Parasse o vento de soprar

Parasse o vento de soprar
Desaparecessem as ondas do mar
Secasse a chuva e todo pranto
Apagassem as estrelas, calassem meu canto

Morresse meu corpo consumido pela dor
Na fogueira da saudade meu coração queimasse
Olhos cerrados pela eternidade, sem temor
Uma alma livre para viver de amor

Quisera poder flutuar em tua direção
Como quem tudo e nada quer
Como quem deseja ser apenas mulher
Como se fosse possível afogar-me em tua paixão

Mas, não sei por que o destino insiste
Talvez goste de fazer-me sempre triste
Os deuses me negam tua presença
Fazendo-me sofrer esta dor intensa

Será que teu coração está selado?
Para tanto amor fechado?
Não gostaria de viver pelo amor embriagado
Deitando-se comigo ao luar, lado a lado?

Será muito o que peço, oh, vida cruel?
Livrar-me deste amor amargo como fel
Tê-lo ao meu lado para amar eternamente
Ou fechar meus olhos e esquecê-lo simplesmente

06-07-2011
(Escrito para uma concorrer a vaga em uma antologia de poemas sobre amor)

Este post faz parte do BEDA – Blog Every Day August. Participam também

AdrianaClaudia DricaChrisMariana GouveiaObduliono – Lunna Guedes – Ale Helga – Viviane