#diáriosdapoetisa #16de366 :Nhoque de Sol

“Calor tá pesado. Olhamos pro Sol e decidimos – Nada de feira hoje. Uma pena, pois estou de férias e uma das coisas que amo é ir até a feira comprar coisinhas frescas, mas realmente com esse calor, impossível sair de casa. Abri a geladeira (vontade de ficar dentro dela foi grande), observei – O que ainda tenho sobrando da semana? Duas batatas doces, daquelas bem laranjas, cozidas, me observavam, como se sua cor fosse uma pequena homenagem ao Sol escaldante. Minha mãe descascou e amassou, enquanto eu colocava 3 colheres bem cheias de proteína de soja fina de molho na água. Voltei a olhar pra batata doce, agora parecendo um purê – Coloquei sal, noz moscada e pimenta do reino, em seguida farinha de arroz e de aveia. Amassa, amassa, amassa, enfarinha com farinha de arroz a superfície lisa – Na panela a água demorou pouco tempo pra ferver. Enrola a massa, faz “cobrinha” e corta em pedacinhos que são colocados direto na água fervente. Subiu? Tira e põe na água fria e depois escorre. A massa terminou, coloquei a proteína de soja pra escorrer, amasse bem pra tirar toda a água. Numa panela 5 dentes de alho, um pouco de sal, páprica e óleo. Aqueço e vou colocando a proteína para refogar secando bem. Junto meia cebola daquelas grandes cortada em tiras, azeitona, orégano e tomate picado em pedaços grandes. Vou mexendo, colocando salsinha e bebendo água – Já foi uma garrafa gelada de 1,5l. Coloco um pouco de água no molho, acerto o tempero e finalizo o molho. Rendeu exatamente dois pratos e ainda sobrou um pouco do molho. Ficou adocicado, bonito e suave. Um belo nhoque de Sol, que eu apreciei mesmo não gostando nem um pouco do verão”