Sobre escrever e criar.

Escrever é derramar a alma sobre o papel (ou sobre o teclado do computador). É mostrar ao mundo o mundo todo que existe dentro da alma e do coração. Parece fácil? Parece. Mas não é. É impossível? Não. É difícil? No início sim, é bem difícil. Mas com o tempo vai melhorando.

Algumas vezes as pessoas que acompanham minhas postagens me perguntam coisas como “onde você arranja inspiração”, “como consegue criar tudo isso”, “já viveu as experiências relatadas pelos personagens” etc.  Não sou exemplo para ninguém, não sou uma escritora profissional. Não escrevi nenhum livro de sucesso. Meu blog/página tem poucos seguidores por enquanto, então, certamente não sou a pessoa mais adequada do universo para responder tantas perguntas. Entretanto, vou tentar deixar algumas dicas de como eu faço para escrever.

Romances:

Em geral, são obras longas  e exigem muita atenção para não se atropelar o tempo ou deixar “pontas” soltas, personagens sem nexo e tramas sem final. Acredito que o ideal é começar escrevendo contos curtinhos para ganhar experiência porém eu mesma nunca escrevi um conto por um motivo bem simples: Gosto de descrever locais, pessoas, situações. E essa minha mania deixa os textos mais longos. O primeiro romance que escrevi, Valeska – um amor proibido, tem alguns erros em relação a passagem do tempo. Ele foi publicado em um blog anterior há anos. Hoje, penso seriamente em retomá-lo e corrigir as falhas antes de publicar novamente.

Se você pretende escrever algo do gênero, seguem algumas dicas:

  •  Utilize o computador: Além de ser mais ecológico, é mais prático. Você irá escrever, apagar, errar, rabiscar muito. Quanto papel seria utilizado para fazer um rascunho para um livro de 100 páginas? Você pode criar uma pasta nos seus documentos, com o título do romance.
  • Defina uma linha do tempo: Marque aproximadamente em que ano sua história irá se iniciar. Se for necessário “voltar no tempo”, marque os pontos em que isso acontece, definindo o período mais antigo que a história atingirá. Marque também quanto tempo se passa entre o início da história e os dias atuais, pois caso deseje imprimir algum realismo à história, saberá qual é o tempo que tem para desenrolar a trama.
  • Defina os personagens principais. Quem são? Defina tudo o que puder. Idade, aparência física, interesses, relação com outros personagens. Quem já jogou RPG pode montar “fichas” para os personagens da história. Isso facilita bastante. Se quiser, pode montar, dentro daquela pasta que sugeri no item 1, várias subpastas com dados sobre o personagem. Salvar fotos de locais onde a ação se passa, objetos relacionados ao personagem, figurinos que ele usaria se fosse real, vale tudo para ajudar a imaginação.
  • Pesquise os períodos históricos em que a trama irá se passar. Não se limite aos livros de história. Vá mais fundo e procure informações sobre cultura, sociedade e comportamento das pessoas no período e no local que irá ambientar a obra.
  • Defina quem irá narrar a história. Será um romance epistolar? Será narrado pelo personagem principal? Será em terceira pessoa? Cada um tem maior facilidade com um tipo de narrativa.
  • Defina o início, meio e fim. Pode escrever num documento do Word criando tópicos: a história começa em tal lugar, quando tal e tal personagem interagem de tal e tal forma. Essa interação leva a tal e tal efeito. No desenrolar, aparecem as personagens “x”, “y”, “z”. No final, acontece tal coisa e a história termina. Definir esse “esqueleto” te deixa livre para trabalhar situações sem se perder.
  • Se for uma história de ficção ou fantasia, não esqueça de fazer “fichas” dos eventuais mundos paralelos, cidades fictícias, criaturas fantásticas e etc.
  • Não dê títulos aos capítulos. Vá escrevendo. Quando chegar ao final, ai sim releia tudo e dê nomes aos capítulos, se assim desejar.
  • Tome muito cuidado com a ortografia. Não há nada pior para o leitor do que encontrar erros durante a leitura.
  • Não descarte trechos. Às vezes, escreve-se muito e tem-se a impressão de que aquele trecho perfeito “não cabe” na história. Copie, cole em outro documento e guarde-o na pasta citada no primeiro tópico. Você pode querer utilizá-lo mais para frente.
  • Não tenha pressa de acabar. Segure a ansiedade. Releia muitas vezes. Isso não significa que você deve ficar procurando erros e mais erros nem que deve escrever “de vez em nunca”. Se algo o impulsionou a criar uma história, tente escrever regularmente antes que o assunto deixe de te interessar.
  • Cuidado: Muitas vezes espelhamos nossos sonhos e desejos na hora de criar personagens. Também é comum “inspirarmos” personagens em pessoas que admiramos muito. Isso pode criar situações constrangedoras se ficar muito explícito que a personagem se baseou em você e naquele amigo pelo qual é apaixonada. Ou se a vilã foi inspirada em algum colega pelo qual você nutra antipatia. Lembre-se que seus primeiros leitores serão provavelmente amigos e familiares. Eles te conhecem e podem reconhecer pessoas ou situações.
  • Ainda sobre o tópico 12: Não é preciso viver situações para descrevê-las. É difícil explicar isso para as pessoas, mas, não é porque você criou uma personagem extremamente maldosa que você é uma pessoa má. Dependendo dos personagens que criar, as pessoas irão te perguntar o motivo pelo qual escreveu tal ou tal coisa. Vão te perguntar se agiria igual. Vão querer saber se já experimentou as mesmas experiências. É normal. Simplesmente explique que pesquisou muito, leu blogs, livros, textos, assistiu filmes e documentários e, de posse deste conhecimento, criou seu personagem.
  • Mantenha sempre por perto um bloquinho. Você não sabe quando vai surgir uma super idéia!
  • Leia, leia, leia: da leitura se apreende idéias, vocabulário, desenvoltura literária.
  • Escreva sempre. Escrever aprende-se escrevendo, criar aprende-se criando

Poesias:

Dar dicas sobre poesias é mais difícil. Poesia é algo que nasce de dentro. É o derramamento mais puro da alma. É possível fazer poesia a partir de um tema especificado por outra pessoa? Até é. Mas não é fácil. Algumas dicas para escrever poesias:

  • Caderno ou computador? Tanto faz. Pessoalmente, tenho preferência pelo uso de cadernos quando estou escrevendo. Passa uma impressão mais intimista. Depois passo tudo para o computador.
  • Rimas? Versos? Sonetos? Cada um escreve do jeito que prefere. O interessante é se desafiar. Estudar teoria literária e tentar de vez em quando se “encaixar” naquilo que cada estilo pede. Há versos livres fantásticos assim como há sonetos incríveis.
  • Crie conceitos: antes de escrever, rascunhe algo. É comum utilizar metáforas em poesias. Delimite alguma assim fica mais fácil trabalhar as idéias.
  • Poesia é sentimento. Dificilmente irá conseguir escrever algo feliz se estiver num dia baixo astral. Ou algo triste em um momento muito feliz.

Salientando o que eu disse no início deste texto: Essas dicas funcionam para mim. Cada pessoa tem um ritmo, uma dinâmica diferente. Seja como for, espero ter ajudado.  Mãos a obra! Espero ver vários textos em um futuro próximo. Tentem e me enviem! Ficarei muito feliz em descobrir a criatividade dos meus amigos e leitores!

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4 comentários sobre “Sobre escrever e criar.

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