Capítulo 8 – A Vampira Emanuela

BIANCA

Bianca e Mary não transformaram Bruna. Emanuela ainda era prisioneira de Carmilla, um ano já se passara, ainda havia longos 112 anos a esperar, porém algumas coisas haviam mudado bastante: Emanuela já não era mais aquela prisioneira infeliz. Já havia aprendido a gostar de seu novo estado. Não entendia qual o motivo que a havia levado a adiar tanto tempo sua partida para a Eternidade e era grata a Carmilla por tê-la trazido. Imaginava-se livre, seria feliz, conheceria o mundo, todos os lugares com os quais sempre sonhara. Não pensava em ir para os braços de Bianca. Tinha a Eternidade para viver, cores, lugares e pessoas para conhecer. Qual seria a vantagem em ir viver com uma mulher? Qual o sentido da fidelidade para quem teria infinito tempo? Às vezes, imaginava que sentiria falta de Carmilla. Gostava de seu jeito sempre bruto de fazer sexo: Algemava-a na cama, amarrava-a com tiras de couro, já a levara conhecer os calabouços de um antigo castelo – Fora a noite mais excitante que tivera: Nua, em pé, com os braços amarrados acima da cabeça e as pernas ligeiramente abertas, amarradas por correntes. Carmilla a tocava, deixava-a louca de tesão e depois a abandonava ali por longos minutos, para retornar em seguida e começar tudo de novo.Duvidava muito que Bianca fosse capaz de possuí-la daquela maneira.
Uma voz veio tirar Emanuela de seus devaneios:
-Emanuela!
-O que deseja minha mestra e senhora?
-Venha até aqui.
Emanuela foi até a varanda, onde Carmilla estava observando o luar.
-Retire a roupa.
Nua, a luz do luar, Emanuela ficava ainda mais bonita.
-Vá até o meio do jardim e sente-se naquela pedra, de frente para mim.
-Hoje temos visitas, um casal. Talvez você reconheça o homem. Quero que você se comporte bem, entendeu?
-Sim.
Emanuela sentiu alguém chegar por trás de si, eram mãos masculinas, fortes e ágeis. Tentou voltar-se para ver o rosto do desconhecido, porém ele a segurou com força pela nuca. Não queria ser visto. Vedou-lhe os olhos. Da varanda, Carmilla e Danielle assistiam. Lucius dava-lhe pequenas mordidas, depois fez com que ela lhe explorasse com as mãos e deixou que ela lhe despisse, ainda com os olhos vendados. Deitou-a na grama, passava seu corpo sobre o dela, deixando-a sentir sua excitação, mas evitando tocá-la. Queria deixá-la excitada, torturá-la de prazer. Mudou a posição, fazendo-a ficar de quatro e mandando-a andar nessa posição pelo jardim. Prendeu-a em uma cerca com uma espécie de coleira. Foi até a varanda, despiu Carmilla e a levou até perto de Emanuela. Danielle assistia seu homem fazendo sexo com Carmilla e ficava cada vez mais excitada. Emanuela podia ouvir os dois. Queria ser possuída por aquele desconhecido, fosse ele quem fosse. Os gemidos pararam. Ela sentiu que ele a acariciava novamente. Soltou-a da coleira, colocando-a em pé, encostada ao tronco de uma árvore e a amarrando ali. Sentiu que mãos femininas a tocavam, mas não se tratava de Carmilla. A desconhecida foi beijando-lhe todo o corpo, dava-lhe tapinhas ardidos nas coxas e no rosto, mordia-lhe a barriga e as partes íntimas. O homem também a estava tocando, e Emanuela podia perceber que ele estava possuindo a mulher ali mesmo. Ela já não aguentava mais – estava em ponto de bala quando ele finalmente matou seu desejo e levou-a ao êxtase.
Emanuela e Carmilla despediram-se de Danielle e Lucius, prometendo encontrarem-se novamente em noites assim.