverter o colapso do clima. Estamos caminhando pra uma extinção em massa e, acreditem: A COVID-19 foi apenas a primeira catastrofe e tem coisas piores pela frente!

Compartilho o vídeo deste belo porco espinho como um incentivo a mudanças! O mundo é muito bonito para ser destruído por uma espécie presunçosa, arrogante e porca . Vamos preservar nossa fauna, flora e recursos naturais!

Esse post faz parte do projeto BEDA (Blog wvery day august)

06 on 06 – Meus Vícios (BEDA 06)

O projeto fotográfico 06 on 06 propôs um tema peculiar: Meus vícios. Por definição, vício pode dependência física ou psicológica, ou ainda pode significar defeito.

Não me considero dependente de nada e, embora possa ter lá os meus defeitos, não vejo uma forma de fotografá-los. Por isso tomo a liberdade de ampliar o significado de “vício” para apresentar aqui hábitos rotineiros como vícios.

O primeiro (e arrisco dizer) mais antigo vício: Livros.

O segundo vício: Matemática. Adoro resolver questões aleatórias pelo prazer puro e simples de colocar a cabeça pra pensar.

O terceiro vício, adquirido na infância e retomado na quarentena: Baralho. Um jogo sempre cai bem!

Quarto vício: Música!

Quinto vício: Lápis de cor. Desenhar eu não desenho… Mas escrever colorido é divertido!

Sexto vício: Escrever. Tudo vira história pra contar!

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O pacto final – BEDA 04

O ano é 2050.
Um homem ruivo com a pele cheia de sardas abre os olhos. O céu está escuro. Ele pergunta as horas para o dispositivo eletrônico que coordena e executa diversas funções na casa. Levanta e veste um macacão que protege contra a radiação e as altas temperaturas e um capacete que mais parece um aquário virado ao contrário. Acopla o capacete a um pequeno filtro cilíndrico que coloca nas costas.
Sente saudades da infância – A época em que o mundo começou a mudar, com a pandemia da covid-19 varrendo do mundo quase um terço da população humana. Ir até a escola de máscara era cansativo e não impediu um genocídio quando novas variantes se espalharam. Por isso já não haviam escolas e a maioria dos trabalhos tornou-se remota. Ele não conhece a vida adulta no mesmo mundo que os pais e avós, mas sabe foram essas gerações que destruíram aquele planeta tão bonito que hoje existe apenas nos livros.
Sobraram poucos humanos e vigora um pacto de não-reprodução. A espécie não tem mais nada para acrescentar ao mundo.
Ele olha uma última vez para o céu vermelho e segue para o lado externo da casa. No quintal está construindo uma pequena fortificação com informações que considera importantes – Se algum dia o planeta se recuperar e outro animal evoluir a ponto de entender, talvez evite cometer os mesmos erros do quase extinto ser humano.

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Fogo, fumaça e memória (Beda 1)

Fogo, fumaça e memória

Queimaram a estátua de Borba Gato. Bandeirante, estuprador. Genocida. Embora queimar a estátua não apague os atos horrendos do passado, é necessário pensar o ato como uma correção: A retirada simbólica de uma homenagem que sequer deveria existir.

Fico perplexa ao perceber que inúmeras pessoas defendem a estátua de um genocida, mas se calam diante de agressões perpetradas sistematicamente contra populações negras, indígenas e LGBTQIA+: Uma estátua tem mais valor que a vida?
O silêncio quase palpável se estende diante da queima de nossas florestas, museus e da cinemateca. Mas quando o fogo é em Paris? Ah! Aí temos até mobilização nas redes sociais.

A queima da nossa história não é fato recente, mas, aparentemente, só incomoda quando apaga a memória do colonizador, invasor, agressor. A memória do povo? Essa, parece que pouco importa.

O movimento de apagar as fontes de cultura de um povo não é novidade: Já aconteceu durante a idade média, durante o período nazista e nas mais diversas ditaduras ao redor do mundo.

Agora, o apagamento acontece diante dos nossos olhares atônitos, em nosso país onde membros do governo diversas vezes envolveram-se em polêmicos plágios de simbolismos nazistas.

Diante do quadro catastrófico, fascista e entreguista da política nacional, pouca ou nenhuma solidariedade me resta pela estátua de um genocida.

A estátua do genocida de tempos passados virou fumaça. Que amanhã possa cair e virar fumaça o atual governo. Sem deixar sequer uma estátua que possa ser queimada no futuro.

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Mariana GouveiaClaudiaObdulio LunnaRoseli Pedroso Adriana Aneli

Dica: Noon App

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Ale HelgaObduliono Mariana GouveiaClaudiaDricaViviane