Papo reto: Vamos falar sobre pink tax?

O papo de hoje é muito importante, especialmente para as mulheres. Vocês já perceberam que os produtos voltados diretamente ao consumo feminino são, em geral, mais caros que produtos semelhantes voltados para o público masculino? Do gilete ao sabonete, da roupa íntima aos acessórios, passando inclusive por itens de papelaria e brinquedos, as mulheres pagam mais caro. Esse “fenômeno” é conceituado política e economicamente como “pink tax” ou “imposto rosa”. Uma pesquisa da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), produtos femininos custam em média 12,3% a mais que os masculinos – Em alguns itens, como roupas, essa diferença pode chegar a mais de 20%. 

A absurda diferença de preços torna-se ainda mais repugnante quando se leva em conta outras situações sociais, como por exemplo a pressão estética no ambiente de trabalho: Mesmo recebendo salários menores que os masculinos, as mulheres acabam gastando mais do que os homens apenas para cumprir as exigências sociais relativas a aparência: Maquiagens e outros itens estéticos encarecem o dia a dia da mulher trabalhadora, aumentando o abismo social e econômico. 

O imposto rosa, se existisse na legislação brasileira, feriria preceitos constitucionais como a igualdade, prevista no artigo 5º da Constituição da República Federativa do Brasil e o princípio da isonomia tributária (todo contribuinte deve ter o tratamento igual), mas infelizmente sua existência extraoficial faz com que seus efeitos sejam sentidos sem que haja uma solução jurídica para fugir dele. Pode-se dizer que esse fenômeno político econômico é mais um monstro criado pelo “deus mercado” e pelo capital para manipular e achatar ainda mais a renda de uma camada específica da classe trabalhadora e, para lutar contra ele é preciso levar a informação adiante, questionar e, muitas vezes, repensar as supostas “necessidades” que nos são impostas. 

Contem pra mim: Como vocês escapam ou pretendem escapar da “pink tax” daqui por diante? 

Esse post faz parte do BEDA.

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