Capítulo 21

Abraçaram-se, mudas em seu espanto… Ambas tinham lágrimas nos olhos, lágrimas retidas durante quase 20 anos. Naquele momento, era como se mais nada existisse. Valeska teria que ficar no colégio, em reunião com os outros professores. As férias se aproximavam, havia muito que planejar provas avaliações, mas nada mais importava para Valeska. Simplesmente, ela decidiu deixar tudo aquilo para trás, ao menos por algumas horas. Foi até a secretaria, disse que estava com uma forte dor de cabeça e iria embora com Marjorie, pois não estava em condições de dirigir.
Já no carro, ambas não tinham palavras. O que dizer?Como dizer?
Pararam em frente à praia. O frio de junho e o fato de ser segunda-feira faziam com que estivesse deserta. Caminharam, ainda sem palavras…
-Porque você me deixou?
-Não consegui acostumar com a idéia de que você havia me traído com Melissa, nem com aquela noite, na barraca.
-Você não imagina o que é a minha vida sem você. A dor que me sufoca pouco a pouco a cada dia, que aos poucos vai me consumindo.
Valeska chora, como uma criança indefesa perdida numa noite escura e silenciosa. Marjorie a toma nos braços.
-Isso Marjorie, me abraça, me abraça forte e promete que nunca mais vai me deixar novamente.
-Você sabe que nunca mais ficaremos juntas.
-Por favor… Não me diz isso… Por favor…
-Valeska, eu sou uma mulher casada, tenho uma filha linda, um marido que me ama.
-Você o ama?
-Aprendi a gostar dele, a respeitá-lo. Você acha que minha vida sem você foi fácil? Você continuou em sua casa, cercada pela sua família, nossos amigos, nosso mundo. Eu morei um ano com meus tios, e eles se mudaram para a Argentina, tive que optar entre voltar e enfrentar minha vida perto de você, mas sem tê-la, ou ficar aqui, sozinha e passo a passo, construir uma vida só minha.
Silêncio. As lágrimas a impedem de continuar…
-Aluguei um quarto, pequeno, comecei um curso técnico, pois meus pais recusaram-se a pagar minha faculdade se eu decidisse viver longe deles, fui trabalhar em um bingo. Lá, conheci Christopher. Éramos amigos, ele, de alguma maneira, sabia que eu não estava bem, que havia algo em minha vida que me machucava. Nunca vou me esquecer uma noite, em que eu estava me sentindo especialmente solitária. Já era madrugada, e eu resolvi caminhar até aquelas pedras ali na frente, mesmo sabendo o perigo que corria, sozinha na praia àquela hora. Sentei ali e chorei. Foi quando vi um homem se aproximar me assustei, mas,naquele momento,desejei que ele me tirasse a vida, pois estaria tirando o que eu já não tinha. Mas ele não tirou minha vida, ele não se aproximou para me machucar. Era Christopher, que também se sentia solitário em casa e havia saído para caminhar. Ele me viu ali, nas pedras, e foi conversar comigo. Até então, eu não havia contado nossa história para ninguém. Eu contei tudo a ele. Ele me confortou me levou para sua casa. Passamos um fim de semana juntos, apenas amigos, em nenhum momento ele se aproveitou da minha fragilidade.

Novamente, a emoção a impede de continuar por alguns segundos.
-Após esse final de semana, passamos muitos outros juntos… Conheci a ex-esposa dele, a filha, Diana. Nos demos tão bem. Ele me pediu em casamento, demorei algum tempo, mas acabei aceitando viver com ele, mas sem me entregar como mulher, apenas amigos debaixo do mesmo teto.
-Por alguns anos, ele suportou essa situação cruel, e teria aceitado mais e mais tempo, apenas para estar ao meu lado. Até que eu me entreguei, meu corpo necessitava ser dominado por alguém, receber e dar prazer. Após um tempo, engravidei. Anne Camille nasceu para iluminar a nossa vida. Até hoje, ele sabe que eu não o amo, não como esposa. Ele sabe que meu grande amor é você.
-Marjorie…
-Não diz nada… Não posso deixar minha família para voltar aos teus braços.
Simplesmente vai embora, deixando Valeska ali, sozinha e chorando.
Pensava em quanto Marjorie havia sofrido, pensava no amor puro e desinteressado de Christopher, na doçura de Anne. Como o tempo pôde passar assim tão rápido, e elas haviam ficado paradas, presas nele, presas em um amor que não voltaria nunca mais. Ou, voltaria mais não nessa vida. O amor é eterno, ele sempre volta, sempre, não importa quando, mas sabemos que ele volta. Sabemos que a espera nos sufoca, nos tira a vida aos poucos, sabemos que, a cada momento que se passa, nosso coração se desfaz mais e mais, e que não podemos fazer nada para evitar isso.
Anne não estava em casa, havia saído com Christopher, ido ao cinema.
Marjorie pôde ficar um tempo sozinha, pensar. A vida havia novamente colocado Valeska em seu caminho. O que fazer? Não podia abandonar Christopher, ele havia dedicado a vida a ela e Anne. Mas doía muito abrir mão de Valeska mais uma vez, sabia que, se a recusasse agora, seria para sempre.
Ligou o rádio, começou a tocar uma música muito antiga, que não era mais sucesso no tempo de sua adolescência, mas que mesmo assim, havia marcado muitos momentos com Valeska. Como era mesmo o nome daquela música? Esquecera-se, o ritmo estava em seu coração, mas o nome.
Ouviu a porta da cozinha abrir. Christopher chegava sozinho. Anne havia encontrado uma amiga no shopping e ia ficar algumas horas na casa dela, depois ele iria buscá-la.
Naquele momento, Marjorie sentiu-se aliviada pela ausência de Anne. Assim teria privacidade para conversar com Christopher.
A notícia de que Valeska, a professora de Anne era a mesma pessoa que sempre havia sido o grande amor da vida de Marjorie deixou Christopher muito abalado. Marjorie jurou que não voltaria nunca mais para os braços de Valeska, apesar de saber que ela ainda a amava, e muito. Chorava
Christopher tomou-a nos braços:
-Marjorie, eu jurei a mim mesmo, que faria tudo para ver você feliz, mesmo que isso significasse entregá-la nos braços de Valeska, se um dia ela voltasse para a sua vida.
-Christopher, eu sou feliz ao teu lado, temos uma família… Um lar…
-Um lar baseado na amizade, no respeito, em um tipo de amor que não cabe em um casamento. Eu te amo mais do que qualquer outra coisa nesse mundo, quero que você seja feliz, não importa o que aconteça, sempre vou amá-la.
Essas palavras de Christopher fizeram Marjorie chorar ainda mais. Não sabia mais o que pensar, como agir.
Ela e Valeska encontraram-se mais algumas vezes. Conversavam muito, não podiam simplesmente começar do ponto em que haviam parado muita coisa havia mudado desde então.
Os dias passavam-se rapidamente, logo chegariam as férias. Anne viajaria com algumas amigas na primeira semana, e Marjorie havia decidido ir à São Paulo, pela primeira vez em tantos anos teria coragem para retornar e rever sua família. A decisão mais importante, porém, ainda estava por ser tomada, separar-se-ia de Christopher para viver com Valeska, ou continuaria a sua vida, a vida que havia construído ao lado de seu marido, sua filha. Não sabia sequer como Anne reagiria a uma separação, muito menos, qual seria sua reação se,além de separar-se,Marjorie decidisse morar com Valeska.
Luana começava a sentir falta da companhia de Anne, dos segredos divididos, sua companhia nas noites solitárias,quando dormiam juntas,mãos dadas debaixo do cobertor. Porém, não aceitava, não entendia aquele sentimento, aquela paixão que Anne nutria por ela. Aos poucos, percebia que começava ela mesma a sentir desejo pela amiga. Um dia, decidiu chegar cedo ao colégio, agora estudava à tarde, mas disse que precisava fazer uma revisão na biblioteca, por isso ficaria a manhã toda lá. Foi bem antes do horário de entrada dos alunos e esperou até que Anne aparecesse, então, chamou-a para irem juntas a uma lanchonete próxima, fora do colégio. Anne não costumava cabular aulas, mas conversar com Luana, após tanto tempo, pareceu-lhe um bom motivo. Ambas sentiam-se tímidas, mas podia-se perceber que se desejavam mais do que qualquer coisa. Havia uma química forte no ar. Luana havia transado com Rodolfo dias após aquele episódio no colégio, mas sua primeira noite havia sido um fracasso. Depois da primeira, houve outras, melhores, muito melhores, isso fazia Luana ter certeza de que não era lésbica. Mas, como explicar o desejo que nascia de ir para a cama com Anne? Seria então bissexual? Estaria condenada a uma existência dupla, pulando sempre dos braços de um homem para os braços de uma mulher? Ou esse desejo seria apenas uma fase, uma curiosidade?
Luana, mais desinibida, foi logo ao ponto:
-Anne, te esperei no colégio hoje, porque decidi que quero dormir com você.
-Eu sabia que um dia, ficaríamos juntas. Sabia que um dia, você me amaria como eu te amo.
-Quem falou em amor? Quero apenas dormir com você, uma noite. Se me agradar, dormiremos outras vezes. Sem compromissos,eu e Rodolfo estamos namorando,fazemos sexo. Apesar disso, tenho vontade de ir para a cama com você. Apenas para ver como é com outra garota.
Anne não agüentou ouvir mais nada, levantou-se, deixando Luana sozinha na lanchonete. Não queria ir ao colégio, mas não poderia voltar para casa. Andou a esmo pela cidade, até o horário em que deveria “sair da escola e ir para casa”
Já no conforto de seu quarto, pensa na proposta de Luana. Apesar de humilhante, era tentadora. Teria sua primeira vez com seu grande amor. E, talvez outras vezes mais. Doía pensar que não seria amor da parte de ambas, mas, o que teria a perder? O toque do celular veio tirá-la de seus pensamentos. Número restrito. Atendeu.
-Então, Anne, já pensou melhor em minha proposta?
-Estava pensando nisso agora, Luana.
-Então?
-Proposta tentadora, mas quero que minha primeira vez seja com alguém que corresponda ao meu amor, entende?
-Bom. Se faz assim tanta questão. Sinto muito. Terei que procurar outra. Acho até que será melhor. Encontrarei alguém mais experiente, que saiba me levar ao céu… Ver estrelas…
Luana provocava Anne descaradamente.
-Meus pais sairão amanhã para trabalhar, às 14h30min, como sempre. Passarei a tarde toda sozinha. Se for sexo que quer, será isso que terá Luana.
-Perfeito.
Anne passou o resto do dia na internet, vendo sites pornográficos e lendo textos eróticos, podia ser sua primeira vez, mas seria perfeita. Luana queria sexo?Era exatamente isso que teria. Correu ao shopping, precisava comprar algumas coisas, para o dia seguinte.

O porteiro havia interfonado, Luana estava subindo. Anne deixou a porta entreaberta. Luana foi entrando. Havia um bilhete sobre a mesa de centro da sala:
“Luana, feche a porta, e venha direto para o meu quarto. Estou te esperando.”
A porta do quarto também estava entreaberta. A cama trazia um lençol de cetim vermelho. Aparentemente, o aposento estava deserto. Luana sentou-se na cama. Nesse momento, uma música começa a tocar. Música eletrônica, perfeito para um encontro quente e nada romântico. A porta do guarda-roupa se abre, Anne salta para o meio do quarto, vestia um espartilho, cinta-liga, meias transparentes que iam quase à altura do meio das coxas e bota de cano alto e salto fino, todas as peças eram negras e transparentes. Empurra Luana na cama, e começa a dançar, provocando-a, mas sem deixar-se tocar, puxa-a da cama, jogando-a no chão, com os pés, faz com que se deite sobre o tapete. Dança por cima dela, agacha-se, esfregando-se em seu corpo, usa um par de algemas para atá-la ao pé da cama, e com um chicote, vai percorrendo-lhe o corpo. Começa então a acariciá-la com a língua, sem beijá-la. Apenas passeando, descobrindo onde causa prazer mais intensamente. Quando a sente extremamente excitada, faz com que se levante e suba na cama. Amarra-a novamente, e, no ritmo da música, começa a fazer um strip-tease. Vai para a cama e sem desamarrá-la a possui. Luana pede que Anne a deixe desvirginá-la, mas Anne nega. Isso, apenas alguém que a ame poderá fazer. Anne não se deixa possuir nenhuma vez, ela domina durante todo o tempo. Usa uma venda nos olhos de Luana, esta, deve dar-lhe prazer, com as mãos amarradas, usando apenas a boca.

Luana sai de lá exausta. Pede para marcarem outro dia. Doce ilusão, Anne e Luana nunca mais iriam se ver, não dessa forma. A decepção de Anne fora tão grande ao ouvir aquela proposta de sexo casual, que ela havia planejado uma tarde que marcasse para sempre a vida de Luana, mas seria apenas uma tarde. Apenas para deixar-lhe o desejo desperto,à flor da pele.
As férias chegaram, Anne e as amigas viajam.
Em São Paulo, Marjorie encontrou sua casa praticamente igual ao que era, quando ela se mudou. Seus pais estavam envelhecidos. Não queriam recebê-la, mas a saudade da única filha foi maior. Seu quarto… Tudo estava no mesmo lugar… Marjorie contou-lhes que tinha uma filha, uma linda menina de quatorze anos… Não havia trazido-a junto, pois não sabia como seria estar em casa outra vez, mas prometeu que na próxima visita, ela viria… Sempre quisera conhecer os avós.

Valeska telefonava todos os dias, aos poucos, ia fazendo-se presente em sua vida novamente… E, Christopher,ia pouco a pouco se afastando,deixando o caminho livre… Sabia que havia sido o homem mais feliz ao lado de Marjorie, mas sabia que, apenas ao lado de Valeska, esta poderia encontrar a paz de um Amor verdadeiro e correspondido. Ele havia prometido a si mesmo que a faria feliz, e, agora isso significava entregá-la novamente ao seu grande Amor.
Em Setembro, Christopher e Marjorie separaram-se, não sem lágrimas, mas com respeito, com o amor de uma amizade verdadeira… Como dois irmãos adultos e solteiros que moram juntos, e, após uma vida toda em comum, decidem seguir seus próprios caminhos… Apenas lágrimas de saudade, a sensação estranha de chegar ao lar e não encontrar o outro.
Marjorie alugou um apartamento de dois quartos no prédio ao lado. Anne teria a liberdade de permanecer o tempo que quisesse com um ou com outro. Não foi difícil para ela a separação dos pais… Tantas amigas haviam passado por isso… Por que seria uma exceção?
Marjorie e Valeska decidiram permanecer mais um tempo apenas namorando,sem que Anne soubesse,iriam devagar.
Em Outubro, Marjorie descobre que está novamente grávida. Christopher fica feliz ao saber que será pai novamente, para Valeska e Marjorie, essa é a oportunidade de terem juntas o bebê que tanto haviam planejado. Apesar da idade, a gravidez de Marjorie foi tranqüila. Em 25 de Julho, nasce uma menina, a quem chamam Victoria.
Anne decide viver com Christopher, para não ter que dividir o quarto com a nova irmã. Mas isso não a impede de passar o dia todo na casa de sua mãe, quer apenas sua privacidade, para receber garotas em seu quarto, o que seria impossível dormindo no mesmo quarto que Victória.

Desde o início da gravidez de Marjorie, Valeska praticamente havia se mudado para lá, queria acompanhá-la, estar por perto. Anne aos poucos notava isso. Não comentava nada com a mãe, ou com Valeska, apenas observava.
Havia conhecido uma garota e estava namorando. Decidiu apresentá-la aos pais, em um jantar formal, à luz de velas, que preparou na casa de Marjorie. Todos gostaram muito de Liane, que apesar do visual de roqueira rebelde, era uma menina gentil e sensível.
Após o jantar, levaram-na para casa. Marjorie e Valeska decidiram então contar a verdade sobre elas, tudo, desde o início. Já não agüentavam mais dormirem separadas todas as vezes que Anne decidia passar a noite na casa da mãe.
Ficaram surpresas quando Anne disse que, desde o divórcio, sabia que havia entre elas algo mais do que uma simples amizade. Não imaginava que a história fosse assim, tão longa. Mas, estava feliz, por ter agora duas mães: Marjorie e Valeska.
Ao final de tantos anos, agora podiam todos considerar-se uma família feliz. Muitas vezes, Melissa e Gabi, Marjorie e Valeska encontravam-se para levar seus filhos à praia. Diana ficou surpresa ao reencontrar Melissa, após saber toda a história de Marjorie, e, constatar que haviam sido amigas durante algum tempo e, Marjorie nunca as havia encontrado.
Três anos após a separação, Christopher conheceu Sofia, nova vendedora de cartelas do Bingo Sete Mares. Tal como aconteceu com Marjorie, amou-a logo que a viu. Sofia tinha o coração livre, até conhecê-lo. Em seis meses estavam casados.Anne agora tinha três mães.
Luana e Rodolfo continuam namorando, mas às vezes… Bom, Rodolfo ganha alguns enfeites dos quais não pode se orgulhar muito, pois Luana o trai com sua prima, Luciana.
Fim da história?
Não… A vida continua… Vidas que geram novas vidas, novos sentimentos… O amor atravessa o tempo… Esse ciclo está se fechando, de maneira feliz, para que outro se inicie… Nenhuma estória de amor tem um final definitivo… Mesmo após a morte, a vida sempre continua, e o sentimento permanece, para sempre….

Caderno de notas de Valeska
 
(Carta escrita quando nos reencontramos… essa, eu vou te entregar… juntamente com uma única rosa vermelha… será a primeira, de muitas e muitas cartas e poemas, que farei para vê-la sorrir… para que saiba que sempre a amei, e sempre a amarei…)
 
“Hoje, olhava tuas fotos, para matar as saudades…
Tantas coisas passavam-se em minha mente…
Nossos momentos… Suas carícias… Juras de Amor…
Queria ser poeta para brincando com as palavras poder dizer tudo que sinto por você…
Mas simples palavras não seriam capazes de descrever o Amor, por que nosso amor é indescritível… Ele é simplesmente Amor… está além das palavras…
Talvez um dia, as fadas estivessem muito felizes… Inspiradas resolveram criar a pessoa mais doce do universo… Juntaram o brilho das estrelas, a doçura do mel, a suavidade de uma brisa num dia de verão, a delicadeza das rosas, a alegria dos pássaros e a Magia do Amor… Com tudo isso criaram… Você!
Os anos foram se passando… Até que um dia, elas te colocaram na minha vida, para despertar em mim esse maravilhoso dom de Amar incondicionalmente… e assim aconteceu.
Ficamos distantes durante algum tempo, talvez ainda tivéssemos barreiras a ultrapassar, obstáculos a superar, lições para aprender…
Até que numa tarde,quando menos esperávamos,nos reencontramos, marcando também o início de uma nova vida em nossos corações que tanto tempo esperavam um pelo outro…
Agradeço a cada dia aos Deuses e aos seus Pequeninos Seres Invisíveis por terem te colocado na minha vida…
Gostaria de estar em seus braços agora… Enchendo-te de carinho, de beijos…
A cada momento do dia, sinto sua energia, sinto a Energia do nosso Amor ligando nossos corações…
Muitos beijos,
Com Amor e muitas saudades…
Amo-Te!

Fim… Ou,um novo recomeço…

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5 comentários sobre “Capítulo 21

  1. Marcelo Raymundo disse:

    Já havia lido seu texto, creio que apenas os últimos capítulos, mas dediquei um tempo para ler todos os capítulos! Curti muito e não me chocou em nada, como você me advertira, pelo contrário, me emocionei com esta visão de Amor! A distância de duas almas que se amam por desacordos e atitudes impulsivas. Entristeci com o tempo que perderam, com as experiências amargas, mesmo com o surgimento desta linda criança – Anne e em seguida a Victoria.
    Os coadjuvantes também se mostraram bem interessantes – A Melissa cresceu bastante no decorrer do conto.
    E um drama e as emoções estão extremas, coisa que imagino ter sido o intuito e, por isso, dentro do esperado.

    Lerei, com certeza, seus outros textos.

    Adorei este especificamente – Parabéns e muito obrigado!

    Curtido por 1 pessoa

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