O poeta

FÊNIX

“E no inicio de tudo, apenas o Caos donde surgiu o mundo, e dele as palavras para que delas cada alma pudesse criar seu próprio mundo. E às almas que aceitaram o desafio de criar seu próprio mundo deu-se o nome de poetas. Ah, os poetas… Falam de Amor. Conhecem o Amor? Falam os poetas de amor antes de conhece-lo. Constroem n’alma sua imagem.
E numa rosada aurora, ou numa noite enluarada (tanto faz…doerá do mesmo jeito!) o poeta conhecerá o Amor. E nas asas do Amor subirá aos céus da paixão e pousará no cume das cordilheiras do desejo. Mas pode acontecer do vendaval do ciume e/ou da tempestade do abandono vir e arremesá-lo novamente ao abismo da solidão. E então o sangue do poeta, do Amor ferido, será a tinta que desenha as palavras sobre a imaculada folha de papel. O sangue do poeta fecunda a Terra para que o Amor possa sempre renascer. E assim, morrendo aos poucos, do céu atirado ao reino de Hades, o poeta verá sua alma perecer e consumir-se nas chamas da solitária paixão não mais correspondida e, tal qual a Fênix o poeta irá renascer para que sua alma possa novamente o Amor conhecer…”

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