Mãos entrelaçadas

Eu nunca tentei imaginar qual a sensação de andar sobre nuvens; nunca cerrei os olhos numa tarde de brisa amena, Bambino, eu nunca soube o motivo pelo qual as estrelas brilham tampouco tentei descobrir o motivo pelo qual todas as cartas de amor trazem em si a doçura do mel… Nunca imaginei que um dia sentiria aquele famoso frio no estômago… Nunca até hoje, até aquele momento em que teus dedos lentamente tocaram os meus e se entrelaçaram. Bambino, eu soube desde o primeiro momento que o que eu sentia por ti era amor. E soube também que seria impossível ver este amor florescer, mas hoje, quando a tua mão abraçou a minha mão, eu tive a esperança de poder morar no teu coração. Será uma esperança verdadeira ou um engano? Caminhei entre nuvens – devo continuar voando e construir nosso ninho em algum penhasco com vista para o mar? Ou devo buscar pouso solitário e seguro longe dos teus olhos? Já se faz manhã, Bambino… Segunda Feira eu devo ir vê-lo? Devo enviar-lhe alguma mensagem? Devo tentar convencer meu coração que nossas mãos se entrelaçaram para sempre ou uma vez para nunca mais? Você irá um dia ler estas cartas e rir das minhas dúvidas? A única certeza que tenho é que o amor é um caminho de dúvidas e surpresas. Hora de dormir. Peço ao Universo que as estrelas te enviem para os meus sonhos,pois a canção de hoje ainda ressoa em meus pensamentos e o toque das tuas mãos ainda queima em minha pele. Amo-te, Bambino.

(Da série: Devaneios tirados do fundo de uma gaveta – Outubro/2013)

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