COP26: O futuro do planeta em foco.

A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas (COP26) começou dia 1º de Novembro sem a presença do presidente brasileiro – O que não é surpresa dado o descaso do atual governo com as questões ambientais. O país foi representado pelo atual ministro do Meio-Ambiente, Joaquim Leite.

             A COP26 tem como objetivo estabelecer ações para impedir que o aquecimento global atinja 1,5º até o final do século. A principal ação para evitar a catástrofe climática é reduzir a emissão de gases do efeito estufa  e para isso um passo fundamental é investir em energia limpa, abandonando o uso de combustíveis fósseis. Outro passo fundamental é impedir o desmatamento.

             Por mais ambiciosas que sejam as metas até agora traçadas, cientistas apontam que elas ainda são insuficientes e que é necessário trabalhar duro para impedir que a influência humana sobre o clima venha a causar ainda mais catástrofes do que já vem causando.

             É importante lembrar que infelizmente a COP26 é conduzida por lideranças políticas dos países participantes – ou seja: Pessoas que atrelam suas metas ao capital numa tentativa de agradar o mercado econômico e o meio ambiente ao mesmo tempo.  E aí entramos na problemática principal: Existe a possibilidade de salvar o planeta dentro de um sistema capitalista? Infelizmente, temo dizer que não.

             Embora a população possa e deva fazer a sua parte diária na redução da poluição, é de fundamental importância lembrar que a atividade industrial é a principal fonte de emissão de gases do efeito estufa – Seja pelo alto consumo de energia, seja pelos poluentes dispersados no meio ambiente durante a fabricação de produtos ou ainda pelo transporte de mercadorias e insumos que atravessam o planeta.

             Nesse sentido, é fundamental que as lideranças políticas presentes na COP26 comecem a pensar não apenas em substituir as formas de geração de energia, como também em desacelerar a produção e consumo exacerbados sem impactar na vida dos trabalhadores. Entretanto, isso desagradaria o mercado e sequer entrou em pauta.  

             Enquanto um punhado de pessoas – Em sua maioria homens brancos – decide os rumos do planeta, a população mais pobre paga a conta dos resultados de um sistema econômico e produtivo que prioriza o lucro de uns poucos acima da vida das pessoas. 

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