Sonho [BEDA 13]

Eu havia preparado um post para hoje, mas infelizmente meu computador decidiu travar, por isso vou compartilhar aqui o vídeo de uma modalidade de dança que eu quero muito dominar: O pole dance. Neste vídeo temos uma das nossas campeãs mundiais, que é brasileira! Espero que gostem!

Esse post faz parte do BEDA (Blog every day April). Participam também:

Lunna Guedes Claudia LeonardiAle HelgaAdriana AneliMariana GouveiaObdulio Roseli Pedroso

Caminhada [BEDA 07]

Há mais de uma semana não vejo a rua. Hoje, dia de trabalho presencial, decido voltar a pé para casa: São quase dez quilômetros de caminhada. Tempo ameno, vento no rosto. Pequenos prazeres que a pandemia nos tirou. Os passos desviando de buracos, pisos lisos, pedras soltas. Algumas casas mudaram de cor, alguns comercios fecharam para nunca mais, outros abriram. Portas meio abertas entregam seus produtos por delivery. Novos tempos, não necessariamente melhores.
Incrédula, observo que muitas pessoas ainda não utilizam máscaras. Não parece que há um vírus circulando. Já está escurecendo quando chego na avenida da praia. Ainda falta um bom pedaço de chão pra chegar em casa. Percebo que a academia reabriu: Seres mascarados se exercitam. É estranho de se ver. Sinto falta de frequentar os treinos, mas decidi: Retomo quando houver vacina ou talvez quando encontrar alguma atividade individual que me agrade. Diferente de tanta gente, tenho o mínimo de bom senso e prefiro não arriscar pegar-transmitir o vírus… Aliás o medo é um dos motivos que me leva a dispensar o transporte público e caminhar tantos quilômetros. O medo e a vontade de caminhar.
Chego em casa exausta, completamente incapaz de cumprir a minha prática diária de yoga ou de escrever resenhas, fotografar livros, preparar postagens. Hoje deixarei meus leitores e leitoras com uma foto do céu da minha cidade e esse breve relato de uma trabalhadora na pandemia.

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10 fatos literários sobre mim- Blogagem coletiva

1 – Hábito de infância
A leitura fez parte da minha formação desde que me conheço por gente. Minha mãe me ensinou a ler em casa e aos 7 anos eu já tinha vários livros, com 8 comecei abandonar os livros cheios de figuras, buscando textos mais longos.

2 – Gibi? Não, obrigada!
Que me perdoem os fãs de revistas em quadrinhos, mas eu nunca curti a ideia de ler uma história com um monte de desenho e cores no meio. Não tinha e não tenho paciência. Tirinhas curtas e irônicas são uma exceção.

3 – Clássicos, clássicos e clássicos…
Acostumei desde cedo com a leitura de livros considerados clássicos. Acredito que mesmo sem encontrar o pleno sentido do que o autor/autora quis dizer, é importante que haja um esforço em torno da leitura desses livros, seja pelos enredos excelentes, seja pelo vocabulário rebuscado.

4 – … Mas nada contra os livros da moda
Crespusculo? Li. Cinquenta tons de cinza? Li. Harry Potter? Li. Pois é. O fato de amar livros mais rebuscados não me impede de gostar das últimas modinhas literárias. Dá para gostar dos clássicos e do último besteirol teen ou hot. O que não dá é pra ser chato e julgar a leitura do amiguinho.

5 – Não toque no meu livro!
Quer me irritar? É só pegar um livro meu e dobrar as páginas, amassar, ler com as mãos sujas… Sério! Livros merecem cuidados.

6 – Desapegos
Gosto de ter livros em casa, mas também curto desapegar de alguns exemplares – trocar, vender, doar. Só não faço mais ações do tipo “esqueça um livro” por temer que ele seja exposto a chuva ou a maldade humana.

7 – Pra todo lugar
Antes da pandemia eu sempre carregava um livro na bolsa. Sempre. Agora que tudo o que chega da rua precisa ser higienizado, esse hábito acabou perdido…

8 – Tradicional
Sei de todas as facilidades trazidas pelo e-book, mas sinceramente? Ainda prefiro os livros de papel.

9 – Três livros que eu gostaria de ter escrito
Como água para chocolate
Lira dos vinte anos
Amos e Masmorras

10 – Um livro que eu indicaria para quem está lendo
A bicicleta azul e os subsequentes.

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06 on 06 – Vitrines

Vitrines
Intransponíveis divisões
Entre o ser e o ter
Fúteis diversões
Atrações
Venham ver
Deixem aqui seu suor
Seu tempo salário
Sua vida de trabalho
Vitrines...
Fotografadas às pressas
Entre um ônibus e outro
Sob o perplexo olhar dos seguranças
Dos passantes
Dos excluídos
Das lojistas, vendedores
Balconistas
Com seus sorrisos convidativos
E seus preços nem sempre atrativos
Vitrines imorais
Num país onde tantos pés não tem sapatos
Tantos corpos veste trapos
Tantas bocas sem comida
E tanta cegueira por conveniência ou ignorância - que nenhum óculos seria capaz de corrigir.

Papai Noel & Magia & filminhos! Feliz Natal!

Esse ano está muito diferente de qualquer coisa que imaginamos não é mesmo?  Quem for responsável não irá viajar ou reunir a família – Como eu disse em outro texto, em 2020 a maior prova de amor é ficar longe, é um ano que pede uma ceia simples e a companhia apenas das pessoas que já moram sob o mesmo teto. Pensando nisso durante o mês de Novembro eu me dediquei a assistir vários filmes de Natal, pensando em trazer para vocês uma super seleção de filmes para assistir em casa nessa noite tão especial! Então, segurem as dicas aí!

Amor com data marcada

Ela é solteira e não agüenta mais a pressão da família para encontrar alguém. A solução parece simples: Encontrar um ferigato (gato do feriado), um homem para acompanhá-la nas festas familiares e feriados. Será que o amor consegue respeitar datas marcadas? Uma comédia romântica fofa, com clima de Natal.

Nota de 0 a 5: 4

Operação presente de Natal

Uma base militar utilizando seus aviões para distribuir presentes entre pessoas que vivem em pequenas ilhas isoladas acaba chamando a atenção de uma deputada que envia sua assistente para verificar a utilização indevida da base e recomendar seu fechamento, entretanto, a magia do Natal pode fazer muita coisa acontecer.

Nota de 0 a 5 :5

Deixe a neve cair

Uma cidade pequena, um ônibus quebrado na Neve e um encontro improvável entre um cantor famoso e uma jovem bonita e focada em fazer a mãe doente ter um Natal divertido. Poderia ser um drama, mas as histórias paralelas trazem um tom de comédia e fazem de “deixe a neve cair” uma daquelas histórias fofas e divertidas.

Nota de 0 a 5: 4

Sintonizados pelo amor

Eles cresceram juntos e, adultos, apresentam um programa de sucesso na rádio – Até o dia em que recebem a proposta de apresentar durante um programa de rádio ao vivo seus parceiros românticos para as famílias durante a tradicional ceia de Natal, sempre comemorada no restaurante da família dele. Tudo parece bem até eles levarem um fora. Fingir que são um casal pode parecer uma boa ideia, eles só não imaginavam as expectativas que causariam em suas famílias e o terremoto que a mentira causaria na família. Será que a amizade irá sobreviver?

Nota de 0 a 5: 5

Encanto de Natal

Uma talentosa fotógrafa, um amigo apaixonado e um calendário mágico. Neste filme repleto de neve e magia, vamos acompanhar o nascimento de um grande amor. Um filme delicioso.

Nota de 0 a 5: 5

Tudo bem no Natal que vem

Ele odeia o Natal – Até que um acidente faz com que sofra de uma misteriosa amnésia que o faz esquecer tudo o que passou entre um Natal e outro, como se todos os dias fossem noite natalina. Essa comédia brasileira traz uma profunda reflexão sobre o valor da família e as escolhas feitas na vida.

Nota de 0 a 5: 5.

Gostaram da lista? Deixem comentários!

Fogo morto – José Lins do Rego

O primeiro livro do #DesafioLiterárioDezembro foi uma leitura começada em Novembro que acabou sendo concluída bem no início de Dezembro.

José Lins do Rego foi um escritor paraibano que se dedicou ao romance regionalista. Influenciado pelo modernismo e por sociólogos como Gilberto Freyre, o autor se dedica a uma prosa ficcional repleta de significados sociológicos e políticos, contando histórias de sua terra, transportando quem lê ao cenário dos engenhos da zona da mata nordestina, do cangaço e dos coronéis.

 Suas personagens são ricas construções, homens e mulheres duros, gente típica do nosso país. Fogo Morto é um livro que integra tardiamente a série de obras que Rego nomeou como “ciclo da cana-de-açúcar”, acompanhando a história do Engenho Santa-Fé e trazendo personagens como o Coronel José Paulino, presente em outras obras, como Menino de Engenho, além dos protagonistas, o mestre José Amaro, um seleiro orgulhoso que vive numa casa na propriedade do Coronel Lula no Engenho Santa Fé e seu compadre, o Capitão Vitorino, sempre metido em coisas de política, disposto a lutar pelos oprimidos – Um perfeito Dom Quixote à brasileira. A obra nos retrata o sofrimento das mulheres oprimidas por essa estrutura patriarcal e machista que as adoece, enlouquecendo-as aos poucos ou fazendo com que precisem assumir os cuidados masculinos com a lida e a produção, sem que seus maridos percebam para que não se sintam humilhados. José Lins do Rego também retrata o cangaço na figura do temido cangaceiro Antonio Silvino, que brutalmente busca fazer justiça aos pobres em detrimento das leis, representadas pelas tropas do Tenente Maurício, que aterrorizam a cidade em represália as incursões de Antonio Silvino traçando uma realidade que não nos é estranha ainda nos dias de hoje: A de uma polícia brutal e violenta que massacra trabalhadores em suas ações – Se em 1930 havia cangaço e coronéis, hoje há tráfico, milícia e polícia com suas incursões violentas. Mudam os nomes, as tecnologias e as quantias de dinheiro envolvidas, mas permanece apenas uma realidade: Ao fim e ao cabo, quem sofre as conseqüências é o trabalhador espoliado de seus bens e de sua tranqüilidade.

Apesar de fazer parte da escola modernista, Fogo Morto não reproduz os “erros” presentes na fala como acontece em outras obras desta época, muito embora o autor também não utilize uma linguagem rebuscada ou acadêmica, dando preferência a um texto rico, de escrita coloquial e limpa de erros ortográficos, trazendo um romance regionalista de fácil leitura e encantadora riqueza de detalhes.

06 on 06 – Em 2020 eu…

Dezembro. Ano que termina sem ter sequer começado, sem ter sido. Um sabor de incompletude, de planos engavetados, de metas estagnadas. O ano mostrou que afinal aquele desejo de emendar o Carnaval e o Natal não é assim tão bom. Com todo o caos que impera para o lado de fora fico surpresa ao perceber que,  em 2020 eu…


Fiz um pic-nic no último dia de Carnaval, antes do mundo virar de cabeça para baixo, antes do pandemônio se instalar e prender todos (que tiveram bom senso) em suas casas pelo máximo de tempo possível… A foto do pic nic? É, só vai ter essa mesmo. Mas garanto: Foi o melhor dia do ano!

Reencontrei o prazer de dançar depois de tantos anos… E está sendo tão bom! Diverti-me, ousei, descobri que meu corpo e minha sensualidade podem ser poéticas, emagreci alguns quilos e me conectei novamente a uma Darlene que andava dançando pela casa o tempo todo.

Escrevi! Escrevi muito e escrevi sobre coisas que eu jamais pensei escrever: Deixei um pouco a poetisa romântica de lado – afinal, falar de amor em tempos onde amar é permanecer distante é tão difícil! Escrevi. Dediquei-me a vencer barreiras, encontrar novos temas. E não é que deu certo? Termino 2020 comemorando a seleção em duas antologias: Amores virtuais, perigo real e Quimeras de Natal: Sonhos no gelo.

Criei um jogo! Ainda não está pronto, mas a ideia está toda aqui e aos poucos está saindo do papel e tomando forma – Como essas cartinhas de perguntas e respostas, totalmente artesanais. Ano que vem, quando a vacina estiver pronta, quero ver todo mundo aglomerado aqui em casa jogando comigo!

Construí minha própria cama baú – Afinal, Por qual motivo eu gastaria quase R$800,00 em uma cama se eu mesma posso construir a minha gastando muito menos com material e ainda me divertindo com a minha mãe que me deu uma aula sobre ferramentas? (Se eu lembro como trocar a broca da furadeira? É, então… Socorro!). E antes que me perguntem que roupa é essa, já respondo: Roupa de quem estava em casa serrando, parafusando, cortando, pregando… Não dá pra construir nada de salto alto e frufru né?

Completei 34 anos. Pois é. O ano foi estranho, mas o tempo nunca deixou de correr. Os trinta e quatro anos chegaram como um tsunami arremessando tudo que encontrou pela frente. Se há dez anos alguém me perguntasse o que eu estaria fazendo aos 34 anos, certamente não receberia como resposta algo como “dando banho nas compras e usando máscara para sair na rua”. Mas os planos mudam e a gente surta, se adapta ou luta contra (quando é sensato fazer isso) e depois vence ou dá risada. É a vida.

Participaram do 06 on 06

ObdulionoLunna GuedesMariana Gouveia

Lobo Mau – Resenha

Lobo Mau é o conto – prólogo da antologia “Amores virtuais, perigo real”, publicada pelo Grupo Editorial Quimera. De autoria do organizador da antologia, o escritor Humberto Lima, Lobo Mau é um conto policial onde se entrelaçam diferentes histórias sobrepostas habilidosamente causando uma agradável teia que prende e surpreende o leitor.

            Humberto abordou um tema muito importante: A pedofilia e os perigos da internet para crianças. Diante de um cenário onde os dados sobre abuso sexual de crianças e adolescentes são assustadores e considerando os riscos que a internet pode representar para homens e mulheres adultos, é importantíssimo comentar sobre como tais riscos são ampliados quando pensamos nas crianças acessando redes sociais ou sites de jogos com possibilidade de interação entre os jogadores, mesmo que se digam apropriados ao público infantil.

            Em Lobo Mau, o pedófilo é um homem acima de qualquer suspeita e, ao mesmo tempo, um insaciável caçador em busca de menininhas inocentes. Quantos lobos-maus andam pela sociedade? O conto nos deixa, além da leitura agradável, um recado escrito em vermelho nas entrelinhas: Converse com suas crianças, não poste fotos que permitam encontrar o seu bairro ou a escola onde seus filhos estudam e orienta as crianças a nunca enviar fotos ou marcar encontros com pessoas pela internet e principalmente a reportar a você qualquer conversa suspeita. O diálogo pode ser a diferença entre a vida e a morte – Afinal, nunca sabemos se há um lobo-mau do outro lado da tela.

            O autor foi bastante habilidoso na criação da trama e das personagens e carregando na medida certa as tintas na descrição dos ambientes, pessoas e situações – Esse é, aliás, um dos encantos na escrita do Humberto Lima: Ele consegue ser sombrio sem exageros e manter a atenção (e a respiração) dos leitores presos do início ao final da leitura.

            Adquira seu exemplar físico de Amores Virtuais Perigo Real no site do Grupo Editorial Quimera, assim você estará contribuindo para uma causa social (a renda das vendas do livro físico serão doadas para a Casa Nem, que acolhe a população LGBTQ+) e ainda tem a oportunidade de colaborar com a difusão da literatura nacional – Aliás, o Natal está chegando! Pense em presentear as amigas com esta obra inesquecível.

Para adquirir o livro físico e ajudar a CASA NEM, clique aqui

Para adquirir o e-book e ajudar a Associação de Apoio à Mulher Vítima de Violência (AAMV) clique aqui

Nádegas a declarar.

            A lava-jato foi extinta – Afinal, segundo o mitológico ser que dirige nosso país igual um moleque de onze anos dirigiria um carrinho de rolimã na descida da Serra do Mar, a corrupção no Brasil acabou. E isso é um fato que irá entrar para os anais da nossa história, juntamente com os mais de 150 mil mortos e com o dinheiro – provável fruto de desvio das verbas de combate à COVID-19 – encontrado nas nádegas do Senador Chico Rodrigues, do DEM (base de apoio do governo). Pois é, talvez fosse mais adequado mudar o nome da lava-jato para “Operação nádegas a declarar”, nome que soaria deselegante, porém se adequaria perfeitamente ao momento?

            Enquanto esse cenário dantesco se desenrola em Brasília, no restante do país vive-se a expectativa para as eleições municipais: E tem de tudo – Por exemplo, na capital paulista, o candidato Russomano (Aquele que vai aos comércios forçar a venda de papel toalha avulso e pretende proibir o UBER em São Paulo), em uma declaração desrespeitosa, sugere que os moradores de rua não sofrem com a COVID por falta de banho. A resposta correta para essa suposta inexistência de COVID entre essa preocupação é a mesma que tem levado a uma diminuição dos casos: Se não testar, não tem contágio. Igual a corrupção: Se não investigar, não existe. Aliás, a capital também tem mais duas situações curiosas: A Candidatura de Márcio França, ex-prefeito de São Vicente e a reeleição de Bruno Covas. Será que a promessa de agir nos próximos quatro anos com a mesma postura que agiram em seus mandatos anteriores é uma promessa ou uma ameaça? Fica difícil dizer.

            Aqui, na baixada santista – carinhosamente apelidada por alguns internautas de “Dubai do Brejo”, a curiosidade é o fato de que Santos não possui nenhuma candidata ao executivo – Sem exceções, apenas homens disputam a cadeira na prefeitura. Já em São Vicente, a novidade é a candidatura do ex-prefeito que terminou o mandato de 2016 em meio a um tsunami de lixo. Se depender dele e da teoria do prefeiturável de São Paulo, a cidade ficará tão suja que a COVID não terá vez.  Se ele for eleito e eu desaparecer daqui, podem investigar e provavelmente descobrirão que uma barata gigante resultante da falta de coleta adequada de lixo invadiu minha casa e me trancou em algum baú.

            E o último assunto da semana: Finalmente os internautas esqueceram o casal de famosos que separou-traiu-não traiu. Agora o assunto é o Robinho, condenado por estupro na Itália e aceito de volta no Santos Futebol Clube. Interessante notarmos que uma jogadora de vôlei que se posiciona politicamente tem a carreira imensamente mais prejudicada que um jogador de futebol que comete um estupro! O contrato foi suspenso depois da pressão das torcedoras (e de alguns torcedores) e da ameaça de debandada dos patrocinadores do clube. Muitos defendem o atleta, dizendo que “todo mundo erra”, mas vamos combinar? Erro é esquecer o dia de aniversário da esposa, estacionar em local proibido ou sair de casa sem guarda-chuva. Estupro (ainda que sem penetração), não é erro – É crime. E esse assunto não deveria sequer precisar ser discutido e qualquer tentativa de melhorar a imagem do atleta só prova o machismo estrutural da sociedade.

            Pois é, a coisa por aqui está tão complicada que é melhor sentar e beber um suco de laranja – E começar a pensar em um novo imposto, para taxar as grandes bundas (Mas apenas as grandes bundas que sentam nas cadeiras do congresso nacional).