Diários da poetisa – #365de365

Olha pra essa boneca, jeito de princesa

Ela descobriu que não cabe na caixinha

Que desenharam como um castelo da rainha

Come a maçã envenenada

Mas com ela não acontece nada

Porque ela tem jeito de menina e alma de Dragão

Ela traz mar e fogo em seu coração

Ela mandou o mundo se f*der

Quem disse que poeta não fala palavrão?

Ela foi logo ali viver

Ela foi logo ali viver

Espera o Sol nascer

De dois mil e dezenove, leva umas lembranças

Uns sonhos, algumas esperanças

Embalados com cuidado em forma de canção

Um amor transformado em poesia

Um sonho pra um novo dia

De resto, deixou tanta gente pra trás

Sem olhar uma vez mais

Ela foi logo ali ser feliz

Ela foi ali lutar pelo que acreditou

Ela andou, protestou, viajou

Foi um ano tipo: Wow

Tirou a roupa, perdeu a vergonha

Despiu a razão

Foi sonho louco e coração

E finalmente chegou, a última noite

O ano chega ao fim, fica pra trás

E ela vai logo ali dizer “bye, bye”

Perdida entre compassos, ela vai

Pela noite iluminada, ela vai

Molhar os pés na água salgada

Ela não precisa dizer nada

Já guardou o que importa

Já abriu a porta

Encontrou a estrada pro novo amanhecer

Chegou a tempo de dizer:

2019 é aquele livro que já acabou

Numa história que ainda não findou

Continua enquanto ela viver

E hoje ela vai escrever:

Diários da poetisa, #365de365

Amanhã ela começa a escrever com afinco

Será dia um de trezentos e sessenta e seis

Páginas em branco outra vez!