Poesia urbana

Pessoas apressadas…
O barulho da cidade
Onde estarão as flores,
Com as quais outrora conversava, falando de amores?

Já não há quase pastos,
Ou jardins enluarados
Sumiram-se os camponeses
E as belas pastoras…

…Mas perdido em meio à selva de concreto…
…ficou o amor…

Solitário arqueiro a nos alvejar…
E só nos resta aceitar
O destino cruel
Solidão inigualável…

Já não há quase árvores
Companheiras dos desventurados amantes
Mas ainda há amor, há ainda poesia
Poeira de fantasia

Em meio aos automóveis
Corações se movem
Pulsam, chamam
Fazem que esquecem
Mas, mesmo sem querer
Amam…