Resenha do livro: Personas Sexuais (Camille Paglia)

Personas Sexuais é o livro indicado como leitura do mês de junho na minha lista literária de 2015 – como podem ver, estou bastante atrasada na minha lista mínima de leituras deste ano, a despeito de ter lido neste lapso de tempo alguns outros livros… Seja como for, aí vai um pequeno comentário sobre a obra!

A autora descortina a história da arte de forma que pode parecer inusitada: Ela analisa a história da arte num conjunto com a história da civilização humana e, principalmente, da sexualidade humana. Para Camille a própria anatomia sexual revela a tendência do homem para atingir um objetivo, um ponto, uma arte esteticamente bela e organizada, uma vez que o órgão sexual masculino é comparável a uma seta que indica, busca caminhos. Em contrapartida, o feminino é o misterioso, o selvagem, o oculto – a força desconhecida da mãe terra – e por isso não gera objetivos e sim energia primordial que não levaria a uma evolução sem presença do masculino. A opinião da autora pode, a princípio, parecer machista ou sexista, porém, excluindo-se este fato, a leitura torna-se bem interessante.

Num todo o livro é interessante, porém eu não o indicaria a pessoas que não possuam uma grande curiosidade acerca da história da arte. Também cabe salientar que de quase nada adianta ler a obra sem um prévio conhecimento sobre o tema, uma vez que a autora cita como exemplos não apenas diversas obras literárias e autores, como também esculturas e pinturas – confesso, aliás, que várias vezes no decorrer da leitura fez-se necessário parar acessar a internet e pesquisar sobre o pintor, escultor ou escritor citado, uma vez que apesar de apreciar muito a literatura, tenho pouco conhecimento acerca da história da arte.

Publicidade