06 on 06 – Meus Vícios (BEDA 06)

O projeto fotográfico 06 on 06 propôs um tema peculiar: Meus vícios. Por definição, vício pode dependência física ou psicológica, ou ainda pode significar defeito.

Não me considero dependente de nada e, embora possa ter lá os meus defeitos, não vejo uma forma de fotografá-los. Por isso tomo a liberdade de ampliar o significado de “vício” para apresentar aqui hábitos rotineiros como vícios.

O primeiro (e arrisco dizer) mais antigo vício: Livros.

O segundo vício: Matemática. Adoro resolver questões aleatórias pelo prazer puro e simples de colocar a cabeça pra pensar.

O terceiro vício, adquirido na infância e retomado na quarentena: Baralho. Um jogo sempre cai bem!

Quarto vício: Música!

Quinto vício: Lápis de cor. Desenhar eu não desenho… Mas escrever colorido é divertido!

Sexto vício: Escrever. Tudo vira história pra contar!

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Resenha: A poética do brincar [BEDA 03]

Apesar de pequeno em seu tamanho físico “A poética do brincar” é um livro gigante em conteúdo.A autora, doutoranda em psicologia pela PUC-SP e mestre em Artes Cênicas pela ECA-USP desvenda, nesta obra fundamental os meandros do pensamento infantil e a importância do brincar como uma forma lúdica, livre e poética de aprendizado e transição entre a infância e a idade adulta.

Apesar da importância do tema, Marina nos presenteia com uma obra leve, permeada por pequenas histórias e trechos poéticos. 

Uma leitura fundamental não apenas para profissionais da educação, mas para famílias e pessoas que pensam em ter filhos, “A poética do brincar” desperta reflexões sobre a importância de deixar a criança ser…  Criança. Sem utilitarismo ou tecnicismo. Sem pressa de amadurecer. O brincar permite a descoberta saudável do mundo. 

Indico que após a leitura, assistam o documentário “Tarja Branca”.

A educação de nossas crianças é fundamental para a construção de uma sociedade saudável, plena e humanizada. 

Autora: Marina Marcondes Machado

Edições Loyola – 2ª Edição, 2004

73 páginas.

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06 on 06 – Atos

06 on 06 – Atos 

Quando recebi da @Lunna Guedes o tema do 06 on 06 de hoje, atos, a primeira imagem que me surgiu foi a imagem de ruas cheias, cartazes e pessoas lutando por direitos. Lembrei também de atos menores e não menos importantes…

1- Entrevista durante o ato “Quem mandou o vizinho do presidente matar Marielle Franco?” – Gonzaga/Santos. Ato pequeno e importante! Ato organizado pelo Coletivo Feminista Rosa Lilás e pelo PSOL

2 – “Beijaço” LGBTQIA+, ato contra a homofobia. Foi um grande ato na Avenida Ana Costa/Santos, com muita luta e, apesar do assunto sério, muita alegria. Ato organizado por várias pessoas e coletivos.

3 – Luta pelos transportes em São Paulo! Transporte é direito, não mercadoria! Ato realizado por vários coletivos.

4 – Ecofaxina. Ato organizado por uma ONG. Não faço parte da organização, porém participar foi uma experiência incrível e exaustiva.

5 – Nem sempre os atos estão nas ruas. Formação de militância, grupos de estudos. Atos de resistência!

6 – Leitura da poesia “80 tiros” contra a violência policial. Militância é arte podem e devem caminhar juntos!

Sonho [BEDA 13]

Eu havia preparado um post para hoje, mas infelizmente meu computador decidiu travar, por isso vou compartilhar aqui o vídeo de uma modalidade de dança que eu quero muito dominar: O pole dance. Neste vídeo temos uma das nossas campeãs mundiais, que é brasileira! Espero que gostem!

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Caminhada [BEDA 07]

Há mais de uma semana não vejo a rua. Hoje, dia de trabalho presencial, decido voltar a pé para casa: São quase dez quilômetros de caminhada. Tempo ameno, vento no rosto. Pequenos prazeres que a pandemia nos tirou. Os passos desviando de buracos, pisos lisos, pedras soltas. Algumas casas mudaram de cor, alguns comercios fecharam para nunca mais, outros abriram. Portas meio abertas entregam seus produtos por delivery. Novos tempos, não necessariamente melhores.
Incrédula, observo que muitas pessoas ainda não utilizam máscaras. Não parece que há um vírus circulando. Já está escurecendo quando chego na avenida da praia. Ainda falta um bom pedaço de chão pra chegar em casa. Percebo que a academia reabriu: Seres mascarados se exercitam. É estranho de se ver. Sinto falta de frequentar os treinos, mas decidi: Retomo quando houver vacina ou talvez quando encontrar alguma atividade individual que me agrade. Diferente de tanta gente, tenho o mínimo de bom senso e prefiro não arriscar pegar-transmitir o vírus… Aliás o medo é um dos motivos que me leva a dispensar o transporte público e caminhar tantos quilômetros. O medo e a vontade de caminhar.
Chego em casa exausta, completamente incapaz de cumprir a minha prática diária de yoga ou de escrever resenhas, fotografar livros, preparar postagens. Hoje deixarei meus leitores e leitoras com uma foto do céu da minha cidade e esse breve relato de uma trabalhadora na pandemia.

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10 fatos literários sobre mim- Blogagem coletiva

1 – Hábito de infância
A leitura fez parte da minha formação desde que me conheço por gente. Minha mãe me ensinou a ler em casa e aos 7 anos eu já tinha vários livros, com 8 comecei abandonar os livros cheios de figuras, buscando textos mais longos.

2 – Gibi? Não, obrigada!
Que me perdoem os fãs de revistas em quadrinhos, mas eu nunca curti a ideia de ler uma história com um monte de desenho e cores no meio. Não tinha e não tenho paciência. Tirinhas curtas e irônicas são uma exceção.

3 – Clássicos, clássicos e clássicos…
Acostumei desde cedo com a leitura de livros considerados clássicos. Acredito que mesmo sem encontrar o pleno sentido do que o autor/autora quis dizer, é importante que haja um esforço em torno da leitura desses livros, seja pelos enredos excelentes, seja pelo vocabulário rebuscado.

4 – … Mas nada contra os livros da moda
Crespusculo? Li. Cinquenta tons de cinza? Li. Harry Potter? Li. Pois é. O fato de amar livros mais rebuscados não me impede de gostar das últimas modinhas literárias. Dá para gostar dos clássicos e do último besteirol teen ou hot. O que não dá é pra ser chato e julgar a leitura do amiguinho.

5 – Não toque no meu livro!
Quer me irritar? É só pegar um livro meu e dobrar as páginas, amassar, ler com as mãos sujas… Sério! Livros merecem cuidados.

6 – Desapegos
Gosto de ter livros em casa, mas também curto desapegar de alguns exemplares – trocar, vender, doar. Só não faço mais ações do tipo “esqueça um livro” por temer que ele seja exposto a chuva ou a maldade humana.

7 – Pra todo lugar
Antes da pandemia eu sempre carregava um livro na bolsa. Sempre. Agora que tudo o que chega da rua precisa ser higienizado, esse hábito acabou perdido…

8 – Tradicional
Sei de todas as facilidades trazidas pelo e-book, mas sinceramente? Ainda prefiro os livros de papel.

9 – Três livros que eu gostaria de ter escrito
Como água para chocolate
Lira dos vinte anos
Amos e Masmorras

10 – Um livro que eu indicaria para quem está lendo
A bicicleta azul e os subsequentes.

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06 on 06 – Vitrines

Vitrines
Intransponíveis divisões
Entre o ser e o ter
Fúteis diversões
Atrações
Venham ver
Deixem aqui seu suor
Seu tempo salário
Sua vida de trabalho
Vitrines...
Fotografadas às pressas
Entre um ônibus e outro
Sob o perplexo olhar dos seguranças
Dos passantes
Dos excluídos
Das lojistas, vendedores
Balconistas
Com seus sorrisos convidativos
E seus preços nem sempre atrativos
Vitrines imorais
Num país onde tantos pés não tem sapatos
Tantos corpos veste trapos
Tantas bocas sem comida
E tanta cegueira por conveniência ou ignorância - que nenhum óculos seria capaz de corrigir.

Papai Noel & Magia & filminhos! Feliz Natal!

Esse ano está muito diferente de qualquer coisa que imaginamos não é mesmo?  Quem for responsável não irá viajar ou reunir a família – Como eu disse em outro texto, em 2020 a maior prova de amor é ficar longe, é um ano que pede uma ceia simples e a companhia apenas das pessoas que já moram sob o mesmo teto. Pensando nisso durante o mês de Novembro eu me dediquei a assistir vários filmes de Natal, pensando em trazer para vocês uma super seleção de filmes para assistir em casa nessa noite tão especial! Então, segurem as dicas aí!

Amor com data marcada

Ela é solteira e não agüenta mais a pressão da família para encontrar alguém. A solução parece simples: Encontrar um ferigato (gato do feriado), um homem para acompanhá-la nas festas familiares e feriados. Será que o amor consegue respeitar datas marcadas? Uma comédia romântica fofa, com clima de Natal.

Nota de 0 a 5: 4

Operação presente de Natal

Uma base militar utilizando seus aviões para distribuir presentes entre pessoas que vivem em pequenas ilhas isoladas acaba chamando a atenção de uma deputada que envia sua assistente para verificar a utilização indevida da base e recomendar seu fechamento, entretanto, a magia do Natal pode fazer muita coisa acontecer.

Nota de 0 a 5 :5

Deixe a neve cair

Uma cidade pequena, um ônibus quebrado na Neve e um encontro improvável entre um cantor famoso e uma jovem bonita e focada em fazer a mãe doente ter um Natal divertido. Poderia ser um drama, mas as histórias paralelas trazem um tom de comédia e fazem de “deixe a neve cair” uma daquelas histórias fofas e divertidas.

Nota de 0 a 5: 4

Sintonizados pelo amor

Eles cresceram juntos e, adultos, apresentam um programa de sucesso na rádio – Até o dia em que recebem a proposta de apresentar durante um programa de rádio ao vivo seus parceiros românticos para as famílias durante a tradicional ceia de Natal, sempre comemorada no restaurante da família dele. Tudo parece bem até eles levarem um fora. Fingir que são um casal pode parecer uma boa ideia, eles só não imaginavam as expectativas que causariam em suas famílias e o terremoto que a mentira causaria na família. Será que a amizade irá sobreviver?

Nota de 0 a 5: 5

Encanto de Natal

Uma talentosa fotógrafa, um amigo apaixonado e um calendário mágico. Neste filme repleto de neve e magia, vamos acompanhar o nascimento de um grande amor. Um filme delicioso.

Nota de 0 a 5: 5

Tudo bem no Natal que vem

Ele odeia o Natal – Até que um acidente faz com que sofra de uma misteriosa amnésia que o faz esquecer tudo o que passou entre um Natal e outro, como se todos os dias fossem noite natalina. Essa comédia brasileira traz uma profunda reflexão sobre o valor da família e as escolhas feitas na vida.

Nota de 0 a 5: 5.

Gostaram da lista? Deixem comentários!

Fogo morto – José Lins do Rego

O primeiro livro do #DesafioLiterárioDezembro foi uma leitura começada em Novembro que acabou sendo concluída bem no início de Dezembro.

José Lins do Rego foi um escritor paraibano que se dedicou ao romance regionalista. Influenciado pelo modernismo e por sociólogos como Gilberto Freyre, o autor se dedica a uma prosa ficcional repleta de significados sociológicos e políticos, contando histórias de sua terra, transportando quem lê ao cenário dos engenhos da zona da mata nordestina, do cangaço e dos coronéis.

 Suas personagens são ricas construções, homens e mulheres duros, gente típica do nosso país. Fogo Morto é um livro que integra tardiamente a série de obras que Rego nomeou como “ciclo da cana-de-açúcar”, acompanhando a história do Engenho Santa-Fé e trazendo personagens como o Coronel José Paulino, presente em outras obras, como Menino de Engenho, além dos protagonistas, o mestre José Amaro, um seleiro orgulhoso que vive numa casa na propriedade do Coronel Lula no Engenho Santa Fé e seu compadre, o Capitão Vitorino, sempre metido em coisas de política, disposto a lutar pelos oprimidos – Um perfeito Dom Quixote à brasileira. A obra nos retrata o sofrimento das mulheres oprimidas por essa estrutura patriarcal e machista que as adoece, enlouquecendo-as aos poucos ou fazendo com que precisem assumir os cuidados masculinos com a lida e a produção, sem que seus maridos percebam para que não se sintam humilhados. José Lins do Rego também retrata o cangaço na figura do temido cangaceiro Antonio Silvino, que brutalmente busca fazer justiça aos pobres em detrimento das leis, representadas pelas tropas do Tenente Maurício, que aterrorizam a cidade em represália as incursões de Antonio Silvino traçando uma realidade que não nos é estranha ainda nos dias de hoje: A de uma polícia brutal e violenta que massacra trabalhadores em suas ações – Se em 1930 havia cangaço e coronéis, hoje há tráfico, milícia e polícia com suas incursões violentas. Mudam os nomes, as tecnologias e as quantias de dinheiro envolvidas, mas permanece apenas uma realidade: Ao fim e ao cabo, quem sofre as conseqüências é o trabalhador espoliado de seus bens e de sua tranqüilidade.

Apesar de fazer parte da escola modernista, Fogo Morto não reproduz os “erros” presentes na fala como acontece em outras obras desta época, muito embora o autor também não utilize uma linguagem rebuscada ou acadêmica, dando preferência a um texto rico, de escrita coloquial e limpa de erros ortográficos, trazendo um romance regionalista de fácil leitura e encantadora riqueza de detalhes.