O Brasil é Baile de Favela, (Beda 8)

O Brasil é Baile de Favela.

Quem diria que o Brasil ganharia uma medalha olímpica ao som de “Baile de Favela”, música criticada por seu estilo que, como diz o título, nasceu na favela.
O tapa veio com luvas de pelica: A Olimpíada (que nem deveria acontecerem meio a uma pandemia), foi palco de diversidade. E essa diversidade se mostrou com força: Mulheres, negros e negras, LGBRQI+ se destacam nos jogos e mostram a que vieram. E isso é importante, tão importante quanto usar músicas populares no país. Aliás, quando se fala de funk, diversos olhos reviram. E eu entendo. Mas é necessário ver outro lado: A Favela não deve ser demonizada e sim vista como uma produtora de conteúdo e cultura – Sim, cultura! Não é porque você não gosta de funk que ele deixará de ser expressão cultural.

4 comentários sobre “O Brasil é Baile de Favela, (Beda 8)

  1. Lunna Guedes disse:

    Eu confesso que nem conhecia a música, mas o ritmo é bom. Dizem que a letra, nem tanto.
    A questão da favela (que me incomoda) é o desperdício de talentos que ocorre ali por falta de oportunidades, incentivos ou exemplos. O preconceito é evidente quando alguém diz que veio da “comunidade” ou aqui em Sampa, dos bairros periféricos.
    E você esqueceu de citar os nordestinos que de acordo com muitos, a favela do país. aff

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    • Darlene R. disse:

      A letra original é meio pesada, porém depois fizeram uma letra adaptada que ficou bem legal trocando a referência sexual pelo verbo dançar.
      Realmente esqueci de falar sobre os nordestino, eu estava escrevendo e quase dormindo ontem.
      Beijos!

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  2. obduliono disse:

    Darlene, a favela é nosso espelho como Povo. Dessa forma, ela devolve o que lhes oferecido. Acho que muitas dessas criações do “funk” (sou do tempo do Funk de James Brown) são ricas ritmicamente, mas perdem muito em conteúdo. O que não é muito diferente de muitas coisas vindas de fora. Indo mais fundo na questão, tenho por mim que seja uma tentativa de desconstrução do léxico oficial, imposto. Nesse caso, a produção cultural da favela critica a Cultura institucional. Porém, grandes compositoras da MPB nasceram e viveram em favelas ou em condições precárias, sendo algumas de suas letras absurdamente lindas e ricas.

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  3. Roseli Pedroso disse:

    O brasileiro, no geral, está precisando de muitos “tapas de pelica” para deixar de ser besta e acordar para a realidade. Aqui, ninguém é melhor que ninguém. O que diferencia, são as oportunidades que bem poucos têm porque, talento, tem de sobra! Pobreza, também.

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