Amor, que será de nós?

Ah vida perversa
Ingrato destino
Que a dor atravessa
Sofrendo em desatino
 
Oh, solidão gloriosa
De próximo ao bem amado viver
E, nesta estrada pedregosa
Nem notado ser…
 
Se as juras de amor
Nada valem
Que então se calem
As canções do romântico trovador
 
E nas quentes noites
Sejam as brisas açoites
E na primavera
Descubra o coração, que o amor é uma quimera
 
E o covarde arqueiro cego
Que aos poucos nos envenena
Veja enfim como nossa alma pequena
Aos poucos se desfaz
Sob seus golpes de algoz
Vida, morte fugaz
Amor, que será de nós?