Devaneios sobre “O Fantasma da Ópera”

                           Num mundo onírico se aproxima um rosto misterioso. Não sou Christine. Você não é um fantasma. Entre sombras e o estalar quase silencioso dos pisos eu sei que estou sonhando e você não está aqui. Eu conheço o teu rosto, mas aprecio ver teus olhares de quase frieza e mistério por baixo desta máscara com a qual meus devaneios insistem em te imaginar. Está em minha mente e em sonhos eu canto para você uma canção plangente. Não há uma história de amor ou mistério. Nada de dramas. Nada de sonhos. Nada de lágrimas ou amores impossíveis, apenas eu e meus devaneios que insistem em te apresentar assim: misterioso, imponente e belo. E quando acordo no meio da noite me dou conta que meus devaneios não estão errados – você é exatamente o que meus sonhos apresentam – misto de beleza, mistério e imponência.  Olhos novamente cerrados. Aos poucos deixo-me voltar pouco a pouco ao sono. Não me chamo Christine, você não é um homem-fantasma habitando um velho teatro. Mas eu gosto de tê-lo em minha mente e eventualmente em meus sonhos. Você não é um garoto comum, vivendo uma vida normal – e talvez por isso eu sinto que seria um equívoco imaginá-lo como parte da minha vida estranhamente comum.

*** Texto-devaneio inspirado na música ” Phanton of the Opera – Nightwish”  e no filme “O Fantasma da Ópera”

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2 comentários sobre “Devaneios sobre “O Fantasma da Ópera”

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