Blogagem coletiva #1: O ano que passou e os livros que ficarão na memória

O ano de 2020 se encarregou de sacudir os rumos do mundo, abalar sonhos, derrubar estruturas e tornar a vida mais difícil. Por aqui livros, escrita e culinária mantiveram algo de familiar nos dias de rotinas alteradas e medo. Durante o ano que se passou foram ao todo trinta livros lidos, sendo dezesseis nacionais. Esse número não conta os livros didáticos que sempre me acompanham como uma distração e uma forma de me manter preparada para concursos. Também participei de duas antologias (Amores Virtuais, Perigo Real e Quimeras de Natal: Sonhos no Gelo, ambas da Editora Quimera) e um livro coletivo – Feliz Ano Velho, da Editora Scenarium que foi lançado apenas em dois mil e vinte e um com uma tiragem limitada.

            A maioria dos títulos lidos ano passado foram escolhidos através de sorteio, o que em alguns momentos me tirou da zona de conforto literária. Relembrando os títulos:

  1. Office Boy em Apuros – Bosco Brasil.
  2. Um tempo para você – Linda Roberts
  3. Memorial de Aires – Machado de Assis
  4. Clara dos Anjos – Lima Barreto
  5. Não leve a vida tão a sério – Hugh Prather
  6. Bagagem – Adélia Prado
  7. O chamado de Cthulhu e outtos contos – H.P Lovecraft
  8. Ópera do Malandro – Chico Buarque
  9. O pássaro pintado – Jerzy Kosinski
  10. Marília de Dirceu e Cartas Chilenas – Tomás Antonio Gonzaga
  11. Histórias Fantásticas – Vários autores
  12. Cyrano de Bergerac – Edmond Rostand
  13. Dom Casmurro – Machado de Assis
  14. Noites  na Taverna – Álvares de Azevedo
  15. A  montanha e o Rio – Da Chen
  16. Antologia poética – Augusto dos Anjos
  17. Tire proveito dos seus impulsos – Pauline Wallin
  18. Felicidade – Gabriel Chalita
  19. Contos Reunidos; Brás, Bexiga e Barra Funda; Laranja da China e Outros Contos – Antonio Alcântara Machado
  20. Meus primeiros sonetos clássicos – Organização Alexandre Carvalho e Silvia J. Estevam
  21. Tia Julia e o escrevinhador – Mario Vargas Llosa
  22.  O Guarani – José de Alencar
  23.  Flores na Chuva e outros contos – Rosamond Pilcher
  24. Hilda Furacão – Roberto Drummond
  25. Fogo Morto – José Lins do Rego
  26.  Corredores – Codinome Loucura – Marianna Gouveia
  27. Amores Virtuais, Perigo Real – Antologia organizada por Humberto Lima
  28. A metamorfose – Frans Kafka
  29.  Treinando a emoção para ser feliz – Augusto Cury
  30.  Ponte para Terabitia – Katherine Paterson

Alguns livros da lista eu já conhecia e fiz uma releitura, outros me tiraram da zona de conforto e o último livro me chocou tanto que ainda não tem sequer resenha escrita para falar sobre ele no blog.

E vocês? Quais livros leram em 2021?

Conheça também um pouco sobre o mundo literário de:

Viviane AlmeidaAle Ana Claudia Lunna Guedes ObdulionoRoseli Pedroso

Resenha: A metamorfose

“Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranqüilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso. Estava deitado sobre suas costas duras como couraça e, ao levantar um pouco a cabeça, viu seu ventre abaulado, marrom, dividido por nervuras arqueadas, no topo do qual a coberta, prestes a deslizar de vez, ainda mal se sustinha. Suas numerosas pernas lastimavelmente finas em comparação com o volume do resto do corpo, tremulavam desamparadas diante de seus olhos”. O parágrafo transcrito é o ponto de partida de “A metamorfose”, um dos romances mais conhecidos de Franz Kafka, um jovem judeu nascido em Praga que adotou o alemão como seu idioma.

Kafka descreve o horror da situação com uma naturalidade assustadora: A reação da família e do próprio Gregor pode ser resumida em um grande susto, seguido pelas providências necessárias para re-arranjar a rotina de forma prática e objetiva: A quem compete cuidar do monstro no quarto? Onde conseguir dinheiro? O transformar-se em um inseto, neste contexto, parece uma tragédia relativamente comum, apenas mais um percalço qualquer que poderia ter acontecido com qualquer família e ocorreu com a família Samsa. Não há tentativas de entender o motivo da situação ou buscas desesperadas por uma cura, nem mesmo há uma tentativa de integrar a existência de Gregor ao restante da família, ao contrário, Kafka descreve o apagar gradual da importância daquele homem que, ao ser transmutado em inseto, torna-se apenas um peso para a família.

Em que pese ser uma leitura bastante simples, A metamorfose pode ser considerado um questionamento acerca do valor da vida humana dentro do sistema social – Gregor é visto como humano enquanto é capaz de produzir. Perdida essa capacidade, perde-se a humanidade também. Há também estudos que apontam “A metamorfose” como um texto literário voltado aos direitos humanos: Gregor perdeu sua humanidade a partir do momento em que viu-se transformado em uma asqueroso inseto? Ou a vida desapaixonada que levava – descrita numa tediosa toada casa-trabalho-casa – já havia lhe sugado a humanidade e o acordar transformado em inseto foi apenas o resultado disso? E o final da personagem? Seria a solução natural, ou seria a forma de escapar da desumanização completa, de recusar uma não-vida?

É importante que ao ler uma obra deste calibre, busque-se um aporte teórico em artigos – No caso de “A metamormofose”, encontra-se artigos em várias áreas do conhecimento humano: Psicologia, literatura, filosofia e direito estudaram a novela e a vida do autor, permitindo a partir disso traçar teorias sobre os significados implícitos das personagens. Ler Kafka sem este apoio é plenamente possível, mas tornaria a leitura apenas mais uma distração angustiante ao passo que ao ler e buscar aporte teórico amplia-se o horizonte de visão, permitindo um desenvolvimento do pensamento crítico e atingindo-se um patamar mais alto de aproveitamento da leitura, por isso deixo ao final do texto uma breve bibliografia com textos e vídeos que encontrei e achei pertinentes.

Bibliografia:

CARONE, Modesto. O parasita da família: sobre “A Metamorfose” de Kafka. Psicol. USP,  São Paulo ,  v. 3, n. 1-2, p. 131-141,   1992 .   Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-51771992000100013&lng=pt&nrm=iso&gt;. acessos em  26  out.  2020.

Castro, Alexandre de Carvalho e Leão, Luís Henrique da CostaA metamorfose e o campo da saúde mental de trabalhadores: uma análise bakthiniana. Ciência & Saúde Coletiva [online]. v. 25, n. 9 [Acessado 26 Outubro 2020] , pp. 3615-3624. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1413-81232020259.28652018&gt;. ISSN 1678-4561. https://doi.org/10.1590/1413-81232020259.28652018.

GRUBBA. Leilane Serratine. OLIVO. Mikhail Vieira Cancelier de. Kafka. A Metamorfose para os direitos humanos. Revista Direito e Práxis, vol.3, num. 2, 2011,PP 103-121, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Brasil. Disponível em:

KOSIK. Karel. O século de Grete Samsa. Sobre a possibilidade e a impossibilidade do trágico no nosso tempo. Tradução de Leandro Konder. Publicado na revista do programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ, Rio de Janeiro, Brasil Edição nº 8, Março de 1996. Disponível em:

Resenha: Treinando a emoção para ser feliz

Neste livro o psiquiatra Augusto Cury fala sobre como a emoção humana influencia diretamente a qualidade de vida e a felicidade e sobre como o ser humano está cada vez mais sozinho e insatisfeito, apesar de ter toda uma indústria de lazer disponível.

O livro possui exemplos engraçados como dizer que cada um de nós é o melhor nadador do mundo, pois atravessou um enorme espaço dentro do útero de nossas mães até encontrar o óvulo, mas apesar disso há bastantes coisas pertinentes, que fazem sentido. Por outro lado, como acontece em muitos livros de auto-ajuda, o autor começa a falar sobre Jesus Cristo como sendo “o mestre supremo da emoção” e, por mais que ele saliente em certo momento que “não se trata de religião”, falar sobre uma figura religiosa sempre irá remeter ao assunto, quer se queira, quer não – E como ninguém é obrigado a acreditar nas parábolas cristãs, acabei vendo esse ponto negativo no livro.

Dica literária: Receituário de uma expectadora

O Clube do Livro da Editora Scenarium se reúne toda primeira segunda feira do mês para conversar sobre um livro determinado no mês anterior. Para este primeiro mês do ano foi escolhido o livro Receituário de uma expectadora, da autora Roseli Pedroso.

            Trata-se de um delicioso livro de crônicas em que a autora consegue olhar ao mesmo tempo para dentro e para fora de si, expressando o mundo que nos cerca com muito bom humor e algumas matizes de melancolia. Roseli escreve com um ritmo fluido, encarrilhando as palavras uma na outra sem deixar vazios indesejáveis e sem atropelar as ideias.

            Se alguém me perguntasse eu diria que é impossível escolher apenas uma das crônicas – Todas são de uma qualidade literária incrível. Por outro lado, eu não estaria sendo junta com vocês ou com a autora caso terminasse esta postagem sem dizer quais são as minhas crônicas favoritas, então destaco três delas: Falar é bom, saber escutar é melhor ainda; Pequenas Feras e Em franca expansão. A primeira é uma crônica e um desabafo sobre um assunto cotidiano: Saber escutar quando alguém precisa conversar. Acredito que não é por maldade, mas boa parte de nós temos o hábito de falar sobre nossos problemas e objetivos, mas quando a conversa é sobre o outro, não há tempo. Outra crônica que gostei bastante foi Pequenas Feras – Quem trabalha com crianças irá entender o motivo e perceber que a autora foi assustadoramente realista e, para fechar preciso dizer que AMEI a crônica  “Em franca expansão” – Em algum momento da vida todas as mulheres (e muitos homens) irão se identificar com a situação descrita com muito humor pela autora e até mesmo perder o medo ou dar risada ao se reconhecer nos escritos. Sobre as outras (maravilhosas) crônicas eu não vou falar nada: Entrem no site da Scenarium e comprem o livro –  Que é uma obra de arte costurada artesanalmente! Vocês também podem conhecer um pouco mais os textos da autora acessando o blog Sacudindo as ideias.

Resenha: Antologia Quimeras de Natal – Sonhos no Gelo.

Primeiro livro lido em 2021, Quimeras de Natal: Sonhos no Gelo é uma antologia com histórias emocionantes que tem o poder de trazer de volta aquele clima gostoso de Natal, repleto de alegria, paz, esperança – Sentimentos tão necessários durante todo o ano.

            Os contos são bem diversificados: Há romances, histórias sobre a família e até mesmo um conto repleto de ação e tecnologia avançada para defender o Natal. Ou seja: Histórias para todos os gostos, ambientadas na época mais especial do ano!

            Adorei todos os contos que fazem parte do livro, com destaque especial para “Encantos na Neve” (Afinal é o meu conto! Se eu não falar dele, quem irá falar?), uma história que envolve magia, amor, família e uma lição sobre o que desejamos; Flores de Gelo do autor Humberto Lima – Sou super fã dos contos de horror do Humberto e fiquei deliciosamente surpresa com a versatilidade dele ao escrever um conto leve e romântico; destaco também Globo sem Neve, do autor Dielson Luz: Impossível não se encantar com Ghel, garotinho espertíssimo!

            Também adorei a personagem feminina forte construída por Beatriz Tauro, no conto “O chamado na Neve”. Josué Dantas por sua vez foi o autor responsável por um conto romântico típico do ensino médio com personagens que levam o Natal super a sério. Tainah Magalhães, autora do livro “O véu da Arte” nos brindou com um conto baseado nas personagens de seu livro (e de quebra me deixou com muita vontade de ler toda a história de Yoko, então um passarinho está me dizendo que “O véu da arte” entrou para a minha lista de títulos a serem lidos este ano), e finalmente fiquei espantada com “Alegre a cantar” um conto que envolve elfos, invasões e escopetas.

            Bateu uma curiosidade pela leitura né? Aproveitem que o livro está disponível no site do Grupo Editorial Quimera somente em formato digital!  Leiam e depois me contem: Qual foi o conto favorito de vocês?

Querem adquirir? Só clicar aqui!

Fogo morto – José Lins do Rego

O primeiro livro do #DesafioLiterárioDezembro foi uma leitura começada em Novembro que acabou sendo concluída bem no início de Dezembro.

José Lins do Rego foi um escritor paraibano que se dedicou ao romance regionalista. Influenciado pelo modernismo e por sociólogos como Gilberto Freyre, o autor se dedica a uma prosa ficcional repleta de significados sociológicos e políticos, contando histórias de sua terra, transportando quem lê ao cenário dos engenhos da zona da mata nordestina, do cangaço e dos coronéis.

 Suas personagens são ricas construções, homens e mulheres duros, gente típica do nosso país. Fogo Morto é um livro que integra tardiamente a série de obras que Rego nomeou como “ciclo da cana-de-açúcar”, acompanhando a história do Engenho Santa-Fé e trazendo personagens como o Coronel José Paulino, presente em outras obras, como Menino de Engenho, além dos protagonistas, o mestre José Amaro, um seleiro orgulhoso que vive numa casa na propriedade do Coronel Lula no Engenho Santa Fé e seu compadre, o Capitão Vitorino, sempre metido em coisas de política, disposto a lutar pelos oprimidos – Um perfeito Dom Quixote à brasileira. A obra nos retrata o sofrimento das mulheres oprimidas por essa estrutura patriarcal e machista que as adoece, enlouquecendo-as aos poucos ou fazendo com que precisem assumir os cuidados masculinos com a lida e a produção, sem que seus maridos percebam para que não se sintam humilhados. José Lins do Rego também retrata o cangaço na figura do temido cangaceiro Antonio Silvino, que brutalmente busca fazer justiça aos pobres em detrimento das leis, representadas pelas tropas do Tenente Maurício, que aterrorizam a cidade em represália as incursões de Antonio Silvino traçando uma realidade que não nos é estranha ainda nos dias de hoje: A de uma polícia brutal e violenta que massacra trabalhadores em suas ações – Se em 1930 havia cangaço e coronéis, hoje há tráfico, milícia e polícia com suas incursões violentas. Mudam os nomes, as tecnologias e as quantias de dinheiro envolvidas, mas permanece apenas uma realidade: Ao fim e ao cabo, quem sofre as conseqüências é o trabalhador espoliado de seus bens e de sua tranqüilidade.

Apesar de fazer parte da escola modernista, Fogo Morto não reproduz os “erros” presentes na fala como acontece em outras obras desta época, muito embora o autor também não utilize uma linguagem rebuscada ou acadêmica, dando preferência a um texto rico, de escrita coloquial e limpa de erros ortográficos, trazendo um romance regionalista de fácil leitura e encantadora riqueza de detalhes.

Resenha: O príncipe virou um monstro

Pam leva uma vida pacata e solitária até o dia em que escuta durante um procedimento médico, um longo monólogo sobre as vantagens de se relacionar através da internet. Apesar das dúvidas e da insegurança que sente em relação a esse tipo de interação, Pam decide se arriscar no bate papo e, quando já está quase desistindo, acaba conhecendo João Pedro, um rapaz educado, com conversa agradável. Depois de muita conversa e de um primeiro encontro em local público, ela convida o rapaz para um jantar onde a verdadeira face de João se revela.

            A história narrada por Jess Marques pode acontecer com qualquer pessoa: Nem sempre aquele rapaz de conversa educada e gentil é um príncipe; porém, o que chama a atenção é a rede de apoio com a qual a personagem passa a contar – Pessoas que ela pouco conhecia e que deram apoio no momento em que ela mais precisou. Essa é uma mensagem importante que o conto passa: Seja solidário, resguarde sim a sua segurança, mas se puder ajudar, ajude. A vida de alguém pode depender disso.

            Adquira seu exemplar de Amores Virtuais Perigo Real clicando aqui.

            A renda do livro físico será revertida para a Casa Nem, que acolhe pessoas LGBTQ+. Você adquire um livro, incentiva autoras e autores nacionais e ainda ajuda uma instituição social!

Antologia Quimeras de Natal: Sonhos no Gelo

Quero compartilhar com vocês duas alegrias que tive essa semana:

A primeira foi ter sido selecionada para a Antologia Quimeras de Natal: Sonhos no Gelo que será lançado dia 23-12. Quem me conhece sabe que escrever significa muito para mim, então ser selecionada é um motivo de enorme alegria – Ainda mais considerando que o meu texto estará ao lado de textos de autores e autoras incríveis!

A segunda alegria foi saber que haverá um evento on line que contará com a presença dos autores selecionados e de outros autores da Editora e terá bate papo, leituras, sorteios e muito mais e que parte do valor arrecadado com a venda dos ingressos e da Antologia será revertida em donativos para a OAIB Obra de Assistência a Infância de Bangu. É muito bom publicar textos em uma editora comprometida com causas sociais! (Lembrando que a Antologia Amores Virtuais, Perigo Real tem suas vendas revertidas em prol de duas instituições que acolhem vítimas de violência doméstica e pessoas LGBTQ+ e que outras obras tiveram lucros revertidos para a causa animal/meio ambiente)

Ou seja: Além da alegria de ser selecionada fazendo algo que amo, ainda saberei que cada volume e cada ingresso que vocês, amigos e leitores queridos, adquirirem, irá beneficiar crianças. Não é maravilhoso?

Então adquiram já seus ingressos para o Meet & Geet no site do Grupo Editorial Quimera e depois adquiram seus exemplares! A gente se vê dia 23/12!

Resenha: Eu a quero tanto

Vanessa é uma mãe solo cuidadosa e uma mulher solitária. Ivan é um homem inteligente, rico e bonito. Marcados pelo passado, Vanessa e Ivan podem encontrar nos braços um do outro uma chance para a felicidade – Ou não. No conto “Eu a quero tanto”, as personagens são apresentadas e contam suas histórias navegando entre o passado e o presente mostrando que muitas vezes fatores da vida podem predispor as pessoas a relacionar-se de forma abusiva, o que não faz um agressor menos culpado nem uma vítima menos inocente, afinal, a mente humana é um intransponível labirinto e uma mesma ação pode levá-la a reagir das mais diversas formas. A trama se desenrola como um romance inicialmente leve, um conto de fadas cor-de-rosa que aos poucos vai se aprofundando em tons mais densos conforme encontra caminhos que desembocam nos abismos das personagens até mergulhar a pessoa que lê em um clima de suspense e violência, deixando um recado escrito com sangue: Cuidado! Não ignore os pequenos sinais. Sua vida poderá depender disso.

 “Eu a quero tanto” é o meu conto selecionado para a Antologia “Amores Virtuais, Perigo Real”, que pode ser adquirida no site do grupo editorial Quimera. Além de adquirir um livro lindo e repleto de contos incríveis, você ainda colabora com a casa Nem, que acolhe pessoas LGBTQ+.

Adquira já o seu!

Resenha: Vênus de Urbino

Em Vênus de Urbino a autora Suéllen Raquel nos apresenta Fátima, uma mulher madura que mora sozinha e vivencia a depressão decorrente do encerramento do casamento e de uma vida completamente devotada ao lar e aos filhos. Ao receber um celular de presente do filho, Fátima descobre um novo mundo: O das redes sociais. Infelizmente é através deste novo mundo que nossa protagonista irá vivenciar uma forma muito comum de violência: A extorsão.

 O conto é uma leitura importante que alerta as mulheres a ficarem atentas – Muitas vezes pessoas acabam se envolvendo em situações de risco mesmo quando não estão em busca de relacionamentos; neste caso, as coisas parecem acontecer com naturalidade a partir de um fato qualquer.

Independente da idade é importantíssimo prestar atenção aos contatos travados no mundo virtual e tomar cuidado para que esses relacionamentos não se tornem pesadelos: Encontros só devem ser marcados em locais públicos, além disso, é importante não fornecer elementos que possam servir de base para chantagens, como fotos sensuais ou informações confidenciais.

 Vênus de Urbino tem uma estrutura que favorece a leitura, com um ritmo que varia de acordo com o estado de espírito da personagem – Como se fosse possível sentir o desânimo, a angústia, a paixão e assim por diante. Além disso, o conto tem um final surpreendente que você só vai poder conhecer se adquirir o livro (e eu te asseguro: O final é muito bom e os outros contos do livro são incríveis!)

Adquira seu exemplar físico de Amores Virtuais Perigo Real no site do Grupo Editorial Quimera, assim você estará contribuindo para uma causa social (a renda das vendas do livro físico serão doadas para a Casa Nem, que acolhe a população LGBTQ+). Caso prefira e-book, basta acessar a Amazon e adquirir o seu, contribuindo com a Associação de Apoio à Mulher Vítima de Violência.