Sobre #Elenão, nós sim e a necessidade de lutar

 Temos no Brasil um certo candidato à presidência que acabou se tornando uma espécie de “Voldemort” (vide Harry Potter) – inominável, o coiso, o eterno #elenão. Um ser abjeto que exala racismo, homofobia, misoginia – E, para minha surpresa, ele tem um considerável número de seguidores, inclusive mulheres, muito embora ele diga absurdos como “mulher tem que ganhar menos pois engravida”!
A boa notícia é que neste sábado, o Brasil foi tomado por uma onda lilás :O ato “Mulheres contra o Bolsonaro” lotou as ruas e mostrou que ainda temos pessoas com fibra e coragem para lutar por um país melhor para todos e todas! Estive na manifestação em Santos (SP) e nunca vi um ato tão bonito! Mulheres e homens de todas as idades, etnias e credos unidos por um objetivo fundamental: Derrotar nas urnas o candidato que simboliza o retrocesso político, social e econômico. E no dia seguinte, aconteceu a Primeira Parada LGBT de Santos – E novamente os protestos #EleNão se fizeram presentes! A comunidade LGBT existindo e resistindo!
É importante que as pessoas entendam, de uma vez por todas, que, além do fundamental #elenão, temos que dizer #NósSim – lutar contra o conservadorismo, contra o racismo, contra o capitalismo que nos explora e rouba nossos sonhos e qualidade de vida, contra a violência, contra leis arcaicas, lutar contra o medo que estão tentando nos enfiar goela abaixo – nosso corpo, nossa vida, nossas regras – e sem uma construção coletiva e diária, isso não se tornará realidade. Dentro desta lógica, o “turno” mais importante destas eleições não será o primeiro ou o segundo, mas sim o “terceiro turno”: A organização popular em torno de objetivos comuns e, esse “terceiro turno” é o fazer político diário, é a organização da luta estudantil, feminista, ambientalista, LGBT – é um objetivo por vezes difícil num país com uma jornada de trabalho exaustiva e horas perdidas no precário transporte público onde os poderosos agem de forma a fazer com que a população odeie a política? Difícil, mas não impossível – A luta contra o valor das passagens em 2013 nos mostrou isso. As manifestações feministas nos mostram isso. As manifestações pelo #ForaTemer nos mostraram isso. As manifestações contra o “coiso” nos mostraram isso ontem, A parada LGBT, as greves, as ocupações que lutam por moradia, os movimentos por demarcação de terras indígenas ou contra o embarque de bois vivos nos mostram isso: Há muita gente disposta a arregaçar as mangas e lutar, muita gente que entende que viver é um ato político – Então, depois de passado o segundo turno, independente dos eleitos (lembrem-se por favor de renovar os votos para deputados e senadores), inclua a política em sua vida, escolha suas pautas e lute por elas. Pelo bem do país, pelo bem do mundo, pelo seu bem. E antes que me perguntem o que tem este texto a ver com um blog de poesia, eu digo: Não há mais bela poesia do que ver uma multidão de corações unidos pelo objetivo de construir uma sociedade sem ódio, sem violência, com igualdade e dignidade para todos e todas. A luta tem em si a poesia e os espinhos de uma rosa – vamos juntos plantar e colher um roseiral?

6 comentários sobre “Sobre #Elenão, nós sim e a necessidade de lutar

  1. É minha cara, eu também me espanto com mulheres a defender esse cidadão-coiso. Mas, compreendi algumas coisas na tarde de hoje. Ainda há muitas mulheres vítimas, convencidas pelo machismo social, que não pensam e se deixam convencer pela ‘verdade’ de homens-machos, o tipo que vota em Bozo. Não se trata de inteligência ou limitação. É o mesmo motivo pelo qual uma mulher sofre agressão, não pensa por si, pensam por ela.
    Por sorte, somos mais e setemos mais nessa eleição. #EleNão.

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    • Pois é… Ainda assim, em nome da minha saúde mental, tenho excluído e bloqueado essas pessoas do meu face e na medida do possível, da minha vida também, pois elas acabam demonstrando tantas opiniões asquerosas, de um racismo e lgbtefobia tamanhos que até então não haviam demonstrado… Além de um higienismo social bizarro… Enfim, sigamos nós, poetisas, escritoras, resistência nesse mundo que desaba um pouco a cada dia, e se reconstrói a cada entardecer 🙂
      #EleNão

      Beijos

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  2. Eu vejo no dito-cidadão uma personificação hitlerista, com ideais que inflamam uma sociedade doente, medíocre e descrente, que se vale dessas condições para ludibriar essa sociedade. Um insciente que prioriza a violência ao invés da educação; que fala com a bílis para atingir aos frívolos corações ao invés de usar a razão é a empatia para com todos.

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