Castanha de caju na moranga

Dias atrás postei sobre o Samhain e os significados desta festividade, além de comentar um pouco sobre os alimentos tradicionais da época. Um desses alimentos é a abóbora, em especial a abóbora moranga que ficou conhecida pelas famosas lanternas feitas no Halloween e,  por isso, escolhi preparar esta receita de castanha de caju na moranga – adaptação da receita postada no blog Laboratório dos Sentidos, da Fabiana Turci (vale a pena clicar e ler a publicação original e as outras receitas também!). Essa castanha de caju na moranga é uma ótima dica para jantares especiais e combina perfeitamente com arroz integral sete grãos e uma boa salada de folhas verdes.

Ingredientes:

1 moranga pequena

2 xícaras de castanha do pará

200gs de castanha de caju crua ou torrada com sal

2 xícaras de molho de tomate caseiro

Páprica, sal, azeite, cebolinha e salsinha

1 pimenta dedo de moça fresca picada

3 dentes de alho

1 cebola picadinha.

Preparo:

Deixe a castanha do pará de molho por oito horas. Lave bem a moranga e coloque em uma panela grande para cozinhar por meia hora.  Depois de cozida, retire da panela e deixe esfriar bem e, só depois de fria, corte com cuidado um círculo na parte de cima e retire todas as sementes. Vire-a de cabeça para baixo para escorrer qualquer resquício de líquido.

Escorra as castanhas do pará e coloque-as no liquidificador. Adicione água quente até atingir uns dois dedos acima da quantidade de castanhas. Coloque um pouco de sal e bata até formar um creme. Adicione a salsinha e reserve.

Em uma panela refogue os temperos, a pimenta vermelha e as castanhas de caju, fritando levemente. Adicione o molho vermelho e, quando estiver fervendo, adicione metade do molho branco de castanhas. Espere ferver novamente e desligue o fogo.

Desvire a moranga e coloque-a em um refratário, coloque o molho branco de castanhas por dentro da moranga, espalhando bem. Em seguida coloque o molho de castanhas. Cubra com papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido por 40 minutos. Retire e sirva.

Samhain

 

 

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Entre filmes e receitas: Tomates Verdes Fritos

Tomates Verdes Fritos não é apenas um filme sobre amizade entre mulheres – É um filme sobre opressão, violência, preconceito e abandono afetivo, e, principalmente, é um filme sobre a força feminina e a sobrevivência.

Narrado em dois momentos bastante distintos, o filme narra a história de Idge Threadgoode – que viveu na década de 20, e também da dona de casa Evelyn – obesa e emocionalmente abandonada pelo marido. O filme nos faz pensar na importância da convivência ao mostrar como Evelyn vai modificando seu comportamento e tomando as rédeas da própria vida enquanto acompanha a história que a idosa Ninny Threadgoode lhe conta sobre Idge e Ruth e como elas, unidas aos amigos, venceram o luto, a violência doméstica e ainda contornaram a sociedade racista e a ku klus kan – enquanto gerenciavam uma lanchonete no Alabama.

O título do filme inspira-se no principal prato servido por elas – Tomates Verdes Fritos. Pesquisando, descobri que se trata de um prato típico nos Estados Unidos e, lógico, não pude deixar de preparar (veganizando a receita) e compartilhar com vocês:

Ingredientes:

Tomates bem verdes (se estiverem maduros ou começando a amadurecer é um desastre)

Farinha de trigo

Farinha de rosca (de preferência daquelas mais grossinhas)

Farinha de milho em flocos

Sal e pimenta à gosto

Óleo para fritar

O preparo é bem simples:

Fatie os tomates e tempere com o Sal e a pimenta.

Em uma vasilha misture água e farinha de trigo, acrescentando a elas um pouco de sal e pimenta para reforçar o tempero dos tomates.

Em outra vasinha, misture farinha de milho (quebre um pouco os flocos) e farinha de rosca.

Aqueça o óleo e deixe um guardanapo bem grosso em uma travessa.

Passe as rodelas de tomate na água com farinha, depois nas farinhas misturadas. Tenha certeza de que o tomate está completamente empanado (Se necessário, repita o procedimento). Frite em óleo bem quente e quando estiver dourado, retire e deixe no guardanapo para escorrer a gordura. Sirva ainda quente!

Viram? Às vezes fazer comida de cinema nem é tão difícil assim!

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Sobre a ditadura da beleza vs liberdade e bem estar

Se você é mulher, sabe que a sociedade nos constrange o tempo todo a fazer coisas que muitas vezes não queremos fazer – muitas vezes parece que não somos donas dos nossos corpos. Usamos roupas desconfortáveis, justas, sapato de salto muito alto ou bico muito fino. E temos que sorrir. Sorrir sempre. O cabelo alinhado, a maquiagem perfeita. O seu mundo pode estar desmoronando, mas você precisa estar impecável. E então você olha para o lado e percebe que aquele teu amigo (que todas as meninas acham gato, perfeito, espetacular), só precisa tomar um banho, colocar um jeans confortável e uma camiseta e já está brilhando e fazendo sucesso nos passeios, baladas, no colégio, na faculdade, no role. Certo?  Só se você assumir pra si mesma que isso é certo!

Ano passado, em Setembro, fui assaltada quase na porta de casa – fiquei sem cartão de transporte, sem dinheiro, sem um tablet, sem a chave, sem documentos e, sem maquiagem! Toda a minha maquiagem estava na bolsa! Duas semanas depois, me sentindo nua e com a auto-estima no chão, decidi começar a pesquisar preços de maquiagem, mas já que desta vez eu teria que comprar (as que eu tinha fui acumulando por ganhar de presente em datas como Natal/Aniversário ou então havia comprado em lojas populares, daquelas bem simples mesmo), resolvi que iria comprar tudo de marcas veganas – nada de testes em animais! Nessa mesma época uma amiga me emprestou um livro sobre feminismo e eu me dei conta do quanto a sociedade se intromete no relacionamento entre a mulher e seu próprio corpo. E pensei: Eu preciso mesmo de maquiagem? A falta do cosmético está fazendo uma diferença real na minha vida? Não estava. Decidi aguardar mais um tempo e, em seguida, decidi que não compraria mais esse tipo de produto.

Depois de algumas semanas, acabei percebendo que, além de não me acrescentar nada, o uso de maquiagem é prejudicial ao meio ambiente – A fabricação e o transporte do cosmético e de suas embalagens com certeza consomem água, energia e de alguma forma, polui.  Eu sou mulher, luto pelo veganismo por amor aos animais, preocupo-me com o meio ambiente e, por isso tento antes de comprar qualquer coisa analisar os impactos disso na minha saúde e no meio ambiente através de algumas perguntas:

  1. A fabricação e transporte dessa mercadoria poluiu o meio ambiente? Causou danos? Testou em animais? (Infelizmente a maioria dos produtos tem sim como resposta)

      2. O consumo gera lixo desnecessariamente?

       3. O uso dessa mercadoria é indispensável e vai me trazer um benefício real?

        4. Essa mercadoria faz bem para a minha saúde?

 No caso da maquiagem, não há beneficio pra saúde, não há indispensabilidade no uso e há poluição e gasto de energia. Qual a razão para utilizarmos? Além de que, depois que inventaram filtros para fotos, quando dá vontade de estar com um rostinho diferente, é só dar uma alteradinha na foto! E assim lá se vão cinco meses praticamente sem utilizar maquiagem, nem esmalte! No inicio eu me sentia estranha, achava que meus amigos iriam notar e me achar menos bonita, que o universo iria entrar em um colapso estranho. Nada disso aconteceu! Estou aqui, recebo curtidas nas fotos do Facebook, meus amigos sequer notaram a ausência do cosmético. Eventualmente terei que utilizar, quando for fazer alguma figuração (coisa rara nos últimos anos), talvez ocorra aquela “recaída” vez ou outra (espero que não), mas ainda assim esses meses sem maquiagem tem sido uma experiência interessante, além de ter melhorado muito a minha pele.

E vocês, amigas leitoras? Já fizeram a experiência de abrir mão da maquiagem? É uma quebra de padrões saudável e estimulante.

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Bolo de Cenoura com cobertura de brigadeiro

Quando eu era criança, fazer e comer bolos era algo bem frequente em casa – vantagens de ter uma mãe super coruja e habilidosa na cozinha. Com a questão do veganismo, pensei muitas vezes “mas e os bolos?” e confesso que ainda estou dando meus primeiros passos, erros e acertos nesse universo de fazê-los sem ovos. Este bolo de cenoura foi uma surpresa agradável e muito saborosa e eu fico muito feliz em poder dividir essa receita com vocês!

Ingredientes

2 Cenouras

1 e 1/2 xícaras de suco de laranja

2 xícaras de açúcar

3 xícaras de farinha

1 pitada de Sal

2 colheres de chia previamente hidratadas (opcional)

2 colheres de fermento

Preparo: Preaqueça o forno, unte uma assadeira, bata todos os ingredientes no liquidificador (o fermento deve ser o último a ser acrescentado na mistura), despeje na assadeira e leve ao forno.

Cobertura – Brigadeiro de Inhame

2 inhames médios

1 colher de sopa de cacau em pó (ou outro chocolate em pó que não tenha leite na composição)

1 colher de sopa de óleo de coco (se não tiver, pode usar a mesma medida de azeite extra virgem)

50gs de chocolate 60% cacau picado

Preparo:

Descasque e cozinhe os inhames. Leve-os ao liquidificador com o cacau em pó e 1 xícara de água aquecida. Bata bem. Em uma panela coloque o chocolate picado e despeje sobre ele o conteúdo do liquidificador. Adicione o óleo e ligue o fogo, mexendo sem parar até começar a ficar firme e aparecer o fundo da panela. Despeje sobre o bolo ainda quente.

Dica: Se quiser fazer o brigadeiro no ponto de enrolar, mexa por mais alguns minutos, até ser possível ver bem o fundo da panela, depois despeje em um prato e leve para gelar.

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Mas, e as proteínas?

Você já reparou que tornar-se vegetariano/vegano faz com que nove em cada dez amigos onívoros tornem-se, repentinamente, nutricionistas? É sério! Enquanto você mantém aquele padrão “normal” de alimentação, consumindo carne, leite, ovos, fast-food e tudo mais, raramente alguém irá se intrometer dizendo “mas você vai adoecer!”, “você está deixando de ingerir nutrientes suficientes” (mesmo que quase todo dia você troque o almoço por um fast-food). A partir do momento em que se anuncia a novidade “decidi me tornar vegano/vegetariano”, surgem mil pessoas falando sobre o risco de ter anemia, desnutrição, falta de proteínas, aliás, a frase mais comum é justamente essa “Mas, e as proteínas?”. Não sou nutricionista, mas andei pesquisando um pouco aqui, um pouco ali para tecer alguns comentários acerca do assunto!
O dr. George Guimarães, nutricionista especializado em nutrição vegetariana, explica que com o planejamento adequado, uma dieta vegana é capaz de fornecer toda a proteína necessária em qualquer fase da vida! Tal informação encontra-se no site da empresa de consultoria em Nutrição Vegetariana Nutriveg (o site é uma boa dica de lugar para pesquisar caso queira saber mais sobre nutrição vegana).
Infelizmente a realidade de muitos brasileiros não permite o luxo de uma consulta com um bom nutricionista vegano – não é tão fácil encontrar esses profissionais em algumas partes do Brasil, e, quando encontramos, dificilmente estão atendendo no serviço público de saúde. O importante é não desanimar! Observe seu corpo, sua saúde, se for o caso, vá a um médico normal e faça exames de sangue para se certificar que está tudo bem. E pesquise muito em sites e revistas voltados para o público vegan, pois eles acabam sendo uma das melhores fontes de informação disponíveis.
Sobre as proteínas, por exemplo, há diversas fontes fáceis de se incluir na alimentação: Soja – e consequentemente tofu e leite de soja, brocolis, couve-flor, amendoim, feijões, lentilha, grão de bico. É só aumentar um pouco o consumo desses alimentos.
Tem dúvida sobre o valor nutricional de algum alimento específico? Pesquise na TACO (Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos). Lembre-se também que é muito importante também seguir a pirâmide alimentar.

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E vamos colorir nossos pratos e nossas vidas, sem crueldade ou exploração com animais!

Queijo de Grão de Bico

Ingredientes:

3 xícaras de grão de bico cru
Temperos a gosto.

Modo de Preparo:

Deixar o grão de bico de molho por pelo menos oito horas. Escorrer. O grão de bico dobra de volume depois de hidratado, por isso não vai dar para bater tudo de uma só vez então é importante ir colocando de pouco em pouco – geralmente dá para bater duas xícaras do grão hidratado com 4 de água. Coe em peneira bem fina e guarde o resíduo. É importante sempre manter a proporção de colocar 2 xícaras de água para cada xícara de grão. Depois de bater tudo, leve o leite de grão de bico ao fogo em uma panela com os temperos que você escolheu e vá mexendo até ficar um mingau bem firme. Desligue o fogo e coloque o mingau em uma vasilha (preferencialmente de vidro) úmida. Deixe esfriar e leve à geladeira. Depois de bem gelado você pode utilizar.

Observações importantes:

1 – Já fiz duas versões desse queijo: A primeira temperada apenas com sal e curry e a segunda eu cozinhei com alguns tomates secos e orégano. Até agora não entendi o motivo pelo qual o primeiro que fiz (com curry e sal) juntou muita água, o outro, com tomate seco, não juntou quase nada de água, então é bom estar sempre observando e drenando a água quando ele estiver na geladeira.

2- Eu pessoalmente não gostei de comer ele ¨cru¨, mas achei super saboroso para colocar em bruschettas, pizzas, queijo quente feito na sanduicheira. Ele não derrete e repuxa como um queijo a base de leite faria, porém fica sequinho com o meio cremoso.

3- E por falar em tomates secos, fica uma dica: Olhem sempre a validade das coisas no mercado! Eu estava passando pelo supermercado esses dias e vi um vidro pequeno de tomate seco vencido na prateleira, e levei para casa sem pagar nada. Porque? Quando você encontrar um produto vencido no supermercado, a lei garante que você leve outro igual sem pagar absolutamente nada! Essa é a chamada medida compensatória, que está em vigor no Estado de São Paulo desde 2011. Ou seja: Eu não ia experimentar esse queijo com tomate seco se não tivesse tido a sorte de encontrar um vidro vencido no meio das latas de milho, então, observem bem o que estão levando para casa! (ok, isso não faz parte da receita, mas é uma dica de cidadania e direito do consumidor).

4- Esse queijo rende muito, então se você preferir, diminua a quantidade de grão de bico. O importante é sempre manter aquela proporção: para cada xícara de grão hidratado, utilize duas de água.

4- Uma receita extra: Sabe aquele resíduo do grão de bico que ficou na peneira? Você pode misturar com 1 e 3/4 xícaras de farinha de arroz, azeite, sal e temperos, e fermento em pó e colocar numa assadeira e cobrir com recheio a seu gosto (eu usei milho refogado e brócolis refogado) e levar ao forno. Fica um bolo salgado delicioso. Se não tiver a farinha de arroz a massa irá render menos mas também fica uma delícia!

 

Torta de grão de bico (Massa “podre” vegana sem glutém)

Sabe aquela torta de boteco? Sim, aquela gostosa, que é crocante e ao mesmo tempo esfarela na boca e que muitas pessoas chamam “Massa Podre”? Pois é, eu adorava comer empadas com essa massa! Mas como ela é feita com banha eu pensei que jamais iria comer novamente uma vez que a banha pode ser substituída pela totalmente não-recomendada gordura vegetal hidrogenada. Entretanto, algum tempo atrás eu encontrei na internet a receita de uma torta de grão de bico que me surpreendeu, não só pela simplicidade no preparo como pelo fato de ter a textura super parecida com a massa de empada e, um sabor muito mais gostoso!

Ingredientes:

3 xícaras de grão de bico

Sal à gosto

5 colheres (sopa) de azeite

Preparo:

Cozinhar o grão de bico em panela de pressão: Deixe cozinhar uns 15 minutos com a panela aberta e depois tampe, deixando mais uns 10 minutos na pressão, depois desse tempo desligue o fogo e deixe a pressão sair por completo naturalmente (não coloque nenhum tipo de tempero na água, nem mesmo sal ou vinagre) . Depois que sair a pressão escorra os grãos e espere ficarem mornos. Bata-os em um multiprocessador ou no liquidificador – você terá que ir colocando de pouco em pouco e transferindo para uma bacia na medida em que vai triturando. Depois que tudo estiver bem trituradinho, adicione o sal e o azeite e amasse bem. Forre uma assadeira (de preferência aquelas que soltam o forno) com a massa, coloque o recheio de sua preferência e cubra com outra camada de massa – Uma dica para facilitar na hora de cobrir é abrir a massa em cima de um plástico e depois “encaixar” essa massa aberta em cima da torta. Ajeite bem fechando as laterais, pincele azeite e leve ao forno até ficar bem dourada – É importante ter paciência e esperar para ter certeza de que o fundo esteja bem assado. Espere esfriar um pouco para desenformar.

Você pode fazer em forminhas de empadas individuais e congelar. É uma besteirinha bem saudável para comer quando bate aquela fome.

O recheio fica a seu critério, mas é importante ter em mente que não pode ser muito molhado e deve estar frio ou morno quando for colocar sobre a massa. Alguns recheios bem saborosos são: Brócolis, palmito, alho poró, escarola ou milho refogados e engrossados com um pouco de farinha de trigo (refogue com os temperos que mais gostar, quando estiver bem cozido, misture em um copo uma colher de farinha de trigo e uns 5 dedos de água, misturando bem pra não ficar pelotinas e coloque essa mistura na panela mexendo sempre. Quando ferver de novo e estiver grossinho, desligue o fogo).

Sobre a dica de não colocar temperos na água quando for cozinhar o grão de bico: A água do cozimento pode ser usada para o preparo de alguns doces bem interessantes e saborosos. Eu ainda estou testando as receitas e logo trarei muitas novidades por aqui, então, enquanto isso é bom ir se acostumando não temperar a água!

 

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Com essa receita é possível fazer duas tortas desse tamanho! 

Cozinha combina tanto com música… E hoje o dia cinza e chuvoso me deixou com vontade de ouvir algumas coisinhas bem suaves, como por exemplo esse álbum aqui.

 

 

O inverno está chegando… É tempo de Sopa!

Friozinho… Sopa… Tudo de bom não é mesmo? A receita de hoje não é tipo “gourmet” e a foto também não está lá muito bonita, mas é uma delícia!

Sopa de Espinafre

1 maço de espinafre lavado, cozido e picado

Alho, cebola, páprica, azeite e temperos à gosto

1 xícara de aveia (deixar hidratar por uns 20 minutos)

Preparo:

Primeiro vamos fazer o “leite” da aveia: Eu utilizei a aveia integral, mas dá para fazer com a aveia em flocos também. Se optar pela aveia integral, você deve deixar de molho uns 15-20 minutos, escorrer e bater no liquidificador com 4 xícaras de água e peneirar em peneira fina (Dica: Bata com duas e use as outras duas para enxaguar o liquidificador). Se for fazer com a aveia em flocos, use duas xícaras de água para hidratar, mas não escorra, apenas coloque ela hidratada no liquidificador com a própria água e com mais duas xícaras, bata e coe. Numa panela, refogue o espinafre com os temperos todos, e, quando já estiver refogado, despeje o leite na panela e deixe ferver mexendo de vez em quando. Acerte o tempero e sirva bem quentinha.

Dica: Congele os resíduos da aveia para fazer biscoitos, bolo ou pão (logo passo alguma receitinha que utilize os resíduos aqui! Enquanto isso, use a imaginação!)

Sopa de espinafre

Ricota de amendoim

Ingredientes:

1 kg de amendoim
1/2 xícara de vinagre
1 limão

Utensílios:

3 panos limpos e sem cheiro de sabão/amaciante
Uma peneira/escorredor de macarrão

Preparo:
Leite de amendoim: Coloque o amendoim  de molho por umas 8 horas. Lave bem os grãos, escorra e bata no liquidificador na proporção de dois copos de água para um de amendoim.
Utilizando uma peneira ou escorredor de macarrão forrado com um pano, vá coando o leite aos poucos, espremendo bem no pano e descartando o resíduo.
Após coar todo o leite, retire com uma colher a espuma que se formou. Leve a uma panela e deixe ferver (só um ou dois minutos após entrar em ebulição). Desligue o fogo e espere começar a esfriar (o leite deve estar por volta de 80 graus, então não é necessário esperar esfriar por muito tempo). Coloque o vinagre, mexendo levemente. Em seguida coloque o limão. O leite começará a coagular. Deixe em repouso por uns 25 minutos.
Forre um escorredor de macarrão ou peneira com um pano. Aos poucos vá despejando o conteúdo da panela na peneira, pausando aos poucos para que o soro escorra e a  parte coagulada fique na peneira. Feche com as beiradas do pano e coloque um peso (pode ser um prato pequeno). Deixe algumas horas até escorrer todo o soro (geralmente entre 8 e 10 horas). Ele não fica muito consistente, então desenforme numa travessa, preferencialmente de vidro. Tempere com sal, orégano e azeite, amassando bem com um garfo e deixe passar pelo menos uma noite para “pegar” o tempero. Você pode servir puro ou misturar azeitonas picadas, picles ou tomate seco.
Dura por cinco dias na geladeira e pode ser servido com bolachinhas, pães ou torradas.</p>

Observação: Os resíduos do amendoim podem ser utilizados no preparo de bolachinhas, bolos e doces (logo postarei algumas receitas, enquanto isso, usem a imaginação para aproveitar e criar delícias saudáveis e sem crueldade)

 

Minha ceia vegana de Natal

Natal é uma delícia não é mesmo? Família reunida, aromas pela casa, correria para deixar tudo pronto a tempo… E por falar em ceia, vamos lembrar de algo muito importante: Por favor, não comam o presépio! Celebrar a paz e a vida ceifando vidas inocentes não faz nenhum sentido! Aqui em casa a família é pequena – apenas eu e minha mãe – o que não significa que não cozinhamos algo bem especial para esta data! E o melhor, o prato lindo que servimos aqui no natal pode ser usado para receber aquela pessoa especial em casa ou em qualquer outra ocasião.

O que vocês vão precisar?

1 peça de tofu – fiz só meia receita e usei uma peneira média e não muito funda como forma. (receita aqui)

8 pimentas cambuci (ou pimenta doce)

1/2 abóbora cabocha (ou abóbora japonesa) pequena cozida

2 mini-morangas

1 bandeja de shimeji (200g)

150g de cogumelos champignom

50g de alcaparras

1 limão grande

temperos: shoyu, azeitonas verdes, azeite, cebola e alho.

Preparo:

Perfure o tofu tomando cuidado para não desmontar. Esprema o limão e deixe o tofu mergulhado nele, virando cuidadosamente de vez em quando.

Numa panela refogue com azeite cebola, alho, azeitonas e um pouco de sal. Misture a esse refogado a abóbora japonesa picadinha, mexendo até formar um purê consistente. Acerte o tempero e desligue o fogo.

Abra as tampas das mini-morangas e retire a polpa com cuidado. Cozinhe-as até ficarem macias. Reserve.

Lave bem o shimeji e cozinhe por uns 20 minutos. Em outra panela refogue cebola no azeite, acrescentando aos poucos o shimeji picado e mexendo sempre. Acrescente shoyu a gosto e deixe mais uns 3 minutos no fogo baixo (cuidado para não queimar). Reserve.

Abra as tampas das pimentas doces, retire cuidadosamente as sementes, lavando bem por dentro e deixando escorrer toda a água com a boca para baixo.

Recheie as pimentas doces com o purê de abóbora japonesa. Coloque-as em uma das pontas de uma assadeira grande. Com certeza vai sobrar purê de abóbora, reserve-o na geladeira! Ele é uma delícia mesmo puro.

Recheie as mini morangas com o shimeji. Também sobrará um pouco dele. Guarde! Coloque as mini morangas ao lado das pimentas na assadeira e não esqueça de colocar a tampa nelas!

Por fim, coloque o tofu e o caldo de limão na mesma assadeira. Regue tudo com azeite e leve ao forno por uns 15 a 20 minutos (eu usei forno elétrico! Se usar forno a gás, vá verificando o ponto para não queimar as pimentas).

Em uma panela pequena, refogue com azeite cebola a gosto, o cogumelo champignom cortado ao meio e as alcaparras.

Retire do forno e ajeite em uma travessa redonda o tofu ao meio, cercado pelas pimentas e pelas mini-morangas. Cubra o tofu com o refogado de champignom com alcaparras (como na foto) e sirva!

Como eu disse no início do texto: A família aqui em casa se resume a duas pessoas, então esse pratinho foi suficiente para alimentar muito bem as duas e as sobras de purê e shimeji se tornaram o almoço do dia seguinte. Se sua família é maior, você terá que adaptar as quantidades.

Espero que gostem e me perdoem por não ter um nome para batizar as receitas que eu mesma inventei de improviso para o Natal.

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