Capítulo 2 – O despertar de Mary (II)

BIANCA

Segunda Feira, 14 de Outubro de 1996.

Novamente acordei com as caricias de M.III. Já não me sentia assim tão cansada ou frágil quanto ontem mesmo assim recebi alimento na cama, M. não me deixou levantar, mas ficamos conversando… Descobri que estou numa pequena casa, no interior da Inglaterra, muito longe de qualquer contato com a civilização humana, por isso antes de sair para caçar, precisarei treinar muitas outras coisas, poderes que os seres humanos têm e não usam por falta de sensibilidade, como por exemplo influenciar pessoas, transmitir pensamentos a outros, ler o que se passa nas mentes dos que estão perto de nós… E também poderes que apenas nós temos, M.III me explica que o que separa nosso mundo do mundo humano é uma tênue barreira energética. Por exemplo, muitos vampiros vivem confortavelmente em casas luxuosas, em meio a grandes metrópoles, como eles conseguem? Simples, coabitando com famílias humanas. Onde as pessoas “normais” enxergam apenas uma enorme mansão, podemos ver nossa casa, a casa que foi habitada durante séculos por um de nós, até chegar um mortal arrogante e demoli-la para construir outra mais moderna, arrojada e confortável. Eles conseguem destruir a construção, mas não a energia do local… E é nessa energia que nós nos abrigamos, pois nosso corpo é formado por ondas energéticas que vibram numa intensidade diferente da dos mortais. Por isso, podemos nos transportar para onde quisermos sem necessitar caminhar, utilizar um carro ou uma carroça, basta aprender a dominar a técnica de mudar nossas vibrações, misturando nossas ondas ao ar, e num simples piscar de olhos estaremos onde desejamos. Parece complicado, mas ele me garante que aprenderei depressa. Apesar desse poder de autotransporte, muitos temos carruagens, pois o glamour de chegar a um local numa bela carruagem puxada por uma parelha de corcéis negros é muito maior do que o de chegarmos “pelo ar”… Nossa delicada relação com o Sol me intriga, por que ele nos é proibido? Pelo que posso entender, é uma questão complexa envolvendo energia, ondas, calor, muitos cálculos físicos e estudos biológicos e bioquímicos, tudo apenas para explicar que ele nos atinge mais do que atingiria a um humano normal.Por exemplo, sabemos que num mortal, os raios de sol, ou melhor, a radiação solar, vai aos poucos matando as células. Em nosso corpo, já naturalmente sujeito as mudanças de ondas e vibrações energéticas, os efeitos dessa radiação se multiplicam milhões de vezes, fazendo do Sol algo fatal para nós.

A questão dos Templos também é interessante, é um dos grandes mistérios do mundo vampírico, algo que os mais renomados cientistas (sim, temos uma grande sociedade, com escolas, professores, cientistas, políticos e quase tudo que os mortais têm) não conseguem explicar. Podemos notar que a vibração energética desses locais é muito ampla e por isso não conseguimos adaptar as nossas vibrações a ela, nossas ondas se desfazem em meio a tanta energia e, por algum motivo, não conseguem mais juntar-se, fazendo com que nosso corpo desapareça, para sempre…

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