O chamado de Cthulhu e outros contos – H.P Lovecraft

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      Sobre o autor – Howard Phillips Lovrecraft nasceu em 1890 em Rhode Island e faleceu em 1937. Em seu ensaio “O horror sobrenatural na literatura”, Lovecraft afirma que “(…) A emoção mais antiga e mais forte do homem é o medo, e o medo mais forte e mais antigo é o medo do desconhecido”.  O autor defendia o conto de horror como forma artística legítima – O que pode parecer estranho nos dias de hoje, onde este tipo de literatura é largamente consumida, transformada em filmes e seriados. Em que pese seu inegável talento, Lovecraft, como tantos outros artistas, jamais conseguiu viver apenas do valor percebido com a venda de seus contos e sua obra possivelmente sobreviveu até os dias atuais graças a seus dois amigos, August D. e Donald W. que, em 1939, dois anos após sua morte, fundaram a editora Akhan House com o objetivo de publicar as obras de Lovecraft em livro.

      A vida pessoal e familiar do autor foi desde cedo muito conturbada, marcada por seu aprendizado precoce, saúde debilitada – causa que o impossibilitou de seguir uma carreira acadêmica ou mesmo encontrar um emprego por toda a vida – além de perdas financeiras e familiares e um casamento mal sucedido.

      Algumas percepções acerca dos contos presentes no livro: O autor utiliza na maioria do tempo um relato em primeira pessoa, semelhante a uma carta bastante detalhada, informativa, com descrições vivas e, mesmo no único conto em que a forma é alterada para narração efetuada por narrador onisciente, as descrições permanecem assustadoras, detalhadas e vivas. Infelizmente é impossível não perceber racismo na escrita: Em geral, as personagens envolvidas com o “oculto” e, portanto, com o “mal”, não são norte americanas, sendo em geral latinas ou esquimós ou caribenhas. Possivelmente essa característica se deva ao ódio que o autor nutriu por Nova York (dado e hipótese levantados no prefácio do livro) e também aos costumes da época. O horror de Lovecraft é denso e sutil – Liga-se ao psicológico, levantando suspeitas acerca da sanidade mental das personagens, como no conto Dagon, escrito em 1917. Também há uma ligação muito grande com a questão religiosa, exaltando nas entrelinhas o cristianismo e demonizando seitas e costumes. As personagens são, possivelmente, um reflexo do autor: Homens dotados de algum talento especial para as artes, as ciências ou mesmo corajosos desbravadores – Coisas que Lovecraft não poderia de fato viver devido a suas constantes debilidades, mas que legou com maestria a seus personagens. Definitivamente, um livro capaz de quebrar qualquer preconceito com o gênero “horror”.

3 comentários sobre “O chamado de Cthulhu e outros contos – H.P Lovecraft

  1. Leitura Enigmática disse:

    Eu tenho esse conto aqui e ainda não li, aliás, não li nada de Lovecraft ainda. Estou pensando em fazer um projeto dele, só assim para ler. O que li em resenhas e me faz ter essa resistência é o fato dele usar em alguns momentos, um texto racista, o que irá me aborrecer muito.

    Curtido por 1 pessoa

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