06 on 06 – Vitrines

Vitrines
Intransponíveis divisões
Entre o ser e o ter
Fúteis diversões
Atrações
Venham ver
Deixem aqui seu suor
Seu tempo salário
Sua vida de trabalho
Vitrines...
Fotografadas às pressas
Entre um ônibus e outro
Sob o perplexo olhar dos seguranças
Dos passantes
Dos excluídos
Das lojistas, vendedores
Balconistas
Com seus sorrisos convidativos
E seus preços nem sempre atrativos
Vitrines imorais
Num país onde tantos pés não tem sapatos
Tantos corpos veste trapos
Tantas bocas sem comida
E tanta cegueira por conveniência ou ignorância - que nenhum óculos seria capaz de corrigir.

06 on 06 Janeiro. Portas

A vida passa por seis portas

A primeira por onde todas as espécies já passaram
Água
Fonte de toda a vida
Início e fim
A segunda trouxe cada ser humano ao mundo
Escondida, meio tabu
Vagina: Feminina ou masculina
Início da jornada

A terceira porta nós não cruzamos
Ela está em nós
Nosso rosto: Olhos, nariz, ouvidos
Permite-nos conhecer o mundo

A quarta porta - Magia pura
Leva-nos a diversos mundos
Livros abertos
Páginas, paisagens

A quinta porta, ápice do viver
Amor - Uma  flor na alma
Uma porta ponte entre corações

A última porta
Nossa única certeza, inevitabilidade
Amedrontadora nos aguarda
Ceifadora, Morte


Breves comentários:

Uma coisa que amo neste projeto 06 on 06 é que, além de fotografar (o que é uma delícia de qualquer lado da câmera – como modelo ou fotógrafa), posso experimentar sair da literalidade das palavras – Portas – Eu poderia ter saído e fotografado portas, consigo pensar em algumas lindas no centro da Cidade (Portas de casas antigas, de Igrejas, de Lojas Maçônicas, portas de escola), mas com o advento da pandemia me fazendo evitar sair de casa, pensei em outras possibilidades para a palavra e ainda arrisquei uns rabiscos coloridos (Podem ver que desenho mal, mas me divirto tentando).

06 on 06 é um projeto proposto pela escritora e editora Lunna Guedes cuja proposta é postar todo dia 06, seis imagens sobre um determinado tema.

Também participam:

Diários da Poetisa #01de365 (Feliz Ano Novo)

Enfim o primeiro dia um novo ano. A primeira página de um livro de 365 novos dias. O fim e o começo separados por uma cortina transparente que nos deixa, ao menos por algumas horas, a sensação de que tudo o que não nos agradou no ano findo ficará no passado. Ilusão. Coisas não resolvidas nos acompanham através dos anos – Ou resolve ou aprende a conviver. E como a maioria dos fatos que não nos agradam não depende unicamente de nós, acabamos aprendendo a conviver ou nos debatendo na busca por solução. Não é pessimismo, é apenas observação. Ainda assim, vale a pena permitir que as primeiras horas de um novo ano sejam inundadas por esperanças, por palavras doces, por amor e pelas melhores lembranças – Que também irão nos acompanhar no decorrer do ano que chega, como um lampejo de alegria para os dias mais difíceis.

         Nossa vida é um livro escrito a quatro mãos: Duas nossas, duas do Destino e mesmo sem saber o que o Destino escreverá o desenrolar dos capítulos cabe tão somente a nós mesmos. Você já começou a escrever seu novo ano? Ainda é cedo, mas é no raiar do primeiro dia do ano que começa a germinar em nós as flores que irão trazer cor e alegria para nossas novas páginas – Então, aos que me lêem, desejo um ano novo com a inocência de uma flor que se abre ao Sol, entregando sua beleza aos jardins da vida sem esperar pelos elogios que virão. Desejo a alegria dos pássaros que catam e a dedicação das abelhas que trabalham para fazer o mel e construir suas casas. Que neste ano que se inicia possamos escrever as mais belas histórias, valorizar nossos afetos e defender as bênçãos que a Mãe Natureza nos dá e tantas vezes em nossa pressa nós sequer olhamos. Que possamos estar presentes, sorrir, tocar as folhas das árvores e sentir sua textura única, colocar o pé na areia, tomar banho de chuva e, acima de tudo, que em breve possamos novamente abraçar com segurança as pessoas que mais amamos.

RECADINHO IMPORTANTE:

Já está disponível a Antologia Quimeras de Natal: Sonhos no Gelo da qual participo com o conto Encantos na Neve. O livro, vendido em formato digital, está lindo e parte das vendas será revertida em produtos de higiene e alimento para a OAIB (Obra de Assistência a Infância de Bangu) – Ou seja: Por um valor super acessível você incentiva os autores e autoras nacionais e ainda ajuda uma instituição que faz um belíssimo trabalho social. Bora adquirir? Só clicar aqui.

O conto do Pôr do Sol.

A menina sentiu o coração saltar quando ele se aproximou – Tantos meses de distanciamento, tanta saudade represada, tanto medo. Parecia irreal vê-lo, ouvir sua voz, sentir seu olhar. Caminharam pela calçada até atingir a areia da praia. Em nenhum outro momento o mar lhe parecera tão belo. Embevecida, ela buscava guardar cada mínimo instante, o som de cada risada, a sensação de um calor gostoso que lhe invadia o coração. Tocaram-se. Mãos, dedos entrelaçados, corpos que se aproximaram num abraço a tanto tempo aguardado. Ela fechou os olhos enquanto ele lhe beijava a testa. Tinha vontade de pedir para que ele nunca mais a soltasse, mas apenas conseguia retribuir os carinhos, respirando fundo aquele cheiro da pele dele – O coração apertado de saudade começava a relaxar. Abraçá-lo era como abraçar a felicidade, como segurar nas mãos a maior preciosidade que o Universo pudesse lhe presentear. Os lábios se tocaram num beijo longo, as mãos continuavam unidas, o abraço apertado. Ela sentia que o mundo havia parado abrindo uma brecha de paz e segurança em meio ao caos. Quando o beijo terminou, ainda abraçada a ele, a menina abriu os olhos por um breve instante e percebeu que o Sol já estava quase mergulhando na linha do oceano, deixando no céu um rastro alaranjado, brilhante como brasa, brilhante como o sentimento que ele lhe despertava no mais profundo de sua alma. Naquele momento, observando o céu, o mar e as mãos entrelaçadas, em um instante de silêncio, ela pôde ter certeza de que, se alguém perguntasse a ela qual é a definição de felicidade, ela teria a resposta mais verdadeira, simples e pura: Felicidade é poder segurar as mãos de quem se ama, sem pensar em mais nada, sem planos, sem pressa, apenas aproveitando cada instante precioso deste presente chamado vida. E ela, de olhos bem abertos para não perder nenhum detalhe, agradecia ao Universo por ser uma menina – mulher plenamente feliz.

O conto de Dezembro, da chuva e da saudade.

Chovia – Uma chuva fina, contínua, fria. O clima parecia querer desmentir o calendário. Não podia ser Dezembro. A menina lia um livro qualquer, recostada em uma confortável almofada. Uma plataforma digital reproduzia algumas músicas aleatórias. O tempo ganhara seu próprio ritmo – Passava rápido e ao mesmo tempo se arrastava. A saudade ganhava seus próprios tons, histórias, lembranças – Naquele dia, ela lembrava uma noite em que ele a havia abraçado e conduzido em uma dança numa noite do ano anterior no centro de São Paulo. Logo ela, que sempre havia se gabado de ser um pé-de-valsa, naquele dia se atrapalhara e não conseguira manter o ritmo, por outro lado, gravara-se em cada célula de seu corpo o doce perfume dele, a respiração, o calor da pele, o toque. Naquela noite, olharam a lua, sorriram, compartilharam carinhos. Quem poderia dizer que meses depois o mundo iria mudar tanto? Quem poderia adivinhar que uma viagem, um abraço, um toque, poderia se tornar tão perigoso? A menina desiste do livro, vai ler notícias. Do outro lado do mundo, em Moscou, a população já recebe suas primeiras doses de vacina enquanto no país em que ela mora, sequer haveria seringas suficientes e vacina ainda é tema de controvérsia antes mesmo de ter sua aplicação liberada.
É Dezembro e chove. Fino, pesado, contínuo. Uma chuva fria e contínua como a saudade que aperta o coração, maltrata a alma, angustia os dias. É quase Natal e, enquanto tantas pessoas começam a pensar em suas rotinas irresponsáveis de festas e viagens, ela procura uma foto dos dois e escreve um texto – O único presente que deseja é poder abraçá-lo novamente em segurança, sem medo do invisível que devasta o mundo. O coração bate forte como quem diz “Um dia… Um dia tudo voltará ao normal. Esperança.”

_______________________

*Recado Importante*

Dia 23/12 estarei no Meet&Greet: Natal na Quimera. O evento virtual vai reunir um super time de autores das últimas obras de 2020 e da Antologia de Natal (para a qual eu fui selecionada). Vai ter bate papo, sorteios, leitura coletiva e muito mais! O ingresso custa apenas R$10,00 e parte desse valor será revertido em donativos para a OAIB (Obra de Assistência à Infância de Bangu), ou seja: Você adquire o ingresso, prestigia a cultura nacional, participa de um evento super legal e ainda contribui com uma causa social! Tudo isso por R$10,00. Você não vai perder né? Clique aqui e adquira o seu convite! Te espero no evento!

06 on 06 – Meus cantos

Meus cantos não se encontram

Em lugares especiais da cidade

Pois a vaidade humana destrói

A beleza que a natureza constrói

Meus cantos não são cantos

Da casa onde resido

Meus cantos não são lugar perdido

Onde me esquivo do mundo

Meus cantos são tão meus

Alguns impalpáveis

Alguns inexplicáveis

Alguns talvez comuns, mas, meus

Meus cantos são as linhas vazias

Onde meus olhos espalham palavras

Como o agricultor espalha lavras

Criando com penas da alma, poesia.

Meus cantos são castelos de areia

São pessoas que nunca existiram

São personagens que me inspiram

Em algum livro da prateleira

Meus cantos são o aconchego

De uma panela e seus sabores

Da cozinha onde me achego

Alimentando corpo, alma e amores

Meus cantos são canções

Que se espalham pelo ar

Acalantam corações

De quem ainda ousa sonhar

Meus cantos são meu corpo

Altar maior da Deusa que sou

Recanto que me carrega pra onde vou

Passeio, trabalho, leitura ou desporto

Meus cantos são as ruas

Onde se constroem as lutas

Por um mundo justo e igual

Por uma vida livre e ideal

Meus cantos são os acalantos

Das memórias e momentos

Em que contemplei o olhar

Que me transborda de alegria

Meus cantos são lugares

Que não consigo fotografar

São as lembranças dos olhares

Que me ensinam a sonhar

_____________________

Não sei o motivo das fotos terem saído assim, pequeninas. Este mês tivemos um mini 06 on 06 por aqui 😦

O conto dos três anos

A menina abriu o caderno – Fazia tempo que não escrevia nada para ele. Não por falta de vontade, mas por falta de palavras – Não havia texto que conseguisse retratar tudo o que ela sentia. Nos últimos dias ela escrevera sobre política, sobre arte, sobre culinária, sobre casais que não existem – Porque pela primeira vez era mais fácil falar no inexistente ou da arte ou do mundo – Do que falar do que ela realmente sentia e desejava falar. Mas hoje seria diferente – Hoje ela queria falar da saudade: Daquela sensação de distância que nos tira do eixo, que bate como uma onda no mar bravo e afoga o peito e o olhar. Daquela sensação de “Quando eu vou te ver de novo?” que ela sempre tinha ao final de cada encontro e que a fazia querer segurar as mãos dele e nunca mais soltar. Aquela saudade antecipada, compartilhada no beijo trocado antes de voltar para casa. E não é que de repente o mundo se havia encarregado de tornar tudo caótico e fazer com que a maior prova de afeto fosse justamente a distância? Nunca havia feito tanto sentido fechar os olhos e perguntar “quando?” – É como se naquele último dia de carnaval, no ponto de ônibus debaixo de uma garoa que ameaçava se tornar chuva, o coração já intuísse que aquele ano não seria como os outros. Hoje ela precisava falar da saudade daqueles olhos, do sorriso, de entregar o corpo aos caprichos dele para encontrar a liberdade de sua alma e de seu prazer ao se deixar atar nos calabouços dos desejos que ele lhe apresentara. A menina de três anos atrás já não era tão menina – Seu rosto permanecia quase o mesmo, mas seus olhos haviam aprendido o brilho da sensualidade; sua pele havia se acostumado ao toque que lhe deixava marcas de luxúria, seu corpo desejava ser comandado por aquela voz que tinha um timbre único de autoridade e desejo. A menina tornava-se mulher, embora soubesse que, perto dele, seu olhar sempre teria o brilho do encanto que só as meninas sabem ter ao se perder no céu de seus sentimentos impetuosos que insistem em ser ponte e não muralha.

 Ela sorriu – Apesar da distância ser uma experiência dolorida, pensar nele era um motivo para sorrir – Especialmente na noite que marcava exatos três anos depois daquele primeiro mergulho nos olhos mais profundos, doces e misteriosos que jamais conhecera e que, uma vez conhecendo, sabia que seriam sua mais doce prisão, enquanto ele a quisesse como prisioneira.

Memórias da infância: O xadrez

Lembro de observar o tabuleiro colocado no centro da roda. Para mim, era um momento de curiosidade e expectativa. Não lembro se estava calor ou frio, nem se estávamos no início ou no final do ano. Apenas esperava meu irreverente professor de educação física terminar a chamada e começar a aula. Eu não gostava nem um pouco de Educação Física, era uma criança chatinha, achava uma imbecilidade sem tamanho correr batendo uma bola no chão para depois arremessar na cesta, me entediava correr, pular, disputar – Exceções eram o futebol, que o professor se negava a ensinar nas aulas (e mesmo que ele ensinasse, eu era uma grande perna-de-pau) e a dança que vez ou outra ensaiávamos para apresentar em algum evento escolar – Na época, estava na moda o axé do “é o tchan” e o funk começava a despontar como preferência com o Bonde do Tigrão, e a direção da escola fazia vistas grossas (ou devo dizer, ouvidos grossos) para as letras completamente inapropriadas. Quando disse que meu professor era irreverente, não exagerei – Aliás, suspeito que hoje em dia ele seria considerado inapropriado pela maioria das pessoas que se dedicam a trabalhar com a educação – Mas na época, não sei como ou por qual motivo, tudo parecia normal. E assim começou minha primeira aula de xadrez, com o professor segurando as torres e dizendo que elas deveriam ficar nas pontas, pois são altas e deixam ter visão de tudo. Ao lado, os cavalos – Que “cagam” fedido e não devem ficar perto do rei e da rainha – sim, meu professor utilizava estes termos e nós, bom, ríamos. Em seguida ele mostrou o bispo e perguntou: O que o bispo não faz? Duas respostas ecoaram: Pecar e filho. O professor, bonachão, respondeu: Vocês que pensam! O bispo, ele não reclama, não trabalha e mete o bedelho na vida do rei, por isso ele fica do lado do cavalo, pra não reclamar do cheiro de estrume, e ao lado do rei e da rainha, para aconselhar e fofocar. Depois disso, ensinei minha mãe a jogar e por muitos anos se tornou uma atividade rotineira de lazer – Assim como os livros, as questões de matemática, o truco e o buraco. Com o passar dos anos e os compromissos naturais da vida – Como trabalhar de dia e estudar durante a noite – o hábito acabou se perdendo embora eu ainda tenha aqui em casa um mini jogo de xadrez. Quem sabe não retomo esse hábito na quarentena?

Diamant – Minha coreografia no Chair Dance

No final do mês de Agosto, escrevi um post intitulado “para se movimentar” aqui no blog comentando sobre minha rotina de atividades físicas na quarentena e o quanto tem sido gratificante me dedicar a algo que amo e havia perdido na correria da vida: A dança.

Domingo passado, gravei um pequeno vídeo com a coreografia que criei, utilizando um pouco das técnicas de burlesco e chair dance que aprendi na internet. Ficou lindo, mas fiquei em dúvida: Postar ou não? Coloquei no youtube (meu canal só tem 8 inscritos, então era quase certeza ser pouco visualizado), ontem acabei publicando no Instagram algumas fotos – Na verdade prints de momentos da dança – tratadas com um app para parecer cartoons. Houve vários comentários e interações que eu não esperava – Afinal, eu não sou profissional na dança! Mas os comentários me deram coragem para mostrar a coreografia para vocês aqui no blog. A música é uma canção da banda alemã Rammstein, que me agrada imensamente e, como não poderia deixar de ser, eu escrevi uma poesia sobre o dançar. Espero que gostem!

Quando dança
A alma alcança
O êxtase dos céus
E a sedução do mundo
Mistério profundo
Quando dança
O corpo aprende
Que o movimento prende
O olhar que assiste
Enquanto insiste
Em libertar energia
Produzindo fantasia.
Quando dança
O corpo é alma
Luz, leveza, encanto
É pureza e sedução
É sussurro e acalanto
É paz e explosão

E, para quem ficou curioso para ver as fotos, é só espiar no Instagram @poetisa_darlene

06 on 06 – Equinócios

Equinócio é o período do ano em que o Sol corta o equador fazendo com que dia e noite tenha a mesma duração. Isso ocorre no dia 20 de Março, quando se inicia o outono no hemisfério Sul e a primavera no hemisfério norte e em 23 de Setembro, quando a primavera se inicia no hemisfério Sul e o outono se inicia no hemisfério norte. Tais datas são muito importantes para praticantes da wicca ou do neo-paganismo – Dias de energia e rituais deliciosos, por isso essa proposta de 06 on 06 me deixou com muita saudade já que há anos não participo mais de um coven.  Algumas bruxas comemoram os equinócios pela Roda do Norte (Ou seja fazem os rituais de acordo com os equinócios que ocorrem no hemisfério norte), no coven que eu participei, comemorávamos pela Roda Sul, então, dia 23 de Setembro celebramos Eostre ou Ostara – Esse ritual teria originado a páscoa dos cristãos, uma vez que antes do cristianismo já se celebrava Ostara com o uso de ovos coloridos, lebres, flores e fogueiras. A igualdade entre dia e noite marca o equilíbrio entre o Masculino e o Feminino sagrados – O Deus Sol representado como um jovem cheio de esplendor e a Deusa como uma Donzela – Ostara é uma fase de fertilidade latente, época de semear a terra e iniciar novos projetos. Gostaria muito de poder compartilhar algumas fotos de ritos dos quais já participei, mas no momento isso não é possível porque eu não estou encontrando! Então, postei a única que eu tenho em mãos e pensei em algumas imagens que simbolizam coisas simples que trazem uma magia especial para a data

1 – Se tiver um coven, se reúnam para celebrar. É sempre bom repartir rituais, conversas, reflexões e comidinhas típicas, de preferência adaptadas ao veganismo para respeitar a Mãe Natureza e deixar os animais em paz (pães integrais, saladas, bolos de melado, vinho, ovos pintados, leites vegetais e frutas da estação). Foto de 2009, após celebrar Ostara.

2 – Passeie por jardins, bosques ou qualquer área verde e celebre a Natureza e a vida. Lembre-se que a Deusa está em cada cantinho deste mundo. (Não, a foto não é de Ostara, mas senti que ela combinaria com a data)

3 – Faça ovos de chocolate enfeitando-os com frutas secas e castanhas. Evite embrulhar em papéis coloridos para não gerar lixo. Você pode fazer ovos de argila ou madeira e decorar, caso prefira algo que possa ficar no seu altar ou em um local visível. (Créditos da foto: Pixabay/Anncapctures)

4 – Plante – Pode ser um vasinho ou um jardim, mas plante. É tempo de fertilidade – E isso se aplica a todas as áreas da vida, então plante sementes daquilo que deseja colher – Inicie um novo curso, novas amizades, novos hábitos.

5 – Em silêncio, beba uma xícara de chá de uma das ervas relacionadas aos ritos de Ostara – Tanchagem, alecrim, limão, açafrão ou cravo (Outras ervas deste equinócio são lavanda, manjerona, lilás, violetas, balsamo, madressilva, musgo de carvalho, rosas, sabugueiro, narciso, junquilho, tulipa e verbena, mas eu desconheço se elas podem ou não ser utilizadas como chá)  e medite sobre as coisas que deseja semear. (Créditos da imagem: Pixabay e Pexels)

6 – Visite uma nascente, se preferir, leve um buquê ou guirlanda de flores em oferenda ao espírito da primavera – Mas lembrem-se, sem deixar papéis, plásticos ou fitilhos, apenas as flores presas com fibras naturais como folhas resistentes

E vocês, ritualizam ou conhecem alguém que ritualize os equinócios? Comentem!

(Geralmente domingo é dia de falar sobre política e sociedade, mas excepcionalmente hoje não haverá postagem, uma vez que o projeto 06 on 06 é uma proposição da qual adoro participar e diferente das besteiras do presidente, que são diárias, o 06 on 06 ocorre apenas uma vez por mês)

Este post faz parte do 06 on 06. Participam também:

Lunna – Lucas – Obduliono