Música e poesia

Música e poesia

 O brilho de um olhar
O Sonhar
A música no ar
A eletricidade no coração
Pulsante como uma canção
Emoção

O sonhar e o suspirar
Um lapso no tempo
Sentimento
O mundo poderia parar
Naquele momento

E em poesia
No fim do dia
Um momento imortalizar

(27-10-2013) “As cartas que você não leu”

 

Abraços Amigos

São sempre um ninho
Os abraços d’um amigo
E os olhos são abrigo
E os olhares são carinho

E o tempo corre, ligeirinho
Quando abrigada sigo
Querendo mais uns minutos contigo
-Oh, tempo, passe de mansinho!

Mas o tempo corre veloz
E já se faz hora de partir
Quando vemos, já estamos sós

Cai escura a noite- hora de dormir
Feliz a pensar nos laços que somos nós
E nos momentos que já são saudade atroz

(Poema escrito para um amigo querido, depois de uma noite de segunda-feira -08/05/17 – conversando no carro em aninhados e ternos abraços)

Brilho do luar

Brilho do luar, Vento do Sul
Sonhos de um céu Azul
Diamantes celestes
Estrelas brilhantes

Oníricas imagens
Trazem os olhos teus
Apenas paisagens
Dos mais belos sonhos meus

Teu olhar, promessa de ternura
Um toque teu, imensa candura
Levanta das magias os véus
Leva-me conhecer os sete céus

E a noite assim foge veloz
Será o tempo cruel algoz
Leva-te para longe de mim
E a poesia chega ao fim

Acabam-se as infinitas estradas
De amor enfeitadas
E resta a realidade
Escrever a saudade

 

(2013)

Sucumbe meu olhar ao pranto

Sucumbe meu olhar ao pranto
Aí de mim que não tenho um amor!
Ninguém que me cante um acalanto
Ninguém que me apresente da paixão o calor

Sucumbe meu olhar ao pranto
Aí de mim que não tenho um amor!
Volvendo os olhos ao céu eu canto
Implorando ao cupido que me dê seu favor

Sucumbe meu olhar ao pranto
Aí de mim que não tenho um amor!
Não conheço o langue encanto
Do prazer desconheço o tremor

Sucumbe meu olhar ao pranto
Aí de mim que não tenho um amor!
Sozinha, quase esquecida num canto
Escrevo poetando minha dor

Sucumbe meu olhar ao pranto
Aí de mim que não tenho um amor!
N’alma não criei o doce recanto
Onde nasça da paixão a flor

Sucumbe meu olhar ao pranto
Aí de mim que não tenho um amor
Meia noite eu me levanto
E confidencio à Lua o meu dissabor

Sucumbe meu olhar ao pranto
Aí de mim que não tenho um amor
Dia a dia o meu desencanto
Das minhas primaveras sem flor

Sucumbe meu olhar ao pranto
Já não choro por não ter um Amor!
Cupido atendeu ao meu canto
Meu coração agora é puro amor!

 

(Um eu vou saber compor e farei deste poema uma canção. Bambino, você me ensinou a amar. Você pode não saber disso, mas você é o meu amor, mesmo que jamais seja recíproco, ainda assim, você traz luz para minha alma tão solitária).

(2013)

 

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Venturosa é a alma que ama

Venturosa é a alma que ama
Pois venturoso é o destino
De quem certo nome chama
Entregue ao delírio, paixão, desatino

Ditoso o dia solitário nas ruas
As lágrimas que estampam dores cruas
O cabelo solto ao vento
A triste caminhada ao relento

Ditoso mar de paixão
Tormentoso por onde navega o coração
Oceano de fogo e lágrimas sem rumo certo
Entregar a vida ao mar aberto

Doce é a linha do horizonte
Que em seu olhar se esconde
Distante ilusão, miragem
Que ao nada me conduz nesta viagem

E em tuas lembranças
A alma se perde deleitada
Quando renasce a esperança
De ser tua bem amada

(2013)

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Sonha, poetisa

dormindo-nas-nuvens-1Sonha poetisa, sonha que o sonhar
É artimanha da alma saudosa
É centelha que vem a escuridão alumiar
É intenso momento, alegria preciosa

Sonha poetisa, sonha com aquele
Que queres só para ti, que queres ser só dele
Sonha com os beijos, sonha com a doçura
Viva teu amor, pois nos sonhos não há censura

Poetisa menina,sonha com teu amado
Aguarda o momento de estar ao teu lado
Deseja-o como a ninguém havia desejado
E entrega-lhe o amor que a ninguém havia entregado

Sonha com o doce momento
Em que triunfará intenso sentimento
E àquele que certo dia tua alma roubou
Entregará teu corpo como ternamente sonhou

Sonha poetisa, que triste é a realidade
E tão triste é a saudade
E o tempo que se arrasta, não passa
E desfaz o sonhar como fumaça

(2013)

Poesia para os camaradas do PSOL

O que é a vida? É a constante luta
É poesia que nasce insistente
No decorrer de cada instante
Entre o sonho, o suor e a labuta

E se a vida é luta e poesia
É também aprendizado e construção
É o desejo de paz, justiça e revolução
É a estrada construída a cada dia

E neste caminho tão longo quanto breve
É uma alegria conhecer queridos e queridas camaradas
Qu’enfrentam a vida em lutas reiteradas
Com coragem, com força, e consciência limpa e leve

Mais um dia terminado, sigamos adiante!
Nestes humildes versos venho saudar
Todos e todas que hoje se vieram juntar
Que o Socialismo e a liberdade sigam sempre avante!

 

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Nota da autora: Poema escrito ontem, 03/11/2016, após uma atividade de debate do PSOL Santos. Uma homenagem aos camaradas com quem tenho a alegria de militar e aprender a cada dia, e uma resposta a todos e todas que dizem que militância político-partidária e poesia não conseguem conviver ao mesmo tempo na alma humana!

 

 

Poema para um jovem lutador socialista

Outro dia um amigo comentou que há tempos não me vê escrevendo poesias, que meu Facebook tem refletido somente minhas opiniões políticas e alegou que a alma de uma poetisa não se adequaria a uma vida envolvida em movimentos sociais e partidos políticos. Discordei. É possível, como diria Che Guevara, endurecer sem perder a ternura. Hoje, organizando alguns papéis, me deparei com este poema que escrevi horas após uma manifestação que pedia o Fora Temer. O poema se formou em minha mente já durante o percurso e terminou de tomar forma quando cheguei em casa e assisti algumas filmagens do ato. Hoje resolvi dividir essa poesia com vocês e dizer que, até mesmo durante um ato de manifestação é possível encontrar um tanto de poesia, basta querer e deixar a alma aberta! E, não, o poema não foi direcionado a ninguém em especial!

POEMA PARA UM JOVEM LUTADOR SOCIALISTA

Olhar sereno que reflete um’alma pura
Olhar cintilante de quem caminha por onde manda o coração
Bem sabes que a estrada é longa e por vezes dura
E inda assim andas com alegria e determinação

És deveras belo, e parece que disso nem se dá conta
Caminhando segue o destino
Caminhando pr’onde a consciência aponta
Determinado e corajoso homem-menino

Planta com ideias uma semente
Que no futuro muitos irão colher
Sabe que a vida não é só o presente
E com firmeza e entusiasmo escolheu seu modo de viver

Que nesta longa caminhada
Haja sempre entre as lutas, alegria
Que haja sempre uma rosa vermelha na estrada
Para alegrar-te a cada dia!

(Santos, 31 de Agosto de 2016)

rosa

Beltane ou Samhain

No Norte o Deus faz sua passagem
E vive no ventre da Deusa
Predomina a escuridão
A canção do vento é uma homenagem
Aos antepassados que fizeram sua derradeira viagem
Viva Samhain, viva a Deusa, viva o Deus que foi consorte da Deusa e agora morre para renascer do ventre da Mãe!
No Sul a Deusa e o Deus fazem a sagrada União!
E no ventre fértil da Donzela fica a semente
Em breve o Deus morrerá para renascer
Fitas se trançam ao redor do mastro, fogos se acendem!
Vamos festejar a União do Deus Cornífero e da Donzela, que em breve será a mãe!
Viva Beltane! Viva o grande casamento!
Viva a deusa das três faces – Jovem , mãe, anciã!
Vivam os que atendem ao Chamado! Feliz Beltane, Feliz Samhain!

Minha alma navega sem cais

Já não há mais realidade
Já não há mais ilusão
Já não há mais felicidade
Tudo se mistura numa grande solidão

Você partiu… Deixou lágrimas… Dor
Deixou esse inexplicável amor
Foi insensível
E em meu coração, a saudade é ferida invisível

Já não sinto a chuva fina em meus cabelos
E meus olhos agora são vermelhos
Vermelhos de tanto chorar
Meu corpo é insensível a tudo, só deseja te amar

Ao meu redor… Escuridão
Em meu coração… Solidão
Realidade, ilusão, felicidade não há mais
Minha alma navega sem cais…

Imagem: Internet