Diários da Poetisa 01/365

Era uma vez o primeiro raio de Sol de um novo ano. O mais aguardado por todos – Muitos passaram a noite acordados na praia esperando aquele novo dia. O que esperar de novo afinal? Pensava a poetisa, distraída entre conversas, músicas e o barulho do mar. Seus pensamentos acelerados exigiam um caderno, os olhos vermelhos, cansados pela noite de comemoração já não conseguiam fitar por muito tempo a tela do celular para escrever. Pensava que as palavras se perderiam na brisa suave. Seria uma pena. Precisava escrever. Tirou uma foto, sozinha. Havia ali algumas amigas, mas seu coração gostava de manter certas tradições que ela mesma criara: A primeira foto do alvorecer de um novo ano geralmente era reservada ao melhor amigo ou a melhor amiga. Sempre. E eles não estavam ali por motivos outros que não cabem no texto. Ela poderia ter tirado essa foto após a queima de fogos, mas o costume do alvorecer era maior. De alguma forma, ela sentia que apesar de quebrar sua própria tradição de sorte, o ano novo seria bom caso não tirasse a foto inicial com outra pessoa. Sorriu ao ver o céu ficar cada vez mais cor-de-rosa: A noite fora divertida, bem melhor do que havia imaginado meses antes. Faltaram alguns rostos e abraços importantes, mas por motivos bons. Não choveu. A música foi agradável. Conheceu pessoas, trocaram risadas e conversas, coisa que raramente fazia por ser tímida e acostumada a observar mais e falar pouco. Pulou as sete ondas e fez seus sete desejos. Nunca se realizaram os sete desejos dos anos anteriores, quem sabe nesse ano se realizariam? Despediu-se dos amigos feliz pela companhia. Seguiu caminhando pela praia, perseguindo o amanhecer. Tirou algumas fotos – alguma ilustraria os primeiros pensamentos de um novo ano. E assim o primeiro capítulo de 2019 foi escrito horas depois de acontecer – o sono certamente levou embora parte dos pensamentos agitados da menina-poetisa, parte das sensações e inseguranças, mas deixou bem mais do que ela poderia imaginar naquela manhã em que saudava o Sol e se encarregava de desejar que aquela claridade suave e bem-vinda trouxesse as melhores coisas para as pessoas que vivem em seu coração.

 

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4 comentários sobre “Diários da Poetisa 01/365

  1. Eu ainda estou embriagada das primeiras horas desse ano, que é novo e também é velho. Ainda estou presa a certos ontens e comecei por ironizar a realidade, logo nas primeiras horas. Fiquei emburrada com os fogos porque queria o silêncio. Não acendi minha vela ainda, mas acendi um incenso. Novo mesmo, em mim… ainda não há. Tenho para mim que não haverá nunca… é sempre dia seguinte. rs

    bacio e que 2019 seja um capitulo interessante.
    * ninguém solta a mão de ninguém

    Curtido por 1 pessoa

    • Como eu sempre digo, as mãos queridas eu não soltarei, já as mãos que nas urnas apertaram os botões do retrocesso, essas eu jamais irei segurar.
      Beijos enormes e ótimos capítulos para nós neste ano que se inicia ❤

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