Um conto de lagoas profundas e mergulhos

É noite. Foram horas alegres e, como em outras ocasiões, os braços se enlaçam num abraço longo, criam um pequeno refúgio, um abrigo para duas pessoas ficarem longe do mundo por alguns instantes – E de repente, no desenlaçar do abraço, a magia se faz mais forte. Olhos nos olhos – tão intenso. E teu olhar parece uma lagoa profunda – mistura de céu, mar, rio, floresta e tempestade. E naquele lapso de segundo o ar faltou – mergulhar tornou-se uma necessidade intensa. Uma urgência de afogar-me em teu olhar, de unir nossos lábios em um beijo sem pensar que meninas não deveriam ter essas iniciativas, sem pensar se haveria amanhã ou não, se seria uma página no livro da vida, um capítulo ou uma história inteira. Foi um mergulho intenso, suave, doce, breve – E agora se faz tarde, aproxima-se a meia noite, o sono e seus mundos oníricos. Inevitável pensar antes de cerrar os olhos. Impossível não escrever, não devanear… Será que você já está dormindo ou está pensando, rememorando, escrevendo também?

04/10/17

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